Notas iniciais
Novo capítulo! Pronto a curiosidade chega ao fim! Boa leitura!

No dia seguinte, Juliana chegou ao colégio e ficou andando na porta a espera de Gil. Assim que chegou, ele quase teve seu braço arrancado pelo puxão que ela lhe deu.

- Que foi? – disse ele.

- Você comentou esses dias que a audiência da guarda da Lia e da Tatá estava chegando lembra?

- Lembro! – respondeu ele – e...?

- E qual é o dia?

- Hoje!

- Que horas?

- Tipo agora Ju. Ela nem vem pra aula hoje! Eu falei com ela ontem de noite e tudo...

- Droga! – esbravejou Ju

- Por quê?

- Você sabe onde é o Fórum?

- Sei!

- Vamos! – disse arrastando ele.

...

- Ué que oi que deu no povo da sala? – disse Fatinha – Sumiram!

- É hoje a audiência da Lia – disse Dinho.

- E o que você tá fazendo aqui? – disse Fatinha

- Como assim?

-Cara até o Fera que é mais tapado sabe que você deveria ter ido junto! – disse Orelha

- Nas duas ultimas semanas, eu e a Lia só trocamos meia dúzia de palavras, ela não atende minhas ligações, não responde meus e-mails. Eu não posso entrar na casa dela e bom hoje eu atingi a marca de 100 sms! E todos sem resposta.

- E daí? – disse Fatinha.

-E daí? Que a Lia não quer me ver nem pintado de ouro. Eu vacilei feio e ela não quer me perdoar.

- Vai até lá panaca! – disse Orelha

- Impor minha presença? É isso que vocês estão me sugerindo?

- Às vezes ir pra guerra sem colete à prova de balas é necessário! – disse Orelha

- Tudo bem que você pode voltar mutilado, mas ainda assim pode ser o herói. – completou Fatinha.

- Vocês dois beberam hoje? – disse Dinho – Porque finalmente vocês dois fizeram sentido! – disse Dinho abrindo um sorriso e beijando o rosto de Fatinha e o de Orelha. Ele jogou a mochila nas costas e saiu correndo, atropelando Cezar. – Desculpa! – gritou por cima do ombro no fim do corredor.

...

- Obrigada! – disse Ju descendo do Táxi e jogando uma nota. – Fica com o troco! – disse ela arrastando Gil escadas acima. – Com licença! – disse ela pra uma recepcionista entretida com o resumo da novela.

...

Do lado de fora da sala de audiência, Tatá estava com a avó que acariciava seus cabelos. Lorenzo nervoso caminhava de um lado para o outro. Ali perto Raquel e seu advogado estavam aguardando. A primeira conversa entre Lorenzo, Raquel, seus advogados e a juíza havia sido feita. Agora a juíza aguardava o depoimento das meninas que conversariam separadamente com uma conselheira tutelar. A primeira foi Lia que estava lá dentro cerca de 20 minutos. O que para Lorenzo era o mesmo que duzentos anos. Ele estava absorto em seus próprios pensamentos quando ouviu alguém gritando

- TIO LORENZO! – ele olhou em volta e avistou Juliana no fim do corredor sendo segurada por um segurança e Gil também.

- É a Ju! –disse Tatá. Lorenzo caminhou a passos largos até eles.

- Que tá acontecendo aqui? – perguntou confuso.

- Esses dois estavam correndo pelo fórum. Tivemos de detê-los! O senhor os conhece?

- Sim!

- Vamos soltá-los se o senhor se responsabilizar. Caso contrário vamos procurar os pais.

- Pode deixar! – disse o doutor. E prontamente os dois seguranças soltaram os jovens. Afastaram-se apenas o suficiente para ficar de olhos. – O que deu em vocês pra correr e gritar pelos corredores de um lugar como esses? Ficaram malucos.

- Desculpa. Mas já acabou a audiência? – disse Juliana olhando em volta procurando por evidências.

- Não! Daqui a pouco a Lia sai e a Tatá entra!

- A Tatá ainda não falou! – disse Ju aliviada – Graças a Deus.

- Que foi Juliana? – disse Lorenzo vendo que havia algo mais ali.

- Que tá acontecendo? – disse Paulina pra Gil, assim que Juliana arrastou Lorenzo para o canto.

