Sonhos Em Desatino

1 Carnaval of rust


Notas iniciais
Carnaval of Rust....."Poets of the fall"

https://www.youtube.com/watch?v=zRVrQsdWDds

E a lua ria maliciosamente novamente, destas vontades erratas, das más insinuações dos desejos implicados. Pois se tratava do jogo das falhas tramadas, alimentando os mais melancólicos desesperos pelas esperanças fragmentadas. E a lua ria, maliciosamente, dos sonhos despedaçados, quando nada era como era antes. E continuava a rir, em cima dos destroços dos sentimentos enferrujados.

E do sorriso malicioso da lua, a menina não via o seu terrível destino, adentro dos sentimentos enferrujados, neste carnaval de ferrugem. E a busca de uma cura, da sua própria existência amaldiçoada, ela adentra neste carnaval enferrujado, no nome dos maus comportamentos, a procura de uma cura das suas limitadas demências encantadas. Mas nada e como era antes, neste carnaval de ferrugem.

E a lua via continuamente os seus passos insolentes, num mundo sem beira e destino. Mas o que podia fazer a lua? A não ser olhar os passos errantes da humanidade? E olhava sem assombro, os passos insolentes da menina que se adentrava cada vez mais em um corredor obscuro, labirinto de desobediência. Mas o que podia fazer a menina, a não ser by Browse to Save\">pagar pelo seu destino?

E das luzes a serem apagadas, ela adentra ao seu destino, no carnaval enferrujado pelos sonhos abandonados. E a lua ri continuamente, da insolência da sua cegueira por mais um sonho que já foi abandonado. Mas da teimosia, a menina ainda alimentava algumas das esperanças que não foram enferrujadas.

E ao abrir os velhos portões abandonados, escutou o costumeiro estrondo estridente, dos portões enferrujados. E ao abrir cada vez mais forte, os pássaros voaram longe da sua desconvidada, numa melodia irritante daquilo que não e mais o que era antes. Na melancólica sintonia das folhas secas, os próprios pássaros se esconderam nas ramas secas das arvores curvadas, longe dos portões enferrujados e daquele instigante som de “boas vindas”. Ao toque das boas vindas, nessa melodia sem respiro, o ilusionista já sabia da sua convidada intrometida.

E a menina seguia, com os seus passos incertos no caminho do circo esquecido. A busca de um sonho recuperado das insanas faculdades humanas. Pois a menina apenas queria a boneca da sua infância. E onde acha-la, senão no circo do tempo de criança? Mas ela não sabia o perigo da mente humana, desatinada nos sonhos que não foram alcançados. Da implicância, das insinuações dos sonhos corrompidos.

A cada passo errante, delicado do seu pensamento ela buscava a cura do seu desespero. Mas nesse carnaval de ferrugens, os sonhos se despedaçavam ao simples toque desobediente. E quem poderia salva-la, dos sentimentos abandonados? Nos sentimentos já enferrujados? E quem poderia salva-la das palavras já queimadas, quando o coração esta ansiando por desejos mais profanos?

E ao simples toque da sua presença, os caminhos iam se fragmentando, deixando a cor do passado, em caminhos abandonados, fragmentado em diversas grutas pelos sentimentos enferrujados. E à medida que a menina ia andando ao seu destino, ela deixava as cores das perguntas, entre o desespero e a salvamento, entre o compreendido e o incompreendido, entre o certo e o errado, num sedente desejo dos pensamentos insinuados, na falha da compreensão humana. Mas a menina entendia mais do que isso, pois a sua alma ainda não estava corrompida pela ganancia humana, demência nata civilizada. E da insinuação, os seus pensamentos as guiavam mais perto da cura encontrável, no meio dos sentimentos abandonados e das alegrias enferrujadas.

Mas tudo era um jogo, onde os verdadeiros sonhos irão sangrar, em nome dos maus comportamentos. E mais do que nunca o desejo resplandece mais uma vez de realizar os atos importunos, onde o mundo se queima em histeria. Onde o mundo queima em insolência. E restam as cinzas da imprudência. Descendo nos desesperos da ganância, nesta vida de ferrugem.

