Sorte no azar

1 Prólogo - O dia não poderia começar melhor.


Notas iniciais
Esse prólogo é mais uma apresentação básica dos personagens principais. Pode ser que fique um tanto confuso mas eu juro que melhora no decorrer da estória. Se alguém ler, ME DÊ UM OI, pelo amor. Boa leitura.

Nunca acreditei em destino. Nem em carma. Nós sempre manipulamos tudo para que sejamos isentos de culpa. Destino, sorte, "a vontade de Deus". Tudo para evitar nos sentirmos culpados. E é essa culpa que quero evitar depois do término do namoro. Não foi o primeiro, o terceiro, quem dirá o sétimo. Na realidade, nem sei quantos foram. E é quando tento fazer as contas — com a cara no travesseiro — que sou interrompida por batidas.

— Entra.

Aí aparece o homem mais lindo da vida, só de cueca da CK e me tira da bad maldita que me atordoa por mais de uma semana.

Brincadeirinha. Cora aparece com toda sua meiguice, beleza e educação. Ela é o tipo de pessoa que aparenta ter tudo isso, só que não tem. Só a beleza mesmo.

— Cacete, Anna. São 10 da manhã. Você nem levou o Tédio pra passear.

Tédio é o cachorro. Adotamos ele assim que nos mudamos pra cá e posso dizer que de tedioso não tem nada. É o capiroto em forma de yorkshire.

— Me deixa aqui no quarto acompanhada de caos e trevas, Coraline.

E a maldita abre a cortina.

— Anna Maria, sai dessa ou chamo o Jared. Ou é Jake? — ela para por um instante. — Tanto faz. Te quero de pé em 10 minutos. Hoje tem maratona House. — e sai do quarto.

E assim que tomo coragem pra levantar, concluo que minha vida sem Cora seria uma droga maior. Ela me acorda todos o dias, me fala quando ganho uns quilinhos, salva os "bad hair days", segura minha bad como ninguém e ainda dá desculpas para meu chefe quando não posso trabalhar. E me lembra sempre que as coisas podem piorar — como chamar o Jared. Esse é o nosso vizinho da frente. Veio da austrália e com toda sua formosura, decidiu infernizar a pessoa mais doce do mundo: eu. Ás vezes suspeito que ele é usuário de drogas. Nunca tive provas.

Me arrumei da melhor maneira — e com isso quero dizer crocs, calça de moletom e uma regata qualquer — e tirei Tédio de casa, que como sempre relutou em colocar a coleira. Desci para o térreo, cumprimentei o porteiro e fui andando pelo quarteirão. Me distrai por uns segundos com uma revista qualquer na banca de jornal e ouço um resmungo:

— Porra. Cachorro mal educado.

Quando olho para baixo, vejo que Tédio fez xixi. No sapato de alguém.

— Me desculpa, moço. Desculpa mesmo. Ai meu Deus. — E olho para o rosto do indivíduo.

— Ah, bom dia, Anna.

O dia não poderia começar melhor. Tédio fez xixi no sapato de André, meu chefe.

Notas finais
Como eu disse, é uma apresentação básica dos personagens, mas bem básica. Espero que não esteja muito confuso.E uma observação: tédio existe sim, e na verdade se chama Ted. hahaha Até o próximo cap.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.