Sonhos E Amor
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Autora
O ônibus chega ao destino e todos descem para se esticar, a praia é linda com areia branquinha e um mar esplêndido. Juliana e Dinho fizeram as pazes, ou pelo menos deram um tempo até a próxima briga. O instrutor sarado e bonito chega para ajudá-los. As meninas babam um pouco, menos Ju que diz preferir seu namorado. Já Fatinha se derrete, enquanto arquiteta um plano para seduzir Cezar.
Dinho se oferece pra ajudar as meninas a montarem suas barracas, mas Lia autossuficiente recusa, e acaba gerando um desafio de meninas contra meninos. Ela e Dinho disputam quem monta primeiro a barraca e acabam quase empatados e Dinho diz:
– Pra uma menina você se saiu muito bem!
– Pra um menino você se muito machista! – retruca ela.
Os meninos vão ao delírio e parabenizam Lia pelo feito, as meninas sorriem vitoriosas pela sua representante e em seguida todo mundo vai arrumando suas coisas...
Lia
Depois de ajeitar minhas coisas na barraca e tentar arrumar um lugar pra mala da Ju eu finalmente resolvi me afastar. Aquilo ainda ia longe e eu já estava cansada. Começo a caminhar pela praia e avisto Gil sentado numa pedra observando o mar.
– Nem chegamos e você já se isolou? – cutuco
– É mais forte que eu! – ele diz sorrindo
– É nada! Você venceu seu trauma hoje! Veio com a gente! Daí pra se enturmar é um passo!
– É eu só vim porque duas coisas aconteceram!
– Duas coisas? – pergunto curiosa.
– É, isso aqui – diz tirando um canivete do bolso.
– Um canivete aconteceu? – pergunto confusa.
– Era do meu pai! – ele estende a mão me ajudando a subir e a me sentar ao seu lado – Minha mãe me deu ontem!
– Ah entendi! Posso ver? – pergunto e ele me entrega. – Hum que legal! Tem um monte de coisa útil! – digo observando – e é do seu pai, então deve ser muito especial.
– É! Minha mãe disse que meu pai ganhou quando era pequeno, gravou o nome deles em uma árvore depois do primeiro beijo, abriu a garrafa de vinho quando ela aceitou e casar com ele. Esse tipo de coisa!
– Ual! É especial mesmo! Eu ficaria suspirando, mas isso é mais a cara da Ju! – digo cutucando ele – E você vai usar isso pra gravar o nome de alguém?
– Talvez! – diz incomodado.
– Olha que se a galera ouve, vai achar que é o meu!
– Quem sabe! – ele responde.
– E o outro motivo? – digo mudando de assunto
– Outro motivo?
– É cabeça! Que fez você mudar de ideia?
– Você!
– Ah como assim eu?
– Ué, nossa conversa lá na escola lembra! Você disse que eu devia tentar e ... eu tentei!
– Hum
– Obrigado por ter ficado comigo! — minha nossa o que está acontecendo? Acho que é um clima?
– O casal! – diz uma voz e viramos pra olhar – O professor tá chamando! – diz Dinho.
– Já vamos! – eu digo levantando, agradecida pela quebra de momento. – Vamos lá? – digo pra Gil e ele se levanta.
Autora
O professor reuniu todo mundo e começou a explicar que deveriam sempre andar no mínimo em duplas. E que um trabalho começaria a ser feito, e que cada dupla deveria pesquisar em volta a flora e a fauna. Assim com uma caderneta ele começou a sortear os nomes.
– Ju e Gil, Fatinha e Pilha, Morgana e Fera, Rafa e Orelha, Lia e Dinho...
Depois de alguns protestos e reclamações, o professor entregou algumas instruções, que os alunos deveriam seguir.
Gil
– Nossa essas duplas são a maior furada! – disse Lia
– Eu acho que eu dei sorte, cai com sua amiga! – eu digo.
– Talvez! A Ju não curte muito essas coisas de mato, então boa sorte!
– Em compensação você pegou o Dinho!
– Compensação? Tenho quase certeza que vamos acabar nos matando! É sempre assim, a gente fica junto e dá curto circuito.
