Sonhos completam Almas.
1 Prólogo.
Notas iniciais
Erick Silvien fazia parte de uma em milhões de famílias que vivem no Texas, lugar calmo e tranquilo que é mais que um ponto tentador de se morar. Porém havia uma cidadezinha chamada Village Breankin na qual a população era quase inexistente e poucos conseguiam sair dali, pois a maioria estava satisfeita com a simplicidade. Era lá que o rapaz morava com seus pais que enfrentaram a dificuldade de não haver escolas nas redondezas e passaram a educar o mesmo em casa.
Seus pais eram professores da cidade grande, porém pararam de trabalhar quando se casaram e se mudaram para o Texas para morar com os avós de Erick. Logo tiveram três filhos, Erick era o caçula e justamente por isso algumas coisas já estavam resolvidas para quando ele crescesse, sua educação era uma dessas. Assim como seus irmãos, foi educado em casa por falta de escolas na região e sendo assim teria que caminhar 120 quilômetros até a parada de ônibus escolar para ir a escola mais próxima. Seus pais não queriam o expor ao perigo, pois na época vários relatos surgiram sobre sumiços de crianças que voltavam do colégio e passavam pelo bosque fechado no início da rua. Assim eles juntaram o possível ao agradável resolvendo dar aulas aos seus filhos em casa.
Os três Silvens tinham e passaram a ter sonhos esplêndidos. A filha mais velha do casal pensou em se tornar uma detetive de sucesso na Califórnia. Quando se formasse a primeira coisa que iria fazer seria investigar os sumiços de todas aquelas crianças e apagar todas as lágrimas e mágoas dos pais das mesmas. Quando completou vinte anos estava noiva e faltava pouco para fazer a prova que lhe daria uma vaga na melhor universidade da Califórnia, porém seu noivo durante uma viagem sofreu um grave acidente e faleceu. A mulher logo desistiu de seus altos planos, talvez deixasse eles para um futuro mais calmo e assim continuou morando na cidade onde nasceu. O irmão de Erick antes de tomar um caminho fixo como o garoto, começou a sonhar em se torna uma estrela do rock, embora esse fosse o caminho mais complicado o mesmo apostou todas suas fichas na carreira montando sua banda local e fazendo algumas participações em shows aos redores do Texas e para sua sorte o grupo já não era mais uma banda de fundo de quintal.
Erick vendo seus irmãos pensou que tinha um futuro certo, diferenciado dos outros, desde criança pensou em ser médico. Muitos diziam que para essa área não tinha prova de se saber se a pessoa seria excelente ou não no que faria e principalmente quando se é apenas uma criança, então poucas pessoas acreditavam nessa sua vontade. Mas os talentos verdadeiros do garoto eram outros e a pilha de folhas escondidas em seu quarto o traiam completamente. Nelas estavam diversos contos, poemas e histórias criadas pelo rapaz como forma de se distrair naquele lugar um pouco tedioso. O próprio teria escondido de si para não jogar fora em uma acesso de raiva, por ter achado o quanto infantil ele pareciam com seus fichário e canetas em mãos em vez de fazer o que metade dos garotos da sua idade faziam, na verdade a história tem outros motivos verdadeiros, porém Erick sempre odiou tocar e que toquem no assunto de seu talento de escrever.
Após um bom tempo estudando e tendo a oportunidade que conseguir e conseguindo uma bolsa de estudos em Nova Iorque, Erick resolve seguir seu sonho e seus pais como forma de apoiá-lo, juntarão a quantidade de dinheiro suficiente para que o filho pudesse ir a Nova Iorque após ter passado na prova. Erick sabia que metade da economia dos pais seria usada na passagem para a cidade que só poderia ser feita de avião. O rapaz pensou em desistir, porém se lembrou de que passou anos junto com sua família planejando sua vinda para o tal lugar e se fizesse isso seria quase uma estúpidez.
Agora, mesmo que quisesse desistir não teria como, já estava a mil quilômetros longe de sua casa e o jeito seria continuar a caminhar. Após o avião ter pousado do aeroporto de Albany, capital do estado de Nova Iorque, Erick seguiu para a estação ferroviária e esperou o Trem que o levaria até a cidade grande. O rapaz permanecia tão animado para a chegada que só conseguiu dormir no avião. A viagem demoraria no máximo doze horas e estava marcado para que o mesmo se encontrasse as 8:00 da matina com a reitoria da Universidade de Sant Helena e o mesmo não pensava em outra coisa que não seja como se apresentar.
As horas passaram devagar, mas quando o automóvel parou o rapaz foi o primeiro a descer, não pensando muito passou a caminhar com passos ligeiros em direção a primeira loja de conveniência que encontrasse. Como não tinha nem um conhecido na cidade, não havia um lugar certo para trocar de roupa, tomar banho, entre outras coisas, então escolheu aquele lugar mesmo.
