Sorvete???
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Muito sinceramente, tocar guitarra é aquilo que mais gosto de fazer na vida (tirando certas coisa que faço com o meu moreno que não revelarei pormenorizadamente)mas hoje a vontade não era nenhuma e sabia que estava a prejudicar o Yuu com as minhas distracções…Ahhh, oh não, mais uma nota mal!
-Yuu-chan, perdoa-me, vamos repetir, agora vai sair bem. – Tentei convence-lo a ele e a mim.
-tenta concentrar-te, quanto mais rápido terminarmos esta ultima parte mais tempo teremos para nós. – Inspirei fundo e avisei-o que se preparasse.
- 1…2…1,2,3…- e comecei a tocar, as primeiras notas era um solo meu, prontamente, Aoi apanhou-me e ambos tocámos com afinco, ele era tão sensual, não pude deixar de olhá-lo de vez em quando.
Parei de tocar ouvindo encantado o solo de Aoi, mantinha os seus olhos fechados como se a guitarra não tivesse segredos para ele e os lábios curvados num singelo sorriso. Eu sei, ok! Já todo o mundo e arredores me disse que pareço uma colegial apaixonada e depois? Somos donos dos nossos actos mas não dos nossos sentimentos, não sou capaz de não lhe demonstrar o meu amor, amo-o de todas as formas que conheço, amo-o com a inocência de uma criança, amo-o com a malícia de um adolescente e amo-o com a paixão de um sentimento verdadeiro.
- Kou-chan, distraíste-te novamente! – Disse acompanhado de um risinho, ele notou perfeitamente que eu divagava com ele no meu pensamento mas fui trazido á realidade bruscamente.
- O QUÊ?! – Dei um pulo no banco e larguei a guitarra do meu colo, sorte que ao cair não sofrer nem um arranhão. Yuu riu ate ás lágrimas e as minhas bochechas variavam entre rosa, vermelho, bordeaux e por fim gostaram do roxo!
- A culpa é tua! – Tentei defender-me. Ele limpou as lágrimas com o dorso da mão enquanto expulsava as ultimas gargalhadas, levantou-se agarrando numa guitarra acústica e encostou-se á parede. Abriu as pernas e convidou-me a sentar entre elas…nervoso, gatinhei até ele e encostei-me de leve contra o seu peito. Recebi logo um beijo no rosto, Yuu passou a guitarra á nossa frente e aí entendi o que ele queria fazer.
O trabalho era esgotante e há muito que não o fazíamos por falta de tempo.
Encostei-me melhor ao seu peito e começamos a tocar uma balada a 4 mãos.
Yuu é tão agradavelmente romântico. Era o mestre destas pequenas coisas que enchiam o meu coração de alegria. Sentia a sua respiração bater no meu pescoço o que me fazia arrepiar era delicioso. Ao interpretar as reacções do meu corpo, Aoi atreveu-se a acariciar ao de leve os meus ombros com os seus lábios.
-Concentre-se Shiroyama! – Disse num tom de gozo já que era ele que passava a vida a pedir que me concentrar-se. Ele riu e após um momentos demos termino á balada, sem sair da frente de Aoi, pousei a guitarra no seu suporte e segurei na cara de Yuu.
- Obrigada koi, sinto-me melhor agora, foi muito querido da tua parte.
- Quero um beijo – Espantei-me com a ordem.
- Hummm…não sei se foste querido o suficiente para merecer um beijo.
- Podemos tocar esta musica ate achares que sou o bastante querido! – eu acho-o querido a 100 %, Aoi recomeçou a beijar os meus ombros, subindo até a base do meu pescoço, ficou ai um bom tempo. Enquanto eu me deliciava com os seus toques. Yuu colou com força a sua boca no meu pescoço e soprou! Sabem aquilo que se faz na barriguinha dos bebés para eles se rirem que tem um som de um pum? Ele estava atacando o meu pescoço dessa forma e eu debatia-me para me soltar, de outro modo iria morrer de cócegas.
- Koi…pára…- pedia, ou melhor, gritava entre gargalhadas – vais me sufocar, já não posso mais!
- Não me deste um beijo, merece castigo – e tornou a tortura-me. O que o meu amor não sabe é que ‘’pela boca morre o peixe’’ levei as minhas mãos até á sua cintura e fiz pressão nos sítios certos, Yuu tinha 100 vezes mais cócegas do que eu e tendo agora o controlo da situação, ele rebolava no chão com um ataque de riso descontrolado enquanto eu o perseguia para executar a minha vingança. Ok, penso que é hora de parar ele já estava bem corado do riso, não quero que fique aflito. Olhei-o com ternura e selei os nossos lábios num beijo rápido, já que Yuu ainda puxava violentamente ar para os seus pulmões.
