Sonhadora Indomável
6 Capitulo 6 - Porquinhos, Porquinhos, Meus queridos Porquinhos
Notas iniciais
[Scarlett]
Há coisas na minha vida que eu entendo o motivo de acontecerem. Como quando converso com alguém, certas vezes falando debochada ou com grosseria. É complicado ser educada e gentil quando neste momento, passo por uma situação tão complexa que nem eu, consigo compreender o por que disso. Enquanto descia as escadas, ao lado de Chris e de Oscar, pensava sobre oque havia visto, ao tocar na barriga daquela grávida. Depois de ter aquele devaneio, me perguntava se minha dor ia passar de uma vez por todas. Uma hora ia acabar descobrindo se isso funciona, ou aquilo só foi um aviso, o meu passado, o mistério da minha vida.
Chris caminhava olhando para frente, ignorando Oscar completamente, que se gabava, contando que era um dos melhores pintores da década de 40, que até hoje ninguém é tão bom quanto ele foi. Caminhamos até a frente do prédio, quando me dei conta que não tínhamos ideia de por onde começar a buscar.
– Antes de irmos – disse – Alguém tem um mapa? Esquecemos de verificar as fazendas que já foram invadidas
– Verdade! – oscilou Chris, passando a mão em seu queixo – Eu tenho um mapa dentro do meu carro, venham!
Seguidos Chris até seu carro, que estava na calçada a frente propriedade. Seu carro era um Porch, da cor vermelho escuro, com bancos pretos e confortáveis. Entrei e me entrei no banco ao lado do motorista Oscar entrou e sentou no bancos de trás. Oscar reclamou, ao se dar conta de que sentar não lhe convinha, já que era um vulto. Logo estralou os dedos, virando uma pessoa de carne e osso, com os olhos de uma cor amarelada, cabelos loiros escuro. Tinha um porte de um lutador de boxe, oque me fez gargalhar. Chris sentou- se no banco da frente, olhando para os botões e acessórios daquele carro. Até achar o porta luvas, onde ele abriu e retirou de lá um mapa da cidade. Estendendo no centro do automóvel.
– Sabemos que o suspeito agiu em 5 fazendas dessa região – Chris dizia apontando para tais locais – Primeiro, uma fazenda a duas quadras do centro, outra bem perto dali, uma próxima a outra e... – Chris parou por alguns segundos, a cada ponto que ele via, marcava com linhas – Scar... olha isso
Olhei atentamente para o mapa. As linhas que Chris havia feito formava uma grande cabeça de porco, incompleto, faltando apenas um lado para formar o nariz do animal. Arregalei os olhos, incrédula. Pondo minha mão na minha nuca, confusa com oque via. De fato era uma coisa estranha.
– Seja quem for essa pessoa, tem um sério problema com porcos – disse arqueando as sobrancelhas
– Com toda certeza tem! – Concordou Chris
– Então a próxima fazenda que o suspeito ira atacar é – Oscar suplicou analisando o mapa – Uma fazenda chamada ‘’ Cantinho feliz da tia Juh’’, número 66, fica a duas quadras daqui
– Não temos muito tempo – Disse olhando para o relógio do carro – Essa pessoa sempre ataca entre as 00:30, e agora são 00:10
Chris e Oscar assentiram, o moreno guardou o mapa dentro do porta luvas, ligou o carro e pisou forte no volante. Fomos mais rápido do que eu imaginava. Olhava pela janela aberta, as pessoas pareciam ter sumido nas ruas, somente haviam alguns moradores de rua, acompanhado de seus cachorros. Me direcionando olhares de desespero e tristeza, pude ouvir um deles dizer ‘’ Me de um pedaço de pão’’. Senti um aperto no coração, uma vontade de lhe ajudar, mais eu não tinha tempo suficiente.
[....]
Ao chegarmos, o lugar era tão sinistro quanto eu imaginava. A entrada tinha um portão grande e de madeira, com uma cabeça de gado com o chifre quebrado em cima. Em volta cercas um pouco velhas protegiam o local. O portão estava aberto, facilitando nossa entrada..
Caminhamos lentamente pelo barro, olhando para todos os lados. A baixei minha mão até minha cartucheira, pegando minha pistola. Chris fez o mesmo. Oscar secou de dentro de seu bolço uma régua, gesticulando ela para os lados, e de régua aquilo virou uma bela espada, com uma lâmina tão afiada quanto as presas de um tubarão. Cautelosamente andávamos pelo local, os estábulos estavam em silêncio, não se ouvia o relinchar dos cavalos, nem os mugidos das vacas ao lado do estábulo.
