Notas iniciais
Boa leitura =)

Autora

O ônibus chega ao destino e todos descem para se esticar, a praia é linda com areia branquinha e um mar esplêndido. Juliana e Dinho fizeram as pazes, ou pelo menos deram um tempo até a próxima briga. O instrutor sarado e bonito chega para ajudá-los. As meninas babam um pouco, menos Ju que diz preferir seu namorado. Já Fatinha se derrete, enquanto arquiteta um plano para seduzir Cezar.

Dinho se oferece pra ajudar as meninas a montarem suas barracas, mas Lia autossuficiente recusa, e acaba gerando um desafio de meninas contra meninos. Ela e Dinho disputam quem monta primeiro a barraca e acabam quase empatados e Dinho diz:

– Pra uma menina você se saiu muito bem!

– Pra um menino você se muito machista! – retruca ela.

Os meninos vão ao delírio e parabenizam Lia pelo feito, as meninas sorriem vitoriosas pela sua representante e em seguida todo mundo vai arrumando suas coisas...

Lia

Depois de ajeitar minhas coisas na barraca e tentar arrumar um lugar pra mala da Ju eu finalmente resolvi me afastar. Aquilo ainda ia longe e eu já estava cansada. Começo a caminhar pela praia e avisto Gil sentado numa pedra observando o mar.

– Nem chegamos e você já se isolou? – cutuco

– É mais forte que eu! – ele diz sorrindo

– É nada! Você venceu seu trauma hoje! Veio com a gente! Daí pra se enturmar é um passo!

– É eu só vim porque duas coisas aconteceram!

– Duas coisas? – pergunto curiosa.

– É, isso aqui – diz tirando um canivete do bolso.

– Um canivete aconteceu? – pergunto confusa.

– Era do meu pai! – ele estende a mão me ajudando a subir e a me sentar ao seu lado – Minha mãe me deu ontem!

– Ah entendi! Posso ver? – pergunto e ele me entrega. – Hum que legal! Tem um monte de coisa útil! – digo observando – e é do seu pai, então deve ser muito especial.

– É! Minha mãe disse que meu pai ganhou quando era pequeno, gravou o nome deles em uma árvore depois do primeiro beijo, abriu a garrafa de vinho quando ela aceitou e casar com ele. Esse tipo de coisa!

– Ual! É especial mesmo! Eu ficaria suspirando, mas isso é mais a cara da Ju! – digo cutucando ele – E você vai usar isso pra gravar o nome de alguém?

– Talvez! – diz incomodado.

– Olha que se a galera ouve, vai achar que é o meu!

– Quem sabe! – ele responde.

– E o outro motivo? – digo mudando de assunto

– Outro motivo?

– É cabeça! Que fez você mudar de ideia?

– Você!

– Ah como assim eu?

– Ué, nossa conversa lá na escola lembra! Você disse que eu devia tentar e ... eu tentei!

– Hum

– Obrigado por ter ficado comigo! — minha nossa o que está acontecendo? Acho que é um clima?

– O casal! – diz uma voz e viramos pra olhar – O professor tá chamando! – diz Dinho.

– Já vamos! – eu digo levantando, agradecida pela quebra de momento. – Vamos lá? – digo pra Gil e ele se levanta.

Autora

O professor reuniu todo mundo e começou a explicar que deveriam sempre andar no mínimo em duplas. E que um trabalho começaria a ser feito, e que cada dupla deveria pesquisar em volta a flora e a fauna. Assim com uma caderneta ele começou a sortear os nomes.

– Ju e Gil, Fatinha e Pilha, Morgana e Fera, Rafa e Orelha, Lia e Dinho...

Depois de alguns protestos e reclamações, o professor entregou algumas instruções, que os alunos deveriam seguir.


Gil

– Nossa essas duplas são a maior furada! – disse Lia

– Eu acho que eu dei sorte, cai com sua amiga! – eu digo.

– Talvez! A Ju não curte muito essas coisas de mato, então boa sorte!

– Em compensação você pegou o Dinho!

– Compensação? Tenho quase certeza que vamos acabar nos matando! É sempre assim, a gente fica junto e dá curto circuito.

– Isso é ruim! — eu digo sem saber o que dizer, aliás, a vontade de beijar ela está de volta. Minha nossa o que está acontecendo comigo?

