Sophie, Como Tudo Começou
5 Capítulo 5: Desfecho
Notas iniciais
O casal escorregou para debaixo da mesa, felizmente a toalha de seda que ia até o chão, os cobriu da visão dos assaltantes.
- L... _passou a mão pelo rosto pálido do namorado que agora estava empapuçado de sangue _você está bem?
- ... _fez sinal de silencio para Light e apontou para seu relógio dando uma piscadela, ele acionou um dos botões e depois fez o numero 2 com a mão.
- “2 minutos?” _perguntou apenas mexendo os lábios e recebeu um OK como resposta _ “de onde veio esse sangue?...”
- ... _fez um sinal negativo com a cabeça antes de sua visão ficar fosca.
L tombou para frente derrubando a mesa, os assaltantes se viraram para ele e no mesmo momento a policia invadiu o local rendendo a todos, Light assustado, mas mantendo a cabeça no lugar pegou o moreno no colo e o deitou no banco suficientemente grande para ele.
- Por favor, por aqui Yagami-san! _um homem de terno deu a instrução para Light.
- Quem é você?
- Polícia particular da casa Wammy, recebemos um sinal de L _mostrou sua identificação ao mesmo tempo que apontava para o relógio de pulso do garoto.
Mesmo não confiando e pensando em todas as possibilidades daquilo ser verdade ou não, acabou aceitando, havia muitos feridos e a ambulância estava ainda a 3 minutos do local, o sangramento era próxima a cabeça tendendo a ser fatal já que L perdera a consciência.
O carro equipado com toda a aparelhagem médica ia a toda velocidade para o hospital mais perto, Light a todo o momento pensava como aquele tiro teria acertado L e não a ele, tentou focar naqueles instantes e então percebeu que o namorado o puxara pelo pulso ao mesmo tempo em que tentou se inclinar para frente, assim o tiro pegou de raspão no seu pescoço salvando Light de uma bala certeira na cabeça.
Trinta minutos haviam se passado desde então, o médico acalmara Light ao dizer que tudo estava bem e pelo calmante, L demoraria algumas horas para acordar; depois de dar um depoimento rápido a policia, resolveu sair no jardim do hospital para arejar a cabeça. Era um local grande, flores e árvores davam um clima mais leve, uma brisa suave balançou seus cabelos sedosos; resolveu permanecer perto do corredor que dava acesso ao prédio onde L estava repousando, encontrou várias placas com os nomes dos médicos fundadores e ao chegar no final da via avistou uma placa maior e levou um susto.
- ...como eu não fui perceber isso?! _deu um tapa na própria cabeça ao reparar onde estava, ficou parado em frente a placa de indicação por alguns instantes se xingando.
Olhou para o relógio mais uma vez e voltou ao quarto de L, estava preocupado e ao mesmo tempo um pouco ansioso para contar o que tinha descoberto.
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- ...acho que bati minha cabeça além do tiro _passou a mão delicadamente pelas bandagens em seu pescoço.
- Acordou _uma enfermeira entrou no quarto de L, ela tinha um sorriso gentil no rosto e sua pele alva fazia contraste com seus cabelos negros.
- Gostaria de um doce, donzela.
- Hum... sim senhor _ajudou L sentar, agora do jeito normal, e ajeitou seu travesseiro _ mas posso servir apenas um chá.
- Está ótimo, traga açúcar a parte, por favor.
- Claro! _respondeu com energia, algo inesperado para uma enfermeira.
- Assim eu vou me apaixonar _pressionou o dedão sobre o lábio inferior.
- Você é uma graça, mas acho que teríamos problemas com seu namorado que está lá fora te esperando.
- Posso me disfarçar de médicos para brincarmos.
- ...tarado _saiu dando um ultimo sorriso para L.
L observou a porta fechar, queria ir embora, mas ficou indeciso quanto ao chá e a bela enfermeira; parando de pensar em besteiras tirou o soro que estava na sua veia no braço direito e se levantou.
- Oi, oi onde acha que vai? _Light parou o namorado quando viu a porta do quarto abrindo.
- Não veio me resgatar, ia fugir com a enfermeira.
- Nem ouse, como está se sentindo? _fez uma casa de bravo
- Ótimo, foi apenas uma ferida de leve... vamos tomar uma xícara de chá?