- És horrível sabias – Disse já recuperado.
- Sei, e tu adoras!
O beijo que se seguiu foi o mais erótico do dia, as nossas línguas exploravam-se com fúria e necessidade. Eu deliciava-me com os seus lábios, mordia, lambia e chupava o que lhe arrancava pequenos gemidos. Aoi levantou a minha regata acariciando as minhas costas enquanto lutava por falar.
- Kou-chan…a melodia…- Blah, quase me esqueci da melodia mas ele tinha razão, primeiro a obrigação, depois a diversão!
Sai de cima do seu corpo e ajudei-o a levantar-se.
- Vou cobrar a continuação deste momento mais tarde.
- Não esperava o contrário vindo de ti – respondeu o moreno.
Novamente estávamos nos nossos bancos, acertando notas e compondo acordes em prol dos The GazettE.
Varias horas se haviam passado e o meu estômago dava um alerta pedindo comida.
- Yuu-chan, podemos parar um pouco, tenho fome.
- Claro koi, dá-me 5 minutos para nivelar o som no computador e gravar tudo isto – Yuu foi para o PC tratar dos acertos técnicos, eu guardei as nossas guitarras e fui para junto dele, apoiando-me na sua cadeira vendo como trabalhava. Derepente ouvimos um estrondo e o quarto ficou na escuridão! Assustei-me com o estrondo e com aquele ambiente, imediatamente procurei o contacto com Aoi que naquele momento parecia só conhecer uma frase.
- Isto não pode estar a acontecer! Não pode!
- Calma, deve sido um corte de electricidade, vai voltar depressa! Estava tão incomodado que só passado alguns segundos é que me lembrei do que este incidente podia causar de grave.
-Guardaste a musica não guardaste? – temi pela resposta.
- Sim guardei o trabalho antes do corte mas ainda temos horas de trabalho Kouyou…como vamos fazer?
Aoi encostou-se á cadeira, abracei o seu pescoço e pousei o meu queixo na sua cabeça.
- Vais ver que a luz volta logo.
O moreno levantou-se e segurando-me pela mão, caminhamos até á janela, pois a única luz que nos iluminava era o luar já que havia escurecido. Perante nós o cenário era bastante negativo. Os apartamentos da frente também estavam á escura e os candeeiros de rua igualmente apagados! O corte de electricidade tinha sido geral e não sabíamos por quanto tempo ficaríamos naquela situação. Aoi passou a mão pelos cabelos e bufou indignado, ele sempre fora muito competente e empenhado no seu trabalho, eu senti o seu nervosismo.
Tentava acalmá-lo com gestos ternurentos mas a tarefa era difícil.
- Kai vai nos arrancar os olhos á dentada amanhã. – Ia mesmo! Não passei o meu pensamento para palavras ou Aoi ia ter um ataque de coração.
- Como é que vamos jantar, o nosso forno é eléctrico e nem podemos telefonar para uma pizzaria. O moreno pensava em todos as consequências e novamente tinha razão. Ambos odiávamos enlatados e conservas, não tínhamos nada pronto a comer, a não ser…
-Yuu, temos sorvete na geladeira – senti o seu abraço, parecia ter se acalmado um pouco.
- Irónico não é!? Não comemos sorvete na rua, mas vamos ter de o comer em casa e á luz das velas. A minha imaginação proporcionou-me uma imagem muito cómica, não pude dissimular uma risada.
Passado uns instantes a cena que a minha imaginação me mostrara tornara-se real mas agora não me parecia engraçada, aquele momento estava a ser espantosamente romântico. Estávamos na sala, sentados no sofá, eu entre as pernas de Aoi, a mesinha de centro estava cheia de pequenas velinhas, a iluminação agora era moderada, ao menos podíamos ver-nos. Tinha a embalagem do sorvete no meu colo e comíamos directamente de lá.
- Yuu-chan, o aviãozinho vai aterrar. – Disse brincando e movendo uma colher cheia de sorvete no ar. – Ele vai se despistar no teu nariz se se não abrires a garagem a tempo. Obedientemente, ele abriu a boca para apanhar o sorvete, adorava ver o modo como a colher entrava na sua boca e como os seus lábios faziam pressão nela para retirar de lá o creme gelado.
