Sonhos...

1 Único


Após muito, muito tempo Luffy conseguira finalmente alcançar o One Piece e se tornar rei dos piratas, com o tesouro mais valioso do mundo construíra um canhão poderoso no qual usou para romper a barreira de Grand Line. Explorou todos os cantos daquela imensidão azul, mas desde que fora embora da última ilha que explorara se sentia incompleto, mas não sabia o porquê. Era livre, podia navegar em qualquer lugar, mas ainda sim, uma dúvida surgia em sua mente. Fora tirado de seus pensamentos quando ouviu alguém bater na porta.

— Capitão...? – Era a voz de Zoro que entrou na cabine do capitão, cruzando levemente os braços e observando-o. – Algo te incomoda, capitão? – Ele sabia que mentir e fingir que está tudo bem não adiantaria, apenas deixaria o espadachim mais curioso. – É por culpa de Sanji? – Ele deu uma risada baixa.

— Não, longe disso... Quero que ele realize o sonho dele, assim como vocês ajudaram a realizar o meu... Se ele deseja sozinho, eu apenas irei respeitar. – O Rei se levantou e cruzou os braços, andando pela cabine pra lá e pra cá, inquieto. – Sabe, eu tenho meus companheiros, o tesouro, meu próprio navio, aliados e consegui realizar meu sonho, mas... Eu sinto um vazio.

— Não é fome...? – Perguntou o espadachim, rindo e ele revirou levemente os olhos, segurando a risada.

— Não, dessa vez não é. – Zoro descruzou os braços e ficou surpreso diante a resposta do capitão e ele permanecia inquieto, mas sem saber o que dizer.

— Eu acho que sei o que está faltando... – O capitão andou em direção ao companheiro e cruzou os braços.

— Diga.

— Bem, Capitão... Dentre todas as pessoas que conheceu durante essa jornada, há alguém que você realmente queira ver de novo? — Aquela pergunta ficara martelando na cabeça de Luffy, Zoro já sabia qual seria a resposta, então sorriu de canto. – Devo pedir à Nami para mudar a rota para Amazon Lily? – Com um pingo de incerteza em seus olhos, balançou a cabeça como um sim e então um espadachim sorridente saiu da cabine...

Sentada em seu trono a bela imperatriz tinha um sorriso estampado em seu rosto ao receber as mulheres que a admiravam, mas a maioria delas sabia que aquele sorriso era falso e que por trás dele ela escondia um certo sofrimento. A última notícia que recebera de seu amado fora que ele havia conseguido chegar ao One Piece, após o único pensamento que lhe vinha a cabeça era “Ele tem o maior tesouro do mundo, pode ter qualquer mulher que quiser e ele não irá querer você.” Tinha certeza de sua beleza e que qualquer homem cairia ao seus pés, mas diante dele era completamente diferente. A irritava ter pegado aquela tal de “doença do amor”, mas não havia nada que pudesse fazer. Hancock recebia a filha de uma de suas irmãs quando de repente ouviu uma voz gritar por seu nome.

— Imperatriz! – Outra de suas irmãs adentrou o salão, correndo até a mesma e interrompendo. Ela levantou a cabeça, nunca havia visto a mulher tão chocada daquele jeito.– Monkey D. Luffy está aqui na ilha. – Após ouvir os olhos da morena arregalaram-se, a cobra enrolada no trono acordara e logo trocara olhares com Boa que permanecia de boca aberta, sem reação.

“ É um sonho novamente, eu sei que é.” Pensava a mulher.

Eis que ouviu as portas se abrirem novamente e passos em sincronia, ela levantou a cabeça olhando em direção a porta. E lá estava seu amado, havia mudado bastante, além de estar mais alto que ela agora tinha um cavanhaque e alguns pelos pelo rosto, a imperatriz engoliu em seco. Se levantou, com a cobra acompanhando-a, enquanto ele fazia um sinal com a mão, dispersando os companheiros.