– Gil? Gil? – eu volto a prestar atenção nela.

– Desculpa.

– Que isso cara tá com a cabeça aonde?

– Deixa pra lá! O que você estava falando?

– Vamos entrar na água?

– Melhor não!

– Tá todo mundo lá! Vamos?

– Vai lá eu olho suas coisas. – ela dá de ombros e tira a camisa e o short que estava vestida e com um biquine preto corre na direção da água.

– Que isso ein! – diz Orelha – Até a Lia está me surpreendendo! Toda aquela marra de roqueira, aquelas mechas e sei lá mais o que...

– Esconde esse corpão – diz Fera.

– Diz aí Dinho! Pode falar a dona encrenca tá longe! – diz Orelha provocando.

– É! – ele resmunga.

– Mas olha a Fatinha! – diz Pilha.

– A Fatinha não é novidade, a roupa que ela usa e o biquíni são quase a mesma coisa! — diz Orelha. – Mas diz ai meu caro Gil...

– Dizer o que cara?- eu pergunto.

– Gostou?

– Do que cara?

– Da minha vó! Você viu o maio de bolinha dela? – ele diz irônico – to falando da Lia.

Lia

– Nossa que delicia essa água

– Tá mesmo! – diz Ju. – Mas só de pensar que depois não vamos ter um chuveiro descente pra tomar banho...

– Qual é Juliana, larga de ser fresca!

– Nada ver amiga! A propósito a galera tava comentando...

– O que? Se é que eu realmente quero saber!

– Você e o Gil!

– Ah! – essa história tá rendendo mais do que eu queria.

– Eu to achando o máximo! Agora você vai entender o porquê de às vezes eu ficar tão desligada!

– Ei, ei eu não to namorando ninguém e outra eu não sou esse tipo de garota que esquece o mundo por causa de um cara. Aliás, quer saber eu vou pra barraca to a fim de descansar um pouco. Depois com certeza a noite vai ser longa!

– Vou com você! – ela diz

– Não fica com a galera, vai ficar com o Dinho! Aliás, se eu fosse você ficava de olho! Os meninos estão lá na praia olhando a gente. Eles são uns idiotas e e por isso que eu vou sair o mais rápido possível do campo de visão deles.

– Aff!

– É amiga fica de olho! – digo provocando, e ela sai correndo atrás dele. Eu saio da água e vou correndo pra área das barracas pegar uma toalha. Abro a barraca com cuidado pra não molhar nada, pego minha mochila e abro pegando minha toalha e me enrolando. – Ai que susto – eu digo quando viro e vejo Gil

– Desculpa, eu trouxe suas coisas pra cá. E ai você chegou eu vim entregar.

– Valeu. Você perdeu a água tá uma delicia – eu digo torcendo o cabelo.

– Talvez amanhã eu entre.

– Por que amanhã?

– Sei lá! – eu abro a mochila pra pegar uma presilha para o cabelo. – Não prende não. – ele diz puxando ela da minha mão.

– Não? Por quê? Qual é Gil me devolve.

– Não! – ele diz escondendo ela.

– Qual foi garoto me devolve – tento pegar e acabo indo pra cima dele.

– Fica longe de mim! – ele diz – Você vai me molhar!

– Você quem pediu — eu digo correndo atrás dele e ele tenta se esquivar correndo entre as árvores – Te peguei – eu digo deixando ele encurralado.

– Não, não não você vai me molhar! – ele diz suplicante

– É mesmo? Deveria ter pensado nisso antes de mexer com a garota errada! – eu digo, mas ele segura meus braços na tentativa de me manter afastada. – Ahhh. – grito antes de cair no chão, com ele por cima de mim. Mas uma vez as coisas estão ficando realmente perigosa, ele está se aproximando...

– Cof Cof... – alguém interrompe, fazendo com que Gil saia de cima de mim e me ajude a levantar. – Vim te chamar pra começar o trabalho! – diz Dinho parecendo irritado.

– Já? – eu questiono.

– É eu quero me livrar logo disso pode ser?

– Tá eu só vou me trocar e já volto. – digo indo pra barraca.


Notas finais
Espero que gostem! Comentem... ^^