Sonhos e Realidades

10 Capítulo 10 - França e Surpresas


Notas iniciais
Oláaaaa!! Não. Não morri. E não me matem! Agora estamos quase no fim do ano e estou na correria com a limpeza da casa. Dai tem limpeza da casa, compras de Natal e Ano Novo, cuidar da filha, cuidar do marido, jogar, cuidar de mim e etc rsrsrsrs. Mas hoje vou postar um capítulo pra vcs e espero que compense os dias que não postei. Boa leitura e vejo vocês lá nas notas finais.

Viajamos depois de uma semana em que decidi ir atrás do Cebola. DC estava meio inquieto, mas resolvi não prestar muita atenção nisso.

Dois dias dentro de um avião não era nada agradável. Dormir naquelas poltronas e aquela comida horrível, era simplesmente um inferno. O único fato bom daquilo era que Do Contra estava comigo. Acho que se eu fosse sozinha ao encontro do Cê, eu nem pisaria no avião.

– Mô. Eu peguei o endereço do Cebola com os pais dele. — Do Contra estava sério.

– Hm? Nossa, eu havia esquecido. Obrigada, DC. — Sorri para ele. Ele levantou uma sobrancelha e me encarou.

– Como então, raios, você pretendia encontrar aquela cebolinha no meio de Paris?

– Hm, eu apenas sairia perguntando se alguém sabe onde mora aquela francesinha mocréia. Acho que não existe ninguém naquele lugar, que não a conheça. — Suspirei e virei meu rosto para a janela. O que eu faria quando chegasse lá? Eu realmente não havia pensado nisso. Eu tenho que ter algum plano. E claro que nós não conseguiríamos ir direto para a casa da Penha. Ela nunca iria deixar. Ou não.

Enfim chegamos no aeroporto. Realmente era a primeira vez em que eu saia do país. Sorte que sabíamos falar inglês.

– E agora, Senhorita Sousa? O que pretende? Acho que precisamos de um lugar pra ficar. Aqui é a noite ainda. — DC pegou as malas e fomos pegar um táxi.

– Bom, vamos pegar um táxi e ir para este hotel. — Mostrei no mapa para ele. — Este fica bem perto da casa da Penha.

Todas as minhas economias do ano inteiro (e dos anos anteriores), estava aqui na minha bolsa. Acho que vou ficar sem mesada por um bom tempo.

O trajeto do aeroporto até o hotel não foi tão longa. Aproveitamos para olhar a cidade e vimos a torre Eiffel, era tão bela de noite. Fiquei encantada. Seria mais perfeito se não fosse a cidade, o lugar de nascimento daquela nojentinha.

Pagamos o táxi e entramos no hotel para fazermos check — in.

– Ai, DC. É tudo tão estranho. As pessoas, a língua... — Comentei com Do Contra e paramos na frente da recepcionista e ao lado havia uma moça ruiva.

– Brasileiros? — Arregalei os olhos quando a moça ruiva falou.

– Hã... Sim. Somos brasileiros... — Fitei -a.

– Nossa, vocês não sabem como eu estou feliz de encontrar brasileiros por aqui. É a minha primeira viagem! Vocês também vão se hospedar neste hotel? — Logo, a ruiva desviou os seus olhos de mim e fitou o Do Contra. Sua boca abriu e fechou. Seu olhar estava diferente, como se estivesse olhando para uma pedra preciosa. Sua pose também mudou, curvou-se um pouco para que suas curvas se acentuassem um pouco. Logo percebi que não se passava de uma vadia.

– Como se chama? Eu sou a Sabrina. — Sabrina jogou seus cabelos longos e ruivos para trás da orelha. A pergunta não se dirigia a mim.

– Eu sou o Do Contra, mas pode me chamar de DC. — Olhei para ele e vi um sorriso de canto surgir nos seus lábios. Eu fiquei irritada com toda aquela intimidade.

– E eu sou a Mônica. — Dei uma leve cotovelada no DC e fui para sua frente, estendendo a mão para Sabrina. — Prazer! — Falei, um tanto alto demais.

Sabrina continuou sorrindo e ainda com os olhos no DC, estendeu a mão para apertar a minha. — Prazer, Mônica e DC. Podem me chamar de Sassá se quiser. — Como se nós fôssemos nos encontrar de novo, pensei.

