Notas iniciais
Oi minha gente. Para quem estava se perguntando, não, eu não MORRI, foi quase isso, mais não cheguei a tanto.
É por causa da ETEC e espero que vocês entendam, mas não é tão fácil conseguir tempo e inspiração para escrever.
Realmente peço desculpa a todos que estavam esperando esse capítulo a tanto tempo, NÃO SE MANTEM POR ISSO, PLIZ >.
Eu terminei hoje de escrever, e até que gostei do resultado, tomaré que vocês gostem também.

– Só um copo de chocolate quente, por favor – devolvo o cardápio para o garçom que pega no mesmo segundo e da às costas para a gente.

Volto minha atenção para Mio que está a minha frente, mas ela está comendo o garçom com os olhos e fazendo um estranho ronronar de gato bem baixinho. O que acho totalmente pervertido de se fazer em plena manhã. O gesto ainda é ampliado quando ela pega um cacho do cabelo entre o polegar e o indicador e começa a mexê-lo lentamente, com um dedo entre os lábios e os olhos mel semicerrado de forma sexy.

Pelos pôneis malditos do mundo, o que fiz para merecer isso em plena manhã de segunda-feira?

Bato uma mão com tudo na testa, de forma meio monga e incompreendida, tanto que faz um barulho surdo, mas não me impede de ir deslizando a mão pelo rosto, deixando-o todo deformado, tipo um dos monstros do filme Monstros S.A.

– Você pode parar com isso, por favor – peço, contendo meu nojo.

– Credo Faye, você precisa se soltar mais – ela joga o corpo mais para trás da cadeira, se encostando completamente no recosto acolchoado. – Eu vi que você ficou olhando aquele garçom delicia também – diz ela com um sorriso malicioso nos lábios carnudos e cobertos de gloss de morango – então, se curtiu se permita ir atrás, porque se repreender nessa vida não é uma opção.

Sim, o garçom é um pedaço de mau caminho, com aqueles olhos acinzentados com uma pitada de malícia que é acentuado com seu sorriso maroto, o rosto quadrado, um físico muito bem formado na academia e o cabelo castanho escuro arrepiado para cima. Ele com certeza é o meu tipo, mas hoje não posso me distrair com isso.

A morena me encara com seus lindos olhos caramelos e sei que do jeito dela, ela está mais que certa, mas não vou concordar de jeito nenhum.

– Não viemos aqui para dar em cima de garçons, Mio, mas para ver se o Chay passou ou não – digo, quase sussurrando as últimas palavras.

– Relaxa – diz ela, jogando a cabeça para trás, encostando no recosto do acento. – Se você fez a prova como acho que fez, essa bolsa já está mais que no papo.

– Mas do mesmo jeito... – me interrompo quando o garçom delicia volta com nossos pedidos e antes de sair ele entrega um guardanapo com o número de telefone dele para Mio e dá uma piscada de olho para ela, que dá um sorriso enorme, jogando na minha cara que conseguiu o que queria.

Sem pensar, eu reviro meus olhos, cansada de sempre ela jogar essas coisas na minha cara. Pigarreio uma vez e tento voltar a minha linha de raciocínio de onde parei.

– Como eu estava dizendo, sem distrações Mio – estreito meus olhos acinzentados para ela entender a minha opinião.

– Tudo bem, sem mais distrações daqui para frente – diz, a contragosto.

– Acho bom mesmo – digo, levantando o copo de chocolate à boca e me deliciando com o sabor.

Chocolate com certeza é a minha droga, porque sempre que tomo me sinto perfeitamente bem, feliz, disposta para subir em um ice berg se possível.

Continuo bebericando minha deliciosa bebida, quando por reflexo, meus olhos seguem o sino da porta de entrada do estabelecimento e no mesmo segundo quase me engasgo e cuspo toda a bebida na cara de Mio, mas consigo me conter. Olho mais uma vez para ter certeza e tento sutilmente deslizar da cadeira, para que possa sair do café engatinhando, se possível.

