Sonhos Distorcidos - Original
4 03 - Teste de BURRICE
Notas iniciais
Espero que todos gostem desse capitulo.
– Não tenho culpa se você é tapado?! – repito as palavras daquele cretino. – Me poupe. A humanidade não tem culpa por você ter sido educado por macacos rabugentos.
Pelos quinze minutos que estou andando como uma tonta, eu estou resmungando e pensando em quais são as melhores formas de matar/torturar aquele imbecil.
Estou tão revoltada que não presto um segundo de atenção ao meu redor; o que é quase um crime, já que a academia Royal é tudo que eu imaginei que fosse e muito mais; elegante, deslumbrante, rodeado de arte, luxuosa... mas agora eu só tenho um objetivo: matar um certo oriental de uma figa.
Estou tão distraída em meus devaneios que nem noto a pessoa a minha frente e bato com tudo em seu ombro, indo de bunda direto para o chão frio.
– Ai. Você não olha por onde anda não, oh imbecil? – resmungo furiosa.
– Eu é que pergunto: você não sabe como usar os olhos não, baixinho afeminado?
No mesmo segundo me esqueço da dor na bunda e do meu orgulho ferido e num sobressalto me coloco de frente com o cara mal-educado, quer dizer, quase isso, já que obviamente ele é mais alto que eu e meus olhos encaram seu queixo quadrado e forte.
– Q-quem você esta chamando de baixinho afeminado? – pergunto com medo de ter sido descoberta, o que seria uma merda.
Ele levanta uma de suas espessas e bem desenhadas sobrancelhas negras e eleva a mão acima da minha cabeça, medindo a minha atura com ela.
– Obviamente que o único tampinha com cara de menininha aqui é você – diz zombeteiro e só para finalizar sua cara de cafajeste, seus lábios se elevam em um sorriso de deboche, o que é acentuado pelos dois piercing que ele possui abaixo do lábio inferior.
Meu coração que pulsava a mil por achar que por um minuto tinha sido desmascarada se aquietou, mas nem por isso minha raiva tinha se esvaído.
Qual é o problema das pessoas daqui? Tomaram leite vencido no café da manhã? Ou são apenas um bando de riquinhos que acham que podem tudo? Bem, seja lá qual for o problema, eu não vou aturar ser xingada de cabeça baixa e com o rabinho entre as pernas como um cachorro de rua.
– Você só pode estar querendo morrer – digo cerrando os punhos e os dentes.
– E quem vai me matar? Um chiuaua como você? – ele aumenta seu sorriso de deboche.
– Chiuaua? Ah, seu cretino, você esta morto!
Eu avanço para cima dele com as mãos prontas para estrangulá-lo, mas no último segundo o sinal ecoa por todo corredor, indicando que o exame está preste a começar.
– Estou atrasado por sua causa, baixinho afeminado – resmunga ele, me contornando e indo embora em seguida.
Mesmo que meu extinto diga para pular nas costas daquele garoto e arrancar fio por fio de seu cabelo castanho-azulado espetado do couro cabeludo, eu tenho consciência das minhas responsabilidades e agora minha prioridade não é exterminador dois cretinos, mas passar no exame mais difícil da minha vida.
Dou um suspiro de derrota, tentando esquecer que encontrei aquele espécime, para assim poder me concentrar em responder as questões, mas assim que me viro para seguir o corredor e achar a minha sala, vejo que tem algo caído aos meus pés. Curiosa, eu me abaixo para pegar o pequeno objeto e vejo que é um chaveiro em forma de palheta roxa de guitarra, eu viro a palheta e a palavra “forever” esta entalhada no plástico.
Mesmo com raiva, sou uma boa samaritana e não consigo não fazer a coisa certa. Com esse pensamento, eu me levanto, virando para ver se ainda encontro aquele retardado para devolver o chaveiro, mas não tem nenhum sinal dele ou de outra alma viva no corredor.