– Bom, nós vamos fazer o check — in e vamos para o quarto, estamos cansados. Bom te conhecer, Sabrina. — Fui virando as costas, mas ela interrompeu meu movimento.

– Desculpa perguntar, mas qual é a relação de vocês? — Seu sorriso era malicioso.

Vi de relance que Do Contra estava prestes a responder, quando fui mais rápida.

– Casados. — Vi quando os dois arregalaram os olhos. Mas depois DC relaxou, e me olhou com cara de quem estava gostando da conversa.

Sabrina ficou meio confusa e olhou para o DC. Ele abriu novamente o sorriso e confirmou com a cabeça.

– Sim, somos casados, aliás, acabamos de nos casar e estamos na Lua de Mel. — Ele me olhou e piscou pra mim.

– Haaa... Que bom pra vocês, mas olha, já que estão aqui, vocês não querem jantar? Acho que vocês não comeram nada né? — Sabrina pegou um papelzinho rosa na bolsa e marcou alguma coisa nele, entregando-o para Do Contra.

– Depois que vocês deixarem as coisas no quarto, vamos nos encontrar no salão. Estarei esperando vocês, viu? — Sabrina saiu fazendo barulho com o salto.

– Que merda foi essa? — Soltei, depois que a vi, sumindo no corredor.

– Casados? Por que você disse isso? A não ser que depois quando formos embora, você esteja pensando em se casar comigo. — DC sorriu maliciosamente para mim, fazendo -me corar.

– Que besteira está dizendo? Eu só falei isso porque aquela garota, ela só faltou te comer vivo com os olhos. Estamos aqui para um propósito, e não quero ninguém nos atrapalhando. — Bufei e dei nossos nomes para a moça recepcionista.

Logo depois, subimos para o nosso quarto. O quarto que DC reservou era relativamente grande, pode-se dizer até luxuoso. Acho que até o quarto mais pobre era assim. Olhei no quarto e percebi que só havia uma cama.

– DC, por que só tem uma cama? — Olhei para ele, que estava jogado no sofá. Ele virou a cabeça por cima do ombro e percebeu meu desespero em relação aquilo.

– Ué? Você não disse que somos casados? Então pedi um quarto de casal. Vai saber se a Sassá não vai querer conferir isso? — Meu rosto esquentou quando ele disse o apelidinho escroto dela.

– E como você conseguiu um quarto desse? Parece meio caro. — Tentei não pensar que dormiríamos na mesma cama, como quando ele se esgueirou até o meu quarto, naquele dia do Parque.

– Pode não parecer, mas eu tenho dinheiro. Minhas mesadas são bem mais que a sua. Então a partir de agora, pode poupar sua mesada. — Ele fala isso depois de eu ter gastado mais da metade da minha grana. Imbecil.

Desfiz um pouco da mala e fui tomar um banho. Tentei pensar em alguma desculpa para não nos encontrar com a ``Sassá´´, mas eu estava morrendo de fome. E pedir comida no quarto era o olho da cara. Coloquei um vestidinho vermelho com rendas e penteei meus cabelos. Já estavam bem compridos, passando dos ombros. Saí do banheiro e fui fazer a maquiagem. Enquanto isso, DC apenas deu uma espiada no quarto para certificar que eu estava lá. Vi ele entrando no banheiro com uma toalha.

Apenas agora me dei conta de que estávamos somente eu e ele naquele quarto. Especificamente, em outro país. Sozinhos. E dormiríamos juntos. Meus Deus. O que uma garota faria numa hora dessas? Ter um cara como Do Contra no quarto era de se esperar que acontecesse algo. Resolvi afastar esses pensamentos quando peguei meu celular e olhei uma mensagem da Magá.

`` E aí? Chegaram bem? Já sabe onde está o Cê?´´

Me lembrei o porquê de estar ali. Cebola. Suspirei.

Me levantei e resolvi calçar os sapatos. Era de salto baixo. Fui pra frente do grande espelho em frente à cama e me olhei. Eu estava linda. Estava muito melhor do que umas semanas atrás. Realmente eu precisava me cuidar mais.

Esperei DC sair do banheiro. Ele já estava trocado e tudo. Estava de social, eu diria elegante.

– Qual é a ocasião? — Me levantei do sofá com cuidado e perguntei para ele.

