Sorrow...

2 II - Belarus - Natalia Arlovskaya


Notas iniciais
EU SOU UMA PROCRASTINADORA DE PRIMEIRA HEIN Ta, desculpa a caps lock, tô braba comigo mesma :v Podem brigar comigo viu? Devia ter postado a duas semanas atrás, mas só postei agora, que feio. Estava praticamente pronto, mas eu lerdeei para terminar, e tinha algumas MEP parts a terminar também :v usei minha férias só para isso se analisar. Eu espero que gostem, revisei, mas nunca se sabe né XD qualquer errinho gramatical é só dar um toque. Enfim. Belarus, porque, tipo, ela é minha segunda personagem feminina favorita (a primeira é a Bélgica, só pra constar) e já da para perceber que eu gosto de fazer esse povo sofrer, ah, que alma bugada eu tenho. Escrevi ao ritmo de Moondust por Jaymes Young. Não tem necessariamente ligação com o que eu escrevi, mas gosto muito dessa música e ela é um tiquinho triste (gosto de músicas meio tristes, me julgue) , e eu quero fazer um AMV com ela (olha só, ninguém liga fia) Foto de capa por: Rella [Pixiv id: 163536]

II — Belarus — Natalia Arlovskaya

Belarus olhava para o prato a sua frente. Batatas, salada de beterraba, repolho e tomate. Um pedaço de queijo e um file de frango grelhado completava a refeição. Coisas básicas e normais, o suficiente para ela.

Natalia gostava bastante da culinária russa e a de seu país. Sempre preparava a própria refeição na tentativa de impressionar o irmão. De fato, ela cozinhava muito bem, e às vezes convidava o russo para comer em sua casa, mas quem disse que ele aceitava todos os convites? Sempre dava alguma desculpa que precisava cuidar de alguns assuntos em seu país ou apenas desconversava, e quando aceitava, apenas comia, fazia um curto elogio ao esforço e habilidade da irmã e agradecia, deixando-a sozinha em casa, como sempre. Isso, naturalmente, a deixava muito magoada. Não podia passar pelo menos uma tarde? Convidá-la para uma pequena caminhada pelas ruas e parques? Um convite para jantar na casa tão gigante e espaçosa que ele tinha? Não podia iludi-la um pouco? Não podia ao menos fingir que gostava dela? Mesmo que fosse por somente alguns momentos. “Será que ele me odeia?Será que ele me abomina? Será que, na verdade, ele nunca nem gostou da minha presença?”

Antes que se perdesse em seus pensamentos e paranóias, começou a comer antes que aquela refeição preparada com tanto cuidado esfriasse. Como sempre, tinha feito um pouco mais, na esperança do amado irmão aparecer de surpresa dizendo que aceitava o pedido de casa... NÃO. Novamente estava pensando e esperando demais, ela sabia que jamais aconteceria.

Terminou de comer e colocou o prato na lava-louças, não estava com vontade de lavar o que havia usado e se a máquina estava lá, era para ser usada afinal. Uma caminhada com certeza a faria bem. Era final de primavera e a temperatura estava perfeita para um passeio. Nem quente demais, nem frio demais, estava agradável. Não pensou para onde iria naquele começo de tarde, apenas queria sair de casa e qualquer rua, contando que fosse tranquila, serviria perfeitamente.

Enquanto caminhava, recebia cumprimentos de alguns cidadãos mais corajosos, pois quase ninguém tinha coragem de se aproximar da garota que era tão temida até mesmo pelos seus próprios cidadãos. Na verdade, ela se magoava um pouco quando todos saiam de seu caminho, mas com o tempo aprendeu a não ligar e acabou se acostumando com a falta de comunicação, mas no fundo queria interagir mais com seu povo, como qualquer outra nação. Apesar de nunca declararem isso, todos gostavam e queriam bem a loira, mesmo com a fama que ela havia adquirido, todos sem sentiam um pouco mal pela falta de felicidade que sua representante tinha, pela falta de um marido que a amasse, pela falta de alguém que podia acalmar aquele coraçãozinho.

Mas no final, qualquer um sabia que seria impossível haver algum outro rapaz capaz de conquista-la, no final, o único era Ivan, mas como todos diziam, era um amor proibido, irreal, ilusório.