- Não faço a mínima ideia! – tudo o que eu sei é que eu fui arrastado até aqui!

Minutos depois Lorenzo olhou pra Juliana com um misto de incredulidade, raiva e gratidão.

- Vem comigo! – disse Lorenzo e Ju prontamente o seguiu.

- Lorenzo o que foi? – implorou Paulina.

...

Minutos depois, Lia deixou a sala da conselheira e Tatá entraria em dez minutos. Ela não viu ninguém além da irmã, Raquel e o advogado. Quando olhou pro outro lado encontro Paulina apreensiva e Gil segurava a mão da velha.

- Gil? – ela questionou.

- Oi Lia! – disse ele se levantando. – Tá tudo bem?

- Tá!... Quer dizer eu acho que sim! Que foi que houve? Vó?

- Eu não sei! A Ju e seu pai saíram sem dar satisfação e eu to aqui agonizando.

- Pera! A JU? Que a Ju tem a ver com isso?

- Eu a trouxe aqui. Ela parece ter alguma coisa importante. Mas não me pergunte o que é eu não faço a menor ideia! – defendeu-se Gil.

...

Marcela e Isabela estavam nas salas dos professores, quando Cezar entrou.

- o Gil tá bem? – questionou ele

- O Gil? – repetiu marcela – Que foi que ele fez?

- Que foi que ele não fez! – corrigiu Cezar – ele não veio hoje.

- Como não veio? – disse Marcela

- Nem ele, Juliana, Dinho e Lia. Eu ia comentar, mas estou tão animada que acabei esquecendo. Desculpa – disse Bela.

- Vou ligar pra ele agora. Os quatro de uma vez?

- Tudo tem uma boa explicação. A Lia, por exemplo, tá na audiência – disse Cezar.

- Eu já venho! – disse Marcela discando o número do filho.

...

- Tá mãe! Desculpa... Ok... eu ligo! Tchau. – desligou Gil.

Nesse instante, Lorenzo, Ju e a advogada apareceram no corredor. A mulher entrou na sala da Juíza.

- Pai que tá acontecendo? –questionou Lia

- A Ju trouxe...

- Lorenzo, Juliana venham até aqui um momento! – disse a advogada.

- Depois eu explico.

...

Minutos depois, Tatá foi chamada a sala.

- Constância Martins! – leu a conselheira

- Tatá! – corrigiu

- Então Tatá! Me conta um pouco sobre seus pais!

- Meu pai?

- Aham!

...

Depois do depoimento de Tatá, a juíza conversou com a conselheira e depois chamou todos de volta a sala. Juliana, Gil e Paulina esperaram do lado de fora.

- Muito bem – começou a juíza – estamos aqui discutindo a guarda de Lia Martins e Constância Martins. Doutor Lorenzo e Doutora Raquel, depois de averiguar a situação financeira e física de vocês, além de colher os depoimentos das envolvidas no caso, onde algumas graves acusações foram feitas por parte da menor Constância Martins em relação a sua atual casa. – Lia olhou para a irmã mostrando confusão. – eu cheguei a conclusão de quem vai ficar com a guarda.

- Como assim graves acusações? – questionou Lia. A juíza levantou os olhos do papel e fitou Lia.

- Sua irmã nos contou sobre suas fugas, a falta de tempo do seu pai, a má vontade de sua avó...

- Como é que é? – questionou Lia já brava – É mentira juíza. A Tatá está sendo manipulada por essa mulher! A senhora não pode acreditar nessa história.

- Calma Lia! – pediu Lorenzo. Raquel tentava conter o sorriso.

- Acontece que sabemos que todas essas acusações são falsas e forjadas. Chegou ao nosso conhecimento um vídeo. Por favor! – disse a Juíza e logo o vídeo foi projetado na tela

- Então está tudo certo?

- Mas mãe o papai não vai ficar triste?

- Vai, mas lembra quando você caia de bicicleta? Quando se machucava e seu pai colocava o remédio?

- Lembro! Ardia muito!

- Mas depois sarava não?

- Sim!

- Então! Nessa história é a mesma coisa! Se você quer que a gente fique juntos pra sempre, você precisa falar o que eu te disse.

