Sorien

4 Capítulo 3


Notas iniciais
Curtinho... desculpem-me

Capítulo 3

O sol estava nascendo na grande Tundriá, as máquinas e trens a vapor estavam começando a soltar fumaça e as pessoas saiam apressadas de casa para começar a manutenção. Tundriá era uma cidade muito grande, a evolução chegara primeiro nela do que em Askundra, prédios e grandes construções estavam começando a surgir, engrenagens eram símbolo da cidade que abrigava os maiores centros de comercio e construção de toda Hítria. E eu? Estava entrando no subsolo desse monopólio metálico que chamava de casa.

Haltrus me guiava na direção norte da cidade, onde havia a divisa entre Tundriá e Askundra, isso não me surpreendia, mas em minha mente haviam tantas perguntas sem resposta que eu sequer conseguia me concentrar no caminho.

– Como eu consegui fazer aquilo?

– Você possui uma habilidade para moldar o aço – Haltrus sequer me olhava enquanto falava, seu tom era preocupado.

– Como assim? Eu não consigo entender, quando tentei novamente não aconteceu nada...

Uma luz forte brilhava à nossa frente, azul e salpicada de branco.

– Não temos tempo para dar explicações agora, temos de ser rápidos, pois não queremos ser percebidos nessa área.

Eu já não sabia onde estávamos, foram tantas voltas desde que saímos da passagem subterrânea em que enfrentei a criatura, a única coisa que sabia é que eu não podia ser visto, senão as coisas poderiam ficar bem ruins.

Nossa viajem nos levou para onde os grupos obscuros das zonas se encontravam e marcavam os próximos trabalhos, ou melhor, os próximos assassinatos. Cada uma das muitas pessoas que ali haviam eram perigosas por si só, enfrentar um conjunto delas seria suicídio. Como muitas pessoas utilizavam o subterrâneo para fazer negócios, se esconder e passar despercebido não seria tão difícil, apenas não podíamos levantar suspeitas.

Um grande corredor levava a passagem à saída, para todos os lados haviam salas em que as reuniões aconteciam, pareciam celas que forjadas na pedra, formavam varias câmaras assustadoras.

Quando chegamos à saída dois homens estavam de guarda, provavelmente alguns dos grupos mais poderosos estavam lá para fazer negócios. Haltrus escondia suas armas por dentro do sobretudo, porém aos nos aproximarmos dos guardas, elas começaram a brilhar de um modo que era impossível de se esconder. Agora com o caminho mais iluminado, pude ver que os dois guardas na verdade eram duas daquelas criaturas, seus olhos brilhavam com sede de sangue e seus dentes enormes e afiados eram fortes o suficiente para mastigar aço. Elas tiraram um pedaço de ferro de traz das roupas que usavam, e de modo assustador, moldaram o ferro e este se parecia com um machado.

“Como assim? Eles também...?”.