– Talvez depois o encontre e devolva... ou posso chantageá-lo – estreito meus olhos com esse pensamento e solto uma risada de vilã barata, só para dar mais efeito, mas a verdade é que eu nunca chantagearia uma pessoa, até porque, aquilo é só um chaveiro, nada de mais.
Guardo a palheta no bolso do jeans e pego um pedaço de papel com o número da minha sala e exame. Com muito cuidado para não achar outra pessoa indesejada, eu ando pelo corredor olhando cada número nas plaquinhas ao lado da porta, até que depois de sete minutos mais ou menos consigo achar a bendita.
Respiro profundamente e entro na sala, que já esta lotada com o que parece ser mais de cinquenta pessoas. Algumas estão conversando com outros em cima das mesas e outros estão concentrados estudando em suas devidas carteiras, e é o que eu vou fazer, pois ouvi de uma turma que fez a prova ano passado que tem mais de cem questões e cada uma é mais difícil que a outra. Com o QI que eu tenho, nem pagando a diretora eu vou conseguir passar, mas pelo menos vou poder dizer que tentei.
Olho mais uma vez para o pedaço de papel em minha mão e vejo o número da minha carteira. Passo de mesa em mesa, desviando dos olhares curiosos das pessoas quanto a minha aparência, digamos, meio afeminada e continuo em minha procura desenfreada pela mesa.
– Onde esta a merda do número 13? – pergunto para mim mesma em voz alta, percebendo que nenhuma daquelas mesas está em ordem numérica. Maravilha.
– É essa de trás – fala alguém uma fileira de distância de mim.
Volto minha atenção para onde a voz indicou e vejo que ele esta certo. Quase saltitando como uma gazela – só na minha mente – eu ando até a mesa e jogo minha bolsa em cima da mesa de madeira pura.
– Obrigada – digo me sentando.
– Não tem de quê – o garoto a minha frente se vira para me encarar, com um palito de cenoura na boca e depois volta para frente.
Por um segundo fico estática no lugar. Olhos de um intenso azul celeste. Cabelo castanho-azulado, não todo arrepiado para cima, mas liso e jogado para o lado. Sem piercing algum em baixo do lábio inferior. E tem educação.
– O que aconteceu com você? – penso em voz alta.
O garoto vira novamente para me olhar, ainda com o palito de cenoura na boca, e vejo claramente que ele não entendeu o que eu disse.
– Perdão. O que você disse?
– Não venha dar uma de bonzinho agora, seu cretino mal-educado. Você me xingou no corredor de baixinho afeminado. Não sei como você conseguiu tirar os piercing, mudar de roupa tão rápido e mudar o cabelo, mas você não me engana – dou meu melhor olhar de “assassina” e bufo de raiva.
– O quê? Não. Eu nunca te vi antes.
– Não se finja de sonso agora. Eu exijo que se desculpe comigo nesse exato momento ou – Ou o quê? Vou bagunçar a sua cara com meu punho pequeno? Vou roubar seu palito de cenoura até você chorar? –... Ou não vou devolver o que você deixou cair no corredor – termino falando com minha pose de superior.
– O que eu perdi no corredor?
– Você é idiota ou só se faz? – respondo com outra pergunta, o que está parecendo que estamos num jogo, mas dessa vez seu rosto se contorceu em um misto de confusão com raiva. – Você deixou cair isso – coloco a palheta em cima da mesa.
– Isso não é meu. Eu não toco guitarra e muito menos gosto. Assim como nunca te vi e claramente o mal-educado na história não sou eu – ele levanta uma de suas sobrancelhas, que é coberta pela franja, mas é da mesma forma que ele fez no corredor. – Eu é que devia exigir desculpas, mas como não quero mais gastar o meu verbo com uma pessoa como você, o máximo que vou fazer é ser indiferente e ignorar sua existência.
Ele lança um sorriso falso e frio para mim e dizendo isso volta a se virar para frente. Apenas me deixando encarar suas costas e dá para ver pelos seus ombros largos rígidos que ele está tenso pela conversa.
