Sonhos nunca mentem

1 Toalha Laranja, Árvore Branca.


Notas iniciais
Bem vindos a mais um dos meus sonhos!Tomem cuidado ao entrarem em minha mente e tenham uma boa leitura.Voltem sempre!

Enquanto eu olhava o céu perfeitamente azul, sem nenhuma nuvem, ouvia os suspiros de surpresa que a boca rosinha soltava involuntariamente, fazendo-me refletir no que pensava naquele momento que seus castanhos olhos sinceros analisavam minuciosamente o sulfite rabiscado, enquanto abraçava minha perna esquerda.

Meus ouvidos captavam o som leve do piano que fazia meu corpo ficar menos tenso pelo contato de sua pele quente em meu jeans fino e velho, porém, mesmo pela primeira vez, naquela grama verde que fazia cócegas em meus braços, a confortabilidade daquele momento era repentina e imensa. Repentina pois não sentia meu coração bater forte (talvez porque meu foco era seu braço em minha perna e nem sentia meu coração bater), e imensa porque estávamos num cenário totalmente paradisíaco que me fazia esquecer totalmente o dia da semana em que estávamos.

Meus dedos escorregavam mais uma vez pela toalha laranja debaixo do meu corpo e furtavam um morango vermelho e suculento, revestido por chocolate. Minha mão, com vida própria, fez o morango ter contato com meu paladar ambicioso. O gosto doce do chocolate contrastava com o azedo do morango vermelho, fazendo meu corpo reagir involuntariamente, soltando um suspiro longo junto a um comentário escorregadio que escapou por entre meus lábios finos.

No momento em que captei o som suave de sua risada por não entender nada do que meus lábios deixaram escapar, o tempo todo naquele parque imenso parou. O som das crianças gritando e brincando sumiu, o som dos pássaros voando ao longe desapareceu. Só restou a som da minha respiração perfeitamente compassada e o doce da sua gargalhada.

Senti seu corpo se mover para frente, ficando centímetros longe do meu e logo depois, meus cabelos finos voaram para frente do meu óculos. Suas mãos acabaram de brincar com os fios que pulavam e dançavam, e eu apenas ri. Minha risada envergonhada saiu sem minha permissão, fazendo meus lábios se esticarem em um pequeno sorriso que fez o furinho de cada bochecha aparecer sob a vermelhidão do meu rosto.

Notei seus olhos analisando meu rosto vermelho e o sentir ficar mais quente, fazendo meus olhos dispersarem para a grama ao lado. Ouvi mais um suspiro correndo no ar, querendo escapar da dona morena que soltava o sulfite pela grama e deitava ao meu lado, escorando suas costas na árvore branca, imitando minha posição. Nossos suspiros foram brincar juntos perto do lago, enquanto os dedos pequenos da mão delicada pegava um morango.

Meus olhos pararam de analisar cada movimento e limitaram-se a olhar o céu. Uma brisa comum de primavera atingiu os fios rebeldes na minha cabeça, piorando a bagunça que antes do dedos brincalhões fizeram, fazendo meus olhos sonhadores se fecharem...

Quando abri meus olhos sonhadores, percebi que mais uma vez, eles sonharam.

Notas finais
E então?!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!