Sorrisos Mortais
2 Rendido Á Dor
Notas iniciais
[...]
Olhei para todos que me observavam e logo após isso olhei para quem estava me segurando.
– Se você não morrer agora, vai morrer espancado!
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– P-Pai?? -- Arregalei meus olhos logo que o vi. Olhei para onde eu estava e logo vi que meu pai pretendia me jogar da janela do meu quarto! — N-Não faça isso, por favor! E-Eu juro que nunca mais te desobe-... -- Fui interrompido pelo meu próprio grito ao ser largado. Antes de cair, bati em uma árvore, isso amorteceu a queda e, assim, sofri ferimentos mais leves.
Não ouvi mais ninguém... Na verdade, estavam rindo... Rindo do meu fracasso... Eu pensava que aquilo era verdade, por isso queria mata-los, mas tudo não passava de uma simples imaginação. Olhei para os que me observavam e reparei que não havia nada ali, fiquei confuso. Somente fiquei ali, caído no chão e com os olhos fechados esperando as dores da queda passarem. Um tempo depois, senti me arrastarem, não sabia para onde. Não queria abrir meus olhos, queria ficar lá no único lugar onde tive paz... Longe do meu pai. Não sei o que houve com a minha família, nunca os vi e meu pai só me contou sobre minha mãe quando colocou a culpa de sua morte em mim. Nem me disse detalhes sobre ela. Senti que estava sendo arrastado por uma escada, então abri meus olhos e vi meu pai me levando até o meu quarto. Aquilo não foi uma coisa boa, ele só fez aquilo para que ninguem me visse machucado. Não deixei ele reparar que eu estava acordado, se não eu apanharia, então fiquei de olhos fechados esperando. Ele me deixou no chão do meu quarto e saiu.
~1 HORA DEPOIS~
Eu ainda estava no meu quarto, tinha medo de sair e apanhar. Fiquei com fome, estava louco para assaltar a geladeira, mas estava com medo. Uma hora eu decidi sair, mas foi um sacrifício. Fui até a cozinha escondido e bem quando abri a geladeira, meu pai me puxou pela blusa.
– Folgado, se quiser comida, trabalhe e compre a sua. -- Ele sabia que eu não podia trabalhar, disse aquilo para me provocar.
– Mas... Eu estou com fome...
– Não interessa, você me desobedece e ainda quer ganhar comida? -- Disse ele ao me empurrar na direção do chão. Eu cai sentado e ele fechou a geladeira.
– Droga... Agora quer me matar de fome??
– Vai pro quarto!
Eu levantei e o olhei torto. Ele fez o mesmo, então corri até o meu quarto e passei o resto do dia lá.
~NO OUTRO DIA~
Acordei morto de fome! Me levantei e fui até a cozinha, mas logo que cheguei lá, dei de cara com o meu pai, que estava saindo daquele cômodo. Me assustei e logo me desesperei.
– Está com fome? -- Perguntava o meu pai com um sorriso de deboche.
– O que você acha?? Claro que estou!
– Olha o respeito, moleque! -- Ele me deu um soco bem no meu estômago, fazendo com que eu quase perdesse todo o ar.
– Me deixa em paz! Você acha que a mamãe iria gostar do que está fazendo?
– Ela não está aqui para ver, e não chame assim a mulher que você matou! –- Após afirmar isso, meu pai me segurou pelo cabelo e me jogou na direção da sala. Ao cair, bati minha cabeça no sofá e, pela força do impacto, senti uma forte tontura. — Um assassino não tem o direito de chamar sua vítima com tal carinho!
– Eu já disse que não tive culpa!
– Cala a boca! Você nunca vai ter o direito de chama-la assim, assassino!–- Ele pisou na minha cabeça e ficou pressionando-a contra o chão. Eu gritava, estava desesperado, pois fazia tempo que ele não fazia aquilo
Ele pegou uma faca simples de cozinha e fez cortes, não muito leves, em todo o meu braço. Eu pedia para que parasse, mas ele me ignorou completamente! Eu sinceramente odeio aquele velho! Ele deixou cicatrizes no meu corpo alguns dias depois, mas não devo contar o que ele fez aquele dia, não agora. Depois de me cortar, ele largou aquela faca no chão, se levantou e pisou nos meus cortes, para que doessem mais. Eu dei alguns gritos e tentei fugir da tortura, mas ele segurou minha perna e a puxou. Eu cai de cara no chão e bati meu nariz, que logo começou a sangrar. Me sentei e pressionei minha mão sobre o meu nariz e limpei o sangue, que mesmo assim não parava de escorrer. Peguei a faca que ele jogou na expectativa de mata-lo, mas sabia que não conseguiria, então a guardei no meu bolso discretamente. Me senti fraco, quase cai de novo.
– Vai desmaiar? -- Deu uma risada de deboche.
– Ts... E-Eu não quero apanhar... -- Uma lágrima solitária escapou de um dos meus olhos, ou seja, mais motivo para ser humilhado.
– Seja homem, idiota! Para de fazer drama e aguente, para de chorar se não eu vou te bater! -- Sim... Até por isso ele me bate.
– Eu quero que você morra, velho maldito! -- Foi a primeira vez que afirmei isso para ele... E foi a primeira vez que ele me deu um chute bem no nariz {Imaginem o Kiyoto narrando essa parte com essa cara "-_-" kkkkkk}.
Eu cai e não vi mais nada. Abri meus olhos e estava no mesmo local, ainda machucado. Estava tudo embaçado e girando, os sons estavam distantes, até que eu decidi me sentar e tudo foi voltando ao normal aos poucos. Quando me recuperei, levantei, peguei escondido alguns curativos, me tranquei no meu quarto e lá cuidei dos meus machucados. fiquei o resto do dia jogando video game e quando anoiteceu, decidi ir dormir, pois tinha aula no outro dia (O Kiyoto estuda de manhã).
Acordei no outro dia, não fazia ideia do horário. Ouvia sons muito autos, nem parecia que eu estava no meu quarto. Abri meus olhos e estava tudo escuro, pensei que ainda fosse madrugada, mas haviam muitos sons para isso. Fui me espreguiçar e bati meus braços em algo parecido com madeira, toquei em volta e senti que estava dentro de uma caixa. Empurrei por todos os lados tentando abri-la, mas parecia estar presa com algo, não importa a força que eu fazia, não causava dano nenhum. Lembrei que quando meu pai me cortou e largou a faca, eu a guardei no meu bolso, então a peguei e tentei abrir um buraco na caixa. A madeira era fina, por isso consegui. A luz de lá de fora estava muito forte, por isso não conseguia ver direito lá fora, mas vi algo longe se aproximando rapidamente, parecia que se me acertasse eu morreria na hora. O som daquela coisa foi aumentando, então pensei que deveria sair logo dali. Chutei a caixa, mas não adiantava, então fui fazendo cortes nela para eu poder arrebenta-la mais fácil. Olhei novamente para fora e vi que aquilo que se aproximava de mim era um trem! Me desesperei e fiz de tudo para quebrar aquela caixa, mas não tinha força o suficiente e aquele trem estava se aproximando. Fechei meus olhos e coloquei toda a minha força nos golpes que eu dava na caixa.
"Vou morrer... Vou morrer... E-Eu vou morrer... É o meu fim! E-Eu não quero morrer!"
Continua...
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