Muito bem, o que aconteceu aqui exatamente?, pergunto para mim mesma. Eu tenho certeza que esse é o mesmo cara que esbarrei no corredor, mas mesmo que ele não esteja como antes e obviamente sua educação magicamente aflorou por alguns segundos eu não devo me enganar. Ele pode ser bipolar, penso meio contrariada. Essa é uma resposta bem lógica. Ou eu apenas seja idiota o bastante para acreditar em sua bipolaridade.
Outro sinal é tocado e todos sentam em suas cadeiras quando uma mulher que parece mais uma supermodelo vestindo um leve vestido preto com estampa de caveiras e usando saltos altos entra pela porta. Seus cabelos ruivos estão soltos e caem como uma cascata de cachos em suas costas. Ela senta em cima da mesa do professor, cruzando as pernas e prendendo sua franja desfiada de lado atrás da orelha.
Todos na sala ficam impressionados com a tamanha beleza daquela mulher e o único som que se pode ouvir é a respiração de cada um e da mulher abrindo um pacote de papel, tirando de lá vários papeis.
– Muito bem – sua voz é aveludada e musical – eu me chamo Wendy, sou professora de dança contemporânea. E daqui a alguns minutos eu entregarei as provas a cada um de vocês. A prova tem 130 questões, 20 sobre arte, literatura, matemática, psicologia e conhecimentos gerais, sem contar com as 30 questões sobre o determinado curso de sua escolha e para isso vocês tem apenas 5 horas para fazer toda a prova – termina falando dando um sorriso simpático para todos.
130 questões e apenas 5 horas para fazer essa merda toda?! Como eles esperam que todos consigam? Isso é um teste ou um suicídio em forma de folha sulfite com questões??!! Eu não vou conseguir. Adeus maravilhoso sonho que achei que um dia poderia alcançar, penso dramática e melancólica.
– Eu sei que vocês são muitos e que todos querem passar – começou a falar a professora, entregando as provas para cada um –, mas saibam de uma coisa, se alguém tentar colar, tenham em mente que eu saberei, podem apostar suas lindas cabeçinhas nisso – avisa em um tom psicopata e dá um largo sorriso, o que só parece mais maníaca ainda.
Pude ouvir todos segurando a respiração. Obviamente quando dizem que as aparências enganam estão muito certos, pois pelo que parece essa mulher tão bonita que parece uma supermodelo, não é tão bondosa como parece.
Wendy se levantou e postou um bolinho de papeis em cima de cada primeira mesa de cada fileira, voltando a se sentar em cima da mesa quando deu por terminado.
– Podem passar para trás e comecem a fazer, vocês tem cinco horas... – ela olhou para o caro relógio no pulso –... começando de agora.
Ótimo. Tenho cinco horas para responder cento e trinta questões que não sei se meu QI pode dar conta e ainda tem os olhos psicóticos de águia da professora em cima de todos. Maravilha! Sem pressão nenhuma, penso de forma sarcástica e com a respiração ficando ofegante.
Encaro a prova a minha frente, respirando fundo começo a escrever meu nome, quando dou conta que estou escrevendo o meu de verdade e não o do Chay, minha sorte é que estou escrevendo de lápis. Menos mal. Folheio algumas páginas para dar uma olhada rápida e poder começar respondendo as mais fáceis. Tenho certeza que sei responder algumas delas, mas assim que posiciono o lápis de escrever para começar a responder a primeira questão meu cérebro faz questão de dar branco total.
Desgraça!
Como assim não me lembro quem foi Hilter?! Merda! Quem deu permissão pra minha memória falhar agora? Eu garanto que não fui eu!
Passo mais algumas páginas e a cada questão parece que ao invés de inglês eles fizeram questão de colocar as palavras em latim.
Nem as que falam do meu curso, Artes Plásticas, eu sei responder, sequer ler, na verdade.
Olho em pânico para meu inimigo na mesa... a prova. Não acredito que vou ser derrotada por uma folha A4. Não. Cheguei muito longe para acabar aqui. Mesmo dizendo isso, não vem nada, nadinha na minha cabeça. Passo mais umas quinze questões. Sem responder nada.
