Sonhadora Indomável

4 Capitulo 4 - Livro Mistico


Notas iniciais
Boa noite pessoal! Como vão vocês? Espero que estejam todos bem ^ ^ Quero agradecer imensamente pelos comentários, mais leitores que não comentam poderiam se manifestar não é? Fico contente quando vocês aparecem, e quando não comentem fico chateada, de verdade pessoal não vai custar nem 1 minutos do tempo de vocês, custa? Me perdoem por isso.... Quero dedicar esse capitulo a Caçadora da Noite!!! Diva este capitulo é totalmente seu! Dedico também claro a todos que lem a fic espero que estejam gostando ^ ^ Resposta da pergunta: Meu ano novo foi muito divertido! Ficamos dançando até as 3 da manhã foi bem legal. E meu ano começou muito bem! Gosto muito da época do ano novo, é muito bom! Agora aproveitem o capitulo!

Não haviam se passados tantos minutos até que sou tirada de meus pensamentos, por uma batida de socos em minha porta. Levanto-me de minha cama cautelosamente, indo em direção a porta, abrindo a palma de minha mão direita, girando a maçaneta. Me deparo com uma mulher um pouco mais alta do que eu, com cabelos curtos e ondulados. Olhos verdes tão vibrantes que chamavam minha atenção.

– Ah mais que bom que está acordada! — exclamou a mulher — Posso entrar?

– Porque não me disse que vinha, em vez de desligar o telefone na minha cara? — esbravejei abrindo espaço para a mesma passar

– Não temos tempo pra isso — disse — Então filha, me conte sobre oque você viu

A mulher se sentou no sofá na sala, que dava de frente a porta de entrada. Sento-me a sua frente, trocando olhares tensos. Minha mãe de fato nunca me fazia visitas, conversar pessoalmente com ela me deixava nervosa. Se olhar em seu rosto você de fato pensaria que ela é um anjo, mais por trás disso não é bem como você pensa. Ao longo do tempo tivemos muitas brigas e conflitos, mas já tivemos momentos bons e felizes juntas. Mesmo assim, ficar de frente a ela e contar oque está acontecendo, me deixava soando frio e tremendo como alguém que faz um teste pela primeira vez.

Sorriu minimamente, respirando fundo antes de lhe contar tudo oque aconteceu. Assim que lhe explico tudo, ela se levanta pondo-se a minha frente de joelhos. Um olhar de pensar altera seu rosto, seus olhos vibrantes me encaravam. Ela virou seu rosto para o lado, soltando um grunhido. Todas as vezes que ela fazia isso, não significava muita coisa, somente tinha certeza de que essa ação resultaria em encrenca.

– Scarlett está na hora de lhe mostrar algo — disse — As coisas já estão indo longe demais — Ela se levantou andando rapidamente pela casa

– Longe demais? — exclamei arqueando as sobrancelhas

– Claro! — disse cínica — Quando tinha sua idade, isso acontecia comigo também, mais claro! — disse revirando a sala, jogando tudo pelos ares — Mais não eram tão frequentes assim

A mulher revirou toda minha sala, meus objetos, cadernos e tudo que guardava por ali estavam jogados por todo o local. De trás da minha estante, ela tirou um livro velho empoeirado. Como aquilo foi parar ali? De fato isso algo que eu gostaria de saber. Arregalei meus olhos ao pensar naquele livro atrás da minha estante, a tanto tempo e nunca o percebi. A mesma o pós em sua mão, abrindo um sorriso e soltando uma gargalhada um tanto assustadora.

– Sabia que ele estava por aqui — seu comentário me fez uma dúvida se formar em minha cabeça — Como você nunca achou isso garota?

– Não faço a mínima ideia — disse cruzando o braço sobre os seios -Como isso vai me ajudar?

