Sonhos...

1 ...Com você.


Notas iniciais
Hell-o aqui é a Izumi 8D

Essa fan fic, como todas as minhas outras são um pedaço de lixo radioativo que saio do inferno. Então, se ficarem doente não se assustem <3

*Fan fic dedicada a Gaby Kyria :3 espero que goste ( = w = )b

A lua iluminava a mansão. Aquela lua que eu via a tanto tempo. Sakuya aparecia com uma bandeja, com um pedaço de bolo e uma xicara de chá sobre a mesma. Sorri desanimada para a empregada, que após uma reverência se retirava.

Olhei ela indo embora, um olhar melancolico surgia em meu rosto. A quanto tempo, eu sentia aquilo por Sakuya?

Tomei meu chá, enquanto apreciava a lua escarlate. Era assim que eu sempre passava as minhas noites geralmente.

Patchouli chegava carregando alguns livros, deixando um livro sobre a mesa, olhando caridosa para mim.

- É raro você pedir um livro, espero que esteja tudo bem. – Ela sorria.

- Preciso esfriar a cabeça. – Olhei de um jeito desafiador para ela. – Está insinuando algo? Não é como se eu não gostasse de ler ou algo do genero.

Ela apenas riu e se retirava. A varanda agora parecia tão solitaria. Começava a comer o belo pedaço de bolo que Sakuya havia deixado. Olhava distraida o jardim da mansão, até encontrar algo desagradavel.

Meiling e Sakuya, elas sempre pareciam tão próximas uma da outra. Elas estavam falando o que exatamente?Por que a Sakuya nunca sorria daquela forma para mim? Por que só a Meiling conseguia faze-la corar daquele jeito tão fofo?

Começava a bater no prato com o garfo cada vez mais forte. A raiva ia crescendo dentro de mim, até explodir. Acabei detonando o prato e uma parte da mesa.

Sakuya olhava de longe assustada, encarando-me. Suspirou, olhou para Meiling, falou algo e saia do local. Estava vindo limpar a bagunça que eu havia feito. Ótimo, que assim seja, antes trabalhando que vagabundeando por ai.

Levantei-me ajeitando o vestido rosa claro e saindo da varanda. Passava por ela, a mesma abaixava a cabeça sem mesmo pronunciar uma palavra. Sentia algo novamente explodir dentro de mim, mas dessas vez guardei aquele sentimento para mim mesma.

Voltava para meu quarto, sentei-me na cama enquanto continuava a encarar a lua. Ela parecia rir da minha cara de boba.

Joguei-me na cama, afundando minha cara nos travesseiros que mais serviam para enfeitar.

Não vou me torturar mais, melhor parar de pensar nessas coisas.

Peguei o livro que Patchouli havia selecionado para eu ler e comecei a ler. Antes que eu percebesse, havia caido no sono.

- O que uma garota como você deseja aqui? – Olhava nos olhos daquela criança tremula.

- Vim te derrotar, Remilia Scarlet!

A garota que segurava uma faca de cozinha, e que mal conseguia se mover de tanto que tremia avançava contra mim. Levantei-me de meu trono, caminhando lentamente em direção da menor.

A pequena abria um sorriso ao se aproximar, estava pronta parame atacar. Sorri, foi tão fácil em questão de segundos eu já estava atrás da garota, segurando suas mãos.

- Desse jeito não consegue acertar nem um animal selvagem. – Tirava a faca da mão da garota jogando a mesma longe.

- Me solta!!! Me solta! Demônio!! – Ela começava a se debater.

- Como você é má educada! – A suspendi no ar.

Ela continuava a se debater, que humana idiota. A larguei fazendo a cair no chão. Ela dizia “ai” baixo, como se eu não tivesse escutado. Ela olhava para mim, o ódio parecia crescer dentro da mesma. Apenas sorri.

- O que a fez vir até aqui me desafiar, humana? – Tentei ser compreensiva, o que era dificil para mim.

- ... – Ela olhava para mim, os olhos começavam a se encher de água. – É tudo culpa sua! – Ela começava a chorar.

Olhei para aquilo confusa, humanos conseguiam fazer confusão com tudo. Mas para uma criança como ela me desafiar, quanta coragem.

- He... – A abracei. – Eu, sinceramente não sei o que eu fiz para você, mas se te faz sentir melhor me desculpe. – Ela me abraçava também, mas diferente de mim que tentava não machuca-la, ela me segurava com força, conseguia ouvir seus soluços e sentir suas lágrimas.

Acordei assustada, já havia anoitecido. Sentei-me na minha cama, um pouco atordoada, que sonho nostalgico. A alguns anos atrás ela era apenas uma criança perdida, e agora...

- Ojou-Sama, seu café da manhã. – Ela deixava uma bandeja no criado mudo. – Espero que esteja bom.

- Tenho certeza que estara. – Aproximava minha face da xicara para sentir o aroma do chá. – Hmmm, tem um ótimo aroma, colocou canela? – Sorria para ela.

- Como sempre, está certa Ojou-sama.

- Hmm... – Provava do bolo. – Tem algo diferente neste. – Sorria para ela. – O que seria?