– O que você tem? Por que está se encolhendo na cadeira até sumir? – A morena olha para onde eu estava olhando segundos antes e depois de seguir o mesmo caminho que fiz com meus olhos, ela solta um sorriso malicioso. – Ah, você conhece aquele gato ali? – Ela pergunta apontando para o garoto, agora encostado no balcão de atendimento.

Não, não conheço, e por mim nunca chegarei a conhecer, penso, me encolhendo ainda mais. Talvez eu consiga me fundir ao estofado se continuar tentando.

– Não, eu definitivamente não o conheço – falo quase sussurrando.

Desvio minha atenção daquele garoto alto, vestido de um jeito sofisticado e esnobe. Tento fingir que achei uma coisa muito interessante do lado de fora do café, talvez aquela formiga ali carregando um pedaço de pão maior que ela. Pelo menos a janela é grande e muito ampla e a paisagem lá fora é muito linda, mas não consigo evitar olhar de soslaio para o garoto no balcão.

– Para mim parece que você o conhece, Chay – Mio brinca com a minha cara e o que me irrita é seu sorrisinho desdenhoso entre os lábios.

– Eu realmente não o conheço, apenas o vi uma vez e ele ia me deixar tostar ao sol – meu tom de voz é irritado, pois tudo que ele fez vem a minha mente como flashes rápidos, quase que um tapa na cara.

– Ah, então esse é o famoso japonês que disse que você seria incinerada pelo sol. – Ela levanta uma sobrancelha, o avaliando minuciosamente. – Ele é um pedaço de mau caminho oriental. Mesmo eu não gostando de peixe cru, por ele eu faria uma exceção – diz ela em um tom pervertido.

– Não Mio, você não tem noção do quão rabugento e chato ele é. Por mim eu bateria a cabeça dele no balcão, mas eu zelo por esse estabelecimento bonito – estreito meus olhos para ele, o fuzilando com meu raio lazer imaginário.

Depois de um minuto das duas olhando para o garoto sem piscar ou desviar a atenção, a morena a minha frente estreita seus olhos de forma conspiradora e solda uma risada digna de vilã da novela das oito.

– Você se sente atraída por ele – Mio diz quase que gritando e com um sorriso enorme nos lábios.

Arregalo meus olhos no mesmo segundo, em choque.

– Que idéia absurda é essa agora? – Franzo a testa e desvio meu olhar do dela. – É claro que não, não me sinto atraída por ele. Talvez pelo Hulk, não sei, mas ele, nunca. Em hipótese alguma. Nunca mesmo. Nem que Hitler em pessoa viesse me torturar.

Solto uma risadinha frenética e sinto que a qualquer momento vou me lançar contra o vidro da janela, no maior estilo 007 e sair correndo como uma louca em chamas.

Uma vontade assassina flui entre minhas veias para matar a minha amiga nesse segundo, antes que aquele oriental babaca perceba que ela não para de encará-lo, quase que dando um tapa na cara dele, de uma forma não-verbal, ou seja lá o que isso possa ser. Talvez meio stalker, não sei, mas ainda quero correr, muito.

– Sim, você sente algo por ele ou se não sente vai sentir – diz ela se levantando em um pulo e como se estivesse dizendo que a qualquer momento ficarei com dengue ou qualquer outra doença. O que acho mais preferível que isso aqui.

– Aonde você vai? – franzo a testa e quase arregalo os olhos. Ela não vai fazer o que estou pensando, não é?

– Vou falar com o oriental gostosão ali.

– Não – Agarro a manga do cardigã salmão dela, como se fosse um bote salva vidas a deriva. – Mio ele já me viu uma vez, não posso correr esse risco – digo, quase implorando.

– Relaxa Faye, ele viu você como Chay, agora ele verá como Faye e cairá de quatro por você.