Marchamos por mais alguns espaços até chegarmos a frente de uma casa grande e elegante. Na frente era toda pintada de branco, com detalhes vermelho claro. Alguns vasos de flores estavam pinturados abaixo da varanda, um cheiro doce e suave adentrava minhas narinas, percebi que elas vinham das flores, oque era estranho. As luzes de fora estavam ligadas, dando uma visão concreta de como era a frente, convidativa.
Nós aproximamos mais, Oscar correu os olhos pelo local, rangendo com os dentes ao escutar um som estranho. Cerrei meu punho, dando duas batidas na porta. Ninguém atendeu, então coloquei força em meu corpo, empurrando a porta com força, invadindo o local. Chris caminhou a meu lado em silêncio. Oscar ficou de vigia lá fora, com sua espada na mão.
A cada passo meu e de Chris, o velho piso de madeira soltava um gemido, como se quisesse avisar a alguém, que pessoas estranhas adentravam a casa. Olhava para os lados inquieta, as luzes da cozinha e sala estavam apagadas. Somente a luz forte do corredor nos guiava pela casa. Em baixo estava tudo bem. Não havia pessoas ou sinais de vida por ali. De repente algo suspeito chamou minha atenção, proferi profundamente, inalando um odor horrível de carniça. Vindo da cozinha, levantei minha mão para cima, a movendo como um ‘’Siga-me’’. Chris veio atrás de mim, apontei para onde vinha aquele cheiro, de trás da geladeira.
– Você consegue a empurrar Chris? – repliquei
– Claro! – Sorriu minimamente
Chris pós sua arma novamente em sua cartucheira. Pondo-se ao lado da geladeira, apoiando seu corpo usando sua força a movendo de lugar. Logo avistei um alçapão a baixo dela, haviam garras na porta dele. Chris e eu trocamos olhares pensativos, ele suplicou algo como ‘’ Quer que eu abra?’’ balancei a cabeça para os lados, sussurrando ‘’ Vamos abrir juntos em 1,2,3!’’. Seguramos a alça do alçapão e puxamos para cima. Logo o cheiro pior de morte entrava em nossas narinas, provocando embrulhos em meu estomago, coloquei a mão na boca pra controlar o ácido gástrico que subia pela minha garganta. Várias carcaças de porcos estavam jogados lá dentro, já entrando em decomposição alguns e outros estavam abertos, provavelmente foram mortos violentamente.
– Da próxima vez que viermos em uma missão Scar.. – Pronunciou Chris – Lembre-me de trazer um saco de vomito
Dei um sorriso torto, se eu falasse algo provavelmente iria acabar vomitando. De repente escutamos uma turbação vindo do andar de cima da casa. Chris pegou novamente sua pistola, a carregando, pondo o dedo pronto no gatilho. Caminhamos lentamente, fui a frente, subindo devagar as escadas. Ao chegar no andar de cima, vimos uma sombra de uma pessoa, que devido a janela aberta tinha os cabelos voando. Tentei me aproximar cautelosamente, com Chris ao meu lado. Mais a pessoa que ali estava virou seu olhar para ambos, surgiu um trovão no céu, que dei claridade ao lugar, deixando claro que a pessoa tinha olhos amarelos e brilhantes como de um lobo faminto.
Imediatamente aquela pessoa pulou da varanda do quarto, e sumiu. Chris e eu corremos em direção a escada em alta velocidade. Tomando cuidado para não cairmos, as escadas eram grandes. Então subi no corrimão da escada e dei um mortal. Quando cheguei ao chão, parei com uma perna dobrado, outra esticada e uma mão para trás apoiando meu corpo. Assoprando o cabelo que voou em meus olhos. Chris parou e me olhou por alguns segundos, logo depois voltando sua atenção para os grunhidos vindo lá de fora.
Assim que pisamos os pés lá fora uma luz verde preenchia o local. Oscar havia se transformado novamente em vulto. Fixou seus olhos em mim apavorado. Apontando para a esquerda. Chris e eu viramos nossos rosto no mesmo instante. Meu rosto se corou imediatamente, provavelmente minha pele estava mais branca do que de costume. As palavras de desespero estavam presas em minha garganta. Chris apontou sua pistola em direção da pessoa. Mas levantei minha mão, falando baixo para que abaixasse sua arma.
