Sonhando Com A Morte - Com Andrey Z.

1 Capítulo 1: Onde tudo começou


Notas iniciais
A história se passa em 1946, ou seja, fim da 2ª Guerra Mundial. Passei um bom tempo sem escrever e quero saber se realmente vale a pena continuar, então por favor comentem e deixem suas expectativas a respeito desse começo. Obrigado ^^

Esse caso que vou contar a vocês é brilhantemente resolvido por alguém que já conhecem, mas eu que vos conto ainda sou anônimo e futuramente me apresentarei. Tudo começou quando meu amigo Andrey Zyrmytrov se viu obrigado a tirar férias...

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– Não...não...eu tenho que chegar...não vá, não vá !!!

– Andrey, Andrey, acorde! – Dizia uma sonolenta voz.

...Volte,volte! – Continuava a gritar.

– Andrey!

– Ãh? O quê? – Disse Andrey assustado.

– Amor, você estava sonhando de novo, já é a quarta vez esta semana.

– Eu sei, mas não entendo Alice, sonho com algo que não posso alcançar, sei que existe, mas não posso tocar e muito menos saber o que é – Descrevia confuso o jovem Andrey.

– Todas as noites a um mês você vem tendo estes sonhos e toda vez acorda e conta a mesma história. Agora já basta, amanhã vamos a um especialista, queira você ou não – Disse Alice encostando a cabeça no travesseiro e voltando a dormir.

– Especialista? Será que estou ficando mesmo louco? Não pode ser...ou será que sim... – Resmungava Andrey enquanto cochilava.


Na manhã seguinte Alice falava ao telefone:


– É papai hoje vamos ao médico...não, não, eu estou bem...não estou grávida papai!É Andrey que me preocupa, já tem um mês que ele vem tendo sonhos estranhos e depois acorda dizendo coisa com coisa...ele trabalha de mais, bem que o senhor poderia dar umas férias a ele...tudo bem papai vou desligar, ele está acordando, mande um beijo para mamãe,tchau, tchau – Conversava ao telefone Alice enquanto andava de um lado a outro.

– Bom dia amor, como vai? – Perguntou Andrey.

– Eu vou bem, mas você não está esquecendo de nada?

– Ah!Mas é claro, levar o cachorro para passear, não é? – Coçou a cabeça enquanto falava.

– Não Andrey!Ir ao médico, se lembra?

– Não estou doente, para que médico?

– Lembra o que te falei ontem quando acordou daquele sonho estranho de novo? Lhe disse que iriamos a um especialista, não aguento mais te ver acordar dizendo que sonhou com não o que, se arrume e não demore – Dizia a mulher em tom autoritário.


Após a consulta médica o casal se encaminhou até a mansão Petrovisk.


– Olhe Andrey, Alice me contou que está tendo uns sonhos meio estranhos não é? – A pergunta vinha de Cap. Petrovisk que estava sentado atrás de sua mesa no escritório da mansão.

– Sabe Capitão de um mês para cá eu venho tendo uns pesadelos, onde corro, corro, mas não alcanço nada, o mais estranho é que quando acordo me lembro de meu pai. Espero que não esteja ficando louco – Descreveu Andrey.

– Olhe meu filho, desde de que chegou a Inglaterra a seis anos notei em você um jovem muito lucido e astuto e você me provou isso resolvendo quase que sozinho a morte do Conde Sunderland, e para ser honesto só permiti seu casamento com Alice porque mostrou um enorme caráter e responsabilidade. Você não está ficando louco, talvez só esteja um pouco estressado e cansado por causa do trabalho.

– É possível, mas gosto tanto da Scotland Yard e não queria deixar o trabalho.

– Eu sei disso, mas já resolvi as coisas, você vai tirar férias, só falta assinar alguns papéis.

– Mas eu não quero férias! – Exclamou Andrey.

– Você pode não querer, mas precisa. Desde a morte de seu pai você não parou de trabalhar, casou-se, entrou para a polícia e daquele momento em diante você tem agido intensamente em questões importantes na Inglaterra.

– Mas está um pouco em cima da hora para arrumar tudo e nessa época as hospedagens estão abarrotadas de gente – Falava Andrey tentando mudar a ideia do sogro.

– O que é isso rapaz, você é um detetive da mais importante polícia Inglesa, tem os melhores lugares nos melhores hotéis do mundo, deixe de desculpas e faça as malas, o seu avião parte as 17:00 horas, não se atrase! – Disse Petrovisk acabando com todas as chances de Andrey.

– Está bem, as cinco estarei lá – Concluiu Andrey levantando-se e saindo do escritório.


Alice e Andrey ficaram para o almoço, após a refeição voltaram para a casa onde residiam em United Ville.


– Alice eu não preciso de férias alguma, é só alguns sonhos bobos, vão passar logo, eu sei que vão – Falava Andrey enquanto punha as coisas na mala.

– Chega Andrey! Assuma logo que você não está bem, e qual o problema em visitar a sua terra natal, não faz mal a ninguém, você vai a Moscou e fim de conversa. Olhe o carro já chegou, deixe-me te ajudar com as bagagens – Disse Alice pegando uma das malas e encaminhando-se para a porta.


Na frente da casa se encontrava um carro preto dirigido pelo motorista do Cap. Petrovisk.


– É amor, já que não tenho opções mesmo já vou indo, se cuida está bem, te amo! – Disse Andrey beijando a esposa.

– Você verá que estamos certos, essa viajem te fará muito bem, eu também te amo – Despediu-se Alice vendo o marido entrar no carro.