Pelo poder do meu esfuminho, eu devo estar em um pesadelo daqueles que a qualquer segundo cairei em uma vala enorme e escura e ai acordarei, penso, mas sei que isso não é um pesadelo e que a vala não vai aparecer para me engolir, infelizmente.

Continuo agarrando a manga do cardigã de Mio, até os nós dos meus dedos aparecerem e ficarem brancos, mas essa é a única forma de impedir que ela siga com essa merda.

– Me solta Faye, você vai esticar meu cardigã preferido – balanço a cabeça e negativa. – Muito bem então, você pediu por isso. – Mio toma fôlego por um segundo e abre a boca em seguida. – Ei garoto oriental encostado no balcão! – ela grita e todos no café ouvem em alto e em bom som.

Aquele garoto bebericando de forma despreocupada seu chá virá sua atenção para a minha mesa. Por um segundo seus olhos castanhos queimam nos meus e sinto que meu rosto está pegando fogo.

– Você mesmo – Mio aponta com a outra mão livre para ele. – Minha amiga ama japoneses e ela te achou um gatinho, não quer vir se sentar com a gente?

Eu morri. Eu juro que morri. Ou no mínimo estou me fingindo de morta como aqueles cachorros treinados da TV.

Deus, por que isso tem que acontecer comigo? Por que um raio não cai na minha cabeça, um buraco abre no chão e me engole, um bando de unicórnios saltitantes me esmaga ou um panda senta em cima de mim?

O garoto levanta uma de suas sobrancelhas bem desenha, não entendendo muito a situação, mas quando acho que ele vai dar as costas para gente e mandar sem palavras alguma para que nós tomemos naquele lugar que o sol não bate; ele levanta um pouco os lábios em um sorriso e deixa a xícara em cima do balcão e se direciona para a minha mesa.

Seria uma boa hora – na verdade não tem hora melhor que essa –, para a manada de unicórnios saltitantes aparecer, penso.

Não me dou tempo para raciocinar direito. Agarro a minha mochila e salto em um segundo da minha cadeira. Mio começa a gritar meu nome, mas já estou a caminho da porta de vidro. Por um segundo, solto um suspiro de alívio, mas é cedo demais para isso, pois a porta do café é aberta e bate diretamente na minha cara, fazendo com que eu caia para trás de bunda no chão.

Por alguns minutos não entendo a situação, muito menos o que aquele bando de gente com cara borrada está fazendo ao meu redor, só tenho certeza da dor que sinto na testa e na minha bunda.

Alguém pega minha mão e passa em volta de seu pescoço, no mesmo segundo sou rebocada do chão e não sei quando cheguei à cadeira, mas estou sentada e o mundo continua a girar meio borrado ao meu redor.

– Está tudo tãooo borrado – digo de forma meio bêbada e enjoada. – Dá para fazer a sala parar de girar?

Sinto que meu corpo está molenga como uma gelatina e a qualquer momento vou vomitar tudo que comi, o que não é legal, já que prefiro a ideia do meu café da manhã dentro de mim e não fora.

– Abaixe a cabeça, fique com ela entre os joelhos e respire fundo.

Alguém me diz, mas sua cara borrada não me diz muita coisa, mas essa mesma pessoa amarra um lenço na minha testa ou sei lá o que, mas ele coloca algo na minha testa, isso é certeza e a sensação do tecido gelado contra minha pele ardendo de dor e vergonha é muito reconfortante.

Sem hesitar, eu faço tudo que ele me mandou fazer. Fico alguns minutos com a cabeça entre os joelhos, somente respirando e me sinto melhor a cada lufada de ar que entra para dentro de meus pulmões.

– Está melhor Faye? – escuto Mio perguntar ao meu lado. Pelo tom de voz ela está muito preocupada.

Não tenho forças para responder sua pergunta, então com uma das mãos, mas com a cabeça ainda entre os joelhos, faço um sinal de positivo para ela.

