Notas iniciais
Bom dia! Boa leitura! E leiam as notas finais! ;)

Matias foi convidado para entrar com a noiva, e para surpresa de Marcela, Lorenzo foi o substituto escolhido. E ela não sabia se poderia haver escolha melhor.

...

- Eu vos declaro Marido e Mulher – disse o Juiz. – Pode beijar a noiva! – Leandro esfregou as mãos e beijou Isabela e todos os convidados bateram palmas. Depois de se soltarem Isabela abraçou a Marcela

- Ai parabéns! – disse ela – Nossa minha maquiagem está até estragando!

- Obrigada minha amiga! Sem você e a Ju eu não saberia o que fazer, nem teria dado conta!

- Foi um prazer. Eu amei tudo! Mas agora precisamos aproveitar a festa!

- Não que eu não tenha gostado, porque você sabe que eu torço muito por você e pelo Lorenzo! Mas cadê o Cezar?

- Uma pergunta que vale meio milhão de dólares. Mas eu prometo que vou cuidar desse assunto!

Todos abraçaram os recém-casados e começaram a aproveitar a festa. Um DJ colocou o som e muitos se juntaram para dançar. Isabela e Leandro foram pra pista, bem desajeitados, mas estavam juntos e se divertindo e isso era o que importava.

Ju estava encostada em uma estrutura, quando Gil se aproximou.

- E essa cara amarrada vai vencer quando? – ela respirou fundo e sorriu. — Espero que o mais rápido possível!

- Você deveria aproveitar a festa e dançar!

- A única garota com que eu dançaria é você! Mas você ainda não me deu a chance de falar!

- Olha Gil eu não to muito afim! – disse – eu vou ali

- Ju? – protestou Gil

...

- Lia? – chamou Dinho;

- Você voltou! – disse ela sem graça.

- Voltei! – disse ele coçando a cabeça, querendo dizer a coisa certa – E como foram as férias?

- O de sempre. Tédio na veia em dose altíssima! Mas e a sua viajem foi divertida?

- Muito! Eu conheci um bocado de lugares irados. Você teria gostado!

- Imagino que sim! Adoro essa parada de aventura! – ficaram em um silêncio constrangedor. – Mas e ai? Me conta mais! – disse ela

- Você tá linda! – disse ele mudando o assunto

- Ah claro! Esse vestido é lindo! Só que no corpo de outra garota! É horrível sentar com isso!

-Mas você tá incrível! Eu aposto que a pratica leva a perfeição!

- Ok eu agradeço o elogio! Mas prefiro continuar leiga na arte de usar vestidos! – os dois continuaram a conversa, de maneira superficial, mas com tom de ‘quero mais’. Sentiam a velha e complicada cumplicidade retornar. Mas estavam inseguros quanto ao que realmente dizer. Foram afastados apenas por que Lia foi chamada ao palco novamente. A roqueira subiu relutante.

...

Quando terminaram de cantar uma canção escolhida por Leandro para homenagear Isabela, desconectaram as guitarras.

- Gil? – disse Lia percebendo a expressão dele.

- Oi! – disse ele ajeitando a guitarra dentro da capa.

- Qual foi? Essa cara?

- Nada não!

- Para né? Eu não nasci ontem!

...

Juliana estava sentada dentro da tenda onde Isabela estava antes do casamento.

- Ju? – chamou Lia

- Oi! – respondeu ela enxugando o rosto.

- Que foi amiga? Tava chorando?

- Não é que... O casamento... O casamento! Eu fiquei emocionada deu tudo certo!

- Aham sei! – disse Lia abraçando a amiga – Eu sei que a emoção é grande mais é hora do buque.

- E o que? Você quer ir pegar? – disse Ju divertida.

- Não, mas eu sei que a senhora quer! Vamos lá fora! – disse a roqueira puxando a patricinha.

...

Morgana, Rita, Fatinha, Rosa, Tizinha, Marcela, as outras professoras, e as convidadas da festa se aboletaram em busca do buque.

- É um! É dois! E... Já! – disse Isabela jogando o buque que caiu nos braços de Marcela.

- Uhul! – gritaram todos felizes.

Marcela pegou o buque e cheirou as flores sorrindo. Enquanto a música voltava a tocar e as pessoas ocupavam a pista. Cezar chegou afobado.

- Onde foi que você se meteu? – disse Marcela

- Eu tive um problema e acabei me atrasando!

