S.o.s.
21 A parte depois do fim, nomeada de "o re-começo"
Notas iniciais
Mesmo que o hoje te dê um não, lembre-se que há um amanhã melhor, a certeza de que os nossos caminhos devemos traçar ao lado de quem nos ama; com amor, paz, confiança e felicidade, é a base para se recomeçar.
Um recomeço, pra pensar no que fazer agora, acreditando em si mesmo, na busca do que será prioridade daqui pra frente; PLANOS? Pra que os fizemos, já que o amanhã é mistério? A qualquer momento pode ser tempo, de revisar os conceitos e ações, e concluir, que tudo aquilo que você viveu marcou, porém não foi suficiente pra que continuasse.
As lembranças passadas ficam, tudo que vivemos era pra ser vivido , o destino é como um livro do qual nós somos os autores, ele não vêm pronto, antes de nascermos ele está em branco, ao nascermos introduzimos as primeiras passagens, um começo, com o tempo através das escolhas vamos escrevendo-o página por página, rabiscadas, rasgadas ou marcadas, onde encontramos obstáculos onde indicarão a melhor hora pra recomeçar, nos últimos dias de vida concluiremos, e no final deixamos nossas historias marcadas no coração daqueles, que sempre farão parte de nossa historia, onde quer que estejam.
A narrativa da Bella, sobre o antes, o durante o depois e o BEM depois.
– narrativa breve, ela não esta completamente recuperada da cabeça!
Ele estava bem ali, na minha frente. Depois de não sei quanto tempo — não, eu não sabia mesmo- ele resolvera aparecer. Aparentemente, não mudara nada. Mas algo naquele olhar me dizia o óbvio, o tempo, as decepções, as perdas, o fizeram amadurecer. Assim como fizeram comigo. Assim como fazem com qualquer um.
Eu havia lembrado dele cerca de três meses após o nosso termino. Graças ao Emmett, o anjo depravado. Ele me mandara uma caixa repleta de bilhetes, com garranchos, no mínimo, fofos. Atrás dos bilhetes haviam a data e a hora em que foram escritos. No início eu fui relutante quanto a ler aquilo tudo, afinal poderia ser uma farsa. Mas, a saudade de Edward, unida a minha curiosidade costumeira, foram mais fortes. E eu me dei por vencida.
E com toda certeza que há no meu ser eu posso afirmar, ainda bem que eu fiz isso.
Mas, por ironia do destino talvez, ele estava prestes a se casar. Eu não o culpava, afinal, a burra da história tinha sido eu. Perder um deus daqueles? Parabéns, Isabella Swan! Sim, eu poderia ter impedido o casamento. Foi o que eu tentei fazer. Porém, para minha infeliz surpresa, a noiva de Edward não entrava sozinha na igreja. Acompanhada de seu pai, seu enorme sorriso e uma enorme barriga de grávida. Aquela mulher exalava luz e alegria. E não merecia, de maneira alguma, que alguém como eu, que foi capaz e jogar a própria felicidade pelo ralo, impedisse-na de ser a mulher e mãe dos filhos de Edward — tentação, lindo, gostosura e muitos mais adjetivos positivos — Cullen.
Edward havia seguido a vida dele. Eu decidi por seguir a minha também.
Antes que você se pergunte o que aconteceu após o nosso reencontro, já que é isso que mais lhe interessa, eu aposto! Vou dizer-lhes: Eu estapeei o Cullen. Bem no meio da cara. Mas depois acabei por beija-lo novamente. E depois? O fiz muitas vezes mais.
Hoje, uma semana após o nosso reencontro, a felicidade estampada no meu rosto é evidente. Não sei o que nos aguarda no futuro. Talvez mais brigas, mais noites de sexo. Espero que mais noites de sexo do que brigas, por favor Deus!
Desculpem-me não satisfazer toda a curiosidade de vocês, mas mistérios são bons. Sempre foram, sempre vão ser. Quem sabe, algum dia, eu não lhes conte o restante da nossa história? Sobre os nosso filhos e netos (que hão de vir, com certeza)?
Por agora, eu estou bem.
O felizes para sempre tampouco me interessa.
Afinal, eu vivo o hoje, não o amanhã.
E hoje eu quero mais é ser feliz.
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