– Não acredito que é você – pronunciei abismada
– Obviamente que não suspeitaria de uma mulher bonita, jovem e grávida! – pronunciou a jovem – Não é! Alinovna?
Uma luz foi acesa, deixando claro quem era a mulher. Sua vestimenta, um vestido longo e florida, que já fora branco agora estava coberto de sangue. Seu rosto de princesa, com a boca banhada de sangue, com um pedaço de provavelmente o coração de outro porco, que estava a baixo da jovem. Seus cabelos pretos e cumpridos estavam soados, presos em um rabo de cavalo. Era Melody, a pessoa que eu suspeitava, me olhando com aqueles olhos amarelos cintilantes.
– Francamente Melody, não achei que você capaz de fazer isso – Disse cínica
– Claro que não! – Melody levantou-se, em sua mão metade do coração do porco estava mastigado – Senhorita Scarlett Alinovna – deu uma gargalhada sarcástica
– Okay! Agora eu acho ela mais parecida com um dragão do que uma princesa – Pronunciou Chris abismado – Santo deus! – exclamou
Melody se aproximava lentamente de mim. Coloquei a arma a frente, pondo meu dedo no gatilho. Atirar nela não era meu objetivo. Oscar colocou-se a minha frente, segurando meu braço.
– Scarlett, sei qual é o problema dela — Disse Oscar virando rapidamente para Melody — Você precisa me escutar
– Não escute este..- Melody parou por alguns segundo, me fitando, desmanchando seu sorriso — Agora ententendo porque veio atrás de mim Scarlett!
– Ela tá me assustando — comentou Chris incomodado
– Você é uma Sonhadora Indomável — Melody rangeu os dentes — Saia daqui sua praga! — vociferou terminando de mastigar o coração
– Não vou te machucar Melody — Pronunciei com calma — E não vou sair daqui enquanto não descobrir o motivo de fazer isso
– Minha querida, não tem explicação — disse — Essa vontade que sinto é insasiável! Dés do inicio da minha gravidez
– Isso tem cura Melody, me escute! – exigi aproximando-me lentamente – Não acha que está na hora de pedir ajuda?
– Não preciso da sua ajuda Sonhadora Indomável de merda! – esbravejou, limpando as mãos sujas de sangue em sua roupa, após passando a mão na boca margeada de sangue
– Você não tem outra escolha – arquei as sobrancelhas, dando um sorriso torto, dando passos firmes até me por a frente da jovem.
Oscar rapidamente se movimentou atrás de Melody, segurando seus braços. A jovem se movia para os lados, tentando achar uma forma de fuga. Uma luz verde florescente surgiu em volta da jovem. Modestamente toquei com as pontas dos dedos, no braço de Melody, que ao sentir o toque em seu braço, ficou em completo transe. Parada como uma estatua de um museu antigo. Seu olhos amarelados, agora brilhavam, como o brilho da lua cheia.
Oscar sorriu para mim, disse algumas palavras provavelmente em latim. Fechei meus olhos, respirando fundo, com meus batimentos um tanto acelerados. Aquela luz verde se tornou mais intensa, ficando maior em volta de mim, como um campo magnético. Chris estava atrás, abismado com oque via. A luz verde me cercou completamente. Meu corpo começou a cessar, de baixo para cima. Olhei para cima, começando a ver oque eu chamava de volta ao passado.
– Scarlett!! – Ouvi a voz de Chris, e virei meu rosto rapidamente – Me espere
Pronunciei baixo, exclamando um belo ‘’Não, fique onde está!’’. Mas já era tarde, meu corpo estava sumindo, mas foi o tempo exato para Chris pular para dentro do campo, e começar a sumir como eu.
[...]
Logo nós encontrávamos dentro do que parecia ser Portugal, 1800. Olhei para um relógio enorme no centro do local. Vendo que eram exatamente ás 06:10 da manhã. Discorri meus olhos na direção de Chris, que estava a meu lado, segurando minha mão esquerda. Dei um sorriso bobo, mas logo o desmanchei. Imediatamente a soltei, respirando fundo, torcendo os lábios. Chris apenas sorriu arqueando a sobrancelhas, olhando a nossa volta.