– Este livro é praticamente mágico — Marie disse — Aparece quando você começa a ver as coisas que contém nele, e como você está começando a ter estas experiências, ele reapareceu

– Ainda acho isso uma besteira — questionei revirando os olhos

Marie deu de ombros, caminhando até o sofá, sentando-se. Colocou o livro sobre sua coxa e o abriu no centro. As páginas eram velhas idênticas a páginas de uma bíblia antiga, que tinha cheiro de pó. Pude ouvir um grunhido de dor surgir do livro ao ser aberto, meus pelos do corpo se arrepiaram, minha atenção foi fixada naquele objeto. Marie foi passando as páginas, tinham gravuras de pessoas, sofrendo e destroçadas de formas brutas. Ao lado das figuras textos e trechos como frases, algumas me causavam embrulhos no estomago, só por passar os olhos.

Marie parou em uma página com um semblante de uma garota igual a mim. Suas feições eram tão doces, apesar de ser somente uma pintura representada em uma folha. Era visível suas expressões e seu rosto. Tinha cabelos curtos, na altura das suas orelhas, a cor era de um preto brilhante, tinha olhos azuis como o céu em dias de verão. A cor de sua pele deveria ser branca. Devia ter em torno de 5 ou 6 anos. Assim que bati meus olhos naquilo meu coração pareceu se apertar em meu peito, engoli um seco, atordoada, minhas mãos tremiam tanto quanto o restante de meu corpo.

– Ainda acha isso uma besteira Scarlett? — Marie arqueou as sobrancelhas

Balancei a cabeça para os lados negativamente. Aquilo era de fato fora do comum. Marie virou mais páginas, até parar com o dedo indicador em outra página. Nesta as metáforas eram diferentes, haviam pessoas matando as outras, a grande maioria mulheres.

Ao lado uma frase em negrito dizia ''Dores inexplicáveis resultam em mortes''. Era como uma notícia de jornal, uma parte tirada e colada na folha. De imediato me lembrei da mulher que provavelmente. Ainda estava sentada naquela cadeira, na delegacia aguardando por respostas de sua dor.

Marie tira o livro de sua coxa e coloca sobre a minha. Pondo-se a minha frente, olhando-me cínica. Respiro fundo, abaixando minha cabeça, lendo cada pedaço daquele trecho.

'' A muito tempo quando isso aconteceu comigo pela primeira vez, eu me perguntei o motivo disto. Me perguntava o porque disso, porque sofrer tanto. Estes médicos idiotas não sabem oque sinto, tenho dores fortes na coxa, pernas e minha cabeça bem na lateral. Não tem explicação médica pra isso, então o único jeito de fazer isso é me matar'' — Depoimento de Stefeller Benson, Paciente do Hospital Santa Barbara n°369, rua alfred buviery''. Tudo indicava exatamente oque eu estava procurando. Maria era hipocondríaca. Levanto-me com o livro nas mãos.

– Então é isso que irei enfrentar? — indaguei entregando o livro para ela — Sem problemas! Já enfrentei coisas bem piores — Deu continuidade passando a mão pelos cabelos

– Infelizmente sim Scar! — Marie disse cruzando os braços — Isso é só o começo que você terá que enfrentar

Suspirei de certa forma aliviada. A profissão de detetive é gratificante, mas você acaba enfrentando casos tão infortúnios que você nunca esquece. Que tiram seu sono. Escuto batidas vindo da porta. Marie vira seu rosto em minha direção, gesticulando seu braço esquerdo para sua coxa, sacando de uma cartucheira presa em sua calça, uma pistola, a sacando e apontando em direção a porta. Faço o mesmo, andando até a porta. Olho pelo buraquinho da porta, vendo que do outro lado, estava Chris.

– Sky! Você está ai? — Chris dizia baixo — Tenho um problema e preciso da sua ajuda

– Já estou indo! — indago virando-me para trás

Marie não estava mais por ali. Tinha sobrado somente o aroma de rosas, que sempre continha em suas vestimentas. Apanho o livro que ela havia deixado em cima da mesa de centro, aberto na página cujo a imagem daquela garotinha semelhante a mim, me deixava atordoada. O guardo novamente onde ele estava, logo indo atender a Chris.

Assim que abro a porta, Chris deu um grande sorriso. Logo o desmanchando ao ver minha cara de preocupação.

– Tá tudo bem? — disse erguendo uma sobrancelha — Parece que viu um fantasma

– Estou bem — suspirei — Quem sabe....- disse debochada

– Que bom! — disse — Hã, você ainda vai voltar para o trabalho? Preciso de um favor seu

– Sim, irei voltar sim — sorri de canto — E qual séria o favor?

