Sonhos Ou Pesadelos?
2 Sufocada no sangue
Estava trancada num quarto com pouca luminosidade. Tinha varias garotas ao meu redor ,um pouco distante de mim.
A porta abriu e alguém que só consigo ver a silhueta por causa da luz entra, sinto-me sem voz quando vejo que a pessoa chega perto e percebo que é um homem, que me levanta e arrasta pra fora do quarto. Ando por vários corredores e sinto ficar cada vez mais falta de ar.
Sou jogada dentro de uma sala muito branca com algumas mesas de metal e instrumentos hospitalares.
Então olho de novo para as mesas e nas duas últimas vejo em cada uma um corpo semi coberto que instantaneamente eu reconheço quem é as duas garotas, mesmo que seus corpos estejam cobertos de sangue que ate deixou o lençol que ficava encima do corpo ensopado formando uma poça em baixo. Fico aterrorizada.
Não percebo que tem mais alguém ali ate eu ser jogada numa daquelas mesas. Tento levantar, mas as duas enfermeiras que apareceram seguram-me com força. Então me largam quando um homem aparece do meu lado. Mesmo que eu esteja solta não consigo me mexer, só olho para ele. Os olhos verdes mais escuros que eu já tinha visto, quase chegavam a ser negros.
–vamos ver se você sobreviverá de novo- ele diz com sua voz profunda e cortante.
Ao lado dele tem uma mesinha com varias seringas que somente as agulhas tinha o tamanho de uma palma da mão grande. Ele pega a primeira seringa cheia de algo escuro e injeta no meu pescoço, grito com a dor aguda que sinto. Sinto seu olhar ficar mudando de raiva pra diversão varias vezes, percebo.
–Agora vamos ver se Ele — ele diz olhando para minha barriga que tem uma pequena elevação quase imperceptível — Irá sobreviver. Aposto que não.
–Não! Por favor, não faça nada! Pare, pare, pare! – grito colocando minha mão sobre minha barriga, e tentando me levantar, mas não conseguia.
Ele tirou minha mão e injetou a segunda agulha onde a seringa tinha um liquido transparente. Depois sem tirar a agulha começou a tirar o que parece ser sangue. Ele troca mais duas vezes o recipiente da seringa, todos cheios de sangue. Sinto como se algo muito importante tivesse sido tirado e mim, e foi. A dor é quase insuportável. Quando termina ele começa a rir.
Consigo parar de olhar para ele, e olho para o teto que é espelhado. Vejo que estou mais pálida que o normal e ainda tenho dificuldade de respirar.
–você é quase que perfeita- ele vira meu rosto para que eu possa olha-lo- mas devia ter me obedecido. — ele pega outra seringa com um liquido negro que chega a ate parecer ser viscoso
Tento gritar, mas não consigo. Tenho levantar, mas não tenho força. Tenho não olha-lo, mas é difícil.
Ele enfia com toda a força a seringa no lugar do coração. Quando sinto aquilo me preencher vejo a sala girar. Experimento uma dor como se tivessem arrancando cada parte de mim. É insuportável. Não tenho mais controle do meu corpo, começo a me debater, minha costas se erguem numa curva como se fosse se quebrar, olho para os lados e só vejo borrões. Não sei quanto tempo durou isso, pareceram horas, dias. Era torturante, gritava ate minha garganta doer e ainda sim continuava a gritar.
Quando parou, percebi que suava bastante. Respirava com dificuldade e minha visão estava toda num tom vermelho sangue.
–Quando se sentir melhor me avisa que eu peço que ti levem daqui querida. — ele disse sentado numa cadeira ao meu lado olhando com um sorriso.
Olhei de novo para o teto e percebi que minha visão estava ficando cada vez mais vermelha.
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