Andamos por ali, olhando atentamente a nossa volta. Em caminhadas curtas, e silenciosas chegamos próximo a uma Abatedouro, localizado um pouco distante do centro de Portugal. A fachada era um tanto sinistra. Exibia um cheiro de estrume, uma parede grande e feita de tijolos. Uma cerca enorme, que impedia qualquer ladrão de adentrar o local. Engoli um seco, esses lugares embrulhavam meu estomago.
Chris aproximou-se a frente de mim. Ficando a frente do portão, procurando alguma coisa que chamasse a atenção de quem estivesse lá dentro. Caminho atrás dele, inquieta devido ao estar naquele local. Ponho-me ao seu lado, olhando atenta para dentro do local.
– Há uma fechadura ali! – Disse apontando meu dedo para dentro do lugar – Consegue estender o braço e a alcançar?
– Claro! – Sorriu de lado. O mesmo estendeu seu braço pelo meio do portão de madeira, tateou os dedos por ele até achar o cadeado que prendia o portão – Achei! – Exclamou feliz, puxando com força o abrindo
– Muito bem! – Comentei sorrindo – Bom trabalho Detetive! – Agora vamos
Chris sorriu orgulhoso adentrando o local juntamente a mim. Marchamos pela terra, olhando para o lado, vendo estábulos, cheios de animais como: Porcos, Bois, Vacas, a grande maioria eram Bois e Porcos imundos. Um homem apareceu dando comida aos porcos, e olhou em nossa direção. O mesmo tinha as sobrancelhas um pouco juntas, era magrelo e feio. Chris tirou sua arma de sua cartucheira e apontou para o jovem.
– Chris, eles não estão nós vendo – Indaguei – A baixe a arma e vamos continuar
– Ah.. isso é muito bom – deu um suspiro aliviado
Andamos para a esquerda. Vendo oque parecia ser um açougue. Uma mulher de cabelos curtos e loiros segurava com as mãos um porco gordo e limpo. Com uma mão segurou firme o pescoço do porco, com a outra sacou uma facão de uma mesa ao lado. Cortando a cabeça do porco e o animal emitir seu ultimo grunhido. Coloquei as mãos a frente da boca atordoada, Chris fez o mesmo. A garota virou seu rosto para nós, suas feições eram semelhantes a de Melody, as únicas mudanças eram seus cabelos e a cor de seus olhos, que eram castanhos mel.
A moça pendurou o corpo do porco em ferros presos no teto. Com o facão abriu o animal, retirando dele as partes mais importantes que nós consumimos. Sobrando apenas seu coração. A mesma gesticula suas mãos, chamando o garoto magrelo de sobrancelhas juntas
O dizendo para que terminasse o restante.
– Filip continue o trabalho – disse – Preciso jogar essa coisa fora – Disse pegando um balde com outros corações de porcos
– Sem problemas Lunna! – revirou os olhos – Fazer oque!
Lunna, que nome bonito, pensei. Lunna caminhou em nossa direção, passando a nosso lado, olhando estranhamente quando passou, provavelmente sentindo um arrepio pela nossa presença. A moça caminhou para trás do estabulo onde uma carca de ferro, dentro dela haviam cães, da raça Pit Bull pretos. Ela pegou os corações e os atacou para eles, sorrindo, gargalhando com prazer.
– Porquinhos, Porquinhos! – cantarolou – Minha diversão de todos os dias, como é bom retirar seus corações e tacar para esses cães famintos – gargalhava encantando cantava, Lunna pegou o ultimo coração restante e o cheirou com os olhos fechados, após os abrindo, rindo – Criaturas burras, pobre porcos
Lunna ficara gargalhando com prazer, limpando o sangue na sua roupa branca de trabalho. Oscar logo surgiu a nossa frente, nós puxando pelo braço, nós trazendo de volta para a realidade.
[...]
Assim que voltamos colidimos com o chão, um pouco a frente de Melody. Que estava deitada no chão adormecida. Oscar estava a nossa frente. Chris estava tão incrédulo que mal podia se mexer de pavor. Oscar aponta para Melody.
– Agora entenderam o porque dela fazer isso? – Oscar disse
– Gostaria de não ter descoberto – Disse um pouco sem folego – Chris você está bem? – virei meu rosto para ele
– Não sei dizer – pronunciou – Sky, será que depois disso podemos parar e ficar uns dias em casa? Ainda não acredito no que eu vi
– Acho que sim Chris – Sorri. De uma certa forma, ter ele com ele nessa viajem ao tempo me deixou contente – Então Oscar... Ela desmaiou depois que saímos?