— Luffy... – Disse ela com a voz calma e em seguida sorriu...

... “Então, era disso que Zoro estava falando.” Concluiu o capitão.

Ele a observou, sentada no trono e encarando-o, seu coração acelerou. Ela estava tão bonita quanto na primeira vez que havia a visto, levantou e veio andando até ele, o homem não hesitou, mas também havia ficado sem reação. Ouviu aquela bela voz chamando seu nome, fechou os olhos e ao abri-los a ouviu dizer.

— Você é Rei agora. – Ela começou a curvar-se, mas rapidamente se aproximou dela e pegou na mão da mesma, puxando para perto de seu tórax.

— Não, você não precisa fazer isso. – A morena corou, passeando as mãos pelos braços dele, fazendo-o arrepiar-se por completo, passou os braços em volta dela e a abraçou forte. Um grunhido de surpresa saiu da garganta da mulher e logo ela também o abraçou na mesma intensidade que ele. – Eu estou tão feliz por te ver novamente... – A mão dele que estava nas costas dela, subiu para os fios negros e ele inalava o perfume dele, sentindo seu corpo se acalmar completamente.

— ... É-é um sonho... – Balbuciou a imperatriz, com a voz chorosa. Ele a soltou, segurando-a pelos ombros e encarando o rosto dela que escorria uma lágrima. Havia sonhado tanto com aquilo, inúmeras vezes que agora, mal sabia se aquilo era real.

— Não é! – Insistiu, limpando a lágrima dela com a ponta do polegar e logo após levou a mão na nuca dela, puxando o rosto dela e selando os lábios. Ela ficou completamente vermelha, mas finalmente pode então senti-lo de verdade.

“Não é um sonho...” Pensou ela e logo fechou os olhos, sentindo seu coração se acalmar também, retribuindo o beijo.

Pouco tempo depois ele se separou, olhando nos olhos dela e sorrindo. Levou sua boca até a bochecha dela, dando vários beijinhos e assim subiu para a testa, beijando lá também.

— Mas Luffy, você é Rei dos piratas agora, eu achei que você não... – O polegar dele foi para os lábios dela.

— Sim, e você... – Ele aos poucos foi se ajoelhando e ela colocando as mãos sobre suas próprias bochechas coradas. Do bolso do casaco ele tirou uma caixinha preta. — ... Quer ser minha rainha? – Ao ouvir, ela quase desmaiou e logo voltara a chorar, mas dessa vez de felicidade. O Mugiwara foi abrindo a caixinha e quando terminou viu que não tinha nada dentro.

— Oro?! EU O PERDI! Oh não! Me desculpe eu... – Antes que terminasse de falar ela o puxou, beijando os lábios dele novamente e fazendo-o ficar quieto, após separar.

— Eu aceito ser sua rainha. – Foi dizendo enquanto afastava os lábios dos dele, ele sorriu levemente e levou a mão até sua cabeça, retirando o chapéu de palha.

— Por enquanto, quero que fique com isso. – Colocou-o na cabeça dela e beijou a bochecha da imperatriz. – Obrigada por preencher esse vazio, Hancock eu te amo. – Ela sorriu também.

— Eu também te amo Luffy. – O abraçou e quando o soltou viu o espadachim atrás de seu marido, cutucando-lhe o ombro.

— Onde tem uma loja de sake por essa ilha mesmo? – Ao ouvir a voz de Zoro, Luffy a soltou e se virou.

— RÁPIDO ME AJUDE A ACHAR O ANEL! – Gritou o capitão e logo o outro ficou confuso.

—Anel...? VOCÊ PERDEU? COMO? SEU IDIOTA! – Retrucou, enquanto ambos começavam a correr e ela apenas colocou a mão na boca, soltando uma risada e a outra mão fora para o chapéu, ajeitando-o e sentindo o vento bater em seus cabelos...

Notas finais
Gostaram?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!