Sonho de amor
10 Transformações...
Chegando no escritório começou as entrevistas com agilidade. Era muito bom no que fazia atraindo assim atenção. Algo que ele já estava habituado desde a juventude. Sabia lidar bem com a atenção, justamente o contrario da sua namorada e teria que ter paciência para trabalhar isso com ela. Teria com certeza, pois não se imaginava mais sem ela na sua vida.
Assim que ele saiu ela pensou em suas palavras e no quanto faziam sentido, mas o medo da rejeição a fazia recuar ou estagnar. Estava bom como tudo estava seguindo. Chorou sem suportar os pensamentos e as indecisões. O telefone tocou e antes de atender ela viu que era sua amiga.
— Boa tarde amiga. – ela a cumprimentara sorridente.
— Boa telepata. – ela sorriu em meio a lágrimas.
— Você está bem? O que aconteceu? Porque está chorando? – ela sorriu do outro lado.
— Ele só está querendo me apresentar à família.
— Mas você já os conhece, qual o problema?
— Não como “a namorada”. – afirmou vendo-a silenciar.
— Puts, ele é rápido. – ela sorriu.
— És a questão. Também acho muito cedo. Mas ele está irredutível. Saiu daqui emburrado. Deixou meu coração despedaçado. Odeio vê-lo com aquela cara de cachorro pidão. – elas gargalharam mais.
— Vai ao encontro dele e conversem. Se ainda não é a hora convença-o, sabe como se pode convencer um homem, certo? – sugeriu ela.
— Tá louca? – falo ruborizada vendo a amiga gargalhar do outro lado da linha.
— Claro que não. Faça uma surpresinha para ele no trabalho e depois convença-o que o momento ainda não chegou e que quando chegar você falará para ele. Estou falando super sério. – falou ela antes de sorrir mais uma vez.
— É impressão minha ou você voltou inspirada dessa viagem? – foi a vez dela sorrir.
— Super! – gargalharam. – Sério mesmo criatura. Vai lá e conversa com ele. Depois de um início de dia tão, tão...
— Especial? – elas sorrriam
— Pois é especial, você precisa concertar o humor dele. Veste sua melhor roupa e coloca um salto decente. Vai lá e o convença. Ele não deve ser tão carrasco assim.
— Amiga posso até mostrar o paraíso para ele que não mudará de ideia. O conheço o suficiente para isso.
— Mostre um paraíso desconhecido para ambos, quem sabe não funciona. – ela sorriu. – Vai logo que agora eu sei que sua cabeça está a todo vapor. Coloca para funcionar e depois me fala o resultado. – falou desligando.
Pensou um pouco na conversa e decidiu por fim tentar. Tomou um banho demorado, ligou para o escritório dele falando com a secretária que a avisou que ele ainda teria duas entrevistas para realizar. Era o tempo necessário para ela escolher a roupa e se preparar. Estava nervosa quando estacionou o carro na vaga destinada a visitas. Já estivera ali tantas vezes, mas agora era diferente. Assim que entrou encontrou alguns colegas dele que a conheciam. Se despediam com um aceno e sorrisos e ela sentia as pernas bambas a medida que se aproximava do escritório dele, assim que chegou viu que a sala de espera estava fazia e a secretaria não estava. Ouviu vozes vindo da sala e decidiu sentar e esperar. Segundos depois a senhora de cabelos grisalhos sairá sorridente.
— Oh, chegou senhorita. – falou fechando a porta.
— Boa tarde!
— Quase boa noite. – ela sorriu solicita. – O último saiu a pouco. E eu já estou de saída, como sei que já é de “casa” nem vou anuncia-la. Pode entrar. – falou já pegando a bolsa.
— Obrigada. Mas...já esta de saída mesmo?
— Oh sim. Necessito do meu descanso também. – ela sorriu – Até!
— Até mais! – falou se dirigindo a porta.