Mas, havia outra pessoa que com quem ela se encontrava de tempos em tempos, quando a carência falava mais alto, alguém que a amava em meio a todos. Caminhava a passos calmos ao rumo que também era talvez de certa forma, proibido pela visão de alguns, e impensado pela maioria. Era algo oculto e ninguém jamais desconfiava para onde ela iria toda vez que se sentia deprimida e rejeitada. Não tinha muitos problemas em visitar tal casa, mas como era aquela situação, em que nenhuma política era envolvida, era essencialmente necessário que ninguém nunca soubesse, e quem por um acaso soubesse, teria que ser imediatamente eliminado. Era a regra que ela haviam imposto, e eles a seguiam à risca.

Uma “pequena”viagem que não custava quase tempo nenhum à ela, para alguém que vive há centenas de anos, algumas poucas horas de viagem não são nada, e, quando ela menos esperou, já estava perto de onde ela desejava ir, mas partir daqui, ela teria que caminhar até seu verdadeiro destino, tentando se ocultar pelas ruas e se disfarçando com uma roupa mais casual possível, pois deixar de usar o tão tradicional vestido era raridade.

Chegou àquela casa que não era grande, mas também nem tão pequena, uma singela construção de certa forma, recente, comparada ao que ela costumava ver ou morar. Uma casa que transmitia certa tranquilidade, se ela não estivesse lá por aquele tal motivo. Antes de entrar pelos fundos, hesitou. Não era certo de maneira alguma (por isso mesmo era oculto), era problema, e ela traia os próprios sentimentos que prometera jamais se esquecer. Mas a angústia era inevitável, e naquele único lugar, conseguia se sentir amada por alguém, sem pensar demais, abriu a porta delicadamente.

Seus olhos se encontraram com um par de olhos verdes que a encararam. Uma mistura de tristeza e excitação pelo que viria dali um tempo, algo que ele já estava acostumado, que mesmo que resultasse em loucura, medo, culpa e outro sentimento que não conseguia descrever, mas que se mostrava aos poucos quando ele se dava conta do ocorrido e quando caia na real, uma espécia de desespero surgia de maneira avassaladora.

A loira partiu para um abraço que só foi retribuído alguns segundos depois, seguido de um beijo necessitado de ambos os lados, que só foi separado depois que o ar era extremamente necessário. Carinhos distribuídos pela pela clara da loira, seguiram para o quarto, onde assim, Natalia se entregou ao lituano — o único que a amava naquela imensidão chamada mundo.

***

A garota dormia no lado esquerdo da cama e matinha uma expressão calma e de pura tranquilidade, uma expressão que ninguém a não ser ele via. Não era a primeira vez que acontecia, e muito menos a última. Toria a amava. Amava muito e nutria esse sentimento há muito tempo, e recebia a garota de braços abertos sempre e em qualquer situação, queria fazer a garota se sentir amada, queria lhe oferecer um porto-seguro. Mas não era sempre que a garota o procurava, e no fim, apenas se humilhava, pois quando acordasse iria embora e ele então era obrigado a seguir com a vida normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Algumas horas depois, a garota acordou. Vestiu as roupas precisamente dobradas e arrumadas que o “jovem” lituano havia colocado em cima do criado-mudo para ela. Se despediu com um abraço que durou vários minutos e um beijo rápido, saindo então pela porta dos fundos em completo silêncio, na verdade, não tinham trocado nem 2 palavras desde que ela chegou . No caminho para casa, segurou da forma que pode as lágrimas que insistiam em cair. Iludiu quem tinha por ela o mais verdadeiro dos sentimentos, e traiu o que nutria pela pessoa em quem ela mais pensava.

Novamente.

Notas finais
Já da pra quase adivinhar que eu vou escrever algo sobre esse jovenzinho simpático conhecido popularmente como Lituânia ou Toris, e sim, eu amo ele também. É isso povo, não esquece do review porque é legal, quer comentar ganha balinha o/ Vou postar no tempo certo da próxima vez >< (mas meu sexto sentido diz que isso aqui vai virar mensal)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.