– Minha mãe disse que sou um meliante porque não tenho emprego — levantou seu braço para trás da cabeça, coçando com as mãos o cabelo — Será que pode ter uma vaga pra mim?

– Se você tivesse experiência com assassinatos, mortes e sem tiver estomago forte — coloquei a mão na cintura — A vaga é sua — gargalhei

– Engraçadinha! — revirou os olhos, arqueando as sobrancelhas — vai me ajudar?

– Claro! — disse — Vamos

Chris e eu partimos para a delegacia rapidamente. Não estava me sentindo bem pessoalmente, dizer a verdade sobre como estou, não é algo que costumo fazer. Aquela página, aquela expressão da garotinha, era semelhante demais para estar somente em um livro velho. Havia mais além disso, tinha absoluta certeza.

[...]

Adentramos o local. Levei Chris ao meu chefe, que o cumprimentou sendo simpático. Desejei boa sorte para Chris e corri até a sala onde Maria devia estar me esperando. Assim que cheguei ela não estava mais lá. Caminhei rapidamente pela delegacia a procura da jovem, subi as escadas, corri pelos corredores e nada. Até que fui até o ultimo andar, chegando no térreo vendo Maria estar a ponto de se jogar.

Ando lentamente, me aproximando cautelosamente para não agravar a situação. Maria vira seu rosto, percebendo minha presença. Seu rosto estava pálido demais, quase anormal, dava para ver com clareza suas veias no rosto. Havia um escuridão complexa em seus olhos. A parte branca e seus olhos estava coberta por uma escuridão inaceitável. Parei, fiquei a olhando, movendo minhas mãos para cima e para baixo, sinalizando a paz.

– Maria, se acalme e vamos conversar — disse com o tom de voz o mais calmo possível — Descobri seu problema, vai dar tudo certo

– Ninguém sabe o meu problema Detetive Alinovna! — Maria não olhava em meu olhos, mantinha seu olhar para baixo do prédio — Ninguém consegue localizar com precisão minha dor, NINGUÉM! — Grunhiu

– Maria eu sei o seu problema — suspirei — Você é hipocondríaca, essas dores que sente são reflexos da sua existência anterior — Maria não se mexia — Eu sei que você não acredita em mim, estou dizendo a verdade

– Não sou a Maria! — Disse a jovem, virando-se em minha direção, descendo da ponta do prédio, se aproximando de mim — Sou Evangeline, na outra vida esta garota tinha meu nome — sua voz era grave e medonha — Prestou atenção no recado que lhe dei? Levando você ao meu passado

– Tanto faz — engoli um seco — Deixe ela em paz!

– Você nos salvou Scarlett Westfire Alinovna — gargalhou som escárnio na voz — Agora posso descansar em paz

– Como sabe meu nome inteiro? — supliquei, franzindo o cenho

– Um dia você vai saber o motivo — sorriu — Obrigada Scarlett!

Aquela mancha preta nos olhos da jovem sumiu. Saiu de seus olhos e se tornou um vulto, sumindo diante do sol quente. Maria caiu de joelhos no térreo. Corri a tempo de a segurar pela cintura. Seguro seu queixo, vendo que estava desacordada.

– Oque aconteceu com ela? — Disse a voz de Chris atrás de mim

– Oque você faz aqui? — franzi a testa — Ela só...está muito fraca — menti

– Consegui o emprego e me disseram para vim lhe procurar — Chris se aproximou de nós, pegando Maria no colo, a carregando — Acho que temos nosso primeiro caso juntos

– Sério? — digo cínica — Meus parabéns...- sorriu pelo nariz

– E pelo jeito, não tem haver com pessoas se suicidando, matando médicos, algo diferente do que você havia me dito

– E oque séria?

Notas finais
Oque acharam? Merece mais comentários? Recomendações? Digam oque acharam, podem ser sinceros ^ ^ Me perdoem por ele não ter ficado tão grande Pergunta de Hoje: Quais são suas fobias? Até o próximo pessoal! Um grande abraço e espero que estejam gostando!!!