Bem, pelo menos aprendi uma lição hoje: não leve sua melhor amiga para a escola que você quer estudar e muito menos saia correndo de encontro a uma porta de vidro, isso dói, não é como nos desenhos animados.

– Tome.

Levanto a cabeça para ver o que é que tenho que pegar e fico maravilhada com a visão. Um cupcake de chocolate com cobertura de baunilha é me oferecido, sem hesitar eu pego o bolinho entre os dedos, tiro o papel da embalagem e coloco todo o bolinho na boca, sem me importar com as idiotas regras de etiqueta que não tenho.

Mastigo o bolinho lentamente, saboreando o delicioso gosto de chocolate e baunilha. No mesmo segundo o chocolate começa a fazer efeito em meu organismo e me sinto muito melhor.

– Vou pegar um pouco de chocolate quente para você – diz Mio. Provavelmente ela quer me recompensar por passar esse mico.

– Não, eu quero Toddynho de caixinha, gelado – murmuro como uma criancinha chorona faria.

– Tudo bem, Toddynho então.

No mesmo segundo, ela some da minha vista, indo parar do outro lado do café, na frente do balcão para fazer o pedido.

Ainda me sinto terrivelmente cansada por tudo, por isso, deixo minha cabeça tombar para trás, indo de encontro ao recosto estofado da cadeira e a janela de vidro. Provavelmente estou no mesmo lugar que fugi minutos antes.

Escuto um movimento na cadeira a minha frente e sinto ser observada. Não arrumo meu corpo, continuo sentada de lado, mas deixo minha cabeça cair na direção da cadeira do outro lado da mesa.

Vejo olhos de um castanho intenso me observando, na verdade parecem mais fendas do que olhos e assim que ele percebe que estou olhando ele dá um sorriso de canto.

– Oi – ele diz, de forma meio sedutora. – Eu já não te vi antes?

Meus olhos se arregalam em espanto.

Estou ferradinha. Meu plano babou geral.

Rapidamente balanço a cabeça em negativa.

Não, isso não foi um pesadelo. Aquele garoto desprezível ainda está aqui, sentado na minha mesa, a minha frente com um sorriso babaca na cara.

Pelo que parece ela deixa para lá o fato de já ter me visto em algum lugar e decide perguntar outra coisa.

– Por favor, não saia correndo novamente, talvez dessa vez você consiga um traumatismo craniano – ele debocha da minha cara, o que faz meu sangue ferver por dentro.

– Talvez eu consiga fazer você ter um traumatismo craniano – digo de forma ameaçadora e hostil.

Tento esconder minhas mãos fechadas em punhos, pois ao contrário vou acertar a cara dele em dois segundos.

– Ótima forma de agradecer a pessoa que te rebocou do chão, coloca-a sentada nessa cadeira que sua bunda encosta, falou a forma para passar o enjoou, colocou o lenço em sua testa e ainda deu um bolinho. – Ele levanta uma de suas perfeitas sobrancelhas de forma desdenhosa.

Processo tudo que ele disse e automaticamente passo a mão pela testa. Sinto o tecido fino e caro do lenço de bolso que ele amarrou na minha tesa, provavelmente deve ser seda pura. No mesmo segundo arranco o pedaço de tecido da testa e jogo para ele em cima da mesa.

– Tome o seu lenço. Eu não quero nada seu e por isso só vou dizer uma vez para não ficar em dívida com você... obrigada – digo o agradecimento desviando meu olhar do dele.

Mio volta correndo com uma caixinha de Toddy entre as mãos e entrega de forma desajeitada para mim. Coloco o canudinho e começo a beber o líquido, que parece mais um néctar para mim.

O garoto observa meus movimentos e depois se levanta da cadeira, com o lenço em uma das mãos. Olho para ele de forma desdenhosa e Mio agradece por tudo que ele fez para mim.