E todo é um jogo das falhas cometidas. Dos desastres acarretados, neste mundo de imprudência, insolência por natureza, onde o mundo grita em repugna dos atos elaborados. E dos pensamentos insaciáveis dos paradigmas insuportáveis, a alma grita por mais um novo salvamento, antes de cair nos lamentos do mundo inoportuno. Mas a menina não grita, não almeja estes desejos inoportunos. Ela apenas deseja o que uma vez foi abandonado.

E mais do que nunca ela desejava não cair para os comportamentos imprudentes dos desejos insolentes. Ajoelhando-se na terra desgastada enquanto que o mundo grita em seu nome. A menina respira o nome da sua cura. E clama o nome do seu salvador nas palavras ineptas do espaço vazio. No compasso dos sentimentos enferrujados é mais um abatimento. Um abalo dentro da sua existência. Pois tudo o que ela queria era lembrar-se da sua infância.

E ajoelhada na terra impura, desgastada pelo sangre escorridos de aqueles que sonharam, ela clama por mais um motivo, em torno dos seus sonhos, protegidos pelo masoquismo dos pensamentos vivos. E tudo em nome dos maus comportamentos, ela clama o seu salvamento. E da mão esticada a beira do vazio, ela vê uma gota de esperança. Neste carnaval dos sentimentos enferrujados, ela aperta a mão do seu salvamento. E agarra com tanto ímpeto, o toque desgasto das mãos enferrujadas. Numa melodia que não é mais do que era antes, tocando no compasso do medo.

E no meio do desespero, a menina anda acompanhada do contentamento, pela cumplicidade daquela mão amiga em plenos desejos imaturos. E ao lado do seu amigo ilusionista, a menina clama por sua inocência, na posse de mais uma vez na boneca de infância. E adentrando-se no carnaval de ferrugem, ela não sente culpa, ao lembrar-se do sabor da ganancia dos seus desejos imprudentes.

E no circo abandonado, que habita as tênues melodias desgastadas, é que a menina sentia os sentimentos enferrujados. E ela aspira, por mais uma oportunidade, mas perto da sua cura a encontrar aquela boneca empoeirada, esquecida nos desastres do mundo mal- amado. E nesse carnaval abandonado, a melodia ainda ressona na implicância do violoncelo. Cada vez mais perto de uma cura, ao lado dos mágicos e dos ilusionistas. Por aquela boneca empoeirada, a lembrança de uma infância.

E a menina lembra, da sua voz desgasta o poema recitado, na implicância dos desejos ressuscitados por mais um momento a ser vivido. E de longe ela escuta, essa tênue melodia, longe dos pensamentos programados, já insanos por natureza. E ao toque da melodia, a sintonia melancólica do violoncelo, a menina lembra-se de mais um desespero. Por um desejo sincero de viver adentro do carnaval enferrujado.


E ao toque do violoncelo, o fogo do circo toca em ousadia por mais um aparecimento das faculdades cirquenses. E no meio do alvoroço silencioso, a menina olha para mais uma apresentação da fantasia equivocada, daquele circo abandonado. Do amigo ilusionista aos adeptos do fogo da consciência, a menina olha por mais uma sentença a alegoria do circo abandonado por mais uma apresentação condenada.



E é no meio do encanto que a menina olha sem espanto, as apresentações inusitadas, de mais um ato de magia. E é que a menina olha com assombro ao palhaço engraçado e entende sem explicação nenhuma a mulher barbuda que recosta ao seu lado. Mas é tudo uma fantasia, da mente desatinada, a procura de uma eloquência por mais um sobrevimento. E por mais uma eloquência destinada, a menina olha sem espanto, ao lado do seu amigo ilusionista; o homem que cuspe fogo sem nenhum tipo escândalo. E por mais uma melodia errata, a menina escuta a sonata dos desejos profanos a medida de mais uma desejo consumado. E ao lado da curiosidade infante, a menina olha sem receio infame as piruetas dos malabaristas figurantes. E a cada pirueta elaborada a menina olha com mais assombro esse mundo dos desejos exorbitantes. Por mais uma fantasia, por mais um truque de magia, a menina vivia com entusiasmo esse mundo de mentiras infaliveis. Mas ao lado do seu amigo ilusionista, nada era falso diante dos atos austeros.



