Sonne

1 Ato Único


Notas iniciais
One - Shot Flufyy pra quem gosta :v

Boa Leitura

OoOoOoOo




Neji e Hinata... Um Enigma... Mas parece que se conheciam à muito mais tempo. Um elo forte de carinho e afeto os unia, sua amada mãe até contou a ela o milagre que ocorrera 1 semana depois que tinha nascido.




(...)




Hinata nascera muito prematura, sua gestação foi um pouco mais de 6 meses. Alguns dias depois de seu nascimento, os médicos já estavam sem esperança na sobrevivência do bebê. São raríssimos os casos, de crianças prematuras como aquela sobreviver mais do que 1 semana. Todos já estavam preparando-se para o funeral e tudo relacionado. A família Hyuuga se resplandecia em ansiedade pela chegada de sua primogênita e herdeira, os trigêmeos Hyuugas se reuniam para ocasião. Até mesmo os Uchiha compartilhava felicitações. Hizashi viera de Berlim com seu filho Neji, Hiei viera da Suíça para felicitar o irmão mais velho pelo nascimento da filha. Mas com os acontecimentos recentes tudo indicava uma curta vida ao bebê.

Mesmo com as péssimas notícias que abalou todo o clã, um ingênuo garotinho de 5 anos insistia ao pai para visitar a prima doente. Os mais velhos o tinha falado que o bebê iria partir aos céus e tornar-se um anjo.


– Oto-san podemos ver a Sonne? — perguntou o pequeno.


Hizashi achava emocionante o carinho do filho tão novo pela prima que mal nascera.


Neji não só devia à primogênita o sentimento de servidão de suas tarefas pelo clã a ele dito, mesmo que o pequeno tenha sido nomeado pelo tio como "Protetor" de sua filha de acordo com as regras relacionadas às ramificações do clã. Não, o sentimento era muito mais profunfo. Neji amava a prima, como uma família genuína. Ele sempre tão distante das outras crianças, era peculiar seu vincúlo com a herdeira Hyuuga.



– Por quê a chama de Sonne? Neji. — perguntou Hizashi ao filho.

– Hikari... O nome da Ojisama significa luz, sendo ela filha da luz... Eu poderia chama-la de Sonne, ou Mond.. — respondeu pensativo o garotinho — ... Quero cantar à ela a música que Oka-san me ensinou, de novo. Vê-la antes de partir, pois só cantava pra ela quando estava dentro da barriga da Oji-sama. — completou sorrindo tristonho.


Hiashi se comoveu observando a conversa de seu sobrinho com o pai, aquele garotinho amava sua filha antes mesmo dela ter nascido.


– É claro que pode visitar sua prima, Neji — disse Hikari, enquanto junto ao marido observava também o pequeno discurso carinhoso de seu sobrinho.




(...)




Mais tarde, à noite, havia tido uma ligação de urgência do hospital. A notícia mais temida fora anunciada, o bebê estava morrendo. Hizashi junto com os irmão e a gunhada rumaram para o Hospital, Hikari levou Neji consigo. Sua filha estava morrendo, mas antes seu sobrinho iria cantar pra ela.

O patriarca Hyuuga através do vidro da sala da UTI observou seu bebê. Uma lágrima solitária fugiu de seus perolados olhos. Parecia um corpo inerte, sem vida. A palidez da alva pele era morbido, os olhos prata-perolados da criança estava sem brilho. O bebê parecia encara-lo diretamente, como estivesse dando um Adeus.

O bibe das máquinas era cada vez mais lento, indicando que as batidas do coração estavam enfraquecendo. Era o fim, sua amada primigênita seria entregue a morte... Um médico se aproximou do chefe Hyuuga, Hikari chorava inconsolada ao peito de seu gunhado Hizashi. Seu outro irmão gêmeo, Hiei, colocou ao seu ombro a mão. Silenciosamente estava o apoiando. Foi quando o o bibe parou, o coração morreu. Sua filha estava morta.


– Sinto muito, Hyuuga-sama. — disse o médico.

– Ele vai ver a prima! — gritou uma Hikari furiosa à uma enfermeira que a impedia de entrar com o sobrinho. Afinal, naquela área era proibido a presença de crianças.