Uma hora depois já estava a caminhar com sua mochila nas costas em direção a Universidade, a mala que trousse teria a escondida em um canto ali perto, pois achava meio inapropriado se apresentar como um viajante, queria apenas está elegante. A cada passo que o mesmo dava era um frio na espinha, uma vontade de rir contente e vitorioso, aquela calçada seria a calçada do futuro. Diversas coisas passaram pela sua cabeça naquele momento, pensou em arranjar um emprego e mandar metade de seu ganho para sua família como forma de agradecimento, pensou também em comprar lembranças para cada um, mesmo que rejeitassem. Os pensamentos logo foram guardados quando parou em frente ao portão do tão esperado lugar e sem hesitar adentrou feliz. Olhou atento para a estrutura ao seu redor, bastante grande e moderno, esse certamente seria o novo começo do seu futuro.
Tudo parecia encantador, mas passava como um flash, um flash feliz no momento, momento que talvez nunca fosse esquecido. O rapaz entrou na sala do reitor após a secretária o autorizar, mas algo estava errado. Na ligação que receberá quando ainda estava na sua cidade, o homem teria lhe dito que se encontraria com um grupo de pessoas e no lugar havia apenas o reitor sentado em sua poltrona o analisando.
Ah, entre...Você é o rapaz do Texas não é mesmo? O jovem sorriu com a expressão usada pelo homem que gesticulou para ele se sentar.
Sim, sou eu mesmo... Chamo-me Erick... Silvien.
Hm, você foi um dos sortudos que passaram não é?
Basicamente isso, pois não diria sortudo e sim capacitado.
Você é ousado rapaz, mesmo vindo do Texas... Erick pensou em entrar em uma análise sobre o comentário, talvez maldoso, que o homem fez, porém preferiu melhor não. Já não queria mais enrolar com aquela conversa, pois estava ansioso para o fim. Bem meu rapaz serei direto com você... Você não pode entrar na Universidade Sant Helena... Erick encarava o homem perplexo, não entendia como uma pessoa teria a audácia de lhe falar isso, principalmente depois de tudo que fez, pensou que provavelmente seria um trote ou algo assim.
Como assim? É brincadeira né?
Eu sei que você está tão chocado quanto eu, quando recebi a carta do Secretário de Organização, a pessoa que cordena o repasse das bolsas de estudos, não acreditei. Disse que poucas pessoas conseguem passar na prova com sua nota e que provavelmente teria se esforçado muito, mas isso não fez diferença... Eu lamento informar isso a você, Erick.
Mas o por que?... Por que não posso entrar na Univercidade como qualquer jovem comum? O homem o encarava com tristeza e Erick tentava se explicar em sua cabeça, não conseguia entender o porquê está acontecendo aquilo com ele.
Bem, o Secretario explicou na carta que em seu histórico de cursando do colegial não consta que você não é analfabeto.
Ah? Que maluquice! Que documento é esse?
Bem, todos os estudantes de Nova Iorque e dos Estados Unidos tenham esse documento como forma de saber se realmente estão aptos a entrar em um lugar como esse. Nesse documento tem quantas vezes você foi levado para detenção, expulso, brigas, nota... Resumindo, toda sua vida escolar. Porém a sua... Não tem nada...
Mas isso não significaria que eu estou completamente limpo?
Não, se não tem nada é o mesmo que dizer que você passou a vida toda fora da escola. E por que? Aí que está o erro.
Eu posso justificar o motivo. Escrever uma carta ou algo assim...
Infelizmente você não pode fazer nada em relação a isso...
O quê?! Deve ter um jeito... Com certeza... Posso conseguir esse documento... Ou melhor!
Erick... Erick... Erick! O rapaz estava perplexo e suas ações nervosas, ele não percebia, mas estava a ponto de ter um colapso mental. Vendo isso o homem o chamou um pouco alterado. Você não pode fazer nada em relação a isso... Entendeu?... Vá para casa, relaxe a cabeça e volte aqui amanhã as oito... Eu vou falar com o Secretário e eu sei que tem uma solução... Ouviu? Relaxe... Com a sua nota eu sei que com certeza não foi fácil chegar aqui... Agora pode ir.
Erick olhou por uma última vez para o homem que se sentou exausto em sua poltrona , não tinha mais nada a falar, mas ardia de raiva pelo comentário do homem que sugeriu que ele fosse para sua casa. Qual? Se perguntava ele ironicamente após sair da sala. Olhou por todos os corredores e saídas até chegar ao portão principal, virou-se para trás e suspirou pensando que talvez nunca mais visse aquele prédio e a promessa de ajuda do Reitor fosse apenas uma mentira para acalmá-lo. Cerrou os punhos se contendo para não derramar lágrima alguma, mesmo que fosse difícil. Por fim resolveu seguir em frente para algum lugar, qualquer um, precisava pensar mais sobre algo que não sabia de onde começar a pensar. Alguns segundos depois deixou o lugar ouvindo apenas os sons dos portões se fecharem atrás de si.
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