Sorte Não, Destino.
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Notas iniciais
Bjbj
POV Juliana :
-“Alô” – Disse aflita, havia tempos que eu não falava com meu pai, e não sabia como reagiria a uma ligação dele.
-“Juliana, estou com saudade”- Disse ele, parecia lucido. –“Você está bem?”- será que ele notaria o choro em minha voz?
-“Sim pai, estou bem, e o senhor e a mamãe?” – Disse sim ele notaria o tom de choro na minha voz.
-“Ela esta bem, Ju, queremos que você volte para casa, pare de ser criança e volte para Califórnia, queremos você aqui.” – ele disse, então ele achava que era assim?
-“SE O SENHOR PENSA QUE É ASSIM, QUE DEPOIS DE SEIS MESSES EU IRIA ESQUEÇER, ESQUEÇA ESTÁ ENGANADO.”- disse desligando o telefone e percebendo que as pessoas que estavam nos outros carros atrás do meu estavam buzinando.
Sai do estacionamento e cheguei em casa bem rápido, estava pensando em um banho e cama, quando meu celular tocou, e era a Liv.
-“Oi Lívia” – tentei não parecer chorosa, não queria encher ninguém com os meus problemas.
-“TO NAMORANDO O RENAAAAAAAAAAN” – gritou do outro lado da linha.
-“Que bom amor, que dure muito” – Disse.
-“Juliana, andou chorando?”- ela havia notado claro, ela era uma ótima reparadora.
-“Não, estou resfriada, vou tomar banho, mais tarde te ligo”- Me livrei.
Arrastei-me ao banheiro, abri o armário e peguei uma lamina (...)
POV Lívia.
Após sair da escola estava ele lá me esperando, com aqueles olhos, me deu um beijo, pegou na minha mão e fomos caminhando em silencio de mãos dadas pela chuva até a minha casa.
-“Faz assim, anoite eu venho conversar com seus pais pode ser?”- MEUS PAIS, tarefa complicada, pensei, preferia conversar com eles.
-“Não, você vem almoçar aqui no sábado pode ser?” – perguntei, ele afirmou com a cabeça, me deu um beijo e se foi.
Chegando em casa não tinha ninguém , só para variar, subi, resolvi ligar para a Juliana.
Após dois toques ela atendeu.
-“Oi Lívia” – Ela atendeu.
-“TO NAMORANDO O RENAAAAAAAAAAN” – Gritei, e pareci uma louca.
-“Que bom amor, que dure muito” – ela disse com um tom de choro, ela tão boa em “esconder” as coisas.
-“Não, estou resfriada, vou tomar banho, mais tarde te ligo”- concordei e desliguei.
Eu amava a Juliana, mais ela tinha aquele mistério chato, dela so sabíamos que ela vinha da Califórnia mais os pais ainda moram lá e são empresários, pouco, mais ela acha o suficiente.
Fui checar o twitter, depois tomei banho me vesti e desci as escadas com o intuito de conversar com meus pais, ao descer as escadas meu pai tava na sala, olhando a televisão com atenção assistindo um jogo de basquete, entrei na frente da imensa tela e disse
-“OI PAI, QUERO CONVERSAR COM VOCÊ”
POV Tabata.
-“Se a senhora esta falando” – Respondi de nariz em pé
-“Olha, vou te mandar para Londres, não quero você com esse Gustavo, mais você insiste em andar com ele, não adianta espernear, sua passagem já esta comprada e já aluguei uma casa pra você lá, e já arrumei escola, arrumei curso, você não vai precisa trabalhar e vai ficar lá por um ano, longe daqui, longe desse garoto”- ela disse, que bom agora nada me prendia ao Brasil.
-“Que legal mãe, Londres, sempre quis conhecer”- Respondi num tom de choro, ela concertesa perceberia -‘Afinal, nada me prende aqui no Brasil”-
-“Que bom, você sai em duas semanas” – Ela me deu as costas, subi ao meu quarto tomei um banho e deitei, tomei um remédio pra gripe, esses remédios sempre me derrubam, deitei, esperei o choro vim, e dormi.
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