- Tá bem! ... O vídeo continuava, Raquel instruía Tatá a contar sobre as fugas de Lia, dizendo que o pai não havia tomado nenhuma providência. Que Lia era sempre rebelde. A avó sempre reclamava de ter de abandonar sua casa pra cuidar delas. Além de elas sempre passarem pouco tempo com o pai...

Raquel tentou impedir que o vídeo prosseguisse. Mas a juíza não permitiu. Em seguida deu a sentença. Lorenzo era o guardião legal de ambas. Lia rompeu em comemoração e abraçou o pai com muita força.

-Deu certo! Deu certo! Nunca vamos nos separar! – disse ela beijando ele

- Nunca filha!

Tatá ficou sem saber como reagir. Raquel a abraçou

- Desculpa mãe!

- Você não tem culpa de nada! A culpada de tudo fui eu! – disse ela começando a chorar. – A mãe vai estar sempre por perto! – disse ela, beijando o topo da cabeça dela e se levantando. – Lia?

- Fala Raquel! – disse Lia com um sorriso maroto brincando nos lábios. Finalmente estava vendo Raquel ser derrotada.

- Me perdoa! Por ter feito tudo sair dos eixos! Eu espero que um dia você volte a me chamar de mãe! Boa sorte Lorenzo! – disse ela saindo da sala em lágrimas.

- Agora chora! – disse Lia. Lorenzo a abraçou e convidou Tatá pra se juntar a eles. A pequena hesitou, mas foi recebida com carinho.

- Desculpa pai! – disse a baixinha chorando.

- Desculpada! Mas me prometa que nunca mais vai mentir independente de quem te pedir? – disse ele de joelhos.

- Prometo! – ele enxugou as lágrimas dela e a apertou em um abraço. Ela enlaçou o pescoço dele e ele a pegou no colo. E todos saíram da sala.

Paulina finalmente teve sua agonia terminada. Abraçou seu filho e suas netas depois da promessa de que tudo ficaria esclarecido. Lia procurou por Gil e Ju, mas ambos haviam ido pra casa. Assim os quatro entraram no táxi, com muitos planos de comemoração. Paulina estava muito empolgada com o menu do jantar.

...

Ju e Gil entraram na casa dela. Ela jogou a mochila no sofá e ele foi até a cozinha buscar água.

- Alguém já te disse que você é fantástica?

- Só fiz o que tinha que fazer! Eu não podia deixar a Raquel prejudicar o tio Lorenzo daquele jeito! Ela ia tirar a Lia e a Tatá dele sob falsas acusações.

- Mas você fez! Você podia ter visto e simplesmente ignorado!

- Não, não podia! E eu só fiz o que tinha de fazer! E ainda nem saiu a sentença! – deu de ombros enquanto bebia a água.

- Ai como você é modesta! – provocou Gil

- Aguenta aí! – ela disse se levantando – Tenho uma coisa pra você!

- Uma coisa pra mim?

Ela voltou do quarto trazendo uma caixa. E estendeu pra ele. Pegou a caixa e abriu cuidadosamente desembrulhou um porta retrato preto com uma foto dos dois fantasiados no aniversário de Morgana. O quadrinho era todo customizado com guitarras e notas musicais. Escrito Rock and Roll, e Amigos sempre e pra sempre.

- Nossa Ju, que maneiro!

- Bom eu ia fazer um desses pra Lia, algum tempo atrás. Mas aconteceu tudo aquilo. Mas ai você apareceu. Agora é o meu melhor amigo!

- Eu achei incrível! Obrigado mesmo! – disse ele abraçando ela – seremos amigos sempre e pra sempre! – beijou sua bochecha apertadamente. Nesse instante Bruno abriu a porta e pigarreou.

- Bruno! – disse Ju.

- Desculpa atrapalhar! Mas tem alguém querendo falar contigo!

- Lia? – disse Ju assim que Bruno deu passagem a sua visão.

Notas finais
Sei que a parte da Juíza e sentença ficou bem amadora! Mas foi o que eu consegui fazer! To tentando terminar de escrever a história completamente e ver se posto mais rápido!
Provavelmente posto depois do Natal... Então Boas Festas ;)
Não se esqueçam de comentar!
Beijos