Outras enfermeiras se juntaram para acalmar a matriarca Hyuuga, ela remexia-se relutante. Seu sobrinho queria cantar pra sua filha, mesmo morta ele ainda tinha o direito. Talvez com a morte recente sua alma estaria ali presente, assim poderia ouvir a voz de seu primo.


O próprio chefe Hyuuga pegou o sobrinho no colo, o levou para dentro da sala. Todos estavam distraídos e ocupados, sua esposa chorava triste pela morte da filha. E ainda nervosa, por ter sido impedida de levar o sobrinho pra ver a prima. Hiashi o desceu dos braços, o pequeno garoto andou mansamente em direção à caixa de vidro que abrigava o bebê. Todo o tempo o chefe Hyuuga observava os movimentos de Neji.


Por um instante o pequeno ficou adimirado, o bebê era gracioso. Os fios lisos de tom preta-azulada davam um contraste à pele alva, mesmo pálida um tanto mórbida parecia porcelana. Gostaria de ver a cor dos seus olhos.

– Sonne, Mond, Hime... Hinata-sama. — disse o garotinho enconstanto o rosto admirado ao vidro da incubadora. Os olhos do bebê se abriram, um brilho de vida encheu as duas luas cheias que encaravam Neji.


Assim o bibe das máquinas voltou... O barulho recomeçou, o milagre aconteceu. O pequeno coração do bebê voltou a bater.

– Ela voltou à vida... — disse abismado o chefe Hyuuga, em choque do milagre ocorrido.


Todos perceendo o que tinha ocorrido, entraram admirados na UTI. O bebê reagiu. Hiashi novamente olhou sua filha, ela encarava fixamente o garotinho que a observava. Ele a chamou e ela voltou à vida para conhecê-lo. Mas os segundos que começava a ter em seu coração felicidade, envolveu-se em desespero novamente. O bibe estava novamente enfraquecendo, mal tinha renascido já estava sendo arrastada pela morte novamente.


– Cante pra ela Neji... — disse Hizashi ao filho, aproximando-se dele. Pelo menos o filho teve a chance de ve-la ainda viva. Agora é chegada a hora de se despedir. O milagre ocorrera apenas para que os primos, que tinha algum vínculo maior que este mundo, pudessem se conhecer. Depois de alguns segundos olhando, Neji começou a cantar, com sua voz pequenininha:


– Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro...- com lágrimas aos olhos o pequeno começou.


Nesse momento, o bebê pareceu reagir. O bibe acelerou, o coração batia violento e apressado.


As outras máquinas indicavam que a respiração estava se tornando agitada.


Os Hyuuga ali presentes entregaram-se às lágrimas, era emocionante o momento. O bebê aos seus olhos enchia-se ainda mais com um brilho de vitalidade e coragem. Parecia que agarrava-se à vida, guiada pela canção carinhosa do primo. Lutava pela sua vida.A pulsação começou a baixar e se estabilizou.


– Continue, continue sobrinho... — Hikari disse chorosa e chocada, encorajando Neji a prosseguir a canção. – Você não sabe, querida, o quanto eu te amo... — continuou esperançoso o pequeno. — Por favor, não leve o meu sol embora...- enquanto Neji cantava, a respiração difícil do bebê foi se tornando suave.


– Outra noite, querida, eu sonhei que você estava em meus braços...- dessa vez Neji abriu a caixa de vidro, colocou a mão do bebê entre as suas. As enfermeiras já iam se aproximando do casal de crianças.


– Deixe-os ! — ordenou um dos médicos emocionado com a cena. O bebê começou a relaxar. – Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro.. Por favor, não leve o meu sol embora... — terminou o pequeno, sentindo que o bebê apertava forte um dos seus dedos.


Foi nesse momento que novamente aquele pequeno ser, aquele lindo bebê o fitou profundamente. Aquelas luas leitosas o desmoronou em admiração e encantamento. Neji maravilhado declarou a si que aqueles olhos em uma mesclagem prata-perolada era um tesouro. Olhos diferentes, de qualquer outro da sua família. Dizeram-lhe que ele nasceu, para protegê-la, pois era sua obrigação... Mas agora ele iria protegê-la por seu próprio querer.



– Eu te proteger pra sempre... — disse feliz. Um sorrisso banguela daquele bebê lhe foi presenteado.

Assim foi a história que Hikari, contou a sua primogênita o milagre que envolveu a si e o primo.


Notas finais
Rewiens? Tomates podres? Hahahhaha. Até a próxima.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!