- Atrasando? Atraso se caracteriza por alguns minutos depois do combinado! Você chegou depois da cerimônia e quase no fim da festa!

- O que é isso na sua mão? – questionou ele vendo o buque – Joga isso fora! – brincou.

- Como é que é?

- Isso traz má sorte! Vulgo casamento!

- Quer saber Cezar não se preocupe. Você não está sendo ameaçado!

- Agradeço aos céus!

- Cezar quer saber? Isso não dá certo! Vamos dar um ponto final nisso?

- Tá terminando comigo?

- Isso mesmo!

- Muito bem! Foi bom enquanto durou. – disse ele saindo e indo cantar outras convidadas.

...

- Ju? – chamou Gil

- Oi!

- Não conseguiu o buque?

- Não! Eu bem que queria! Mas até que ele caiu em boas mãos. Quem sabe de mais sorte com sua mãe.

- Ah é! Espero que ela e o Lorenzo se acertem. A Lia me disse que a Raquel liberou o divórcio!

- Sério! Que bom! Olha eu vou comer alguma coisa...

- Ju! Dá pra parar?

- O quê?

- Você tá fugindo de mim desde ontem! Eu to tentando falar com você e você não para de arrumar desculpas.

- Claro que não Gil! Eu só to ocupada mesmo!

- Ok senhora ultra ocupada! Eu só preciso de um minuto! Um minuto pode ser?

- Tá! O que foi?

- Eu fui nessa viagem certo de que a Lia era a garota da minha vida. Eu não posso negar, eu realmente acreditava nisso. Até porque a Lia é uma garota incrível e temos muito em comum.

- Aham claro! Mas você vai ficar elogiando ela o resto da noite? Porque eu to com fome!

- Desculpa! Eu to tentando dizer, que todos esses dias que eu passei longe só serviram pra que eu compreendesse que eu tava cego. Ju eu realmente percebi que cada segundo longe daqui era de você que eu sentia falta!

- É claro, afinal somos grandes amigos.

- Ju, esse é o problema. Eu não quero ser só seu amigo! Eu quero repetir as dose do seu beijo. Quero ficar junto com você. Aproveitar o que temos de bom! – disse ela passando a mão no rosto dela.

- Gil! – interrompeu ela. Tentando se afastar.

-Trouxe isso pra você! – disse estendendo uma das flores que compunham o buque. Ju me dá uma chance?

- Uma chance? – disse ela engolindo seco depois de pegar a flor.

...

Lia caminhou pela festa, mas só encontrou quem ela procurava há alguns metros dali. Dinho estava sentado na areia, absorto ao movimento das ondas. Lia sorriu vendo os cachos dele se moverem no ritmo do vento. A noite já estava se instalando, mas ainda dava para enxergá-lo com clareza. E ele parecia ainda mais lindo do que ela queria.

- Dinho? – chamou ela, e ele a olhou – Posso me sentar?

- Pode! E o mala sem alça cadê?

- O Gil tá por ai! – respondeu ela sorrindo de maneira atrevida.

- E que cara é essa?

- E... Que se tudo der certo vamos ter um novo casal pelos corredores do colégio Quadrante, disputando a atenção do Robson.

- É mesmo?

- Aham! – disse ela e sorrindo satisfeita, e se sentando e olhando ele pelo canto de olho. Para se certificar da reação dele as suas palavras seguintes — Além de nós!

- Nós? – disse ele olhando-a surpreso.

- É Dinho! Eu sei que sou cabeça dura, e que deve ser difícil me aguentar. Mas acabou de vez? Dinho, demoramos tanto pra nos acertar e já brigamos! Será que você pode me desculpar?

- Tá falando sério marrentinha? Eu quase morri esse tempo longe de você. Eu me aventurei bastante, mas eu fiquei o tempo todo sentindo sua falta, pensando em você. Eu to pronto pra brigar quantas vezes for necessário! – disse ele alargando o sorriso — Mas só se for com você!

- Ai meu chatinho! Que lindo! – Dinho se aproximou de Lia, beijando a com muita alegria e a deitando na areia enquanto fazia cócegas na barriga da loira.

- Te amo marrentinha! – disse ele se equilibrando e olhando para ela.

- Te amo mais! – disse beijando ele novamente.

...

- Marcela? – chamou Lorenzo.

- OI Lorenzo! Muito obrigada por ter substituído o Cezar! Eu tava quase tendo um ataque do coração.

