Sorry
1 Broken hearts and last goodbyes
O tempo passava, sem que eu prestasse atenção a isso. Pesando dentro de mim, a tristeza não tinha tempo, não se modificava.
Havia sido um mês terrível, graças a minha inconseqüência. Num final de semana qualquer, saí com Kai e acabamos resolvendo ir à casa de Uruha. Eu sabia bem o que poderia acontecer, já que eu sempre tive... um tombo, digamos, por Uruha. E mesmo que eu estivesse com Reita e ele com Aoi, me dava indiretas. Eu tinha perfeita noção disso tudo, mas mesmo assim concordei. Nós estávamos saindo de um restaurante, quando começou a chover. Então, Kai pediu para que esperássemos ele pegar seu casaco com Nao e ficamos lá. Uruha não parava de me olhar, o que me deixava um tanto constrangido. — Nee, Taka... Sabe quando você quer muito fazer algo, mas sabe que é errado? — Me olhou, chegando mais perto — até demais — e envolveu minha cintura com seus braços. Apenas abaixei a cabeça, vendo nossos corpos se juntaram lentamente. Não me afastei, mas também não me aproximei, permaneci parado, confuso. Uruha deve ter entendido aquilo como uma permição para que se aproximasse mais, pois senti uma de suas mãos em meu rosto, e a outra ainda em minha cintura, puxando-me para perto dele. Foi se aproximando devagar, já de olhos fechados, e involuntariamente os meus foram se fechando também. Nossos lábios se colaram, e logo sua língua pedia passagem e eu cedi. A língua de Uruha tocava a minha de forma ansiosa, explorando cada local, cada pedaço. De repente, o rosto de Reita veio a minha mente, e rapidamente me afastei de Uruha. — O que houve, Taka? Fiz alguma coisa errada? — Indagou, me fitando com um olhar meio confuso. — Nada. Eu... tenho que ir. — Disse, tentando fugir e acabar logo com aquilo. — Pode deixar, eu te acompanho. — Disse, sorrindo para mim. Abri a boca para discordar, mas Uruha logo me cortou. — Faço questão, Taka. Caso o contrário, ficarei chateado. — Sorriu novamente, e eu apenas assenti. — Então vamos logo. — Falei, seco, acelerando o passo. — E mande mensagem para o Kai dizendo que já fomos. Ficamos o caminho inteiro quietos, e quando Uru tentava quebrar esse silêncio constrangedor, eu arranjava um jeito de cortá-lo de forma arrogante. Eu sabia que a culpa era minha, não dele. Mas só de pensar em perder Reita, eu ficava nervoso. Cheguei na esquina de casa e me despedi de Uruha apenas com um “Até logo”. Quando entrei em casa, fui tomar banho e em seguida liguei para Reita. Eu entendia que iríamos terminar quando contasse pra ele o que houve, e eu não queria isso. Porém, não poderia — e nem conseguiria — esconder nada dele. — Moshi? — Ouvi sua voz alegre do outro lado da linha. — Aki... sou eu, Ruki. Precisamos ter uma conversa. — Falei, sério. — Eu fiz algo? — Perguntou, com voz preocupada. — Você não... — Respondi, já sentindo meus olhos lacrimejarem — Eu. — Completei. — Como assim, Taka? — Percebi a mistura de nervoso, ansiedade, curiosidade e medo em sua voz. — Serei direto, Rei. Hoje saí com Kai, e fomos a casa de Uruha. Quando eu e Uruha ficamos sozinhos, nós... nós ficamos, Reita. — Confessei.
Notas finais
Tá pequeno...
Os outros serão maiores, ok?
REVIEEEEEEEEEWS PLZ
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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