Sonhos Deixados Ao Silêncio
1 Capítulo 1 - Apenas um sonho
Notas iniciais
Falta de ar... Falta de ar... É a única coisa que passa pela minha mente no momento. Cadê minha bolsa? Nossa! Como tudo ficou escuro por aqui.
- Chloe?
- Huumm...
Como assim alguém está me chamando se agora a pouco eu estava na festa na casa de Annabeth?
- Por favor, doutor, nos dê alguma notícia boa!
- Sinto muito, mas parece que ela ainda vai demorar um bom tempo para acordar. Tente contatar os pais dela. Ela precisa ficar de repouso.
Acordar... Bom tempo... Annabeth... Eu estou numa crise de cólicas?
Penso um pouco... Dói só de tentar em pensar. Acho que apanhei e não me lembro. Vamos levantar e... Pernas? Vocês estão bem? Braços, porque vocês estão quietos? Sinto uma dormência em meu corpo. Bom, já que estou dormindo, vamos sonhar mais um pouco...
- Chloe, por favor, acorde...
Annabeth? Porque você está com essa voz tristonha assim? Estamos na melhor festa do ano.
Nossa, que sonho mais esquisito. Porque eu não acordo nunca?
- Annabeth? Como ela está? Vi agora seu recado.
- Bom, ela ainda não acordou, e parece que está submersa num mundo paralelo. Mas estou muito preocupada. E não consigo falar com os pais dela. Eles estão em Milão a essa hora.
- Tem alguma coisa que eu possa fazer?
- Olha, eu preciso ir pra minha casa, tomar um banho, ajeitar as coisas na minha cabeça. Só não a deixe sozinha. Ela precisa de alguém.
- Tudo bem. Eu fico. Até mais, Annabeth.
- Até. E muito obrigada Toby.
Toby? Você está aqui? Como é possível, até nos meus sonhos mais bizarros, você estar neles? Queria tanto te abraçar agora, mas isso é só um sonho. E creio eu que abraços não são possíveis em sonhos, infelizmente.
Annabeth saiu do sonho, e agora, como ficamos? Você bem que poderia me beijar, não é? Já que estamos sozinhos, aqui, em minha secreta mente, e não naquela festa cheia de jovens drogados e bêbados.
- Chloe, eu preciso te falar uma coisa. Sei que você pode não estar ouvindo, mas vou falar mesmo assim, porque isso está me matando por dentro: me perdoe. Não fui um homem digno de te deixar na mão quando você mais precisava. É que na hora, eu entrei em ataques de fúria. Não consegui pensar. Eu deveria ter entrado na frente daquele carro... Me perdoe.
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