- Que bom que eu evitei essa tragédia, mas se tivesse sofrido eu cuidaria de você com muita dedicação. — brincou

- É mesmo? – disse ela sorrindo

- É uma pena que você esteja comprometida! Já que agora eu recebi meu divorcio. – disse ele, sendo mais sincero do que pretendia.

- É mesmo? Que boa noticia! – sorriu ela, baixando as vistas. – Mas a parte de eu ser comprometida, já não é verdade! Eu e o Cezar acabamos de romper! – voltou a olhá-lo.

- Eu gostaria de dizer que sinto muito, mas eu não sinto! Na verdade isso até me faria feliz, caso eu tivesse uma chance.

- É mesmo doutor?

- É mesmo!

- Então está certo! Chance pedida é chance concedida!

...

Ju estava parada sem reação, olhando pra Gil. Seu coração estava acelerado e ela parecia corar. Com seu estomago dando cambalhotas ela sentiu que já não podia resistir. Era verdade, Gil não era só um amigo. Ela gostava dele. Mas não admitira porque sabia que ele tinha sentimentos por Lia e ela não queria se meter em outra roubada. A viagem a deixara agoniada, e cada dia sem ele parecia uma espécie de tortura. Quando o viu entrar pela porta, sentiu que o mundo voltara ao eixo. A pulseira a deixara tão feliz, mas ela se reprendera mentalmente, para não valorizar mais do que o necessário aquele episódio. E desde então havia evitado toda e qualquer chance de receber a noticia da reconciliação. Mas agora ali estava ele, dizendo o que ela nem mesmo ousara sonhar em ouvir.

- Ju? – disse Gil novamente enquanto segurava sua mão. Ju se aproximou dele, tomada por uma coragem que surgira do nada, se encararam pelo que pareceu uma eternidade. Olhos arregalados, mãos tomadas por um leve tremor, coração acelerado. Era tudo ou nada! E eles escolheram tudo. Juliana deixou que Gil a beijasse, um beijo que começou sereno e se tornou mais urgente. Era exata descrição do amor que surgira entre eles há certo tempo. Gil rodeou a cintura dela com uma mão, enquanto a outra acariciava a nuca da garota. Juliana rodeou o pescoço dele e continuaram ali, como se o mundo tivesse desaparecido e só restassem eles.

...

- Vamos voltar? – disse Lia depois de uma longa sessão de beijos.

- Não! – protestou ele — quero ficar aqui pra sempre!

- Para com isso seu maluco. Tá todo mundo na festa. Se bem que ela tá no final, mas daqui um pouco vão sentir nossa falta.

- Tem razão! Mas eu só vou com uma condição! – disse ele puxando ela pela mão e colando seus corpos.

- Adriano! – disse ela como falsa indignação.

- Mais um beijinho e depois banho de lua no meu telhado!

- Mais um beijinho é? – disse ela voltando a beijar ele – Eu topo! Topo tudo! – Dinho a pegou no colo, rodopiando-a. De longe a cena parecia engraçada, e de perto era exatamente isso. Ambos riam como tolos apaixonados, que não iriam mais se separar tão cedo.

...

A festa estava quase no fim, e alguns covidados haviam partido e Isabela e Leandro precisavam ir pra lua de mel. Mas antes a professora resolveu fazer um discurso. Ali no palco de mãos dadas com Leandro ela começou a falar:

- Eu estou muito grata, por todos vocês terem compartilhado esse momento tão importante. Obrigada meus amigos, amigas, alunos. Vocês tornaram tudo ainda mais incrível. Marcela e Juliana eu não sei o que seria de mim sem vocês! – disse ela com a voz começando a embargar. – Muito obrigada eu devo tudo isso a vocês! Mas eu quero agradecer a todos de coração e claro eu não poderia deixar algumas palavras em especial pra todos. Então um pouco de Shakespeare: “Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.” –
dito isso todos aplaudiram o casal e deram vivas de felicidades.Quando eles se beijaram, todos os casais da festa seguiram o exemplo. Lia e Dinho, Fera e Morgana, Ju e Gil, Marcela e Lorenzo, Bruno e Rita... Aquele momento era o momento em que todos acreditam, mesmo que neguem que os Sonhos e o Amor são possíveis. Porque os Sonhos nos ensinam a pensar em grandes coisas e o Amor esse nos ensina a realizar coisas maiores ainda!

Notas finais
Leiam o próximo 'capítulo postado' please? Principalmente aos que querem e torcem por GiLia! Deixem seus comentários ok?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!