– Bem, já que sou um homem casado, acho que não posso me vestir do meu jeito. — Ele foi andando em minha direção.

– Mas você é o do contra. Não está se contrariando? — Levantei meus olhos fitando os seus.

– Isso também é contrariar. — Vi seu sorriso perigoso. Ele pegou na minha cintura e sua boca encostou no meu pescoço. — Já que somos casados, não é errado eu desejar a minha linda esposa, ou é? — Seu hálito fez meu corpo tremer. Sua boca continuou ali, fazendo minha pele arrepiar mais ainda.

– N-Não somos casados de verdade. Então... — Minha voz sumiu.

DC beijou levemente meu pescoço, minhas pernas fraquejaram, fazendo com que ele me pegasse para que eu não caísse.

– Tudo bem? — Ele perguntou, seu olhar já estava normal.

– Ha sim. Eu estou com fome. é por isso que eu quase caí. Não pense besteiras. — Tentei parecer impassível.

Ele apenas sorriu como de costume e abrimos a porta.

Fiquei pasma. A pessoa que estava saindo do quarto em frente ao nosso era nada mais nada menos que Sabrina. — Que inferno, pensei.

– DC! — Ela gritou. Fuzilei-a com os olhos, e ela se encolheu um pouco quando olhou para mim.

– Não imaginava que você estava no mesmo andar que o meu quarto. Que legal, vamos nos divertir à beça. — Essa criatura parecia me ignorar nas suas falas.

DC apenas assentiu com a cabeça e fiquei feliz quando ele pegou na minha cintura para me conduzir até o elevador. Sabrina estava observando com cuidado os nossos passos. Acho que ela estava querendo ver algum indicio de que aquilo era uma farsa. Claro que era uma farsa, mas para ela teria que ser como verdade.

– Como se conheceram? — Sassá quebrou o silêncio que estava fazendo no elevador.

– Foi à sete anos atrás. — DC falou. — Mas namoramos dois anos. — Ele sorriu para ela.

– Casaram cedo. — Não era uma pergunta, mas seu tom parecia de suspeita. — Por um acaso ela está...

– Não! Eu gritei. — O moço que apertava os botões do elevador se assustou. — Fiz desculpa com a mão e voltei minha atenção para Sabrina. — Não estou grávida, se é isso que você ia perguntar.

– Então por que se casaram cedo? Eu creio que vocês têm a mesma idade que a minha.

– Ela tem 18 e eu tenho 22. — DC falou, sério. — Algum problema? Nós nos amamos, é só isso.

Sabrina corou com o tom de voz do Do Contra. Acho que ela não imaginava que estava sendo muito intrometida.

– Me desculpe. — Ela sussurrou.

Chegamos no salão do hotel e fomos procurar uma mesa. Pedimos nossa comida. Depois que jantamos, Sabrina nos convidou para ir até um lugar do hotel que daria a vista para a cidade. Do Contra aproveitou para pegar bebidas para nós. Falei para Sabrina que ia ao banheiro e a deixei lá.

Quando voltei, vi um cara que achei que fosse DC conversando com Sabrina. Fui chegando mais perto e percebi que não era ele. O cara estava segurando o pulso da ruiva bem forte e ouvi-o falando com sotaque francês carregado. Parecia zangado, e tentava a todo custo arrastar Sabrina consigo. Já a ruiva estava assustada, quase chorando, balbuciando algo em francês.

– O que pensa que está fazendo com a minha amiga? — Disse, séria para o homem à minha frente.

– Enfant! — Disse ele, entendi como ``pirralha´´. — est pas de vos affaires (não é assunto seu). — O cara voltou a sua atenção à Sabrina, quando eu lhe dei um golpe na bunda.

– MANIAQUE!! — Gritei. Sabia que gritar `` Maníaco´´ faria com que ele a soltasse e saísse o mais rápido que podia dali.

As pessoas ao redor chamaram o segurança, mas o cara já havia sumido.

– Você está bem? Perguntei para Sabrina.

– O-Obrigada, Mônica. Eu estou bem. — Sabrina enxugava uma lágrima que escorria do canto do olho.

Poupei-a de perguntar o que o cara queria, ou quem ele era. Não queria me meter. DC chegou ali com as bebidas e ficou meio confuso.

