Sonhos de uma noite de verão
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Narrado pela autora
Enquanto Henry passava por mais uma bateria de exames, Emma editava todas as entrevistas que fizeram na festa colocando-as em um texto muito bem redigido. Alinhou as fotos à matéria e checou o layout umas dez mil vezes antes de anexar ao email e enviar a redação do jornal. Saiu de casa antes de Ruby acordar, não queria conversar sobre o ocorrido. Ao menos não no momento.
Tendo se dedicado exclusivamente ao filho, Emma não teve tempo de pensar no encontro inesperado que teve e não pôde se amaldiçoar por não ter imaginado o que era óbvio, que Regina frequentava aquele tipo de festa também.
Mas havia algo que não saía de sua cabeça enquanto redigia as entrevistas, o olhar perdido que a morena lhe lançou assim que a viu. Depois a mágoa que eles refletiam. Como aquela mulher poderia estar magoada com ela depois de tudo que Emma ouviu?
Desligou a tela do IPad suspirando fortemente. Por que Regina estaria magoada com ela? Ela não tem esse direito. As palavras proferidas pela morena rondaram sua cabeça e ela entendeu, provavelmente Regina lamentava não ter tido a chance de humilhá-la ainda mais. Guardou o aparelho eletrônico assim que seu menino voltou ao quarto sorrindo e ela voltou a sorrir também.
A segunda feira chegara preguiçosa para todo mundo. Emma se despedira de Henry cedo e foi para casa a fim de tomar banho e ir para o jornal. Ela e Ruby estavam esperançosas de finalmente sair dos porões da redação, talvez subindo uns dois andares. Cantarolava enquanto tomava banho e esperava por Ruby.
—Acho que quando formos promovidas... – disse a morena entrando no fusca amarelo da outra – você pode trocar esse carro. Porque não pegará bem chegarmos nessa lata velha no jornal. – Bateu a porta.
—Você pode chegar a pé se quiser também, e a partir de hoje. – Emma retrucou perdendo todo o bom humor de minutos atrás. Ela odiava que falassem mal de seu carro. Era velho, berrante, mas era dela. A primeira coisa que pôde comprar em sua vida com seu próprio dinheiro. Um fusca amarelo. E Ruby, sabendo desse apego da amiga, fazia de tudo para provocar e sempre atingia seu objetivo.
—Credo. Que mulher azeda. Tomara que não seja contagioso. – Ruby disse fazendo o sinal da cruz e recebendo como resposta o dedo do meio da outra. –Será que é hoje que subimos alguns andares?
—Estou contando com isso Ruby. Apesar de o plano cobrir o tratamento de Henry, seus remédios custam uma fortuna. E daqui uns dias terei que escolher se compro comida ou se compro uma meia nova para ele porque a dele furou. – Disse pesarosa. Emma não era de reclamar, mas quando o fazia, era porque realmente a situação estava delicada.
—Você sabe que eu posso arcar com o aluguel sozinha se precisar. Ao menos por alguns meses. – Ruby disse suavemente e sentiu a mão da amiga pousar em sua coxa antes dela virar seu rosto com um sorriso agradecido.
—Eu sei que pode, mas não precisa. Nós vamos ser promovidas, esqueceu? – Parou o carro no estacionamento rindo com a melhor amiga – Além do mais, eu assumi a responsabilidade!
—Eu sempre disse que você nunca faria isso sozinha!
—E eu não faço. Sem você eu jamais conseguiria, eu não tenho dúvidas disso.
—Vem cá. – Chamou a loira com o dedo que se aconchegou em seus braços – Você é como minha irmã e Henry é meu sobrinho, afilhado e filho. Eu faria qualquer coisa por vocês dois! Não se esqueça disso.
—Pode deixar. – Disse baixinho – Agora vamos trabalhar porque promoções não saem sem muito esforço.
As amigas deixaram o carro e rumaram para o prédio que trabalhavam há três anos. Conseguiram o estágio no último ano da faculdade e assim que formaram foram contratadas como funcionárias integrais. Ambas estavam no mesmo setor junto com mais dez pessoas que tinham diferentes ambições na carreira, mas que estavam começando todos do mesmo jeito, de baixo.
