Sorrisos

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Espero que gostem *-*

Era o fim de mais um entediante dia de colégio para Kyon, que nesse momento procurava por Haruhi.

– Onde está aquela maluca, todos já foram para casa. – resmungava indo para a sala da SOS Dan, ao abrir a porta achou quem queria – Ei, Haruhi, vamos para casa — falou a garota que se encontrava sentada em seu lugar de sempre, olhando pela janela, ela pareceu nem perceber – Ei, Haruhi! — falou um pouco mais alto.

– Kyon, por que você sorri? — ela perguntou do nada, ainda sem o olhar. Ela estava ficando louca?

– Como assim? — perguntou ainda sem acreditar na pergunta, puxando uma cadeira e se sentando.

– Os motivos de seus sorrisos... — explicou olhando para ele com aquele olhar duvidoso, porém decidido; ele temia aquele olhar – Por que uma pessoa sorri? –indagou.

– Bem... – ele começou – Uma pessoa sorri por muitos motivos, quando acontece algo muito bom, quando vê uma pessoa especial, enfim... Há varios motivos Haruhi. – falou no intuito de convence-la a parar por ali. Falhou.

– Você. — ela disse se levantando e se colocando de frente para ele, que ainda estava sentado — por que você sorri? — "ela é louca" pensou ele.

– Bem... — começou após pensar um pouco, mas que conversa estranha... Mas era uma conversa com a Haruhi, afinal. – Tem muitas coisas que me fazem sorrir, coisas engraçadas, filmes, mas eu acho que o que mais me faz sorrir são algumas pessoas, depende de quem está ao meu redor.

– Kyon, eu poderia ser o motivo de um sorriso seu? — perguntou a garota em um tom calmo.

– Claro que não. — ele falou apoiando-se na mesa – Você só sabe gritar mandar, tratar as pessoas como peões e ser chata. — concluiu com pouca seriedade, um tanto entediado.

– Entendo. — ela murmurou e se virou para a janela, ficando de costas para ele. Tudo bem que ela fazia muitas coisas desagradáveis, mas ela não esperava uma resposta tão ruim.

– Haruhi? — chamou um pouco surpreso, ela havia falado sério? Ela parecia estar triste; mas também pudera, ele a havia respondido daquele jeito. Não imaginava que era sério. – Sabe, isso tem grandes chances de mudar – insinuou, tomando a atenção da garota.

– O que? — ela se virou um pouco, mas ele pôde notar que ela estava emburrada

– Venha aqui. — chamou.

– Para que? — retrucou teimosamente.

– Venha, deixe de ser chata. — chamou novamente. Ela andou até ele, que permaneceu sentado.

– O que é? — perguntou curiosa, mas ainda emburrada.

– Abaixe-se; vou te contar algo. — ele disse, ela abaixou resmungando um pouco, e assim que teve chance ele selou os lábios da morena, de forma doce e serena. Ela, surpresa demais, nada fez; e apesar de gritar em sua mente não, o retribuiu.

– O q-que? — ela gaguejou, se afastando alguns centímetros.

– Viu? — ele disse apoiando a cabeça na mão e dando um sorriso sutil.

– Você é idiota?!! — ela aumentou o tom dando uns passos para traz, com uma expressão constrangida e atrapalhada no rosto. O rapaz não aguentou, apenas esboçou um enorme sorriso, um sorriso feliz, bobo e ao mesmo tempo de diversão. Ele nunca tinha a visto desse jeito — Você é idiota. — ela afirmou em um tom baixo, abaixando a cabeça constrangida, o que o fez rir.

No corredor, a menina de cabelos alaranjados se perguntava o que eram aquelas risadas... E o que jurava ser o som de tapas.

Notas finais
Comentários?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!