Sonhos Que Viram Realidade

8 Acelerando um pouco as coisas.


Capítulo 8

Depois disso fomos nos encontrando, se conhecendo melhor.

Ele me pediu em namoro e aceitei como não podia aceitar?! Ele perguntou para minha mãe se podíamos — que fofo- sim ela deixou, mas.. veio depois com um papo para cima de mim, falando tudo que uma mãe fala quando a filha começa a namorar...

Tudo em perfeita sintonia, minha família gosta dele, eu principalmente. A única coisa que não me saia da cabeça era o mesmo sonho, quer dizer pesadelo, só que em cada pesadelo que eu tinha eu via mais coisas, com mais clareza, ouvia o que a pessoa falava, até que um mês depois eu consegui visualizar e ouvir tudo..

"Estava em um porão claro com o Sam a minha frente falando.

–Você não entende, você não deve ficar comigo, eu sou perigoso, eu tentei ficar longe de você, mas eu não consigo. As sumidas que eu dou é porque eu estou fora de controle, eu tenho que ir para não te machucar. Você não sabe o que é querer matar uma pessoa que você ama por sede. A cada vez que eu chego perto de você eu ouço cada batida do seu coração, eu tenho que me controlar para não te matar. -Eu não estava com medo, não ainda.

Ele vai e volta novamente com um coelho branco na mão, e começa a se alimentar dele. Eu fiquei com pena dos dois, tanto do coelho morto, quanto do estado dele. Ele fica com o coelho na mão.

–É isso que eu sou, eu sou feito para matar.

–Sam! -Tive que gritar pois ele não parava de falar.

–O que é?! -Os olhos dele estavam transformados, vermelhos e em volta estavam com as veias estufadas.

Eu fiquei em pânico, agora sim, ele parecia que iria me matar. Mas não queria transmitir este pânico, medo para ele.

–Larga o coelho, por favor. E se acalma.

Foi o que ele fez deixou-se cair no chão e soltou o coelho morto. Por mais que eu não goste, eu peguei o coelho e coloquei no lixo, depois me agachei perto dele.

–Você não vai me machucar. E eu não tenho medo, você é o que é, pronto, não me importo com o passado, só quero o presente, o agora. -Pousei minha mão sobre seu rosto e o levantei para mim, ele ainda estava meio "transformado", peguei um pano e limpei sua boca, e fiz uma coisa que nunca imaginaria fazer naquelas circunstâncias, o beijei, acho que ele precisava disso, ele precisava acreditar em mim...

A continuação é só imaginação, pois nunca cheguei a ver o rosto da pessoa agachada no terreno mas era sim a mesma silhueta."...

Algumas semanas depois deste pesadelo, que por algum acaso não contei a ninguém, o Sam me levou a lugar, que ele disse ser só para nós dois.

–Chegamos. -Era aconchegante, limpo, claro, e um porão, não qualquer porão, era o porão dos meus sonhos, eu fiquei em choque, ele custou a perceber, mas sim, ele percebeu, e não deixou em branco. -Você não gostou?

–Eu amei. -Tentei esconder o pânico em meus olhos, mas ele conseguiu ver.

–Não, aconteceu alguma coisa, e você não quer me contar. O que é?

E nessa hora, mesmo sem querer saiu como um jorro, tudo, o meu pesadelo, a pessoa que eu vi, tudo. E não foi só eu que fiquei paralisada não. Ele parecia morto, não movia um músculo se quer.

..-É mas isso tudo é só fruto da minha imaginação, imagina só?! Vampiros, e meu namorado um, não creio que seja verda.. -Não terminei minha frase, pois ele me interrompeu.

–E se for verdade?

–Não é verdade, eu sei que de vez em quando eu sonho com coisas que acontece, que é bastante sinistro, mas isso foge da realidade.

–Mas é verdade Laura. -Ele não estava brincando eu olhei para ele, estava sério, ele estava falando essas palavras como se machucassem a ele.

–WTF? Como?!

–Sim é verdade.

–Ma -Não saia nada nem um simples "mas". Minha cabeça girava, acredite se quiser aconteceu igual ao meu pesadelo, sério eu tenho que investir na carreira de vidente, porque o negócio está ficando cabuloso.

Eu fui engolindo todas as informações, e meu pesadelo não tinha um errinho se quer, foi tudo igual.

..--Você não vai me machucar. E eu não tenho medo, você é o que é, pronto, não me importo com o passado, só quero o presente, o agora. -Pousei minha mão sobre seu rosto e o levantei para mim, ele ainda estava meio "transformado", peguei um pano e limpei sua boca, e fiz uma coisa que nunca imaginaria fazer naquelas circunstâncias, o beijei, acho que ele precisava disso, ele precisava acreditar em mim.

Mas não foi tão fácil igual pareceu no sonho, ele se distanciou e se sentou no sofá. Ele parecia se sentir envergonhado com o que ele era, parecia que queria distância de mim.

Nunca pensei que seria ele a ficar desse jeito, sempre achei que seria eu -isso se fosse acontecesse uma coisa dessas- a ficar assim, pediria tempo para pensar, tudo mais, aliás provavelmente ele não escolheu isso.

–Laura, vai para sua casa, amanhã você me encontra aqui às 14:00.

Era Março, eu tinha aula de manhã e minha mãe trabalhava, mas amanhã seria sexta, o dia que sempre eu tenho um monte de coisas para fazer, mas nem por nada nesse mundo eu iria deixar de vir amanhã. Eu me despedi com um leve beijo em sua testa e fui embora.