Um era o garoto do café, a outra a garota das cópias, a outra atendia as ligações que ninguém queria atender, não por sua vontade obviamente. Essas não eram suas reais funções, mas existiam duas formas de ser visto dentro de uma grande redação, você fazia o que era mandado fazer e tinha um futuro ali ou batia de frente com alguém e saía pela mesma porta que entrou.
Emma e Ruby sempre foram cientes do que acontecia dentro de uma redação e nunca reclamaram de nada, muito pelo contrario, viam cada obstáculo como uma oportunidade de aprender mais ou de se fazer útil e consequentemente vistas.
—Emma Swan. – A loira atendeu ao telefone que tinha em sua mesa que tocava desesperadamente quando chegou. – Claro eu já estou indo. – Disse sem ao menos se sentar.
—Aonde vai? – Ruby perguntou se ajeitando em sua cadeira. – Já pediram café ou cópias?
—Não. Caty me chama em sua sala. – Disse apreensiva. – Ela quer falar comigo.
—Não acredito amiga! – Ruby disse empolgada – Será que já é hora das promoções? – Ambas riram cúmplices.
—Eu não sei. Mas eu tenho que ir checar né. Cat nunca nos chama. Ela é peixe médio aqui dentro, mas ainda assim é redatora chefe do nosso setor.
—Sim. Do nosso setor de fofocas. – Disse Ruby rindo.
—Sim. Mas ao menos são as fofocas do New York Times. – Emma respondeu já se afastando pelo corredor.
A sala de Caty ficava três andares acima de onde elas trabalhavam. A mulher era bem exigente, mas era muito justa também. Bem conceituada e educada editora chefe do jornal e era por isso que seus funcionários eram os mais tranquilos. Paola, a editora chefe da sessão de saúde era uma verdadeira carrasca e não era muito difícil ver alguém daqueles andares sair correndo chorando dali.
—Sra. Caty. – Emma disse após bater na porta e abri-la devagar, a mulher odiava que a chamassem pelo sobrenome – Posso entrar?
—Claro Senhorita Swan entre, por favor, e feche a porta. – Assim a loira o fez sentando-se logo em seguida na cadeira que a outra apontava – Swan, posso te chamar de Emma? – a loira assentiu – Emma, eu li a matéria que você e senhorita Ruby produziram nesse final de semana, parabéns foi muito boa. Tanto as fotos, quanto a condução das perguntas e depois a edição ficaram incríveis.
—Obrigada! – A loira respondeu ruborizando levemente.
—Você é uma ótima jornalista Emma. Creio que você tenha feito a edição, não é? – A loira assentiu – Você tem talento menina. Você lembra-me muito de quando eu comecei... – Caty ia dizendo e Swan ia ficando cada vez mais nervosa, apesar de muito gentil, a mulher era conhecida por ser bem direta no que queria, e a quantidade de elogios e voltas que estava dando fizeram a espinha de Emma congelar – Eu... – tirou seus óculos e pousou em cima da mesa suspirando e apertando suas têmporas – Vocês entrevistaram a Senhorita Mills na festa, não entrevistaram?
—Sim senhora. – Sua voz era baixa e seu coração começava a bater aceleradamente em seu peito.
—Aconteceu algo de extraordinário, alguma confusão? Vocês discutiram? – Perguntou preocupada. E Emma sentiu uma leve tontura passar por seu corpo e agarrou o descanso de braço da cadeira.
—De forma alguma. Ocorreu tudo bem. A Ruby fez as perguntas, Senhorita Mills respondeu todas elas e eu fiz as fotos, nós nos despedimos e saímos. Eu fui para casa e Ruby ficou na festa. – A mulher assentiu.
—Eu acredito em você. – estava sendo sincera e Emma podia ver isso em seu olhar – Eu não sei então o que você fez para a senhorita Mills, Emma. Mas eu recebi uma ligação hoje cedo do diretor geral pedindo a sua demissão. – Emma recebeu a notícia com um forte impacto. Parecia que ela tinha sido atropelada e seus olhos marejaram instantaneamente. Ela precisava trabalhar.
