Sonho E Aventura
15 Capítulo 6 - parte I -
Parte I – Revelação
Rafael sai num lugar inusitado, era um grande salão, mas simulava uma área industrial. O chão de concreto, paredões e estruturas de metal se espalhavam pelo lugar. De trás de uma das vigas de aço uma voz lhe toma atenção.
Cibele: — Ora ora, quem temos aqui?! Espero que tenha gostado da recepção que lhes foi preparada. Pelo visto se divertiram bastante.
Rafael: — Por que está fazendo isso? Não acredito que tenha se juntado a eles.
Cibele: — Você não sabe de nada! Assim como você eu sempre quis ser forte e tive de conseguir isso sozinha. Não serei julgada por alguém que vive protegido por seus amiguinhos. – Sacava duas adagas, acendia sua aura se preparando para batalha.
Rafael: — Não tem que ser assim você sabe disso!
Não haveria conversa, ela já avançava sobre ele. Ataca com as lâminas em movimentos rápidos. Rafael libera também suas armas, por ter mais força que o adversário não encontra problemas para se defender, mas a voracidade do ataque não permite que ele tente uma ofensiva. Ele segue assim sem grande apreensão, tem quase certeza de que ela se cansará antes dele e está certo. Logo ela detém seus ataques, estava ficando sem fôlego.
Agora é a sua vez de atacar. Diferente de Cibele ele não pretende desperdiçar sua energia. Avançara com precisão, sabe que haverá outros inimigos além dela. Recua alguns passos assim como Cibele, estão se encarando firmemente. Então sua aura negra surge, sua sombra ganha vida e o envolve enquanto veste o capuz, em seguida duas outras sombras surgem ao seu lado. São copias perfeitas dele, no primeiro momento os três vultos movimentam-se em sincronia, a voz de Rafael é ouvida ecoando dos três seres sem rosto.
Rafael: — Dança de Espadas!
Ao dizer isso, duas sombras saltam em direções diferentes. Uma está de pé numa área aberta, outra numa acrobacia alcança o alto de uma estrutura onde espera agachada. No momento em que preparavam uma investida Cibele ataca. Tinha ainda uma adaga leve as costas, própria para arremesso a qual lança sobre a sombra que não havia se movido, atingindo-a no peito.
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Wagner surge em meio a uma área aberta, parecia um canion, areia e rochas se espalhavam pelo lugar. Mas não havia vento ou sol, o que o fez crer que ainda estava na torre a claridade era alta, mas não era possível determinar sua origem. Uma figura surge em meio a um clarão. Ele sorri para Wagner com desdém.
Wagner: — Você não pode estar aqui! Nós matamos você... Dominique!
Sem qualquer aviso ela estende a mão na direção de Wagner e dispara.
Dominique: — Lightning ball!
Uma esfera de eletricidade pura voa. Wagner desvia-se deixando que acerte uma rocha ao fundo. A esfera explode em fagulhas com força suficiente para destruir a pedra que atinge.
Demian: — Hunf! É mais vivo do que parece. De certa forma agradeço por isso, seria uma grande vergonha saber que meu irmão foi morto por alguém sem nenhum poder.
Wagner: — Irmão?! Cara, por um segundo achei que teria de enfrentar um fantasma. Isso torna as coisas mais fáceis agora. Bola de Fogo!
Num movimento rápido o ataque de Wagner dividido em dois, explodindo atrás do inimigo. Demian segurava uma espada azulada que brilhava com uma luz própria. Podia-se ver de vez em quando uma carga elétrica passando por sua lâmina.
Demian: — Não será tão fácil. Dominique apenas se descuidou, você não conseguirá me derrotar. Além do mais, dessa vez você não terá a ajuda de seus amigos. Vingarei Dominique, matarei você e depois a garota, se é que ela resistiu as armadilhas da entrada. O que seria muita sorte dela, pois eu não deixaria que morresse tão rápido.
Wagner: — Você fala demais. É mesmo irmão daquele outro. Agora veremos mesmo se é tão bom quanto diz. Aquecer!
A aura vermelha de Wagner o envolve acelerando seus movimentos. Ele avança rápido sobre o inimigo que o encara.
Demian: — Lightning Strike!
Para surpresa de Wagner o inimigo também ataca. Uma sequencia rápida de golpes com a espada. Wagner as bloqueia ao mesmo tempo em que ataca, sua lança lhe da vantagem conseguindo manter certa distancia. Demian salta para trás e atira outra esfera de energia. Wagner salta de lado e também ataca.
Wagner: — Explosão!
