Sonhos E Pesadelos
1 ALUNO NOTA: ZzZzZ
Bem, como a maioria de vocês já deve saber, Percy Jackson salvou o olimpo da ameaça do titã Cronos, em troca desse heroísmo os deus o premiaram com a oportunidade de qualquer desejo que eles pudessem oferecer (o que engloba bastante coisas) e felizmente, ele escolheu fazer os deuses prometerem que iriam, daquele dia em diante, anunciar seus filhos o mais rápido possível e também dar maior importância aos deuses pequenos, graças a Percy Jackson essa historia é possível, então, sejamos agradecidos pela sua existência.
Antes de começar minha historia eu acho que vocês deveriam saber algumas coisas sobre mim, meu nome é Clovis, só Clovis... Minha mãe não foi muito criativa ao me dar esse nome, o nome dela é Amélia, só Amélia, parece que meus avós também não foram criativos e ela quis ser vingar em mim, espero não passar essa maldição pra frente. Meu nome é o menor problema que eu tenho na minha vida, além de ser disléxico eu devo ser provavelmente o cara mais preguiçoso do mundo, muitas pessoas são apaixonadas por esportes, viagens ou coisas materiais enquanto eu, bem... eu gosto de dormir, não sei, eu me sinto bem quando durmo. E minha aventura começa quando eu estou dormindo.
- Acorda dorminhoco – Disse minha mãe com a maior serenidade do mundo. Porém eu finjo que não escutei, ela sabe que vai precisar de muito mais que isso para me tirar da cama.
- Só mais 5 minutinhos – Consigo falar, ainda meio dormindo. Minha mãe começa a perder a paciência:
- Dá ultima vez que disse isso você ficou 2 horas na cama – Vamos Clovis, assim você vai se atrasar para a escola!
- Hmmm, não parece má ideia – Digo ironicamente, mas vai que dá certo né?
Ela decide mudar de tática, primeiro ela abre a cortina do meu quarto, que fica em frente a minha cama, continuo deitado, ela vai precisar se esforçar um pouco mais. É como se ela lesse meus pensamentos, ela puxou o cobertor, o que normalmente não faria a menor diferença, mas fazia mais ou menos 10ºC e eu não queria congelar. Levanto devagar, ainda tentando lembrar dos últimos segundos que eu passara na cama, de volta ao mundo real, me arrumo para o inferno, quer dizer, escola.
Meu problema não é realmente com a escola, e sim, com as mesas... já viu aquelas coisas? São perfeitas para por a cabeça, eles estão praticamente te obrigando a dormir, infelizmente, os coordenadores do colégio não entendem minha teoria.
Minha mãe para o carro em frente ao colégio:
- Clovis, tente não dormir na sala de aula hoje ok?
- Mãe, você sabe que eu não consigo, uma hora eu estou olhando para o quadro e depois, bem, a aula já passou. Eu saio do carro, não queria ter falado assim com ela mas, ela fica insistindo nesse tipo de coisa.
Eu passo pelo portaria, alguns garotos já me avistam e começam a tirar sarro comigo, uma coisa que eu não citei, é que, na maioria das vezes enquanto eu estou dormindo, outros alunos zoam comigo, como por exemplo, semana passada, eles fizeram bigodes e todo tipos possíveis de marcas por toda meu rosto, deu um trabalhão para limpar, entro na sala de aula, vou ao meu lugar de sempre, no canto esquerdo da sala, onde eles podem me excluir de qualquer coisa sem terem que se preocupar comigo. O sinal toca e o professor entra na sala, que pelo visto era novo, eu nunca tivera visto aquele professor durante todo o ano letivo. Ele põe suas tralhas na mesa e anuncia:
- Bom dia alunos, infelizmente o professor George não vai poder comparece hoje por questões pessoais, então, serei seu substituto pelo resto do dia, me chamo Sileno, vamos começar a aula!