—Mas por quê? – Sua voz saiu em meio ao choro. – O que eu fiz de errado?
—Eu não sei Emma. Sinceramente ele só me disse que a família Mills é muito influente no jornal e também é uma das empresas que mais contribuem, e quando digo contribuir estou dizendo em dar dinheiro mesmo. Ele só disse que Mills foi bem específica quando disse que se você permanecesse aqui eles retirariam qualquer patrocínio do jornal. Eu não sei o que fez pra ela Emma, mas a ordem veio de cima. – Caty disse realmente chateada. Ela via uma injustiça sendo feita e estava de mãos atadas.
—Caty pelo amor de Deus eu preciso trabalhar. Eu não posso ser mandada embora... eu .... eu... Henry. – Ela não conseguiu segurar o choro compulsivo que escapava de sua garganta. Abaixou a cabeça enquanto tentava se acalmar.
—Você sairá com todos os seus direitos e com pagamentos mensais por cinco meses pelo descumprimento do contrato por parte do jornal. Eu farei uma carta de indicação para você e consegui que Henry ficasse segurado no plano da empresa por mais doze meses após sua demissão. – A mulher disse calma – Foi tudo que consegui para você Emma. Eu sei que isso é uma injustiça e que estamos perdendo uma grande profissional, mas eu não posso fazer mais nada. Sua demissão é imediata.
—Tudo bem. – Disse depois de um tempo quando conseguiu segurar as lágrimas. Levantou-se rapidamente antes que começasse a chorar novamente. – Obrigada. Por tudo.
—Eu lamento. –A mulher disse suavemente.
—Eu também lamento Senhora Caty. Lamento o dia em que na minha inocência eu acreditei que batesse um coração no peito de Regina Mills. – Dizendo isso saiu da sala a passos apressados, passou no banheiro para lavar o rosto. Correu para sua sala, quer dizer ex sala, de cabeça baixa e começou a recolher suas coisas. A foto de Henry. Uns pesos de papel em forma de gato que fora presente de Elsa. Sua caneca do Darth Vader. Ruby não estava a vista e quando chegou a loira já estava com a bolsa no ombro indo embora.
—Já vai para o andar de cima? – Perguntou zombeteira, mas seu riso morreu em seus lábios no instante que viu o rosto de Emma – O que foi? O que aconteceu?
—Aconteceu Regina na minha vida Ruby. Eu deveria ter ouvido Belle há seis anos. Mas a gente só ouve o que quer. Mas é bom que a gente aprende. Da pior forma possível, mas aprende. – Ela não chorava e Deus sabia o esforço que estava fazendo para isso.
—O que quer dizer com isso? – Sua voz tremia ligeiramente.
—Quer dizer que estou no olho da rua. Ou o jornal me demitia ou a empresa Mills cortava o patrocínio que desprende para esse lugar. – Engoliu um soluço.
—Mas isso é injusto Emma.
—Quem disse que o mundo é justo Ruby? – suspirou – O mundo não é justo e eu sou um pouco mais azarada que o normal. Eu preciso ir. – Ruby assentiu e sentou em sua cadeira assistindo sua melhor amiga sair pela porta que passaram juntas pelos últimos três anos.
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Emma caminhava desnorteada pela rua, as lágrimas cobriam seus olhos e bochechas. Ela queria correr para os braços de sua mãe e chorar até o outro dia, mas como ela iria encarar sua matriarca e dizer-lhe o fracasso que sua vida tinha se transformado. Enquanto andava Emma sentia os gatinhos batendo dentro da bolsa, mas se quer ligou. Ela precisava pensar. Henry teria plano por um ano e ela assistência por alguns meses até arrumar um novo emprego, mas as coisas não estavam fáceis e além do mais The New York Times sempre fora seu sonho que se tornou só mais um sonho que Regina destruiu.
Apesar de se sentir perdida, ela sabia onde estava indo. Wicked havia se tornado um refúgio para Emma. Seja para os dias em que pensar em Regina era demais para ela suportar, seja para os dias em que as aulas queriam matá-la ou mesmo quando estava grávida de Henry, ia lá pela simples companhia da dona que tinha se tornado uma boa amiga e dividiam as experiências da primeira gravidez.