A esfera brilhante surge bem na frente de Demian. Ele se afasta do ponto rapidamente evitando ser atingido. Uma cortina de poeira se levanta com a explosão bloqueando sua visão por um instante. A poeira baixa e ele olha em volta, não consegue encontrar Wagner, até que ouve uma pedra rolando em uma das grandes rochas que estavam ao seu lado. Olha pra cima encontrando o adversário, mas já é tarde para evitar que ele ataque.
Wagner: — Raio Vermelho!
Wagner salta do rochedo bem em cima do inimigo. Sua lança já se incendeia quando ele percebe o movimento abaixo de si.
Demian: — Thunderbolt!
A espada brilha enquanto é apontada na direção de Wagner, liberando em seguida um poderoso raio que atinge sua arma. Por alguns segundos as duas técnicas se equiparam. A lança de Wagner consegue partir o relâmpago em varias direções que destroem uma grande área ao serem devolvidos ao chão. Por outro lado o raio é forte suficiente para evitar a aproximação de Wagner, sustentando-o no ar numa imensa labareda. Mas o equilíbrio se desfaz, o ataque de Wagner começa a perder força, a principio ele apenas é repelido subindo aos poucos, então sua chama se apaga. O relâmpago passa a seu lado, erraria por muito pouco, mas toca o ombro de Wagner. Ele grita enquanto seu corpo cai a alguns metros dali. Fora apenas de raspão, mas o ataque trazia a sensação de mil agulhas entrando em seu corpo.
Demian caminha devagar em sua direção. Wagner ainda não consegue se levantar, a descarga elétrica causa espasmos em seus músculos. Sua lança está distante e o inimigo se aproxima.
Demian: — Isso é pelo meu irmão!
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Cibele lança a faca sobre a sombra que não se move, atinge seu peito e a atravessa. Não era Rafael quem estava lá, mas sim uma de suas cópias. Qual seria o verdadeiro? A pergunta se repetia na mente dela. Não pode testar sua sorte. As sombras avançaram. Correram em sua direção, cruzavam-se pelo caminho alternando suas posições dificultando a escolha de um alvo. Bem perto de Cibele se espalham novamente, cercando-a. Ela se posiciona em defensiva, os braços abertos apontam os adversários, mantem-se atenta a qualquer movimento. Então a primeira sombra ataca, avança sobre ela com a lâmina em riste. Cibele bloqueia em vão, o ataque atravessa sua guarda e seu corpo. Era uma das cópias sendo usada para distrair sua atenção. Ela se vira, as duas sombras já estão perto agora, ela golpeia a que vinha a esquerda. Novamente suas adagas passam no vazio e a terceira sombra lhe acerta um chute numa das mãos desarmando-a.
A adaga cai fora do alcance de sua dona. Esta cercada novamente. Após o golpe as sombras se afastaram de novo. A encaram, olhar aqueles seres sem rosto lhe deixa incomodada. Avançam de novo, desta vez a três ao mesmo tempo, ela tenta atingi-los de alguma forma. Golpeia no ar desesperadamente enquanto eles se movem a sua volta. Movimentos coordenados, golpes que se sobrepõem, o ataque de Rafael confunde sua rival, que o máximo que consegue é ouvir o choque do metal quando alguns de seus ataques são defendidos, sem que ela consiga perceber realmente onde.
Rafael aproveita uma oportunidade e a desarma por completo. Em seguida a agarra pelas costas imobilizando-a. A sombra que o envolvia se desfaz revelando seu rosto novamente.
Rafael: — Isso é pra agradecer pelos novos poderes. Absorver!
Ainda prendendo-a entre os braços, sua aura surge e concentra-se em suas mãos. Cibele sente suas forças se esvaindo. A técnica rouba sua energia pouco a pouco. Em alguns instantes ela desmaia.
Rafael ouve um barulho, alguém se aproxima. Deixa o corpo de Cibele no chão e se esconde atrás de uma coluna. Não consegue ver quem chega, uma pilha de metal esta bloqueando sua visão. Prefere atacar antes de ser notado e então salta na direção do recém chegado, já com a lâmina pronta. Para a investida no ultimo instante. Sua lâmina está poucos centímetros do peito do adversário, uma espada aponta para sua garganta, ele relaxa. Era Iza quem entrava no grande salão.
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Demian ergue a espada sobre Wagner, não da atenção ao vento que sopra até se tornar uma rajada violenta que o derruba longe do adversário. Ele levanta-se rápido, para entender o que aconteceu. Encontra Marcelo a alguma distancia, ainda apontava a arma em sua direção.
