Sorrisos Mortais

11 Tudo Se Torna Estranho


Notas iniciais
Oii, pessoal! Já leram a fanfic O Que Ele Me Diz? Leiam e me avisem pra mim me acalmar ^.^ Fiz um belo suspense no cap 10 u.u aliás, tenho que lembra-los que o cap 10 terminou em 'narrador(a) anônimo(a)' Okay? Então, obviamente, este cap vai começar como 'narrador(a) anônimo(a)'.. Me atrasei de novo :( o motivo foi uma puta duma cólica lascada!! Na verdade antes eu já estava sem ideias, mas depois que a cólica veio piorou -.-' mas no final deu rsrs Boa leitura!

– Veja em que situação você foi se meter...

¥..........¥..........¥

– Seria uma pena se alguém o visse tão exposto, aliás muitos não gostam de você, iriam aproveitar, por que você não pode se defender. -- Disse sozinho(a), pois ele não era capaz de me ouvir (O narrador não está ameaçando, como deve ter parecido). Acariciei levemente seu rosto... Seu lindo rosto. Então saí do local.

~DIAS DEPOIS/KIYOTO NARRANDO~

Abri meus olhos, via tudo embaçado. Havia duas fortes luzes, uma em cima de mim e outra ao lado, que se parecia com uma janela. Olhei para o lado e vi algo que aparentava ser uma porta, logo vi sombras e a porta à se abrir. Alguém entrou, não consegui reconhecer, apenas vi a silhueta de uma mulher. Tentava falar, mas era como se eu nem mesmo possuísse voz, então apenas fiquei observando a tal pessoa. A mesma se aproximou e olhou para o meu rosto.

Uma voz suave, porém muito distante, chegara aos meus ouvidos, assim como o toque que senti em minha mão. Eu não ouvia muito bem o que aquela mulher dizia, não a entendia. Algo se envolveu na minha mão, estava quente. Olhei para meu corpo e logo em seguida para a minha mão e vi algo parecido com outra mão à segura-la. Fui seguindo com os olhos o possível braço e cheguei até o ombro da mulher, foi aí que confirmei o que pensava.

– Q-Quem é você...? -- Finalmente consegui dizer algo.

Ela me respondeu, e não, eu não a entendi. Fechei meus olhos e não possuí forças para os abrir novamente e assim fiquei, não sei exatamente por quanto tempo.

Luzes fortes expulsavam a escuridão, o preto depressivo se tornava mais claro, sons de passos, pessoas conversando, bebês chorando, pássaros e outros atrapalhavam a paz do terror sombrio, destruíam o silêncio que eu podia ouvir. Passei a sentir coisas atravessando minha pele, agulhas, agulhas que derramavam líquidos em meu honrado sangue. Queria tirar aquelas coisas de dentro de mim, mas não conseguia me mover, era como se estivessem me segurando, pois sabem que eu posso extermina-los!

– Kiyoto-san? -- Outra! Uma enfermeira veio quebrar o pouco silêncio que restava. — Sim, ele estava se mexendo.

– Não! -- Só então reparei que haviam duas enfermeiras. — Ele está desmaiado, esqueça.

– Ai, tudo bem, estressadinha! -- Eu só rezava ao meu bom Deus para que elas parassem de discutir no meu quarto! {O Kiyoto rezando é foda, hein??} Okay, uma saiu e logo em seguida a outra também.

Minutos depois ouvi um barulho, parecia que estavam batendo na janela. Abri meus olhos devagar e olhei em volta, então vi um homem invadindo o meu quarto. Não o reconheci, pois eu ainda estava um pouco tonto e sua imagem era embaçada. Ele entrou e parou ao meu lado, colocou sua mão em seu bolso e retirou um estilete.

– Olá, Yoshida Kiyoto. -- Apenas fiquei observando-o, não tinha forças para conversar. — Está vendo esse estilete? Você adorava lâminas... Ainda adora? Lembra-se de mim? Creio que sim. -- Levou o estilete para perto do meu corpo. — Vingança!

~NAQUELE MESMO MOMENTO/SAKI NARRANDO~

Estava em aula, o Kiyoto havia faltado, a Narumi saía após a aula algumas vezes. Não sei para onde ela ia, somente via que ela tomava uma direção diferente do caminho para a sua casa. Enfim, isso não importa. A aula estava bem calma, estava ótima sem as risadas do Kiyoto... Se bem que... Todos continuavam conversando, então não fazia tanta diferença.