- ...temos que conversar _pegou na mão do moreno e o puxou ao longo do corredor branco.
- Esta frase é sempre usada em conversas sérias.
- Então... _parou no meio do corredor e encarou L _eu descobri que... este é o hospital associado ao hospício Santa Helena... sua mãe está aqui no prédio ao lado.
A expressão de L não mudou, mas ele falhou ao apertar a mão de Light um pouco mais forte demonstrando assim seus sentimentos.
- Não adianta esconder que está perturbado com isso tudo...
- Eu realmente fiquei curioso para saber como ela está, depois de ler o diário acabei sentindo muitas coisas.
- Ei L... não fique assim, é normal para qualquer ser humano sentir tais coisas, se tem o desejo de encontrá-la... _deixou o resto da frase subentendida.
- ... vamos tomar uma xícara de chá com muitos cubos de açúcar _começou a caminhar lentamente _ e depois iremos até lá.
- Sim _respondeu com firmeza passando confiança a L.
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- Por favor, esperem um momento _a mulher de longos cabelos loiros indicou uma sala pequena e toda branca, com apenas um sofá de couro branco e um relógio na parede oposta a porta.
- Obrigado _respondeu Light puxando L pela mão até o sofá.
- Fiquem a vontade, a senhora Sophie será trazida em alguns minutos _fechou a porta ao passar.
- ... está nervoso?
- Um pouco... não é felicidade, nem tristeza... _tentou explicar a Light o que estava sentindo.
- É um pouco de tudo, eu entendo.
- Estou bem assim? _passou a mão no cabelo _quero dizer, ela não deve estar em condições para ter padrões de estética.
- Você está ótimo...L-kun, seja você mesmo _deu um selinho em L.
Muitos que pareciam horas, ambos nervosos para enfim conhecer a senhora Sophie, a progenitora de toda aquela história de sofrimentos; o silencio incomodo enfim foi cortado pelas batidas na porta que acabaram assustando ambos.
- Com licença _um médico entrou na sala sozinho _ ela está lá fora... meu jovem, está ciente de todo o caso?
- ... _assentiu com a cabeça
- Muito bem então... _saiu da sala e L o seguiu com os olhos, ansioso se curvou um pouco mais para frente a fim de ter alguma visão dela.
Ela tinha a pele tão alva quanto a de seu filho, seus cabelos eram negros como a noite assim como seus olhos, a visão estava longe como se estivesse perdida em sonhos; vestia um vestido bege que ia até o pé, em suas delicadas mãos, um terço e um anel de prata. L parou em frente a mulher que aparentava ser muito jovem ainda, ela olhou para ele gentilmente, mas não disse nada.
- Senhora Sophie?
- ... olá _sibilou bem baixinho e depois abriu um sorriso com seus lábios rosados.
- Como está se sentindo?
- ... _continuou a sorrir.
- Sophie querida, este é Lawliet...tem alguma lembrança dele? Law...li...et _o médico repetiu bem de vagar.
- Lawliet... _Sophie murmurou e lentamente estendeu a mão para L
- Segure-a _Light colocou a mão sobre o ombro dele _está tudo bem.
- ... _L segurou a mão dela meio desconcertado _você é linda.
- Hum... _apertou a mão dele e puxou para perto _... doce, eu amo doces... _fechou os olhos.
- Doces?... _L murmurou para si mesmo.
- Ela não diz muitas coisas... fica até mesmo dias sem dizer nada, quando chegou aqui apenas chorava e dizia ver sangue em todos os lugares, depois de várias medicações ela parou com as alucinações, mas os danos causados foram graves e estas são as seqüelas _suspirou _infelizmente ela nunca voltará ao normal.
- Entendo... _L levantou e colou as mãos no bolso _obrigada pela atenção.
- Seria bom que viesse sempre! Ela nunca recebe visitas... apenas alguns tios sabe, com o tempo eles acabam parando de vir.
- Poderia manter minha visita em sigilo? Eu tentarei voltar.
- Sim, você é...
- ... _L nm respondeu, apenas olhou para Sophie mais uma vez e saiu da sala, Light pediu desculpas ao médico e foi atrás dele.