E a lua ri sem complacência do irônico espetáculo condenado.


E ao toque da melodia errante, a menina escutava os compassos responsáveis de cada ato mirabolante, de cada mecanismo articulado, de cada implicância e cada existência desse circo extravagante. E ao toque do violoncelo, adentro dos pensamentos enferrujados, que o circo cobrava vida e os sorrisos maliciosos renasciam nos rostos entediantes.

E à medida que a menina se adentrava cada vez mais nesse mundo distante, ela ia se esquecendo do que algum dia ela foi. No carnaval de ferrugem, com as suas palavras desajeitadas e nas promessas vazias, tudo conjugado nas falsidades coerentes. E a menina ia se esquecendo, a cada passo de magica, a cada ato proferido do que ela algum dia foi. Cognato as ousadias permitidas, o eloquente fez-se a regra e a incoerência: a esperança. Dentro do carnaval degradado nos sentimentos enferrujados, a menina se esqueceu de si mesma e sua alma adentrava-se a ferrugem do esquecimento.

E menina não se lembrava do seu amigo ilusionista, nem do homem que soprava fogo ou mesmo da mulher barbuda que outro dia estava ao seu lado, pois tudo isso era impossível dentro desse mundo eloquente. E o impossível tornou-se intangível, negável dentro das faculdades insanamente humanas. Mas o insano tornou-se realidade, a cada sabor da ganância inamigável, a cada implicância desmesurável, no estupor dos sonhos incansáveis. As mentiras insanas adentravam-se cada vez mais na mente conturbada da menina equivocada, a pedidos a de um suplicio, a pedidos do unico que lhe restou. Pois o que lhe restou foi à vida e os sonhos ensanguentados da inocência que foi perdida. Pois ela se tornou mais um dos sentimentos enferrujados. Apenas uma peça a mais do carnaval desatinado. E da má piada do destino, sem consentimento da vida ambulante. Ela era apenas uma peça já enferrujada da desatinante vida errante.

E a lua ria sem graça, pela contemplação de mais uma mediocridade da vida.

E da melodia desafinada, a menina escutava aquilo que outra aurora foi perdido. A pedidos de um abalo aos novos toques do violoncelo. Mas a menina não se lembrava, do que outra aurora ela escutava. Desse compasso desafinado, ela sabia de cada mecanismo da vida. E do compasso intrusivo, a menina escutava as melodias responsáveis de cada mecanismo articulado, de cada implicância errata e de cada existência dada desse circo extravagante. E ao toque do violoncelo, adentro dos pensamentos enferrujados, é que o circo cobrava vida e os sorrisos maliciosos renasciam dos rostos entediantes. E ao toque do violoncelo, é que surgiu a tona um conhecimento enferrujado.

E a menina busca adentro dos pensamentos insolentes, o que outra aurora foi esquecido na ferrugem. E a boneca empoeirada mais uma vez foi sonhado, no mundo proibido dos sonhos massacrados. Mas o que a menina não sabia é que toda a realidade arquitetada era uma lamentável ilusão do seu amigo ilusionista. E o ilusionista por sua vez, sentiu a sua magica em decadência ao toque insolente do palpitar do sonho enferrujado. Mas o sonho da menina era apenas reviver as lembranças de uma criança, ao lado da sua boneca de infância.

E o sonho foi se convertendo em esperança a cada toque do violoncelo esquecido. E da melodia retumbante a menina ansiava pelo desejo cálido do que foi outra aurora. E da clama perturbante, repousava no ímpeto a gota de esperança. E pelo desejo de possuir aquela esperança, a menina estendia a suas insignificantes mãos para lua ingrata. E da tentativa falida, surgiu a esperança por mais uma tentativa.