– Aconteceu alguma coisa? — Ele perguntou pra mim, olhando Sabrina assustada.

– Eu acho melhor você acompanhar ela até o quarto dela, DC.

DC apenas assentiu e gentilmente pegou o braço da Sabrina. Instantaneamente ela abriu um sorriso de orelha a orelha. Poderia ter acontecido algo terrível com ela, mas continuava sendo uma vadia.

Fiquei lá, observando a cidade noturna. Pensei que logo pela manhã, eu poderia ver Cebola. Como, eu ainda não sabia, mas eu daria um jeito. O que será que ele está fazendo? Ontem completou 3 meses que ele estava aqui, em Paris. Também pensei em sair pela cidade, para passear com o Do Contra. Já que estávamos aqui, não seria justo com ele, eu apenas ficar pensando em mim mesma.

Notei que havia se passado vinte minutos desde a hora que DC levou Sabrina para o quarto dela. Fiquei alarmada. Resolvi ir procurá-lo.

Cheguei no andar do quarto que havíamos reservado, e observei que a porta do quarto de Sabrina estava meio aberta. Entrei com cuidado. Será que aquele cara estranho estava esperando ela, e acabou acontecendo alguma coisa?

Fui andando e passei pela sala, quando olhei para o quarto.

Vi Do Contra em cima da Sabrina. Estavam deitados sobre a cama.

Não precisava de mais nada. Virei as costas e saí correndo dali, Batendo sem querer num vaso que acabou caindo no chão. Ouvi Do Contra gritar meu nome, mas não queria olhar para sua cara.

Eu estava tão nervosa que não sabia para onde estava indo, apenas continuei a passos firmes até me deparar com uma porta de vidro. Estava num terraço enorme. A vista era mais incrível do que no salão. Deixei o peso do meu corpo se apoiar no ferro de proteção e desatei a chorar. Mas por que eu estava chorando? Que sentimento era aquele? Ciúmes...? Não. Não era apenas ciúmes. Era algo maior. Ciúmes foi o que senti, quando vi uma vez Carmem roubar um beijo do Cebola. O que eu estava sentindo naquele momento era uma dor enorme. Parecido com a dor do dia em que vi Cebola ir embora.

Chegava a soluçar tão alto que achei que fosse me sufocar com a respiração irregular. Estava chorando igual à uma criança.

DC apareceu ali, me abraçando por trás. Me desvencilhei dele com toda a força que me restava. Ele tropeçou pra trás, quase caindo.

–Mônica. — Ouvi seu tom sério. Mas eu estava tão magoada que não queria ouvir sua desculpa esfarrapada.

– Sai. Daqui. Agora. — Ralhei. Continuei de costas. Não queria que ele me visse assim.

–Mônica. Aquilo que você viu... Não era nada disso. — Ele não se aproximou.

– Não precisa se explicar. Nós não temos nada. Afinal era tudo mentira. Se era isso que queria desde o começo, não precisava ter confirmado para ela que éramos casados só para me agradar. — Tentei fazer com que minha voz saísse firme, mas ela apenas saiu gaguejada. — Respirei, soltando o ar com força e continuei falando. — Pode fazer o que quiser, afinal, eu amo o Cebola. Não tem que se preocupar comigo. Nem sei porque saí de lá daquele jeito. Peça desculpas pelo vaso à Sabrina, ok? — Fiz sinal para ele sair com a mão.

– Você ama o Cebola? — Foi a única pergunta que ele fez.

Me virei para fitá-lo. Olhei sua expressão que estava sério.

– Eu amo o Cebola. — Minha voz finalmente saiu firme. Mas desejei que não tivesse saído.

Vi Do Contra virar as costas para mim. E saiu, sem dizer mais nada.

Meu coração quase explodiu com isso. As lágrimas voltaram com mais intensidade. Eu havia magoado-o. Depois de tudo que ele fez e está fazendo por mim. Eu poderia ter dito de outra forma, ou nem ter dito. Mas a minha raiva e orgulho falou mais alto.

Já fazia um tempo que eu estava ali. Sentada no chão. As lágrimas já haviam secado. Fiquei pensando se DC tinha ido embora, me deixando ali.

Alguém tocou meu ombro e vi que era Sabrina. Tentei não ser rude quando falei.

– O que quer?