Emma empurrou a porta pesada do Pub encontrando o lugar vazio, o que não era estranho já que eram nove horas da manhã ainda. As banquetas estavam suspensas em cima das mesinhas, o chão estava parcialmente molhado as paredes verdes pareciam brilhar ainda mais com a luz do sol que entrava pelas janelas de vidro.
—Ora ora, se não é a minha cliente sumida! – A mulher que vinha da área de trás abriu um sorriso ao ver a loira que era agora sua amiga de longa data. Seus cabelos ruivos e levemente cacheados estavam presos em um coque frouxo no alto da cabeça e um avental verde adornava sua cintura. Deu um abraço apertado em Emma estalando um beijo em sua bochecha sentindo a umidade que estava ali se separando da loira a segurando-a pelos ombros para poder olhar em seus olhos. – Bebê o que aconteceu? Por que estava chorando? – Emma não conseguiu segurar mais e desabou nos ombros da outra que somente a segurou em seus braços até que seus soluços parassem. – Vem, vamos sentar e você me conta quem fez esses olhos verdes lindos derramar lágrimas. – conduziu a loira ao balcão e sentou-se junto com ela. – Quer uma bebida? – Água, suco, Whisky, conforme sua preferência.
—Não quero nada Bex. Obrigada. Acho que nada desce por enquanto. – Deu um meio sorriso.
—Se nada desce nesse estômago é porque a coisa tá feia mesmo. Conta pra tia Bex o que ou quem te deixou assim para eu ir lá dar na cara da pessoa. – Rebbeca era mamãe ursa com seus amigos e isso fazia Swan lembrar muito de Belle imaginando ser esse um dos motivos que a fizeram se conectar tanto com a mulher.
—Eu fui despedida. – seus olhos voltaram a marejar, mas a loira engoliu fundo para não cair no choro novamente.
—Como assim? – gritou em espanto — Você é sempre tão dedicada àquele emprego, àquele lugar. O que aconteceu? – perguntou segurando as mãos da outra.
—Eu não sei muito bem. Nós fomos àquela festa que Ruby comentou semana passada, lembra? – a ruiva somente assentiu – e eu dei de cara com ninguém mais ninguém menos que aquela que não deve ser nomeada – Bex fez sinais com as mãos como se estivesse se livrando de uma praga fazendo Emma rir – E o pior ... – Riu amargamente — ela era uma das pessoas que deveríamos entrevistar...
—Puts, que carma loira. Já se benzeu criatura?
—Pois é. Mas nós fingimos que não nos conhecíamos, fizemos a entrevista e fui embora. Entreguei a matéria para o jornal e hoje quando tinha pena entrado no setor achando que seria promovida fui chamada pela Sra Caty que me informou que eu estava desempregada. Não antes claro de me perguntar se teria acontecido algo de estranho entre eu a dita cuja. Caty acreditou em mim, mas a ordem veio de cima. A família dela é influente no jornal além de ser patrocinadora, investidora ou sei lá que diabos... E eu fui despedida.
—Mas gente, isso é um absurdo. Como as pessoas podem fazer isso com as outras. Essa vadia já te deixou naquele jeito anos atrás. Deixou seu coração com tantas cicatrizes que você não consegue nem olhar pra frente sem repuxar uma, e agora essa? Como podem existir pessoas assim? O que você vai fazer? – Seus olhos transbordavam preocupação.
—Eu ainda não sei. – Admitiu derrotada.- eu sou um fracasso Bex. Eu não sei fazer nada direito.
—Hey. Para com isso! Você não é nada disso. Você é uma excelente pessoa, uma ótima profissional, eu sei que é uma mãe incrível para Henry. Você não é um fracasso, me ouviu? Não é só porque aquele jornal de merda não te deu valor que você não tenha. – segurou o rosto de Swan em suas mãos enquanto falava – Enquanto você está nesse limbo de não saber o que vai fazer, venha para cá me ajudar, o bar está cada dia mais cheio e é difícil achar pessoas de confiança. O único problema é que a única vaga que eu tenho aqui é para limpar mesas... e não sei se isso é digno dessas mãozinhas que escrevem tão bem. – Apertou as mãos de Emma nas suas.
