Sonho?
1 Capítulo único
Notas iniciais
Me desculpem por qualquer erro de português, meu word é muito velho e não corrige em português.
Espero que vocês gostem.
Preto, tudo é preto... Ah, não. Espera. Abro meus olhos lentamente, para me acostumar com a luz, isso não dá muito certo.
Depois que me acostumo com a luz, começo a prestar atenção em aonde estou. Me encontro, no momento sentada em um campo de grama muito verde, que se extende até o horizonte. Além da grama há flores azuis e cor-de-rosa (miosótis, tavez?) espalhadas por todo o local. A uns quinhentos metros à minha frente há um bosque de árvoes rosas (cerejeiras?) e a uns vinte metros à minha direita há um pequeno lago.
Ando até o lago, a água é clara e posso ver meu reflexo. Meus pés descalços, minha calça de pijama amarela, que cobre minhas pernas finas, uma camiseta amassada e larga de tye-dye, meu rosto sem maquiagem, meus olhos castanhos e por fim, meu cabelo de um loiro claro com mechas verde-limão, presos em um coque bagunçado no topo de minha cabeça. Não é o melhor que já estive, mas é bom para alguém que acabou de acordar.
Olho para frente, e vejo um cavalo branco, deitado na outra margem do lago, vou até o local e percebo que ele tem um... Chifre? Ok, o cavalo é um unicórnio de corpo e crina completamente brancos com patas cintilantes e um chifre, também cintilante.
Um relógio toca. Uma batida. Espera, mas que relógio? Deve te sido só a minha imaginação.
– Olá, onde eu estou? – Pergunta clichê, eu sei. Muito “Alice no País das Maravilhas”. E também ele provavelmente não vai responder, eu estou falando com um unicórnio. Ai meus deuses, qual é o meu problema?
Bom dia jovem viajante, eu não posso te dizer onde você está, mas preciso de sua ajuda, para atravessar o bosque de cerejeiras.
Sua voz soa em minha cabeça. Ok, pelo menos ela fala, eu acho. – É... Viajante? Olha, eu não sou uma viajante, eu só acordei aqui e não faço a menor idéia de onde estou. E também, por que eu deveria confiar em você?
Porque eu sou o único ser aqui, porque eu sou um unicórnio e porque você também precisa atravessar o bosque.
Ok... Que tipo de resposta é essa? E quem disse que eu preciso atravessar aquele bosque? Mas, também, eu não tenho nada para fazer, então... Digo um “ok”, meio irritado. Ele se abaixa e subo em suas costas. O unicórnio começa a andar em direção ao bosque de cerejeiras.
...
– Qual é o seu nome? – pergunto depois de uns dois minutos andando.
Eu não tenho um nome, jovem viajante.
Um relógio toca. O mesmo de antes. Duas batidas.
– Bom, eu tenho. É Beryl, então pare de me chamar de “jovem viajante”. E também, eu vou te chamar de... Bob. – Não é um nome muito bom, mas foi a primeira coisa que veio na minha cabeça.
...
Continuamos andando por um tempo, Bob não é muito rápido, me pergunto se seria melhor eu ir andando, mas ainda estamos longe do bosque. Ok, na verdade é só preguiça mesmo, mas ninguém precisa saber. O lugar está completamente vazio, nós somos os únicos lá.
O relógio toca. Três batidas.
– Você ouviu isso?
Ouvi o que?
– Um relógio, mas não deve ser nada... – Ok, eu definitivamente tenho problemas. – você anda meio devagar... Sem ofensas. – Ele não diz nada.
...
Continuamos andando em silencio, a única mudança na paisagem é o bosque, que aos poucos fica maior.
– Por que você precisa atravessar o bosque? – Ele não responde – Ok, então, por que eu preciso atravessar o bosque?
Eu não, sei, jovem viajante. Por que você precisa atravessar o
bosque de cerejeiras?
– Para de me chamar de “jovem viajante”! Eu já te disse meu nome! E tabém eu nem sei o que tem do outro lado do bosque, como eu vou saber porque eu preciso atravessá-lo?
O relógio toca. Quatro batidas. Apenas ignoro o som e nós continuamos andando.
...
Chegamos na “entrada” do bosque. Cerejeiras brancas e cor-de-rosa de tamanhos variados crescem a mais ou menos um metro de disntância uma da outra, em volta do bosque há uma pequena cerca branca e a nossa frente há um caminho de pedras.
Bob para por um momento e eu desço de suas costras. A grama faz cócegas em meus pés descalços.
Vamos
Ele diz. Entro no bosque e Bob me segue. O lugar parece mágico.
...
O relógio toca. Cinco batidas.
O sol está alto no céu, quando chegamos em uma clareira. Há lanternas penduradas nas árvores em volta do lugar e no centro há uma mesa de piquenique branca.
Vamos parar um pouco.
É a primeira coisa que Bob fala desde que entramos no bosque. Vou até a mesa e me sento no banco. No meio da mesa há um prato branco com rosas pintadas na borda, dentro do prato há frutas silvestres e algumas torradas, ao lado do prato há uma xícara com a mesma estampa de rosas, dentro há um líquido vermelho, que parece ser chá de morango.
– Eu posso comer isso? – pergunto para Bob.
Por que não poderia?
– Ah, sei lá! Vai que a comida está envenenada, ou que é de alguém. – Ele não responde, então resolvo comer uma das frutas.
Fecho os olhos enquanto coloco a frutinha na boca, o gosto é normal e nada acontece então como o resto das frutas e as torradas, também tomo o chá que é de morango.
O relógio toca. Seis batidas
Me viro para trás e Bob está me esperando em frente ao caminho de pedras. Ando até ele e continuamos a “viagem”.
...
Estamos andando a um tempo, quando uma flor cai em meu pé direito. Olho para cima e percebo que as flores estão começando a cair. Paro e fico lá, sorrindo enquanto as flores caem. Ai. Meus. Deuses.
Percebo que Bob está me esperando e continuo a andar, meio saltitante e ainda sorrindo.
...
As flores continuam caindo, agora mais rapidamente, fecho os olhos e começo a girar com os baços abertos.
Fico lá, girando e rindo, enquanto flores brancas e de diferentes tons de rosa caem a minha volta. Caio sentada no chão e me deito, rindo.
O relógio bate. Sete batidas.
Abro os olhos e a luz forte me cega, estou deitada em minha cama, no meu quarto e tudo foi só um sonho.
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