Esperou um pouco abrir. Pensou no que estava fazendo, no que pretendia fazer. Assim que abriu a porta, algum segundo depois o viu sorrir de lado encarando-a. Mas logo que a observou melhor seu sorriso saiu dando lugar a um olhar que ela já conhecia, mesmo que a pouco tempo, mas ela sabia o que representava. Suas pernas agora eram apenas gelatina.
— O que pensa que esta fazendo vindo aqui vestida desse jeito? – ele perguntou ainda sentado.
— Te convidar para um jantar? – ele a encarou por alguns segundos antes de sorrir de lado e ser correspondido.
— Só se o prato principal for você! – falou levantando e indo ao encontro dela já que a mesma não conseguia se mover.
Eles se encararam por um longo tempo. Ele queria que ela tomasse uma atitude. A conhecia perfeitamente para saber que estava extremamente nervosa, porém queria ver até onde aquela nova mulher a sua frente iria.
Com toda a coragem que ela não sabia de onde veio, passou por ele sentando na mesa fazendo-o acompanhar com o olhar. Cruzando as pernas devagar sem deixar de encara-lo ela sorriu.
— Quero um acordo. – falou vendo os olhos dele brilharem.
— Acordo? – questionou sorrindo de lado.
— Sim. – falou sem vacilar confiante no desejo dele.
— Vá em frente. – falou com as mãos no bolso tenso, mas feliz.
— Como já falei, não estou preparada para assumir nada, ainda! – falou vendo o sorriso dele diminuir, mas ela não vacilou. – Ainda é cedo, quero um tempo. – reafirmou vendo-o passar a mão pelo cabelo.
— Quanto?
— Isso só o tempo pode dizer. – falou dando de ombros.
— Tá de brincadeira? – questionou ele sério.
— Não. – afirmou descruzando as pernas e o convidando a se aproximar com um dedo. Ele foi hipnotizado pelo movimento. Puxando-o pela cintura ela encaixou o quadril dele entre suas pernas vendo-o respirar mais fundo. – Ainda não estou brincando. – falou vendo-o mencionar se aproximar para um beijo que ela recusou oferecendo-lhe o pescoço.
Sem esperar ele a agarrou com força pela cintura aceitando de bom grado aquilo que lhe era oferecido. Mordeu com prazer o pescoço da jovem vendo-a arrepiar-se e gemer baixinho.
— Droga baby! – resmungou prensando-a com força sobre a mesa e seu já excitado corpo. – Vou devorar você! – falou explorando o colo da jovem.
— Tempo. – falou ela tentando ser firme e o afastando.
Ela ainda o enlaçava pelo pescoço com seu olhar sensual e firme.
— Você consegue entender que independente de ser hoje ou daqui a um ano, o que não vai acontecer, eles estarão cientes que estamos juntos? – falou encarando-a enquanto formava um rabo de cavalo com sua mão.
— Sim eu entendo. Um tempinho. – repetiu sorrindo e recebendo outro em troca.
— Ok. – falou ele vendo-a iluminar. Puxando o cabelo para trás ele possibilitou livre acesso novamente ao pescoço da jovem e a seu colo. Ele mordeu com prazer fazendo-a gemer descaradamente.
— Ohhh Deus. – arfou sentindo o desejo cega-la.
— Quero jantar. – falou ele excitado.
Ela reuniu uma força inexplicável para empura-lo. Olhando-o começou a tirar a blusa e jogar pequenas coisas que estavam sobre a mesa no chão. Deitou apenas de saia e sutiã sem deixa-lo de encarar.
— Seu prato está na mesa. Faça bom proveito. – falou vendo-o avançar como um predador.
— Para tornar minha fantasia perfeita fala que você não esta usando nada além desse sutiã e dessa saia.
Sorrindo travessa ela esfregou as pernas sentindo o desejo a consumir diante das palavras sensuais dele.
— Acho que acabo de realizar um desejo seu, agora venha realizar o meu. – sorrindo ela sentiu-o completamente na sua intimidade.
— Amei saber que és uma pequena devassa na cama. – falou antes de penetra-la sem pedir permissão.
E eles se amaram sem limites naquela sala que era sagrada, assim como o sentimento que os unia a cada minuto que passava.
Fale com o autor