Sonhos e Realidades

5 Capítulo 5 - Lembra Daquele Tempo?


Notas iniciais
Olá gente, faz um tempinho que estou sumida mas agora vamos que vamos! rsrsrs Mais um capítulo pra vocês. Quero a opinião de vocês! Faça essa escritora feliz! Capítulo normal com a Mônica contando a história. Boa leitura!

Peguei meu celular e disquei um número. Atendeu no primeiro toque.

– Mô? Nossa, você andou sumida já tem um tempo, o que houve? — Magali parecia apreensiva.

– Oi Magá... É, eu tava — Deprimida, sem vontade de viver, etc — Eu estava doente. Desculpa por não ter falado com você antes.

– Nunca mais faça isso comigo, entendeu? Sou sua amiga poxa! Você pode contar comigo pelo que der e vier. Não precisa ficar assim... — Minha amiga me conhecia demais. Mesmo eu tentando fingir que estava tudo bem.

–Desculpa, prometo que nunca vou esquecer disso. Liguei também pra te falar que amanhã eu irei a escola — Finalmente — Já estou bem... Pelo menos um pouco. — Apertei um pouco o celular no meu ouvido tentando não lembrar do dia em que Cebola foi embora do bairro. — Bom, chega de pensamentos ruins e bola pra frente.

Fez um silêncio no outro lado da linha por alguns segundos, mas logo Magali deu uma risada meio forçada.

– Hã... Amiga, vamos estar sempre com você, ok? Te vejo amanhã então. Beijos.

Desliguei o celular e deitei minha cabeça no travesseiro. Passei a mão pelo lençol e senti alguma coisa do lado. Era o celular do Do Contra. Ele havia esquecido quando veio me ver algumas horas atrás.

– Puxa... E agora? Aonde esse cara mora? — Passei os dedos pela tela do aparelho, que de repente ligou. Tinha uma garota como plano de fundo da tela. A garota tinha os cabelos castanhos curtos e parecia sorrir ao ver alguma coisa. Fiquei olhando aquela foto por um tempo. Quem seria ela? Para alguém que havia se declarado pra mim acho que não teria namorada... Espera... Olhei para uma pulseira que a garota usava e reconheci na mesma hora: Aquela era eu, no dia em que Cebola me deu a pulseira em forma de coelhinho. Foi o dia mais feliz da minha vida. Senti uma dor no peito ao me lembrar desse dia, e fiquei mais agoniada por saber que DC já gostava de mim. Amor silencioso.

A pulseira estava guardada em uma caixinha pequena, eu havia tirado — a no dia em que terminamos. Aquilo era uma lembrança dolorosa, que eu gostaria de apagar — Talvez para sempre — da minha memória.

Voltando para a realidade, corei ao perceber que DC estava falando sério em relação a nós dois. O celular dele não tinha senha, fiquei tentada a olhar para o conteúdo do celular.

– Mônica, sua louca, o que pensa que está fazendo? — Disse para mim mesma. — Ha que seja, ele nunca vai saber que eu fiz isso mesmo.

Novamente deslizei os dedos sob a tela do celular e comecei a procurar pela pasta ``Fotos´´. Comecei com a primeira imagem: uma mulher com os cabelos negros e compridos sorria ao lado de DC e Nimbus. Acho que essa mulher é a mãe deles. Passei a seguinte foto, era uma foto do Do Contra, parecia sério na foto, era uma Selfie. Mas porque ele estava sério? Sorri ao lembrar que ele é o do contra, então nada que fosse normal ele faria do jeito normal. Sorrir em fotos era um exemplo disso.

Fiquei encantada com o jeito que ele estava na foto. Usava uma blusa preta com capuz e seus olhos estavam misteriosos. Ele estava um tremendo gato nela. Senti meu rosto esquentar. Não conseguia parar de olhar. Respirei fundo e mudei a foto rapidamente. Dessa vez eu estava surpresa.

A foto era de mim e do Cebola. Estávamos nos encarando em algum canto, ele estava sério e eu estava com uma expressão triste. Analisando bem a foto, percebi que era o dia em que tínhamos terminado. Porque o DC teria uma foto dessas? Isso significa que ele estava lá quando tudo aconteceu. Isso já bastava pra mim. Desliguei o celular e deixei em cima da minha escrivaninha.

Amanhã eu devolveria o aparelho pra ele. Vou fingir que não vi nada, nem ao menos a foto de plano de fundo. Ele não precisa saber que isso me abalou.

Pus meu pijama e fui dormir, me preparando psicologicamente para o amanhã seguinte.