Deixo o lápis de meus dedos cair na mesa e afundo as mãos no cabelo liso que não é meu, que nervosamente despenteio, lá se vai uma peruca masculina que Mio arrumou.
Sinto que a qualquer momento começarei a surtar ali mesmo, no meio da sala, para mais de cinquenta pessoas. Ainda mais quando escuto o barulho de páginas sendo viradas e lápis rabiscando o papel.
Meu coração parece que vai sair pela boca. Minha testa começa a pingar de suor e meus dedos tremem.
É então que tenho uma idéia, bem arriscada. Mesmo sendo avisada a não fazer, bem, é o que tem para hoje. De qualquer maneira, se não fizer isso vou ser desclassificada de qualquer maneira.
Olho para o meu pobre relógio de pulso que a qualquer momento vai pifar e vejo que nessa lenga-lenga, eu já perdi meia hora e só escrevi o meu nome.
Com um suspiro de derrota, eu decido fazer a coisa idiota que minha mente esta mandando. Posso até sentir o anjinho no meu ombro direito gritando “Não. Você consegue sem isso” e o diabinho o estrangulando até ficar roxo, azul, vermelho e voltar ao roxo com bolinhas pretas, ele grita para o anjinho e para ignorar o cara da asinha branca e ir logo.
Eu opto em escutar o diabinho.
Esgueiro meus olhos, olhando a muito custo o rapaz de óculos na carteira do meu lado esquerdo, ele está muito centrado em sua prova e parece já ter respondido uma boa parte. Como ele está quase se debruçando em cima da prova eu não consigo ver o que ele responde e muito menos em qual questão está. Eu me inclino para o lado, me segurando no canto da cadeira para não cair no chão, mas se eu não ver o que ele está respondendo vou cair e nem tenho visto uma questão sequer.
– É muito feio colar. Não me ouviu dizer que é proibido colar? – Ouvi aquela voz aveludada, musical e sádica quase ao meu lado e posso sentir seus lábios se contorcendo em um sorriso.
Ela me pegou!
Lentamente, viro a cabeça para encará-la, pronta para implorar por minha vida. Se bem, que se for para ser desclassificada, eu prefiro me levantar e sair com minhas próprias pernas e o que restou da dignidade, não com ela me agarrando.
– Pessoas que trapaceiam não têm o direito de estar aqui. Essas pessoas estão se esforçando para responder cada questão, enquanto vermes como você se aproveitam dos esforços delas.
Mas é quando eu percebo que ela não está se dirigindo a mim e sim com o ruivo gorduchinho sentado atrás de mim, que pelo que entendi estava tentado colar de mim. Pena para ele. A única coisa que ele pode copiar é o meu nome.
No mesmo segundo eu me endireito na cadeira. Encarando aquela cena e pensando que poderia ser eu.
– E-eu... e-eu... nã-não... por favor – suplica o ruivo gaguejando sem parar.
– Vou precisar arrancar sua bunda da cadeira ou sairá com o que restou da sua dignidade pela porta? – ela pergunta colocando as mãos nos quadris e parecendo mais amedrontadora que bonita.
O garoto abaixa a cabeça, sem responder nada. Pelo que parece ele decidiu partir para o lado ruim, ou seja, irá ser carregado à força. E ela nem pareceu gostar dessa opção, até parece, o sorriso dela ficou maior que o rosto. Toda a sala ficou tensa e todos prenderam a respiração.
– Muito bem. Sua escolha está feita.
Em um segundo dois seguranças, que mais pareciam dois armários ambulantes, fizeram “puf” e apareceram atrás dela. Cada um dos seguranças pegou um braço do menino e o arrancaram da cadeira, levando-o para fora da sala, que esperneava com as pernas no ar e gritava suplicante, até começar a xingar a professora com insultos que nem eu sabia que existia.
Wendy suspirou, derrotada e esgotada.
