Chegamos rapidamente em minha casa, estava abrindo a porta do carro quando ele esticou o braço e puxou de volta e trancou todas as portas, nessa hora meu coração estava quase pulando do meu peito, olhei para ele dentro dos seus olhos e no mesmo momento seus olhos ficaram vermelhos escuros como sangue, havia um grito se formando na minha garganta mas eu não encontrava minha voz. O que era aquilo? Pisquei rapidamente , tinha sumido, era só ele me olhando com aqueles belos olhos tão escuros e belos como a noite.
–Você não pensou que iria te levar em casa a troco de nada?-ele falou com uma voz feliz e um sorriso divertido
–há?
–Calma eu não mordo, só queria saber se gostaria de ir a uma cafeteria que eu conheço, aceita?-Ele me olhava intensamente não pude recusar.
Estávamos indo devagar uns 50kh eu acho, a paisagem estava calma, entramos em uma rua cheia de arvores, paramos na frente de uma cafeteria rustica de madeira estilo do faroeste, ele colocou os óculos, coloquei minha mão na porta para abrir, mas ele já estava do lado de fora com um sorriso no canto da boca abrindo pra mim. Como ele era tão rápido?
Sai da caminhonete e fomos até a cafeteria, só tinha a gente e mais uma senhora que aparentava ter uns setenta anos.
Nos sentamos na mesa mais afastada perto da janela, que tinha persianas vermelhas, a mesa era de madeira e só aviam passado um verniz, era realmente muito bonita a cafeteria. Enquanto eu observava, uma mulher baixinha com cabelos castanhos preso em um rabo de cavalo, apareceu ao lado da mesa.
–O que gostariam de pedir?-ela tinha voz de 18 anos mas aparentava ter uns 25.
William tirou os óculos e colocou no canto da mesa.
–Um misto quente, dois chocolates quentes e um pão de queijo, de acordo lisa?-William fala antes de eu poder responder.
–Claro.
A garçonete saiu, mas voltou minutos depois com tudo que ele avia pedido, colocou os chocolates quentes , o pão de queijo na frente dele, o misto pra mim, e saiu.
–Eles fazem os melhores chocolates quentes que eu conheço.
Ele abriu um potinho no canto da mesa que eu não tinha notado, tirou de la quatro marshmallow e ofereceu dois pra mim.
–Pela sua cara diria que você nunca tomou chocolate quentes com essas belezinhas. -ele falou colocando dois marshmallow no meu chocolate. Tomei um gole =, ficava realmente muito gostoso.
–Fica realmente muito bom.-Eu falei olhando pra ele por cima da xicara.
–É eu sei, então Elisabeth mais conhecida como lisa, aceitaria ir ao parque comigo agora?
A pergunta dele me pegou desprevenida, mal aviamos começado a comer, e eu mal conhecia ele.
–há?-Eu realmente soava muito desajeitada
–Calma, levamos nosso chocolate quente e tomamos la, não se preocupe, mas eu tenho que falar algo serio e sozinho com você.
Ele levantou foi até o caixa pagou, quando percebi já estávamos na camionete dele, ele usando os óculos sorrindo enquanto dirigia.
Paramos na frente de uma praça aberta com algumas arvores e bancos de ferro.
Eu sai do carro, junto com ele e começamos a andar pelo parque, já estava quase escurecendo. Ele parou na frente de um banco de ferro, fez uma reverencia para mim, indicando para mim sentar. Hesitei por um segundo então sentei.
–Vamos esperar anoitecer por completo, me cinto melhor a noite.
Ele disse isso e eu fiquei esperando, olhei para o lado e uma leve brisa fez algumas mechas que estavam fora da touca voarem, eu não consegui ver os seus olhos, aqueles óculos eram realmente muito escuros.
A noite chegou rápido quase sem perceber. Ele virou pra mim e falou com um tom serio, tirando o óculos, colocando como atores da hollywood, entre a gola da camiseta.
–Quero que você confie em mim, mesmo nos conhecendo tão pouco...ok?
olhei pra ele nos seus olhos uma cor vermelha, como sangue, pisquei rapidamente mas a cor ainda estava ali, e se alastrando percorrendo todo um local onde avia o preto como a noite.
Eu fui me afastando devagar, para o lado contrario dele no banco, eu não conseguia falar, estava apavorada. Falei a única coisa que me veio a cabeça.
–Oque é você?
Ele sorriu pra mim, um sorriso divertido e então respondeu como se fosse a coisa mais comum, como se estivéssemos discutindo sobre um filme ou algo do tipo.
–Você saberá em breve, por agora sou apenas uma pessoa que esta te fazendo um favor.
–Co-mo assim?
–Diríamos que e você será arma branca, uma faca por exemplo, sei que é meio confuso mas em breve você ira entender.
Eu estava ficando doida? O que ele estava querendo dizer?
–apenas não se esqueça que eu irei te chamar.
Eu fui indo pra traz de vaga então fiz a única coisa que me veio a cabeça, levantei e sai correndo. Meio ruim a ideia, mas eu não sabia o que fazer, e isso parecia a única coisa que desse para fazer.
Estava correndo olhando pra traz, ele avia sumido. Como?, quando virei minha cabeça dei de cara nele, parei quase escorregando em cima dele.
–Não fuja, sei que é meio complicado mas você é a pessoa certa que estou procurando a décadas- Seus olhos continuavam vermelhos como sangue, só que agora a parte branca estava escurecendo.
Ele chegou mais perto, eu queria fugir, correr até não aguentar, mas eu fiquei parada, eu não conseguia me mexer, como se estivesse congelada. Ele levantou a mão e encostou na minha testa com indicador, um gesto suave, bem delicado mas sua pele era fria como gelo, aquele frio tomou conta do meu corpo se espalhando rápido, então tudo começou a ficar branco, ele estava com uma expressão calma e tranquila, minha visão ficou toda branca, a ultima coisa que vi foi os olhos, vermelhos sangue, então desmaiei.
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