Sabrina se sentou ao meu lado e pegou na minha mão.

– Seu marido te ama mais do que a própria vida, sabia? Isso é bom. — Sua voz era serena.

– Oquê? — Eu disse, me lembrando logo em seguida, que para ela, DC e eu éramos casados.

– Olha, aquilo que você viu no quarto... Não pense besteiras. Ele escorregou e acabamos caindo na cama. Foi só isso. Juro pela minha própria vida. Ele só falava de você do caminho do salão até meu quarto. Vou te confessar... — Ela dei uma pausa por um minuto, e continuou. — Eu até tentei flertar com ele, mas ele desviava da conversa. Sempre tentando incluir você. Não fique brava com ele. Você salvou minha vida. Me perdoe se eu te magoei. — Não queria admitir, mas Sabrina estava sendo sincera. Fitei-a e suspirei.

– Me desculpe então. Mas a bosta já está feita. Acho que ele nunca mais vai querer olhar pra minha cara. — Falei para ela.

– Ainda dá tempo. Vai lá. Ele te ama tanto que vai te perdoar.

Consegui soltar um sorriso. Sabrina se levantou, me ajudando a levantar.

– Olha, amanhã vou para minha casa, eu sei que não é muita coisa mas, podem ficar na minha casa ao invés de ficar pagando hotel. É o meu presente de desculpas por vocês. Amanhã nos encontramos na saída do hotel e vamos para lá. — Sabrina sorriu e saiu do terraço.

Fiquei pensando se seria uma boa ir para a casa dela, mas seria difícil se eu não encontrasse o Cebola antes de 4 dias, que era o dinheiro que eu tinha para a diária do hotel. Então acho que aceitaria.

Voltei para o quarto. Estava tudo apagado. Já estava pensando que DC tinha ido embora quando ouço uma voz atrás de mim.

– Minha esposa chega a essa hora em casa e acha que pode ``sair´´ assim, de fininho? — Dei um pulo, sorrindo no escuro ao mesmo tempo com a palavra ``Sair´´.

– Me desculpe. — Sussurrei para a sombra do Do Contra.

– Hm... Você acha que pode apenas pedir desculpas? Estou magoado. — Vi sua sombra se aproximar de mim e pegar meu queixo.

Ele estava sob a luz de lá de fora, enfim podendo ver seu rosto. Meu corpo esquentou ao vê-lo. Ele estava apenas de cueca. Seu corpo todo à mostra.

– DC...- Sussurrei. Mas antes que eu pudesse falar algo mais, ele me beijou, fazendo com que nossos corpos se desequilibrassem e caímos no sofá. O beijo continuou, no começo era suave e calmo, mas logo foi ficando mais sôfrego. Suas mãos pegaram minha coxa com força, fazendo um gemido sair por entre nossos lábios colados. Minhas mãos pegaram seus cabelos com força, puxando um pouco, fazendo com que sua cabeça ficasse mais perto da minha.

Não estava pensando em mais nada. Nem que quisesse. Era um desejo tão grande que não conseguíamos nos separar. De repente, Do Contra me levantou, e me carregou até a cama. Suas mãos foram parar atrás do meu vestido, puxando o zíper. Suas mão hábeis logo me livraram da peça, me deixando apenas com roupas íntimas. Eu corei um pouco, apesar da minha mente estava divagando naquele momento, eu ainda sabia o que estava prestes a acontecer. DC me olhou no fundo dos olhos. Seu olhar emanava paixão. Ele estava completamente apaixonado por mim. E eu o desejava.

– Nunca mais diga que ama outro cara, sendo que eu estou aqui.

Sua boca voltou à minha. Nós nos beijávamos enquanto ele arrancava gentilmente o que restava da minha roupa.

O que aconteceu a partir dali, foi como se estivesse em um sonho.

E eu queria que esse sonho durasse para sempre.

Notas finais
Aeeehooo!! Saiu mais um capítulo! Muito obrigada para quem está acompanhando essa história. Não sabem como fico feliz com isso! Prometo postar mais de agora em diante, já que minha inspiração voltou! Um dos motivos do meu sumiço, é que conheci o ``Do Contra´´ de verdade. Ele é bateirista da banda Pagan John. Quem quiser saber mais é só pesquisar. Um beijão e até a próxima. Sayonara!