- Meiling me deu uma receita de um bolo, achei que gostaria de experimenta-lo.

- Meiling é? – Eu olhava para meu chá, cabisbaixa. – Bom, está dispensada.

- Ojou-Sama, sei que não é da minha conta mas. – Ela desviava seus olhos dos meus. – Aconteceu algo entre você e a Meiling? Ultimamente tenho percebido que...

- Você disse muito bem. – Eu a interrompi. – Não é da sua conta, e como eu disse, você está dispensada.

Sakuya olhava um pouco decepcionada para mim e se retirava do meu quarto. Não queria conversar sobre isso com ela.

- Por que você insisti em me machucar desse jeito?

Sai do meu quarto, precisava respirar ar puro. Minha cabeça estava a mil já. Sentei na varanda, olhando a lua escarlate. Ela agora parecia me consolar. Era possivel alguém como eu sentir algo tão complicado, um sentimento tão humano. Que humilhante.

Eu sou Remilia Scarlet! E não vou me sujeitar a tal situação!

Levantei-me bruscamente, e com passos largos e bruscos segui até a cozinha.

- Sakuya! – A empregada me olhava assustada, devia ter sido surpreendida. – Venha comigo.

- Ojou-Sama?

- Agora! – Peguei no pulso de Sakuya e a arrastei até meu quarto.

Ela olhava para mim assustada. Abri a porta do meu quarto bruscamente e a joguei na cama. A deixei sem escapatoria. Ela me olhava assustada.

- Sakuya. – Eu olhava séria para ela. – O que você sente pela Meiling!? – Eu parecia uma criança idiota

- Ojou-Sama? – Ela agora me olhava confusa.

- Sakuya... me escute. – Eu deitava, me aconchegando em seu busto. – Desde aquele dia, quando você era uma pequena criança, eu sempre te amei. Mas eu realmente não sabia como, naquela epoca. Eu sempre admirei sua coragem, principalmente quando você me protegeu daquela sacerdotisa.

- Ojou-Sama... – Ela corava levemente.

- Mas ultimamente sempre tem algo me incomodando. Seja a Meiling, ou o fato de você ser uma humana. O que para você é uma eternidade, para mim não passa de um breve momento. Saber que um dia você irá morrer, como uma flor quando o inverno chega, me faz sofrer. – Eu segurava suas mãos, tão quentes comparadas com as minhas.

- Se é assim... Ojou-Sama, faça como desejar. – Eu olhava surpresa para ela.

- Como?

- Naquele dia, quando eu era apenas uma criança, achei que podia desafia-la. – Ela sorria. – Mas no fundo eu sabia que iria perder e provavelmente morrer. Quando você sorriu para mim e me abraçou,quando me ofereceu um lugar para morar, eu realmente fiquei feliz. Por isso, que tinha decidido dedicar minha vida a você Ojou-Sama. Mesmo que você me machucasse, ou que fizesse algo de errado, eu sempre estaria ao seu lado. Por isso, se quiser que eu passe a eternidade ao seu lado, eu não me importo.

- Sakuya... – Eu sorria. – No fundo você continua a mesma... – Eu ria.

- Ojou-Sama... – Sakuya me abraçava como naquela vez.

- Sakuya... – Eu começava a chorar. – Obrigada..

Eu me afastava dela, ainda com lágrimas nos olhos. A encarei por algum tempo, até que ela se aproximou de mim me beijando de forma suave e delicada. Aquela era a Sakuya que eu queria que olhasse para mim.

Eu me levantava olhava para ela com um sorriso no rosto e um pouco corada.

- Não vou fazer nada em relação a te transformar em uma vampira, não agora quero dizer... – Ela sorria. – Quero que quando você estiver pronta, venha me procurar. Ai ficaremos nós duas, eternamente, apreciando a lua escarlate.

- Sim, Ojou-Sama. – Ela se levantava, batia de leve no uniforme e saia do recinto.

- Sakuya. – Eu olhava para ela. – Eu te amo.

- Ojou-Sama... – Ela sorria. – Eu também te amo, Ojou-Sama.

Ela saia do quarto. Eu me jogava sobre a cama, afundando minha cara nos travesseiros. Acabei adormecendo.

- Seu chá Remilia. – Aquela garota desajeitada colocava o chá sobre a mesa.

- Hmm, vejamos. Aproximava a xicara para sentir o aroma do chá. – Não parece muito bom, precisa melhorar.

Ela me fuzilava com os olhos, no fundo eu adorava aquela criança.

- Eu não tenho culpa! Afinal nunca fui de fazer chá! – Ela começava a reclamar.

- Boa sorte na próxima. – Eu bebia um pouco do chá. – Com um ouco mais de canela, ficaria bem melhor.

- Canela é? – Ela virava o rosto, pensativa.

- Sakuya – Eu falava seriamente. – A partir de agora passe a me chamar de “Ojou-Sama”.

- Ojou-Sama!? Como se eu fosse chamar um demônio como você disso! – Ela me mostrava a lingua e dava as costas para mim.

Olhei para ela, sorrindo. No fundo, sabia que ela estava sorrindo também.

Notas finais
Reviews? q
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!