- Espere!... L... L! _alcançou seu braço e o segurou.
L não se virou, apenas parou de caminhar e então Light pode ver seu rosto quando o ultrapassou; eram olhos cheios de tristeza, suas bochechas estavam coradas e os lábios retraídos, assim que o ruivo o abraçou não conseguiu conte-las, uma a uma as lágrimas escorriam molhando o peito de Light.
“Foi como tirar um peso, senti meu coração mais leve quando a vi... então as lágrimas acabaram sendo de alivio por ter encontrado com o meu passado e concluído toda aquela busca, com certeza me tornei uma pessoa menos egoísta depois disso tudo e...ah sim, devo isso a Watari e principalmente a ele... Yagami Light” _pensamentos de L.
O casal se dirigia para o hotel depois de um dia cansativo, no carro L adormeceu devido ao cansaço. Em menos de 15 minutos Light estava estacionando o carro.
- Chegamos... _passou a mão pelos cabelos sedosos de L
- ... hum, que horas são?
- 22:40 _olhou no relógio de pulso
- Ah, tomarei um banho enquanto você pede o jantar... não se importa de jantar no hotel? Eu sei que queria fazer algo melhor hoje.
- Estando com você, não existe nenhum lugar que não se torne especial.
- ...baaaaka _desceu do carro e caminhou vagarosamente até elevador, ainda estava sonolento.
Light arrumou a mesa para eles, velas eram clichês porém românticas e logo o clima pesado que os acompanhou o dia todo se tornou leve e natalino.
- Como está seu ferimento?
- Melhor... hum, até que salgado não é tão ruim _apesar disso fez uma careta_ ...ah... _olhou para Light com um tom de dúvida.
- O que foi?
- Por que ela começou a falar de doces do nada?
- ...ah isso é porque você exalada um cheiro doce, não te disse outro dia que até eu estava cheirando a doces?... ei o que está... _L se cheirava tentando sentir o aroma _deixa de ser bobo.
- Vai dar meia noite.
- Verdade! _se levantou e puxou L para a varanda _me espere aqui.
Light sumiu na sala e voltou alguns minutos depois com uma garrafa e duas taças nas mãos.
- Álcool é bem interessante.
- Sempre... vamos lá... _forçou a rolha _ mais um pouquinho... FELIZ NATAL! _estourou a champanha e encheu o copo para ambos.
- Feliz Natal _ganhou um selinho de Light e brindaram em seguida.
- O primeiro de muitos... e para assegurar meu compromisso com você _tirou uma caixinha do bolso.
- ... não creio _arqueou uma das sobrancelhas.
- Ah vamos, tenho certeza que vai se acostumar... _tirou o par de alianças e colocou a menor do dedo de L.
- Achei que os japoneses não usassem tal coisa _levantou sua mão contra a luz fazendo o anel cintilar _eu sempre quis uma.
- Mesmo? Você realmente me surpreende.
- Uhum.. bom... _virou a taça de champanha _agora é a minha vez, suponho...
- ... _olhou curioso para L que seguiu para o quarto calmamente.
- Nunca dei presentes então espero que não repare se errei em alguma coisa, aqui está _entregou o embrulho de papel vermelho para o namorado.
- Estou curioso _sentou na cama para apoiar a caixa no colo e desfez o laço dourado.
Era algo tão simples, mas que fez os olhos de Light brilharem, um globo com a cidade de Londres, sentado num banquinho era visível a semelhança dos bonequinhos com L e Light e na base os dizeres: “Aquele que me guia”.
- ...é.. muito bonito _chacoalhou o globo para fazer a neve cair _mandou fazer?
- Sim, pedi para colocarem algum doce ai dentro.
- Ah verdade _deu uma gargalhada _não tinha reparado nestes doces aqui do lado _você é genial.
- Disse que seria uma viajem inesquecível... foi.
- Vamos deixar ela mais ainda? _colou seu presente cuidadosamente sobre a mesinha e puxou L pela cintura.
- Ah... achei que o romantismo não ia dar espaço nunca para o sexo hoje.
L tirou a camisa de Light sem hesitar, o casal deitou na cama para mais uma noite de muito prazer onde apenas a lua era testemunha de tanto amor.
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