O ilusionista perturbado, olhava com desgraça a sorte da menina. Pois os seus truques falharam ao compasso da melodia desatinada. E da implicância desgastante, o ilusionista olhou com repugna os sonhos criados. Pois deste circo abandonado, as esperanças enferrujavam e os sonhos suicidavam-se, para mais uma vez, na mediocridade da vida ingrata.

Mas tudo o que ela queria era não cair novamente na imprudência do esquecimento. E mais do que nunca ela deseja não cair para os comportamentos indecentes dos desejos insolentes. Ajoelhando-se na terra gasta dos sonhos perturbados, a menina sentia mais uma vez, o massacre do seu povo complacente. E das grutas da ferrugem, a menina sentia as rachaduras acometidas pelas insolentes mentiras. E desse mundo não mais que obtuso, não se precisava de mais mentiras degradantes da demência humana. E da degradação das demências em putrefação é que a menina sentia o sonho em comoção. E a menina respira o nome da sua cura. Pois tudo o que ela queria era da boneca da sua infância.

E mais do que nunca é que a menina joga nos jogos do ilusionista. Enquanto em clemencia, o mundo clama por sua prudência. E numa brecha pela realidade é que a menina joga sem prudência. Ao tom do violoncelo esquecido por mais uma oportunidade. Mas é mais um jogo de falhas, tornando a tona às verdadeiras faces que irão sangrar. Tudo em nome dos maus comportamentos e das coisas que não precisamos, num mundo que não compreendemos, dos sentimentos enferrujados.

Mas a menina compreendia a eloquente melodia daquele insolente violoncelo tocado por dois mímicos imprudentes numa silenciosa melodia igual que os seus atos. E com a maquiagem branca e o chapéu preto, os mímicos se escondiam dos seus atos na imparcialidade silenciosa da vida descontinua. E por serem despercebidos, nas suas palavras silenciosas é que o compasso desatino da melodia não era descoberta. E os dois mímicos continuaram tocando o sublime violoncelo, na silenciosa melodia eloquente de sempre. E a melodia do violoncelo continuava a ser tocada, nos atos despercebidos, daqueles dois mímicos quase inexistentes para o cinismo das pessoas erratas. E os mímicos continuavam a tocar a mesma melodia incessante a troca da comida novamente.

E ao toque do violoncelo, veio à tona os resquícios da infância abandonada e a menina lembrou-se novamente do que era ser criança. E dos atos de criança a menina soube novamente a dignidade da vida humana. Pois as crianças não julgam, não tem preconceitos e não brincam por dinheiro, pois longe das demências humanas, eles ainda não conheceram a verdadeira face desumana. Pois as crianças vivem no presente por algo muito mais evidente. Pois eles alimentam o desejo pela sede do amor incessável.

“Pois venha alimentar o desejo, pois sem o teu amor à vida nada mais e que um carnaval de ferrugem”

“And come feed the rain,

‘cause I’m thirsty for your love.

Dancing underneath the skies of lust

Yeah, feed the rain

'cause without your love my life

Ain't nothing but this carnival of rust”

"Poets of the fall"*

E pelo desejo de algo muito mais vivente, as crianças vivem eternamente. E antes que tudo se desmorona-se novamente, a menina foi criança por um tênue momento. E longe dos preconceitos e da melancolia angustiante, a menina olhou novamente com lamento: a apatia da vida em andamento. Pois tudo o que ele queria era sentir o amor à vida novamente, numa brincadeira de criança tranquilamente. E sentir o amor de mãe tenuemente, para não temer o mundo precocemente. Rir novamente das palhaçadas engraçadas das pessoas eloquentes e perceber por um momento a alegria de viver ao lado dos momentos imperdíveis. Pois dos sentimentos sinceros ela se lembrava e sentia fortemente a necessidade de viver acompanhada dos pensamentos certos, por um momento, ao lado da humanidade conhecida para ela. E andar novamente ao lado da humanidade, por algo muito mais digno nesta vida gastante. E longe dos massacres dos sonhos ensanguentados, a menina começou a sonhar novamente, por um mundo muito mais digno e complacente. Ao longe das gritarias e das hipocrisias incoerentes, a menina sonhou por um novo mundo benevolente. Sem olhar preconceitos e almas decadentes, a menina sentiu uma esperança aparente. Por tudo o que ela sentia, por tudo o desgastante que ela conhecia, a menina apenas queria alguns sonhos mais prudentes nas almas das pessoas sedentas, nesse mundo mais que inconveniente.

