Sonhando Acordada

1 Capítulo 1 (Prólogo) - Como Tudo Começou...


Notas iniciais
Esse "capítulo" é mais uma introdução da história.

Nossa! Eu me lembro como se fosse um acontecimento da noite passada! Me lembro de todos os detalhes da noite em que eu o vi pela primeira vez!

Eu estava indo dormir (sim, dormir) e comecei a escutar um chiado nos meus ouvidos, até que eu senti uma dor de cabeça muito forte e desmaiei. Ou adormeci, não sei o termo certo para aquela situação. Eu deveria ter uns 9 ou 10 anos de idade.

Desde então, consigo controlar totalmente minhas ações dentro de meus sonhos, consigo falar com qualquer um que apareça por lá, principalmente com ELE!

Quando eu digo ELE, eu me refiro a um garoto que aparece e conversa comigo TODAS as noites nos meus sonhos, absolutamente TODAS! Calma, vocês já vão entender.

Não quero que vocês pensem que sou maluca, eu não sou, ok? Talvez isso soe como uma mentira, uma mentira vinda de uma garota não muito alta (1,68m), com um cabelo esquisito, liso da raiz até perto das orelhas, depois é ondulado. Negro como uma sombra, e meus olhos, como minha mãe costumava dizer:

—De um tom azul claro como o céu!

Sou só mais uma daquelas garotas lindas que vive encontrando defeito onde não existe. Eu posso até ser bonita, mas a minha vida é uma grande merda!

Minha mãe morreu quando eu tinha 10 anos de idade. Como? Eu não sei.

Desde então, minha vida se transformou de uma ponta a outra! Meu pai arranjou uma madrasta terrível! Aquele tipo de pessoa que ficaria linda em um caixão, bem fundo na terra! Sem exageros! A mulher é uma verdadeira bruxa!

Não demoraram nem 3 meses para se casar, e em torno de um ano, eu já tinha que aturar uma pirralha chata que eu era obrigada pelo meu pai a chamar de irmã! Quando essa guria completou 4 anos, definitivamente encarnou um demônio!

Minha madrasta tem os cabelos loiros e lisos que vão até um pouco abaixo do ombro. Tem 28 anos e se chama Ellen.

Meu pai se chama Hanry, tem 34 anos. Cabelos castanhos e olhos castanho-escuros. Tem o temperamento forte, se irrita fácil e não é muito sociável... (Sim, eu sempre preferi a minha mãe)

O ponto em que eu quero chegar aqui, é que as horas mais felizes de cada dia era o momento em que eu colocava a cara no travesseiro e pensava: "Finalmente um pouco de paz".

Meu passatempo preferido se tornou esse: Dormir! Na verdade, era mais pelos sonhos que eu tinha quando fechava os olhos. Era como entrar em uma dimensão muito melhor do que essa em que sou obrigada a ter que respirar!

Meu pai vivia de mal humor, e se aquela mulher dissesse pra ele que eu matei alguém, ele certamente acreditaria! Era um saco! Ela vivia no meu pé, mandando eu fazer mil coisas e me ameaçando de mentir qualquer coisa para o meu pai. Eu só obedecia para não piorar as coisas!

Ah! Quase esqueci de dizer! Meu nome é Lory, e tenho 15 anos atualmente.

Acho que essa minha vidração por ficar sonhando, e preferir o mundo imaginário do que este em que vivemos aconteceu por causa de toda essa pressão estúpida que passei a sofrer.

Sonhar com ele era algo totalmente melhor do que seguir ordens de uma madrasta ridícula!

Estou mais descrevendo minha vidinha de merda do que contando a história em si.

Bom, vamos começar com um dos meus muitos sonhos. Vai que assim, aos poucos, vocês entendam...