– Na verdade ela caiu depois que entraram! – suplicou – Então ela deve acordar daqui a pouco
– Acha que vai demorar? – disse pondo as mãos na cintura
– Tenho certeza que não – Suplicou Oscar pondo-se a meu lado – Scarlett pegue o amuleto e ponha a sua frente, preciso voltar antes que ela acorde – Oscar virou o olhar para Melody que começara a se mover – Rápido garota!
Assenti tirando o amuleto de meu bolço, pondo a minha frente. A luz verde apareceu novamente dentro do pingente, absorvendo Oscar para dentro do amuleto. Em questão de segundos Melody levantou, revirando os olhos, piscando. Seu rosto e seus olhos haviam voltado a tonalidade normal. Melody, ficou se joelhos, as mãos na cabeça, demostravam que ela estava confusa. Olhou para suas roupas, para suas mãos e para sua boca, virou seu olhar para mim e Chris, apavorada.
– Quem são vocês? – disse Melody, completamente fora de si – Ah meu deus! Eu fiz isso de novo, juro que não quis fazer isso....Ah céus! – Dizia com lágrimas nos olhos
– Detetive Alinovna e Detetive Rogers, fique tranquila estamos aqui para lhe ajudar – assegurei – Tudo bem Melody, nós....sabemos
– Eu não sei de nada não! – Indagou Chris. O olhei, dando-lhe uma cotovelada no braço – Quer dizer, isso Melody, nós sabemos que não foi intencional – Melody nos olhou melancólica
– Vocês vão me prender?
– Infelizmente teremos, em uma cadeia de mulheres, você ficara em uma – disse – sala isolada, terá tratamento especial por conta da gravidez mais...assim que a criança nascer, pensaremos se iremos lhe liberar
– Isso que eu acabei de fazer....vai voltar, nem as grades iram me manter presa – pronunciou impaciente
Me aproximei da jovem, pondo-me de joelho a sua frente. Chris ficou do meu lado, guardando a arma.
– Nada disso vai acontecer de novo, confie em mim
– Como posso ter certeza disso? –arqueou as sobrancelhas
– Você saberá disso amanha a noite – Abri a palma de minhas mão direita, estendendo-a para Melody – Agora precisamos ir, antes que o dono perceba oque você fez
Melody segurou minha mão e se levantou resmungando. Havia uma conclusão sobre isto, as aparências enganam. Nem sempre oque você olha é oque você está pensando ser, rostos bonitos e bela aparência não significavam que tal sujeito não seja cruel por dentro. Mas todos temos nosso lado ruim e nosso lado mal, e acabara de descobrir o lado mal de uma jovem bonita e gravida.
[...]
Depois que levamos Melody para a delegacia, ela foi levada para um sala isolada, depois de confessar que fora ela que fez aquilo com tais animais. Nosso Capitão Xavier, nos assegurou que por hoje era somente isto, mas que ficássemos atentos, porque o crime nunca para, há sempre algo acontecendo em Nova Jersey. Passamos praticamente o restante da madrugada, saindo de lá ás 09:30 da manhã.
Chris e eu marchamos até meu carro, partindo para casa dormir, depois de passar a noite acordados. O moreno havia dito que não estava com sono, depois do que viu, não adormeceria tão cedo.
– Então, oque acha de um cinema? – Chris sorriu – Dormir eu sei que não vamos conseguir dormir, porque eu não vou tirar aquela cena da minha cabeça tão cedo
– Acho que não séria uma ideia ruim – sorri, concentrada na estrada – Está dizendo que ficou com medinho da grávida? – gargalhei
– Ah ótimo! – sorriu – Oque? Não fiquei com medo, só estou assustado, isso não é coisa que se vê todos os dias!
– Se quer ser detetive, terá coisas piores que ira ver – disse – Então se acostume! – repliquei, sorrindo pelo nariz
– Que seja! – disse – Vamos para o cinema
Ficamos no carro por algumas horas até chegarmos a entrada do local. Foi quando meu celular tocou, uma ligação vindo do nosso Capitão. Francamente, não posso ter um momento de descontração? Acho que o crime gosta de me perseguir, e seja oque for por vir agora, desta vez estou preparada.
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