– Isso é ruim! — eu digo sem saber o que dizer, aliás, a vontade de beijar ela está de volta. Minha nossa o que está acontecendo comigo?
– Gil? Gil? – eu volto a prestar atenção nela.
– Desculpa.
– Que isso cara tá com a cabeça aonde?
– Deixa pra lá! O que você estava falando?
– Vamos entrar na água?
– Melhor não!
– Tá todo mundo lá! Vamos?
– Vai lá eu olho suas coisas. – ela dá de ombros e tira a camisa e o short que estava vestida e com um biquine preto corre na direção da água.
– Que isso ein! – diz Orelha – Até a Lia está me surpreendendo! Toda aquela marra de roqueira, aquelas mechas e sei lá mais o que...
– Esconde esse corpão – diz Fera.
– Diz aí Dinho! Pode falar a dona encrenca tá longe! – diz Orelha provocando.
– É! – ele resmunga.
– Mas olha a Fatinha! – diz Pilha.
– A Fatinha não é novidade, a roupa que ela usa e o biquíni são quase a mesma coisa! — diz Orelha. – Mas diz ai meu caro Gil...
– Dizer o que cara?- eu pergunto.
– Gostou?
– Do que cara?
– Da minha vó! Você viu o maio de bolinha dela? – ele diz irônico – to falando da Lia.
Lia
– Nossa que delicia essa água
– Tá mesmo! – diz Ju. – Mas só de pensar que depois não vamos ter um chuveiro descente pra tomar banho...
– Qual é Juliana, larga de ser fresca!
– Nada ver amiga! A propósito a galera tava comentando...
– O que? Se é que eu realmente quero saber!
– Você e o Gil!
– Ah! – essa história tá rendendo mais do que eu queria.
– Eu to achando o máximo! Agora você vai entender o porquê de às vezes eu ficar tão desligada!
– Ei, ei eu não to namorando ninguém e outra eu não sou esse tipo de garota que esquece o mundo por causa de um cara. Aliás, quer saber eu vou pra barraca to a fim de descansar um pouco. Depois com certeza a noite vai ser longa!
– Vou com você! – ela diz
– Não fica com a galera, vai ficar com o Dinho! Aliás, se eu fosse você ficava de olho! Os meninos estão lá na praia olhando a gente. Eles são uns idiotas e e por isso que eu vou sair o mais rápido possível do campo de visão deles.
– Aff!
– É amiga fica de olho! – digo provocando, e ela sai correndo atrás dele. Eu saio da água e vou correndo pra área das barracas pegar uma toalha. Abro a barraca com cuidado pra não molhar nada, pego minha mochila e abro pegando minha toalha e me enrolando. – Ai que susto – eu digo quando viro e vejo Gil
– Desculpa, eu trouxe suas coisas pra cá. E ai você chegou eu vim entregar.
– Valeu. Você perdeu a água tá uma delicia – eu digo torcendo o cabelo.
– Talvez amanhã eu entre.
– Por que amanhã?
– Sei lá! – eu abro a mochila pra pegar uma presilha para o cabelo. – Não prende não. – ele diz puxando ela da minha mão.
– Não? Por quê? Qual é Gil me devolve.
– Não! – ele diz escondendo ela.
– Qual foi garoto me devolve – tento pegar e acabo indo pra cima dele.
– Fica longe de mim! – ele diz – Você vai me molhar!
– Você quem pediu — eu digo correndo atrás dele e ele tenta se esquivar correndo entre as árvores – Te peguei – eu digo deixando ele encurralado.
– Não, não não você vai me molhar! – ele diz suplicante
– É mesmo? Deveria ter pensado nisso antes de mexer com a garota errada! – eu digo, mas ele segura meus braços na tentativa de me manter afastada. – Ahhh. – grito antes de cair no chão, com ele por cima de mim. Mas uma vez as coisas estão ficando realmente perigosa, ele está se aproximando...
– Cof Cof... – alguém interrompe, fazendo com que Gil saia de cima de mim e me ajude a levantar. – Vim te chamar pra começar o trabalho! – diz Dinho parecendo irritado.
– Já? – eu questiono.
– É eu quero me livrar logo disso pode ser?
– Tá eu só vou me trocar e já volto. – digo indo pra barraca.
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