Sonhos de Liberdade
1 Uma noite comum... para aventureiros
Notas iniciais
Olá!
É um prazer tê-lo por aqui, viajante.
Descanse um pouco. Pegue um chá, e...
Aproveite a história!
É um prazer tê-lo por aqui, viajante.
Descanse um pouco. Pegue um chá, e...
Aproveite a história!
A aventureira, olhando ao longe o céu alaranjado do crepúsculo, sente em suas delicadas mãos a geada se aproximando, junto do ar gélido que adentra seus pulmões. Tira suas luvas ensanguentadas das mãos, guardando-as ao entrar na taberna.
Assim que abre as portas e sente o calor atingindo seu corpo, um sútil sorriso toma seus lábios. Respira fundo, enquanto vê diversos aventureiros bebendo e comemorando, juntos. Dentre a maioria, risadas de um time de amigos, que se uniram para realizar uma missão e vieram celebrar mais um sucesso. Lembranças tomam sua cabeça, do seu antigo grupo que, até mesmo nas menores vitórias, já tinham motivos para comemorar. Assim que a porta se fecha atrás de si, um estrondo ecoa pela sala. Todos do estabelecimento assumem um silêncio maçante enquanto a garota, passo por passo, se aproxima da recepcionista.— Bem-vinda à taberna Meia-Lua, senhorita Abby. O que você vai querer hoje? — Com um sorriso simpático nos lábios, a mulher atrás da bancada pergunta. Se mantendo em silêncio, ela para na frente dessa mulher, e tira de seu bolso um saco cheio de moedas de ouro, o jogando em cima do bar.— Me dê uma caneca de cerveja. — Abby pede, sendo quase que imediatamente servida.— E com o resto do dinheiro? — A recepcionista indaga, aproximando a caneca da aventureira.— O... resto...? — Ela sorri, bebendo um gole. Ela levanta sua voz. — Com o resto eu pago a bebida de todos aqui pelo resto da noite! Ela levanta a caneca, sendo imitada pelo resto dos aventureiros que a imitam.— Saúde! O silêncio é quebrado por urros de comemoração, enquanto o bardo começa a novamente tocar a música. Os sorrisos se intensificam, junto da animação que toma o clima do local.— É bom, não é? — A aventureira, em tom mais baixo, se dirige à taberneira.— Eu trabalho aqui já faz um tempo. E eu gosto de ver a empolgação dos aventureiros novatos. — Ela fala, sorrindo também.— Concordo. Beba um pouco também. Eu vou ver o que essa gente anda fazendo. — Se despedindo da mulher, Abby entra no meio dos aventureiros com a caneca em mãos.— Um brinde! — Um dos aventureiros grita, chamando a atenção de todos. — À guerreira loura que nos paga as bebidas sempre que pode!— Saúde! — Todos gritam, bebendo um gole.— Nos diga, Abby! Qual foi sua aventura hoje? — Um novato pergunta, animado.— Se vocês insistem...Ela se senta na mesa, no centro da taberna. Se arruma, olhando para os aventureiros dali, junto de todos os outros em seu entorno.— A missão foi passada pelo Rei em pessoa. Quando o mensageiro veio até mim, eu nem fazia ideia. Eu detesto que eles me façam parecer parte daqueles idiotas da guarda real, mas um pedido pessoal do rei tem de ser atendido.— Não enrole.— Deixa ela contar, idiota.— Ele me mandou para a fronteira com Seris. A carroça estava seguindo, normalmente. A ideia era que fosse uma viagem diplomática, na província de Moonshine. Estava tudo dentro dos conformes, até que... — Ela faz uma pausa dramática.— Até que... — Uma aventureira ansiosa com a história mal consegue esperar.— Passamos por ruínas. Destroços, mais silenciosos do que o normal, junto de estátuas humanas realistas demais. Foi então que vimos o basilísco. A criatura fazia a carruagem do rei se equiparar a uma formiga. Assim que a carruagem parou, e nós saímos, tanto o rei como seus guardas se transformaram em pedra maciça.— É a magia do basilisco?— Exato.— Mas o que você fez? E o rei? — A indagação trêmula é ouvida no meio da multidão.— Bem... Mexendo no manto preto, tomando cuidado para o capuz não cair, Abby puxa um chifre avermelhado, e o joga na mesa, sujando-a com um pouco de sangue.— Ah! Todos exclamam em surpresa.— M-mas c-como? Vocês devem estar se perguntando. — A aventureira indaga, atuando uma voz de medo. — Minha magia me permite dobrar o tempo e o espaço da forma que eu quiser. Primeiro, não deixar a petrificação me atingir. Segundo, garantir uma espada bem afiada, escalar o monstro, e rasgar sua pele até achar o coração. Assim que conseguir, pronto. E ao matar o basilisco, aqueles transformados em pedra voltam ao normal. A garota olha em volta, notando todos boquiabertos. É compreensível, afinal, batalhou contra uma fera muitas vezes maior do que ela, e saiu sem nenhum arranhão.— Somos o único reino que ainda luta pelos direitos que as divindades deram à humanidade. Alguns já desistiram, e o resto do mundo já se submeteu ao poder dos grandes. Mas não precisam se preocupar, aventureiros. — Ela sobe na mesa, tendo a atenção de todos. — Enquanto nós estivermos aqui, saberemos que a humanidade terá como lutar. Então vamos aproveitar, festejar e comemorar o máximo que pudermos. — Levanta a caneca para o alto. — Pois teremos longas batalhas pela frente, e nunca se sabe quando será nossa última festa. Todos levantam as canecas junto dela.— Saúde! E voltam a beber, onde risadas e conversas tomam de novo a taberna, mas dessa vez Abby participa. E assim a noite passa, até todos ficarem exaustos.
Notas finais
E então, como foi?
Espero que tenha gostado.
Comentários e críticas são sempre bem-vindos.
Espero que tenha gostado.
Comentários e críticas são sempre bem-vindos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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