Eram 7:45 da manhã e eu já estava na sala de aula, não queria ficar respondendo perguntas do tipo : ``Você tá bem? Nossa eu realmente sinto muito por você.´´, não queria que sentissem pena de mim, a garota coitadinha que está sofrendo por amor. A garota coitadinha que foi trocada. Suspirei bem fundo e disse a mim mesma que a partir de hoje, eu não ficaria abalada por isso. Encostei minha cabeça na mesa e fechei os olhos, quando escuto um barulho na carteira ao meu lado.

– Caham — Pigarreou — Oi. Você está dormindo? — Uma voz perguntou

Me controlei mentalmente para não dar risada, uma tentativa fracassada.

– DC! Não, eu só estava tentando fazer isso. — Abri os olhos e vi seu rosto bem próximo ao meu.

– Que lugar bacana para se dormir, gostei achei original. — Ele deu uma gargalhada baixa e senti meu estômago pular. — Obrigado por vir. Me sinto um pouco aliviado por isso. — Disse ele, olhando para algum ponto distante.

Fiquei sem reação, apesar de todos estarem preocupados comigo, foi por causa do pedido dele que eu voltei a frequentar a escola.

– O que você tá falando, DC? Eu não quero repetir de ano, você sabe. — Desviei o rosto quando ele me olhou — Eu, acho que não queria mais ficar em casa sofrendo.

O sinal tocou e o pessoal começou a entrar na sala. Alguns começaram a cochichar e outros a me olharem espantados. Do Contra continuava me olhando, esperando alguma reação minha.

– Mônica... — Ele me chamou fazendo com que eu o olhasse. — Você viu meu celular? Acho que eu esqueci na sua casa ontem.

Percebi que algumas meninas que estavam passando entre nossas carteiras fizeram um som de espanto ao ouvirem o DC falar.

– Celular? Ha... é mesmo, eu o trouxe. — Puxei o aparelho do meu bolso e o entreguei.

– Obrigado. — Ele sorriu.

Voltei minha atenção para a carteira vazia. Logo uma mão pousou na minha. Reconheci na mesma hora.

– Magali! — Sorri para a minha melhor amiga.

– Mô, como você está? Que bom que veio. O Cascão tava preocupado também, então ele deve vir falar com você logo. — Magá sentou-se na carteira de trás, abrindo seus livros.

Cascão... O melhor amigo do meu ex namorado. Olhar pra ele já seria tarefa difícil. Mas eu teria de fazê-lo.

Cascão entrou na sala acompanhado de Maria Cascuda. Ele sorriu ao me ver e veio correndo em minha direção.

– Mônica! Nossa que saudades de você. — Cascão me de um grande abraço e escutei Maria bufar. — Bem vinda de volta, Mô.

Apesar de tudo, senti confortável estar de volta a escola. Meus amigos me amavam, eu estava feliz.

As aulas passaram arrastadas. Houveram momentos em que escutei a Carmen me xingar e Denise soltar alguma fofoca mentirosa sobre mim. Mas eu estava tão aliviada que nem me importei. A mônica estava de volta.

Já estava na hora de irmos embora, quando DC parou na minha frente.

– O que foi? Perguntei, tentando não olhá-lo nos olhos.

– Hum, é... Você quer sair comigo hoje? — Ele parecia nervoso

– Sair? Tá falando sério? — Agora eu estava olhando pra ele.

– É tipo, você não pode recusar. Te pego as 7:00. — DC virou as costas e foi caminhando a passos largos para o corredor.

– O que foi isso amiga? Parece que temos um novo pretendente, é isso? — Magá me deu um cutucão no ombro.

– É... É claro que não, somos amigos, você sabe. Ele só quer me animar um pouco. — Corei.

– Hum, sei, acho que ele quer é te animar com outra coisa, porque me parece que ele não larga do teu pé nesses dias todos. — Magali me olhou maliciosamente.

– Pára com isso, Magá. Você tá doida. E como vou saber que ele falou sério?

– Olha, você se arruma e espera por ele, oras. Me conta tudo depois viu? Agora vou me encontrar com o Quim. — Minha amiga me deu um beijo no rosto e saiu alegremente corredor a fora.

Agora eu precisava pensar no meu encontro com o DC.

Eu realmente estava ficando louca, só pode.

Notas finais
Olá gente, me perdoem pelo capítulo incompleto, tive que sair às pressas e não deu pra concluir, mas prometo que no próximo eu farei um capítulo bem legal pra vocês! Agradeço a todos e vamos que vamos! Comentem e me faça feliz rsrsrsrs