Quando ele começou a falar de verbo transitivo indireto e apaguei completamente, é como se alguém tivesse posto alguma coisa no meu suco de laranja que eu bebi no café da manhã. TRIIIIM. O sinal do recreio toca me despertando, todos os alunos saem como animais, eu lentamente pego meu lanche e levanto, quando eu estava saindo o professor Sileno me chamou:
- Ei você, venha aqui. Eu ando lentamente a sua direção, já sei o que ele vai me falar, já ouvi isso cerca de mil vezes.
- Então você é o famoso Clovis que eu tanto ouvi falar por ai?
- O próprio, olhe só, desculpe por ter cochilado sua aula toda, é que – ele me interrompeu.
- Não precisa se explicar Clovis, eu entendo completamente, você já esta quase com 13 anos Clovis, já passou da hora de você conhecer a sua verdadeira essência.
Me afastei de Sileno, aquele cara devia estar maluco, sai da sala o mais sutilmente que eu consegui (esbarrando em tudo).
Era mais um recreio como qualquer outro, alguns alunos lanchando, outros praticando esporte, eu estava em um banquinho para tira uma soneca rápida. Menos de 10 segundos depois eu acordo, uma bola de futebol acaba de bater na minha cabeça.
- Desculpa ai Clovis, não foi minha intenção – Grita um garoto em um tom irônico.
Eu pego a bola e chuto para cima, foi tão alto que ficou presa no telhado, olhando para cima eu não pude deixar de notar as gárgulas que o colégio tinha comprado, tinham um ar tão obscuro, o decorador da escola certamente perdeu a cabeça, de repente a cabeça da gárgula se move, não poder, deve ter sido só impressão minha – Mal consigo terminar meu pensamento, as duas gárgulas descem eu queda livre em minha direção, eu me movi como nunca tivera antes, por pouco uma delas não me atinge ao cair no chão, e ao cair elas quebraram o concreto, o pátio virou um pandemônio, eram alunos correndo para todos os lados, eu corri para dentro do prédio da escola e fechei a porta, que era de ferro, por um momento eu me senti seguro, eu ouvi passos fortes, como martelos batendo no concreto, se fez um silencio, eu fiquei tão tenso que quase mijei nas calças, de repente uma mão atravessa a parede ao lado da porta, eu entro na sala mais próxima e me escondo embaixo da mesa do professor, alguns segundos depois a mesa é levantada e destruída contra a parede, eu estava encurralado com uma gárgula dentro na sala, era impossível eu escapar.
- Todos os filhos do Somnus devem morrer!
- Do que você esta falando — Ela me levanta pelo pescoço e começa a pressiona-lo, como instinto eu consigo por minhas mãos em seu rosto, que era realmente de concreto, eu começara a ficar sem ar, eu pressionava igual louco a palma da minha mão contra seu rosto, ele me solta e cai para trás, ele permanecia inteiro e estava imóvel no chão, como se estivesse, dormindo.
Minha paz não dura muito, dessa fez eu fui pego de surpresa, a segunda gárgula me pegou pelos braços e começou a ir para cima, quebrando o teto da sala onde estávamos, aquela criatura nos elevava cada vez mais alto no céu, até que ele parou, olhei para baixo, eu já andara de avião algumas vezes e era exatamente a vista da janela. Presas afiadíssimas cresceram na boca da gárgula, e quando ela estava pronta para dar o bote sua cabeça e quebrada por um tipo de espada, com a cabeça destruída eu comecei a cair em queda livre, enquanto eu perdia altitude, de costas pro chão, eu vi algo se aproximando rapidamente, se trava de Sileno em um tipo de cavalo voador ele me puxou pela camisa e me pôs atrás dele, na garupa do cavalo alado. Não conseguia digerir muito bem a situação:
- Hã?
- Está na hora de você conhecer a verdade Clovis. – Disse Sileno em um tom severo.
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