Demian: — Maldito seja! Não achei que teria de me preocupar mais com você.
Marcelo: — Hehe. Acreditou mesmo que aquele seu bichinho ia ser o suficiente?
Apesar de sua fala, Marcelo apresentava marcas de uma luta feroz. Suas roupas estavam rasgadas em alguns pontos e um fio de sangue escorria em seu rosto. Antes de alcançar esta sala, havia passado por outra onde uma quimera o atacou. Um monstro criado por eles, era em parte um lobo e outra parte um leão. Muito violento, mas pouco inteligente.
Demian: — Resolverei esse problema. Lightning Speed!
Uma descarga elétrica percorre seu corpo, num instante ele parece se tornar energia pura. Avança brilhando, rápido como um raio, sua trajetória é irregular como se viesse ricocheteando pelo caminho. Alcançava Marcelo antes que esse pudesse reagir, a espada vinha num golpe frontal quando teve que deter o ataque.
Wagner: — Barreira de Fogo!
A cortina de chamas surge entre os dois protegendo Marcelo. Wagner se levantava ainda. Quando o fogo baixa Marcelo ataca de surpresa, mas tem seu golpe bloqueado. Demian tenta um chute o qual erra, mas afasta o oponente. Agora estão lado a lado. Wagner e Marcelo encaram o inimigo.
Wagner: — Cuidado com esse cara. Não é só rápido, ele também tem um ataque poderoso.
Marcelo: — Beleza, mas a gente dá um jeito nele.
Os dois avançam, Wagner vai a frente atacando o inimigo com a lança. Estocadas rápidas fazem-no recuar, Demian está quase com as costas na parede, mas arrisca uma investida.
Demian: — Lightning Strike!
Wagner recua enquanto Marcelo, vem de trás dele.
Marcelo: — Slash Fury!
Os dois ataques são extremamente rápidos, golpes em sequencia partem de ambos os lados sempre se anulando. Demian começa a ganhar vantagem, mas é atacado.
Wagner: — Lança-chamas!
Colocando a mão sobre os lábios, sopra de dentro do punho uma chama intensa. Demian é atingido por ela, saltando de lado em seguida saindo do alcance dos dois. Suas roupas não sofreram danos, mesmo assim ele parece ter sentido os efeitos do golpe. Aproveitaram a chance para sincronizar um ataque cominado. Marcelo salta e se mantem no ar com a ajuda das Asas Brancas, gira sua espada a frente do corpo como um moinho, o movimento faz o ar se agitar a sua volta. Wagner está no chão concentrando grande quantidade de energia, então ergue os braços lançando uma grande chama em direção a Marcelo. O fogo ficou preso entre as correntes de ar criadas por ele.
Marcelo, Wagner: — Tempestade de Fogo!
O ataque libera as chamas, elas se dividem em várias bolas de fogo que caem sobre o inimigo. Demian observa o ataque se aproximando, sorri. Usando novamente sua técnica, Lightning Speed, ele esquiva de cada chama que caia em sua direção conseguindo não ser atingido por nenhuma delas. Mesmo não tendo resultado com a técnica não desistem de enfrenta-lo. Investem sobre ele com as armas novamente atacando ao mesmo tempo.
Demian consegue defender-se de ambos, sua velocidade agora aumentada é muito superior a deles. Consegue conter o avanço deles, atingindo um chute em Marcelo e um soco no rosto de Wagner. Mal se recuperaram já seguia outro ataque.
Demian: — Sabem? Eu gostei da técnica de vocês. – desdenhava — Thunder Storm!
Ele concentra sua aura e lança um raio para o alto. Ele forma uma esfera brilhante que se mantem suspensa. Então dela partem diversos raios que caem sobre os dois. Conseguem evitar ser atingidos a principio, mas não de todo. Acabam atingidos pelo ataque do inimigo. Era extremamente doloroso, mas puseram-se de pé, ainda não seriam derrotados.
Demian: — Hahaha, que tal terem sua técnica usada contra vocês?
Wagner: — Você realmente fala demais!
Aproveitando a pequena distração criada por Wagner, Marcelo retoma a iniciativa usando a Slash Fury outra vez. O inimigo defende os golpes com maestria e dessa vez se posiciona de modo a mantes Wagner atrás de Marcelo para que não possa atacar com o fogo novamente. Wagner, no entanto não hesita, usa sua técnica explosão em meio as armas dos dois. Ambos se afastam rapidamente evitando serem atingidos. Outra vez o ataque levanta uma grande quantidade de poeira. Demian salta para um lugar aberto, sem os paredões não há como ataca-lo por cima novamente. Contudo, o campo aberto era exatamente o lugar onde Marcelo desejava que ele estivesse.
