Sonhos se tornam realidade
1 Sentimentos no Café da Manhã
Notas iniciais
Lábios rosados e ofegantes, um pedido de mais e então acordou. Acordou decepcionado por não poder continuar aquele sonho, pois era apenas neles em que seu maior desejo se tornava realidade.
Enquanto olhava de lado, visualizou a luz que entrava fracamente no quarto. Seus companheiros dormiam silenciosamente, exceto Ron, esse roncava muito alto. Deveria ser umas cinco horas da manhã, cedo demais para qualquer outro ser está acordado. Ir ao banheiro para resolver o problema impertinente e de quebra ter privacidade no banho foi a ideia que passou pela sua cabeça.
Após um rápido instante de prazer e uma demorada ducha, vestiu seu traje escolar e seguiu para o Salão Principal.
Enquanto seguia seu caminho, pensava naquele pálido loiro, ao qual sonhava algumas noites desde o quarto ano. Harry não deveria pensar muito nele, mas o que fazer quando o seu maior “inimigo” lhe trazia suspiros apaixonados… Eu não deveria me iludir, ele com certeza é hetéro.
Embora tenha decidido “chegar” nele há algum tempo, para pelo menos acabar com a dúvida, nunca tivera coragem para tal ato. Sempre esperando o melhor momento, momento que nunca chegou. Droga! Que tipo de grifinório eu sou?... Com medo de levar um não? Talvez sim. Talvez deixar isso quieto e pensar em outras coisas tiraria esse sentimento.
Mas não conseguia. Estava apenas se enganando com esse pensamento. Sem falar que nos últimos meses o outro andava estranho. O sempre orgulhoso Malfoy ultimamente transpirava insegurança e medo. Aquele, que antes era arrogante e forte, agora encolhia em si mesmo. Era uma imagem tão errada e o moreno queria saber o porque disso e consertar ele. Por isso o perseguia quase como um louco. Nem seus amigos achavam aquela obsessão normal.
Olhou para o outro lado do sala a fim de localizar o loiro, o encontrou sozinho, comendo algumas panquecas.
— Esse é o momento. Vamos lá… — Falou para si mesmo. Mas seu corpo não queria colaborar. — Qualê, sou um grifinorio. Fui capaz de enfrentar o Voldemort… N-Não deve ser difícil! Eu espero.
Inflando-se com todas as forças possíveis, Harry começou a levantar-se, para ir até a mesa da Sonserina. Mas nunca saiu da mesa. Antes que percebe-se, Crabbe e Goyle se juntaram ao loiro e com a chegada deles, a sua coragem fugiu para nunca mais antes, sem deixar rastros de que um dia estivera lá.
Já desistindo da ideia anterior, voltou-se a acomodar-se no seu canto e esperar seus amigos. Não foi preciso esperar muito, logo Mione chegou. Como sempre, trazia consigo seus livros e pergaminhos. Tinha um ar cansado e triste, acho isso deve ser por causa do Ron.
Não entendo esses dois… Ron, tão tapado quanto é, não percebe que Hermione gosta dele? Eu deveria alertá-lo disso. Iria pôr um fim a essa situação desagradável. Ou será que deve ser a Hermione a mostrar isso a ele? ~ Suspiro ~ Queria muito te ajudar Mione, mas não acho que eu deva. Nem consigo lidar com a minha situação…
— O que houve Harry? Algo no meu rosto? — Saindo de seus devaneios rapidamente, o moreno encarou a menina confuso como se dissesse 'O que?’ — Você apenas me olhou sem piscar e depois suspirou. Há algo que eu deveria saber?
— Nada não Mione, apenas pensando em algumas coisas.
— Hum… Algo em que eu possa ajudar? — Olhou-a por um momento, decidiu que ela poderia ser a única pessoa que poderia ajudar. Seus amigo era tão sensíveis quanto uma pedra, claro que Neville era diferente, mas não havia intimidades entre eles. Hermione era a única opção.
— Ah-h, bem… Digamos que eu gosto de uma pessoa… M-Mas eu não sei se é recíproco… — Ela o olhou longamente, quase como se visse sua alma. Isso deixou-lhe mais nervoso, abaixou a cabeça e focou-se no seu comer.
— Já perguntou a ela?
— Bem, digamos que… talvez haja uma falta de comunicação entre a gente. H-hehe… Eu só observo de longe… Tenho medo de levar um fora, sabe…
— Oh, Harry… Talvez você devesse chegar perto dela devagar então. Hum, quem sabe uma conversa possa ajudar. — Não seria uma mais ideia, se ele tivesse a coragem para isso.
— Mione… Aí está o problema, eu não consigo fazer isso… Sempre que chego perto, meio que… Perco a voz…
— Ahhhhhh que fofinho!!! — Foi nesse momento que Ron chegou a mesa. Acompanhado ele vinham os outros meninos. Chegaram atrasados para o café da manhã e estavam todos bagunçados, de roupas tortas e cabelos desgrenhados, como se tivessem perdido a hora.
— Fofo o que? — Disse o ruivo, rapidamente enchendo a boca com a comida a sua frente.
Nervoso, Harry olhou para amiga como quem pede segredo. Ela sabiamente entendeu o recado e tratou logo de mudar de assunto.
Aquela conversa não havia acabado, Harry sabia disso, mas pelo menos teria tempo. Sem falar que o moreno não disse a cacheada que a pessoa que ele gostava era homem, ela provavelmente iria pensar que é uma das meninas. Aí, aí. Tomara que ela faça conclusões precipitadas.
Enquanto saiam da mesa da grifinório para ir a aula, Harry não deixou de localizar o loiro com os olhos.
Ele estava quieto ao lado dos outros sonserinos, de cabeça baixa e encolhido. Até parecia que estavam zombando dele, pela forma com que os outros riam. Dever ser sua cabeça inventando coisas, mas mesmo assim, queria ir lá só para abraçá-lo. O menino pálido parecia necessitar de algum conforto.
Ahhh… Por que eu tinha que me apaixonar logo por ele?... Não podia ser alguém mais acessível não? Alguém como a Ginny… Tinha que ser alguém tão… Sarcástico, esquivo, sempre na defensiva… Alguém que ama comer um docinho ou armar para outra pessoa, alguém que possui um sorriso convencido sempre que acerta algo ou até mesmo aquela barreira que ele possuía em volta de si mesmo. Eu queria saber como é debaixo disso tudo dessa armadura, como será o menino pelo qual eu me apaixonei?
Notas finais
Como é minha primeira história com mais de um capitulo, peguem leve comigo se não postar regularmente.
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