– Bem, cuide-se, arco-íris e da próxima vez, agradeça corretamente, do contrário, a ensinarei – com essa ameaça ele dá as costas para nos e vai de encontro à porta de saída do café.

Arco-íris? Aff, que apelido tosco baseado nas minhas mexas coloridas, mas eu gosto das minhas mexas, elas combinam com meu cabelo loiro acinzentado. Da mesma forma, esse apelido me deixa com raiva, porque é vindo diretamente desse idiota oriental.

Mio não diz nada até ele sair, mas já sinto que ela despejara um enxame de palavras que já estou preparada para fingir que ouso. Assim que ele passa pela porta de vidro e se vai, a morena volta sua atenção para mim, com seus olhos caramelos semicerrado, de forma felina.

– O que você estava pensando, Faye? Sair correndo daquele jeito e ainda destratar o garoto. Você está louca?

– Olha Mio, para começo de conversa, nada disso teria acontecido se você não tivesse gritado para ele vir se sentar com a gente. Você praticamente me ofereceu como um sacrifício humano. E em segundo lugar, só estou devolvendo do próprio remédio dele, pois quando eu estava vestida de Chay foi dessa maneira que fui tratada.

Depois de meu discurso de revolta, pego minha mochila e me levanto da cadeira, contorno o corpo da morena e saio sem falar mais nada.

Não digo mais nada em relação ao assunto e Mio que está me segundo a alguns passos atrás de mim também não diz absolutamente uma palavra, o que é raro para ela, mas estou muito brava.

Seguimos pelo Caminho de Tijolos Amarelos, perto do prédio que fiz o exame psicológico, aquele que parece a catedral de uma igreja. Não vejo nenhum mural ou papel grudado em algum lugar, apenas uma tela enorme de plasma presa no que seria o mural ao lado da porta de madeira do prédio.

Não tem ninguém à vista, então me encaminho até a estranha tela. Não é possível que tenha que ver TV nessa situação. Estranho essa tela aqui, pois posso jurar que não estava aqui antes, mas como estava toda enfaixada e com efeito de remédio, não sei dizer muito bem.

Assim que fico de frente para a tela, ela se liga com o plano de fundo com o brasão da academia. Uma voz eletrônica fala algumas palavras e pede os meus dados pessoais. Olho uma vez para Mio, que agora está ao meu lado e ela também acha tudo isso muito estranho.

Como sou uma pessoa que a tecnologia renega, tento escrever com cuidado os dados, mesmo que aquele teclado de touchcreen, sou uma negação. Em um minuto percebo que é aqui que vou ver se passei ou não. Sério que achei eles iriam pendurar um cartaz de cartolina em algum mural por aí? Isso aqui não me surpreende.

Coloco todos os meus supostos dados e depois de alguns segundos processando os dados, aparece uma janela com o formato de mão, a voz eletrônica diz para que eu coloque a mão ali, para a leitura das digitais. Ótimo. Leitura de digital.

– Isso não quer dizer que vão descobrir que você não é você de verdade? – pergunta Mio.

Ela tem razão. Por mais que eu e Chay sejamos gêmeos, a gente não tem as digitais iguais.

– Muito provável que sim, mas já chegamos até aqui, se tiverem que descobrir que seja agora – digo, olhando para todos os lados para ver se não tem ninguém e coloco minha mão para a leitura.

Depois de três segundo carregando o arquivo de leitura a resposta para a pergunta que estou me fazendo há algum tempo aparece na tela e eu fico estática no lugar, lendo letra por letra, junto com Mio que parece que a qualquer momento vai cair durinha no chão. Isso não é possível!

Notas finais
Não posso garantir que garantir que semana que vem poste o novo capítulo, mas vou tentar. Se vocês gostaram desse capítulo e já estão desconfiando até do irmão para ser o Artista Misterioso, esperem a continuação >.
Espero por vocês

Beijinhos com açúcar