Tirei a colher da sua boca e em compensação dei-lhe um selinho muito demorado. A sua boca estava tão fresquinha que ma causava suspiros e arrepios prazerosos. Ao intensificar o beijo, derreti-me com o doce sabor do caramelo que se tornava ainda mais saboroso na boca do meu koi.
Aoi pegou por sua vez uma colher de sorvete e deu continuação á brincadeira, girava a colher em torno da minha cara sem nunca apontar directamente para a minha boca. Eu tentava prender o seu braço para que ele fosse obrigado a ceder mas ele tinha bastante mais força do que eu. Yuu encostou-se ao braço do sofá, estava agora parcialmente deitado e eu alongado sobre ele tentando ainda chegar ao sorvete. Quando finalmente posicionou a colher de modo a que eu lá chegasse, ele foi mais rápido e comeu o que era para mim.
-Que mau…que injustou… – Abri a boca fingindo-me chocado e ofendido! Yuu sorria vitorioso e lambia os lábios deliciando-se.
- Yuu também quero, pára com isso estou a ficar com inveja.
- Tudo bem Kou, mas o próximo avião é um Concord, é muito rápido e difícil de apanhar – Disse pegando noutra colher de sorvete – Pronto?
Yuu recomeçou a mexer a colher mas num ritmo muito mais acelerado, por este andar vamos ter de comer o sorvete das paredes.
Eu seguia os seus movimentos como um íman, estava a centímetros de abocanhar aquela maldita colher quando Yuu a passou no meu nariz deixando uma marquinha redonda. Ambos rimos da situação, afinal o corte de luz não tinha sido assim tão mau, quer dizer, Kai vai nos matar amanhã, mas ao menos estamos a disfrutar totalmente da companhia um do outro.
Eu ia limpar o meu nariz com o guardanapo mas o meu koi prendeu as minhas mãos. Sensualmente e fixando o meu olhar passou a língua pelo meu nariz com toda a calma. Aquilo deu-me uma ideia safada que quanto mais pensava nela mais pervertida se tornava. Sorri travesso diante do meu pensamento. Pousei a colher e tirei um pouquinho de sorvete com o indicador e esfreguei no canto da boca de Yuu, ‘trepei’ no seu corpo colando totalmente os nossos abdómenes, entrelacei os meus dedos nos fios negros do seu cabelo e puxei-os para traz com muita delicadeza.
Deixando-se levar, o moreno passava as suas mãos pelo meu dorso variando com leves carícias, apalpões e arranhões suaves.
Repeti o que ele tinha feito comigo mas fi-lo demasiado rápido, ele não ia achar que eu ia começar com a sedução em peso logo no inicio, pois não? Queria brincar um pouco.
Novamente mergulhei os dedos no sorvete, desta vez exagerando na quantidade que transportava. Deitei um pouco na base do seu pescoço, que se arrepiava sob o contraste de temperaturas. Vi-o cerrar os olhos entregando-se ás sensações, comecei a ondular o meu corpo sobre o seu provocando-o descaradamente. Beijei o seu pescoço e chupei o sorvete que lá tinha espalhado, insatisfeito chupei com mais força aquele maravilhosa pele, marcando-a. A criancinha também sabe ser possessiva quando quer.
Soltei os seus cabelos e sentei-me sobre ele pressionando o seu quadril. Aoi deixou escapar um gemido longo…algo que me satisfaz muito, adorava ver como o meu namorado reagia ás minhas provocações, não que eu não soubesse ser capaz de tais actos mas era sempre bom ser recordado. Continuava a ondular o meu corpo de forma mais intensa e levei os meus dedos á boca, lambendo-os de forma sensual sem nunca perder o contacto visual com Yuu que afagava as minhas coxas de modo igualmente provocante.
-Amor, lembraste que eu disse que ia cobrar o nosso momento no estúdio?
-Claro – respondeu olhando-me com desejo.
-Eu quero ser compensado agorinha mesmo.
Aoi sorriu com malícia e puxou-me para um beijo luxurioso. Sem cessar de devorar a minha boca, ergueu-me no seu colo e caminhou aos tropeções para o quarto.
Antes da minha mente perder a sua lucidez ao entregar-se ao turbilhão de sensações e sentimentos que nos proporcionávamos mutuamente, repeti para mim mesmo que, afinal o corte de luz não foi mesmo nada mau.
Fim!
Notas finais
espero que tenham gostado e espero obviamente por comentarios!!!! kisses
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