Por um pouco de amor, neste mundo de ferrugem.


E ao toque dos sentimentos já enferrujados nascia novamente a esperança cadente, por lago muito mais latente nesse carnaval de ferrugens. E das lembranças esquecidas vieram novamente à infância acolhida. Pelos momentos inesquecível da infância infalível. E a menina sentiu novamente o peso do seu coração estridente, pois ela ainda não encontrava as respostas da sua vida dependente. Ao lado dos sentimentos ausentes, a menina só queria a boneca do seu passado obediente.



E ao arrogante ilusionista, veio o peso da consciência, por algo muito mais lamentável, por algo inconcebível, intangível graças ao desejo imprudente. E das faculdades gananciosas, o ilusionista não via a hora de ver o massacre agir novamente. E ver graças aos seus truques enganosos, o sonho ensanguentado da menina intrometida. E da cor do sangue derramado, ver os sonhos destruídos para o agoniante destino desatinado da vida eterna incomplacente. E das verdadeiras cores derramadas pelos sentimentos ingratos sem necessidade, o ilusionista ria novamente da sua ingrata felicidade. Ao ver os sonhos derramados novamente, nos sentimentos esquecidos, pela vida já enferrujada. O ilusionista não queria as complacências novamente, submersos nos sonhos desatinados da vida em alegria. E da sua cólera tangível, o ilusionista queria o sofrimento interminável. Pois da sua vida desatinada a alegria não era bem vida. E desse mundo de repugna, o ilusionista só queria os sonhos massacrados nos estupros das alegrias irritantes. E com a vida mal-amada, o ilusionista só queria fazer uma má- piada.



E desse sentir do gosto da culpa inconsistente, o ilusionista queria o massacre das faculdades que restaram a insignificante humanidade, para ato incessante das demências grutinantes. E ao grito da repugna o estupro não tinha hora. E mais uma vez, os sonhos foram estuprados. Ao som da melodia melancólica do violoncelo silencioso. Ao som dos atos insaciáveis da odiosa conduta humana. E mais uma vez, os sonhos foram levados ao mundo enferrujado. Para um mundo muito mais perto, das faculdades decadentes.


E a lua olha a indiferença programada, quando nada é como era antes. E sente melancolicamente pelos sonhos arranhados, por aquilo que deveria ser certo. Mas a lua aprisionada ao céu sem estrelas, o que ela poderia fazer, pela raça humana? Por mais um toque inconcebível da esperança aprisionada.

Mas pela sede do destino, por algo muito mais digno, a menina cria sonhos sem desatino. E do jogo melancólico do ilusionista sem sonhos, a menina sente complacência pelo ilusionista neurótico. Pelo sentimento vazio dos sonhos esquecidos, a vida não tem mais sentido no mundo indigno corrompido. E do massacre dos sonhos que foram estuprados, o ilusionista em pranto não sente condolências. Pois dos sentimentos vazios a esperança foi ferrada, é o que pode fazer o ilusionista decadente senão odiar a humanidade ingrata? Por aquilo que foi perdido, por aquilo que foi enferrujado, foi muito mais do que apenas a infância perdida. E do massacre acometido, restou apenas os sonhos partidos. E dos cacos de vidros, o ilusionista se cortava a cada momento que queria unir os fragmentos do sonho corrompido.

Ao toque do violoncelo, os dois mímicos olhavam com complacência as tentativas em vão desse mundo em desatino. Pois da sintonia silenciosa, os dois mímicos olhavam uma estrela inalcançável do percurso transcorrido. E ao toque de mais uma melodia, os mímicos se esqueciam da fome introvertida.

