Sonhos e Realidades
20 Capítulo Extra - Mudança de Humor (Parte final)
Notas iniciais
Penha continuava parada ali, bem na minha frente. Seus olhos se encheram de lágrimas.
— Como pôde dizer isso? Essa crriança não tem culpa de nada. — Ela gesticulava com as mãos.
— Você tem culpa. Culpa por ter feito tudo aquilo que fez com a Mônica.
— Eu decidi larrgar tudo por você, Cebola. Te disse que nunca mais tocaria na Mônica, se você me amasse. Você aceitou isso. Está aceitando tudo. — Penha olhava para mim de uma maneira que, seus olhos suplicantes tentavam surtir algum efeito nos meus.
— Sim. Eu fiz isso. Sabia que assim você não iria fazer nada com ela. Você sabe, Penha? Mandei uns capangas atrás da Sabrina, sua querida prima? Se você fizer alguma coisa que me atrapalhe, estará arriscando a vida de sua prima. — Eu já tinha as cartas na manga.
— Você...? Você é um MONSTRO! Eu te odeio! — Ela gritava.
— É melhor você baixar o tom. Não será bacana seus pais te internarem por loucura. — Ameacei.
Penha se calou no mesmo instante. Sua respiração estava irregular.
— Nossa conversa acabou aqui. Em breve Mônica estará indo atrás de mim. Não ouse estragar meus planos, pelo bem dessa criança Penha, não ouse.
...
~~ Semanas depois ~~
Mônica e aquele maldito haviam chegado na Mansão. Eu estava mais nervoso do que de costume, pois parecia que a Mônica nem ao menos se importava comigo. Como ela poderia ter me esquecido em 2 meses?
Depois do beijo que dei nela na frente do DC, ela estava mais estranha do que de costume. Parecia ainda que ela gostava de mim, mas eu precisava tomar cuidado. Se Penha abrisse a boca, ela ficaria confusa em relação à mim e aquele maldito tentaria já me botar na parede contra a Mô.
Eu monitorava toda a Mansão através de câmeras de segurança pela casa toda. Eu havia hackeado o sistema então tudo ficava mais fácil. Vi quando Penha chamou Mônica. Será que ela teria coragem e contar alguma coisa?
Percebi que Mônica ficou imóvel enquanto Penha tagarelava. Mas logo em seguida, Mônica saiu de lá extremamente brava. Provavelmente não era nada, pois Mônica veio falar comigo e não mencionou nada.
Lembro-me de ela perguntar quem estava atrás dela. Eu havia planejado desde os mínimos detalhes. Os mesmos capangas que coloquei atrás de Sabrina, são os mesmo que seguiram Mônica quando ela ainda estava no Brasil. Isso tudo foi para ela achar que quem estava envolvido nisso, era Penha e não eu.
Alguém bateu na porta do quarto e fui verificar quem era.
— Oi. — Era Mônica.
— Precisa de alguma coisa? — Perguntei, de uma maneira gentil, mas cauteloso.
— Eu... Eu preciso conversar com você. Urgente. — Ela botou o braço para abrir a porta por inteiro, passando assim por mim.
Fechei a porta e me virei, indicando com a mão para que ela se sentasse no sofá.
— Sente-se. — Ela deu uma olhada rápida para onde estavam as Câmeras.
Conversamos ali mesmo. Mônica parecia que estava tentando acreditar nas minhas palavras. Eu sabia que todos aqueles anos de relacionamento, tanto como namorados e tanto como amigos de infância, ela não desconfiaria tão fácil de mim.
— Cê. Eu quero te ajudar com isso. Vamos resolver essa situação juntos. — Mônica falou com a voz suave.
Logo depois disso, DC apareceu, e ela o dispensou de uma maneira que se eu estivesse no lugar dele, me mataria ali mesmo. Foi realmente patético da parte dele achar que a Mônica preferiria ficar com ele ao invés de mim.
Por um momento minha mente estava dizendo que alguma coisa estava errada. Mas logo esse pensamento foi embora. Eu a conhecia muito bem. Sabia que ela não tinha capacidade de criar planos tão bem quanto eu.
Amanhã será um grande dia. Tudo estava conforme os planos. Penha teria o ``melhor´´ dia de sua vida.
E eu tinha a Mônica na palma das minhas mãos.
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