– Saki-chan. -- Ouvi a professora me chamar. — Recebemos a notícia de que o Kiyoto está internado, você poderia, por favor, passar a matéria para ele quando ele voltar às aulas?

– O QUE??? -- Surtei — Aa... Sim, claro.

"O Kiyoto internado? Claro, fugindo da lei provavelmente. Acho que não vou ter coragem de denuncia-lo... Ele não me machucou, não é? Pelo contrário, quem está machucado no momento é ele.. Deixe isso de lado, Saki! Você precisa estudar!"

~KIYOTO NARRANDO~

Não consigo respirar... Sinto uma forte dor no meu peito e vejo muito sangue saindo do mesmo. Ele sumiu... Não consigo chamar por ajuda! Eu vou morrer!

– Kiyoto-san-... Ele está passando mal! -- Uma enfermeira, ainda bem! Ouvi som de passos, estavam correndo. Não... Eu estava sem ar, tudo foi ficando branco e os sons distantes, até que ouvi uma voz.

– Espere!

~SAKI NARRANDO~

– Espere! -- Gritei chamando a Narumi, que estava à sair da escola indo por aquele tal caminho desconhecido. — Para onde você vai?

– Não tenho tempo, me desculpe! -- Continuou, mas agora à correr.

– Droga! Nem para dizer-me o que pretende! -- Pensei que deveria segui-la, então o fiz.

~KIYOTO NARRANDO~

– Shh... Acalme-se, um garoto tão bonito e inteligente como você não deve vir comigo, não tão cedo! -- Uma jovem mulher falava calmamente. Seus cabelos eram brancos como a luz, seus enormes fios eram levados pelo vendo, possuía olhos extraordinários, assim como sua beleza. Ela usava um vestido simples e branco. Era muito bonita, me trazia uma sensação de paz... Não sei por que, mas sentia enorme saudade daquela moça.

– Quem é você? -- Perguntei.

– Seria melhor se você não soubesse, mas não consigo esconder algo tão precioso de um filho...

– O que?? Disse que sou seu filho?

– Você se esqueceu de mim...

– Não... Eu não cheguei a vê-la, me desculpe!

– Eu sou sua memória. Estou guardada em lembranças distantes que nem mesmo você alcança, assim como um livro no alto da estante. Você não se lembra de mim, mas eu me lembro muito bem dos seus olhinhos brancos à chorar. Eu, infelizmente, não pude tomar conta do meu pequeno filho.

– Você... POR QUE ME DEIXOU??? VOCÊ NÃO SABE O QUANTO APANHEI DAQUELE VELHO! ELE COLOCAVA A CULPA DA SUA MORTE EM MIM! EU NÃO FIZ NADA! -- Senti como se algumas lágrimas escorressem pelo meu rosto! — EU NÃO FIZ ABSOLUTAMENTE NADA! EU NÃO PEDI PARA NASCER! POR QUE NASCI? POR QUE VOCÊ MORREU? SE VOCÊ NÃO TIVESSE FALECIDO AQUELE MALDITO NÃO SERIA ASSIM! EU O MATEI E VIREI ISSO QUE AGORA SOU POR SUA CULPA!

– Shhhh.. Acalme-se! Eu queria poder mudar seu passado... Não tenho como voltar à vida, aliás eu estou na sua mente. Eu não vim para conversar, eu vim para lembrar-lhe de como eu era. Eu sou apenas lembranças. -- Aproximou-se e ergueu sua delicada mão na direção do meu rosto, que estava totalmente tomado por lágrimas. Posicionou dois de seus dedos um pouco abaixo de um dos meus olhos e secou as muitas lágrimas que existia. Sua mão estava quente, era bom. Queria muito sentir aquele suave toque todos os dias. — Você está acordando. Quando pessoas acordam, sonhos acabam. Me desculpe, filho.

– Mãe... Mãe! -- Parei de chorar e segurei seus ombros. — Eu quero ficar com você!

Ela deu um lindo sorriso e então passei a ver a triste realidade.

– Kiyoto-san? Você acordou, que bom que está bem! -- Ouvi a mesma voz da garota que havia me visitado anteriormente (A narradora anônima)

– N-Narumi-chan... É você...

Continua...

Notas finais
Gostaram?? Finalmente pude postar! Bom.. A Mayumi deu uma sumida, mas logo logo ela voltará! Sobre a mãe do Kiyoto, pra quem se confundiu, tudo aquilo sobre ela foi somente um sonho. O que acharam do cap? Comentem suas opiniões, elogios, críticas, conselhos, dúvidas, etc! Terei enorme prazer em responde-los ;)