E nos sonhos esquecidos, a menina sentia: os chamados silenciosos destes sonhos acometidos. Por mais uma vida, por mais uma esperança, a menina sentia a vida num novo encanto. Mas do seu amigo ilusionista ela sentia pena, pois da má- piada da vida o ilusionista não tinha culpa. Por mais um pequeno momento, longe dos encantos, é que a menina foi sentir o destino de tudo este pranto. Mas tudo que ela queria era a sua boneca do recanto.

E por mais uma ousadia da melodia permitida, os mímicos não tinham expectativa do canto pronunciado. Pois tudo o que eles sentiam era fome do recanto. E da melodia escutada se fazia mais uma expectativa, pelas vozes a serem escutadas para uma nova alegria. A menina sonhadora fez disto o seu canto, adentro as demências sem espanto, a menina acreditou novamente este mundo de tantos.

Pois só precisava acreditar neste mundo de entre- tantos e dos seus sonhos por enquanto. Pois se não acreditamos pelo menos dos nossos desatinados sonhos, quem o fara? Quem fara o encanto de acreditar novamente, nestes sentimentos enferrujados, pela vida nada mais que morta?

E ao toque do violoncelo é que a menina acreditava. E acreditava cada vez mais nas esperanças esparsas do mundo semimorto. Pela alegria do encanto, a medida do, entretanto. A menina acreditava cada vez mais nos sonhos conquistados. Do sonho quitado havia ainda há esperança. De ter aquele sonho novamente para a tênue realidade. Pois se não são os sonhos do que as virtudes são feitas, então de que é feita à vida humana, senão das ganancias mal- feitas?

E do novo sonho composto à melodia do violoncelo, é que musica resplandecia aos novos convidados. E de cada nota escutada fizeram-se os sonhos. Sonhos à vontade para cada nota composta. E de cada escrita premeditada, a menina sabia o destino de cada sonho recuperado. E das pessoas enferrujadas fez-se novamente o encanto. E a menina acreditava do encanto consagrado, pois desse encanto surgia novamente às faculdades que foram arrancadas. E do encanto veio novamente os sonhos invocados. E os sonhos invocados surgiram novamente para serem acreditados.

Ao toque do violoncelo a menina acreditava. Pois do seu encanto se consagrava o pensamento recuperado. E por um simples pensamento de alcançar a esperança novamente é que a menina acreditava. Pois a menina somente acreditava. E os sonhos não lhe faltaram.

E a lua olhava complacentemente a menina que brincava. Ao tom da melodia, a menina ria. E ria graciosamente para o novo dia. Enquanto que o ilusionista se entristecia pela amiga perdida. Pois a menina fugia longe desta terra maldita. E o ilusionista ficava ao descompasso programado. Enquanto que a ferrugem rasgava cada vez mais cada palpitar do seu coração desgastado. E o ilusionista ficava neste mundo de desencanto. Pois ele não tinha mais sonhos no que podia acreditar. E das suas mãos enferrujadas é que ele tentava tocar novamente os sonhos em descomposto. Mas o que lhe restou da vida foi à melancolia, por haver roubado tantos sorrisos dispostos. E da vida ele olhava, os seus sonhos serem levados. Pela ferrugem da vida, pela ferrugem da ganância, ele já havia perdido o que mais queria em desatino. De uma mão amiga ele havia pedido. Mais foi mais do que isso que ele havia perdido, pois da sua única companhia ele havia banido os sonhos fugidos. E agora da ferrugem ele consumia, para cair para sempre no sono temido, e tal vez, quem sabe, poder sonhar mais uma vez, novamente no sonho que foi perdido.