– Não estava brincando quando disse que sei quem está colando. Esse foi o primeiro. Se alguém não sabe responder as questões, está desesperado e não sabe o que fazer, bem, eu dou a alternativa de sair agora por aquela porta e conservar sua dignidade intacta ou o que restar dela – meus olhos se encontraram com os dela e tenho que me conter para não arregalá-los de medo e surpresa.
Quase enrijeci na cadeira, senti que fiquei mais pálida que um fantasma e esqueci como se respira, prendendo a respiração.
– Não terá terceiro aviso, que fique claro – ela dá as costas e volta para a mesa, sentando-se na mesa novamente.
Isso não foi um aviso. Está mais para uma ameaça e diretamente para mim. Ela viu o que eu ia fazer, então por que não fez a mesma coisa comigo? Talvez esperasse que eu fosse idiota o bastante para tentar mais uma vez e humilhar-me pior que aquele ruivo. Não vou dar o gostinho a ela. Irei responder toda essa merda de prova com o meu esforço.
Olho determinada para a folha de papel na mesa. Meu coração está a mil, pulsando como um trem desgovernado dentro do meu peito, o que parece que vai sair pela boca a qualquer segundo. Acho que isso é o que se pode chamar de choque de adrenalina.
É isso que eu preciso, pois consigo me lembrar de algumas coisas que estudei. Pego novamente o lápis preto e olho as questões. Começo a responder, pulando algumas e outras fazendo “minha-mãe-mandou”, isso sempre dá certo para mim, na maioria das vezes.
Consigo responder e chutei todas de matemática – que sou uma verdadeira negação. Rapidamente respondo o gabarito e parece que vou perder o meu pulso, do tanto que ele lateja.
– O tempo acabou, vermes. Todos virem suas provas, deixem a caneta e lápis sob a mesa... Quem não fizer o que estou mandando agora será desclassificado automaticamente.
Você é uma mulherzinha tirana e sádica, penso, estreitando meus olhos de forma felina.
Parece que uma boa parte não acabou de responder tudo, mas a contra gosto fizeram o que ela mandou.
As provas foram sendo passadas para frente, até que todas ficaram nas primeiras carteiras e ela passou recolhendo-as. Pegou toda a papelada e colocou dentro de um pacote preto, que em seguida lacrou e voltou sua atenção para todos da sala, com seus olhos verdes-musgo exalando divertimento. O que provavelmente não é bom, para a gente.
– Não respirem aliviados ainda, vermes – ela começou a dizer, esboçando um sorriso sádico. – Agora tenho uma surpresa para quem está concorrendo às bolsas de estudos; o teste ainda não acabou. Vocês têm exatamente meia hora para descansar essas suas bundas moles e andar pelo campus, se quiserem, mas depois disso, todos que querem bolsas terão que ir ali – ela apontou para o lado de fora da janela, diretamente para o que parecia uma catedral em tom pastel – ali será o teste psicológico. Do qual se vocês não passarem, podem esquecer-se de entrarem nessa academia.
TESTE PSICOLOGICO? QUE MERDA É ESSA? NINGUÉM AVISOU NADA DISSO!
– Mas senhora... – uma garota morena mais a frente levantou a mão, o que Wendy assentiu, a incentivando a continuar – Ninguém avisou nada que teríamos um... um teste psicológico.
– Amorzinho, você sabe o que significa surpresa? – pergunta Wendy, levantando uma sobrancelha ruiva, claramente não ligando. – Se tivessem avisado não seria uma surpresa, não acha? Pelo amor, o que te ensinaram na escola! – ela revira os olhos, em deboche. – Bem, já fiz minha parte em avisar. Não vou desejar boa sorte, porque na verdade eu não ligo para nenhum de vocês, mesmo que paguem o meu salário, mas essa é a verdade.
Dizendo isso, ela pega as provas dentro do pacote lacrado e dá as costas, dizendo com todas as palavras: que vocês se danem. Eu só tenho um pouco de pena das pessoas que são e serão alunas dessa doida psicótica.
EU ESTOU FERRADA!, grito mentalmente, pirando de vez.
Notas finais
Espero todos nos proximo capitulo
Beijinhos com açúcar
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