Os ventos se agitam, num instante Demian se vê preso no vértice de um ciclone violento. Em meio a ventania e a poeira que se levantava percebe ainda os dois amigos lado a lado. Suas auras se fundiam em uma liberando um grande poder.
Marcelo, Wagner: — Furacão de Fogo!
Demian não teve tempo sequer de gritar. Os ventos que giravam em torno dele se incendiaram. Foi completamente engolido pelas chamas que desapareceram momentos depois. Seu corpo sem vida manteve-se de joelhos no chão, a cabeça tombava para trás sustentando ainda o horror em seu rosto. Parte das roupas ainda mantinha-se queimando, mas a batalha terminara. Atrás deles ouviu-se um barulho, algumas pedras haviam se partido, revelando numa das paredes uma porta. Seguiram por ela sem olhar para trás.
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Iza entrara no salão após ter passado por outro desafio. Quando atravessou a porta ao fim do corredor, saiu num lugar completamente inusitado. Paredes altas a cercavam, logo a frente o corredor fazia uma curva, depois outra e então uma encruzilhada. Não havia qualquer sinal que lhe orientasse sobre a direção correta. Começou a caminhar ali por algum tempo até deparar-se com um caminho sem saída. Sim, agora confirmava seu temor, havia sido lançada num labirinto. A principio sentiu-se assustada, detestava lugares fechados, detestava estar perdida, mas conseguiu manter a calma. Já havia passado por muitas coisas antes dali e agora sabia que não poderia desistir. Começou então a caminhar novamente, voltou até a ultima encruzilhada, ali parou um pouco enquanto pensava, deveria haver um meio de sair. Foi quando encontrou a maneira de livrar-se daquele lugar. Concentrou sua aura um instante, logo formava-se em torno dela uma pequena poça d’agua. Dali saíram pequenos fios que foram serpenteando nas quatro direções. Iam traçando o caminho e se dividindo em cada caminho e cada encruzilhada. Iza podia sentir até onde já havia alcançado sua magia, assim evitara os becos sem saída e voltas fechadas. Pelo caminho ainda surgiram algumas armadilhas das quais teve de se desviam ou destruir, mas logo chegava a saída. Assim encontrava agora Rafael e lhe contava o ocorrido.
Rafael: — Que bom que deu tudo certo. Mas e os outros onde estão?
Iza: — Eu não sei. Depois de você o Wagner entrou numa outra porta. O Marcelo vinha atrás de mim mas a porta se fechou assim que atravessei e fomos separados. Mas e você? O que aconteceu?
Rafael: — Aquela porta me trouxe direto pra cá. Cibele estava a espera, mas consegui vence-la. Então você chegou.
Iza: — Ela está morta?
Rafael: — Não, só desacordada. Não tinha porque fazer isso.
Iza: — É claro que tem. Ela quase fez você e o Marcelo se matarem, depois quase mata todo mundo com aquele golem gigante. E com certeza ela também armou essas armadilhas todas daqui. Ainda acha que não é motivo?!
Rafael: — “Tá”, sei de tudo isso. Mesmo assim, não poderia fazer isso.
Iza: — Se você está se sentindo mal porque não quer machucar uma garota deixa que eu resolvo isso.
Ela seguia em direção a garota, mas Rafael a detém. Ele a encara seriamente.
Iza: — O que foi, heim?! Afinal quem é essa garota? É claro que vocês já se conheciam e que ela não gosta de você. Por que isso agora? Em explica então.
Rafael: — Foi há uns quatro anos. O nome dela não é Cibele, é Simone. Nós éramos namorados. As vezes eu me ausentava para ajudar alguns amigos, ela não aceitava isso. Dizia que eu dava prioridade pra eles e coisas assim. Discutimos muito e terminamos. Ela não é uma má pessoa. Não sei por que está aqui ou fazendo tudo isso, mas não posso fazer isso com ela.
Simone: — Ah, que comovente...
Ela havia despertado e estava as suas costas. Rafael se vira, mas não tem tempo de reagir. Simone enfia o punhal em seu estomago.
Simone: — Pra mim você continua apenas escolhendo o caminho mais fácil.
Ela o empurra sobre Iza, que o segura.
Simone: — Você sempre confiou demais nas pessoas, avisei que isso ainda mataria você.
Ele está perdendo os sentidos. Iza o deita no chão com cuidado, o ferimento não parece tão grave. Não entende porque ele está tão fraco. Encara Simone, seus olhos numa mistura de espanto e ódio.