Mas a menina não havia se esquecido do amigo ilusionista, pois ela cultivava esperança nas lagrimas caídas. Por um novo toque complacente, que faça palpitar novamente esse coração dormente. Por um desejo excitante de acordar novamente. E que a menina buscava por esse desejo resplandecente. E foi ao toque do desejo, por estar por perto novamente, é que a menina acreditava ironicamente, nos sonhos do ilusionista morto. Mas antes dos sentimentos mortos, o ilusionista recuperava ao longo, aquela boneca perdida da infância que foi esquecida. E na imagem do ilusionista sem vida, é que a menina recuperava os pensamentos ja enferrujados daquele ilusionista sem alegrias. E dos sentimentos ao encontro é que menina chorava por mais um sonho morto. Ao tom da melodia tristonha, os dois mímicos tocavam uma atuação muita enfadonha. Pois da sepultura triste restou apenas o já existente. Restou o já existente daquela vida triste, do que foi pouco acolhido dos sonhos que não construístes. E da melodia triste surgiu novamente o tom do desespero. Pois a menina acolhia o corpo morto do ilusionista. E nos seus braços frágeis eis que surgia a boneca da sua infância. Por um tempo de criança, a menina aclamava na melodia triste os sonhos criados. Criados para o ilusionista triste para brincar novamente. E do toque morto da mão enferrujada é que o ilusionista desejava sentir os sonhos iluminados. E da sua mão em descomposto, caindo em pedaços pele carne fragmentada é que o ilusionista já morto sente o céu estrelado em absorto na paz da morte que ja foi conquistado.

E do mais áspero da vida surgiu novamente às brincadeiras de crianças. Sem olhar com preconceitos estes sentimentos ingênuos. Nestes sentimentos enferrujados dos sonhos fragmentados do ilusionista já morto. Mas destes sonhos fragmentados, foi conquistado à boneca empoeirada da infância recuperada. Partidos em pequenos pedaços recuperados na alma de cada ser humano. E a menina resplandecia ao toque da melodia triste desta vida que continua. E a vida continua com cada sonhos fragmentado do ilusionista de outra aurora. Pois a vida continua com cada sonho fragmentado, recuperados pelo esforço almejado. E os fragmentos dos sonhos sao postos novamente em compasso, colocado novamente cada fragmento, juntados como num rompe-cabeça pela esperança desejada, pelas lembranças que nao vao embora, por um desejos que queremos de poder sonhar novamente. Mas o que nao sabemos e que estes fragmentos, dos sonhos recuperados sao postos novamente com as lembranças das pessoas inusitadas, das pessoas gentis ou carentes, que fizeram parte da nossa vida. E das suas palavras proferidas, e dos sentimentos criados e que criamos os nossos sonhos insinuados. Por um desejo muito mais forte deste sonho medonho, por um desejo muito mais certo do sono esperto, de estar por perto ao despertar deste sonho.

Notas finais
Sou o ilusionista morto, que quer ver os sonhos em aborto das pessoas nada mais que tortas, que fazem de tonto este mundo mais que morto. Este mundo ingrato e incomplacente por cada mentira dada, por cada falsidade criada, por cada hipocrisia construída e por cada ignorância humana desabafada. O ilusionista que quer ver em absorto estes desejos melancólicos e ver os sangrar nestes sentimentos de repugna da odiosa mentalidade (fatalidade) humana. Não culpem o ilusionista, ele apenas é a criação deste mundo morto e destes sentimentos enferrujados pela ganancia humana.
Mas ao mesmo tempo sou a menina intrometida, que apenas queria recuperar a boneca da sua infância, num sublime toque do que outra oura foi perdido. Sou apenas a menina infante, na inocência retumbante, de ver constantemente este mundo irradiante. Pois a menina não sabe das consequências dos comportamentos humanos, e vê o mundo como o lugar de construir os seus sonhos. E por cada tentativa falida e por cada gruta de sofrimento, a menina olha com esmero por uma nova esperança a espera. Pois a menina apenas sonha, e os seus sonhos ela comparte a esperança. E com a esperança ela avança por este novo mundo de criança. Onde os teus sonhos podem ser realizados, e onde as falsidades incoerentes e as hipocrisias congruentes, não matam o teu desejo de sonhar, de apenas sonhar. Neste mundo sem perigo aparente.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!