—É mais que digno Bex. Obrigada, eu vou só conversar com minha mãe sobre os horários no hospital, mas eu não estou podendo ficar parada, os remédios de Henry custam uma fortuna... Eu nem vim aqui pra isso... mas obrigada mesmo. Além de tudo vai me ajudar a distrair também. – Sorriu agradecida.
—Tá certo. Agora me diz uma coisa, nós sempre nomeamos a dita cuja de aquela que não deve ser nomeada e nunca me caiu a ficha que eu não sei o nome dessa criatura e não dá para colocar o nome dela no meu próximo feitiço se eu não souber ele. Imagina só se eu faço um feitiço para ela ter uma dor de barriga daquelas e coloco “aquela que não deve ser nomeada” será manchete no outro dia o entupimento de toda a rede de esgoto de Manhattan. – A mulher disse fazendo Emma gargalhar – Assim que eu gosto. Desse sorriso em sua face.
—Rebbeca Mader, só você mesmo para me fazer rir numa situação dessas. Você deve conhecer o nome dessa família, afinal você sempre foi daqui – disse reflexiva – maldita hora que fomos parar no mesmo acampamento de férias... se arrependimento matasse Bex... – choramingou.
—Nomes, Emma. Eu trabalho com nomes. – A ruiva era curiosa de natureza e quicava no banco esperando a informação.
—Regina. – disse fazendo a ruiva arquear uma sobrancelha — Ela se chama Regina Mills, conhece? – Se Bex não estivesse sentada ela teria caído no chão. Se ela conhecia? Ela mais que conhecia. Não só conhecia como também fugia desse sobrenome, mas o destino é uma coisa engraçada, quanto mais você quer deixar seu passado pra lá, fugir dele a todo custo, ele sempre estaria ali na espreita esperando o momento certo para atacar. – O que foi? Está se sentindo mal? Você ficou pálida de repente.
—Eu estou ótima Emma. Enfurecida por você, mas ótima... –Bex foi salva pelo gongo quando seu celular tocou e ela foi atender demorando uns poucos segundos na ligação – Desculpe é da escola, Robin bateu em um coleguinha eu tenho que ir lá.
—Meu Deus, mas ela é sempre tão carinhosa. Robin não é de fazer essas coisas amiga. – A ruiva rolou os olhos — Tente entender o que a levou fazer isso antes de tentar matar a menina. – Emma recolhia suas coisas enquanto orientava a amiga que tinha uma certa tendência a ser explosiva quando sua pequena filha aprontava as coisas.
—Ela precisa que Henry volte para a escola rapidamente. Só aquele menino consegue conter toda aquela brabeza em forma de criança. – O olhar de Emma caiu e Bex a abraçou novamente – Ele vai sair dessa. Eu sei que vai. – Emma assentiu e caminhou para a porta junto com a amiga.
Elas se despediram e Bex tomou seu caminho tentando imaginar como contaria para Swan que a responsável por parte das desgraças de sua vida era sua irmã, a menina doce que um dia abandonou em uma mansão sob as ordens rígidas de sua mãe. Como ela contaria para a amiga que isso poderia ter uma parcela de culpa sua?
Quando ela fugiu de casa ela deixou a Zelena Mills para trás e com um pouco do dinheiro que conseguiu juntar de suas gordas mesadas se tornou Rebbeca Mader impedindo assim sua mãe de conseguir encontrá-la, e ela tinha vivido bem até ali, mas ela havia abandonado sua irmã a mercê das atrocidades de sua mãe e agora, aparentemente, Regina havia se tornado igualzinha a ela. E a culpa era sua.
Só podia ser o destino vindo cobrá-la, ele pode tardar, mas não falha. Suspirou fortemente. Uma coisa de cada vez. Primeiro iria matar aquela criança que poderia ter puxado menos um pouquinho a mãe.
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