Simone: — É isso mesmo. A lâmina estava envenenada, logo estará morto. E você será a próxima.
Ele desmaia e Simone ataca Iza com o punhal, mas não atinge a garota é surpreendida pela técnica Repelir, que a joga para trás alguns metros dali. Iza se levanta sua aura está em chamas.
Iza: — Ora, sua... Como pode fazer isso?! Ele acaba de poupar sua vida!
Simone: — Ele foi um tolo, aqui não é um parque de diversões. Somos inimigos, ele é quem não quis enxergar isso.
Iza: — Chega, já estou cansada de você. Sempre com esse ar de sabe tudo. Pra mim você não passa de uma covarde.
Iza saca sua espada, pronta atacar Simone. Esta por sua vez já havia recuperado suas armas e também se prepara para lutar. Iza ataca primeiro, pretender manter a batalha longe de Rafael que ainda está desacordado. Ela ataca com golpes fortes obrigando a adversaria a defender-se usando os dois punhais. Sem deter os ataques Iza usa o Fluir aumentando sua velocidade, conseguindo acertar o braço e a perna direita de Simone. Para um pouco para recuperar o folego. Simone aproveita o momento para avançar, mas tem seus ataques bloqueados, além de receber mais um golpe. Iza a acerta usando a borda do escudo, um pouco acima da cintura da adversária.
Simone: — Polarizar!
Sua técnica deixa a oponente numa polaridade inversa a sua. Atraindo-a para si quando se aproxima. Iza se desequilibra, quando seu corpo é atraído na direção das armas de Simone e não consegue defender-se direito, sendo ferida por alguns cortes pequenos. As duas se afastam em seguida. Iza tenta retomar a investida, mas Simone já tinha o combate planejado.
Simone: — Magnetizar!
O salão fora projetado a fim de auxiliar sua estratégia. Ela faz com que as vigas e outros materiais do lugar fiquem com as mesmas propriedades de um imã. As armas de Iza, forjadas em aço, são atraídas pelos materiais que lá haviam. Tornando seus movimentos mais difíceis. Isso permitiu que Simone se defendesse sem problemas e acertasse um chute no estomago de Iza. Ela então se levanta, embainha a espada de volta no escudo e atira os dois a um canto.
Simone: — Já está desistindo garota ou pretende me enfrentar de mãos vazias? Achei que de divertiria mais com você.
Iza: — Heh, desistir não é do meu feitio. E também não sou tão bondosa a ponto de enfrenta-la de mãos livres. Vamos lutar! Punhos de Gelo!
A aura de Iza lhe envolve as mãos e forma uma esfera de agua em cada. Em seguida a agua se solidifica tornando-se esferas de gelo, delas ainda saem alguns espinhos em direções diversas. Ela transformara as próprias mãos em duas maças, como as usadas em batalhas medievais.
Iza novamente usa o Fluir para acelerar seus movimentos. As esferas parecem não pesar em suas mãos, mas são poderosas contra a adversária. Simone se defende como pode, contudo os ataques vem de formas distintas numa sequencia infindável de socos. Um cruzado baixo passa rente a sua barriga, os espinhos rasgam sua roupa. Desvia-se de um direto no rosto, mas não sem ter um corte aberto um pouco acima do olho esquerdo. Ela não tem tempo de contra golpear, sua defesa falha e ela recebe um golpe certeiro no abdome. O golpe a atira ao chão.
Iza: — Seus truques sujos não vão te salvar dessa vez. Canhão de Gelo!
Ela concentra seu ataque unindo as mãos. O gelo se funde numa só bola de espinhos que é disparada juntamente com um violento jato d’agua. Simone ainda sentia o golpe anterior, não consegue sair da linha de tiro. O ataque de Iza a “engole” por completo. Quando o ataque cessa Iza a vê, está caída no chão, mas ainda viva. Não entende o porquê, não havia como se defender daquilo. Então percebe, ao redor da garota havia uma sombra a protegê-la. Iza olha para o lado, Rafael está acordado. Era dele a Barreira de Sombras que salvou a vida de Simone.
Iza: — Por que, Rafael? Mas dessa vez não deixarei que ela faça mais nada.
Vai até suas armas e pega de volta sua espada. Iria terminar com aquilo, mas hesita. Rafael próximo dali geme, está perdendo os sentidos novamente. Simone também o observa, há lagrimas em seus olhos. Então Iza corre até ele.
Rafael: — Não...por...favor... – desmaia novamente.
Iza: — Mas que droga garoto. Você não pode morrer aqui.
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