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24 Something Just Like This (The Chainsmokers ft. Coldplay)– Draco X Hermione


Notas iniciais
Mais uma Dramione, mas dessa vez é UA. Vejo vocês lá embaixo!

Draco Malfoy era considerado o garoto mais sortudo da sua sala e, de certa forma, as pessoas tinham alguma razão ao falar isso. Ele era de fato um dos estudantes mais ricos do colégio e tinha tudo o que queria, quase tudo, porque o que tinha em bens materiais faltava nos quesitos amor e carinho de seu pai.

Filho de Lucius Malfoy, ele sempre foi tratado como realeza em casa e pelas pessoas mais próximas a eles, porém era só elas saírem de perto, que as coisas mudavam. A frase: “as aparências enganam” se aplicava perfeitamente ali. Por isso, ele sentia saudades de quando era pequeno, nos primeiros anos escolares ninguém se conhecia, então era mais fácil para ele fazer amizades.

Agora que estava terminando o colégio, se pegava pensando ainda com mais frequência nos momentos da infância e de quando brincava com uma menina morena de cabelos cheios e cacheados. Conforme foram crescendo, se afastaram e começaram a competir para ver quem seria o melhor aluno da turma. Ela sempre ia melhor do que ele, menos em Química, mas ainda assim, sua média final era maior que a dele. Por meio ponto, mas era.

Já Hermione Granger crescera em um lar cheio de amor, seus pais sempre estiveram ali por ela e a incentivavam sempre que podiam. Podia não ser milionária, mas estava longe de ser pobre. Ao menos, para o restante da classe, porque para Draco e seus amigos, ela era tão pobre quanto os bolsistas, se a pessoa não tivesse alguns milhões na conta e não fizesse parte da elite, então fazia parte da ralé da sociedade.

Ela realmente não entendia como aquele garoto doce e meigo que conheceu no seu primeiro ano na pré-escola se tornara amargo e arrogante, quer dizer, ela até sabia o motivo por trás de tudo aquilo, mas não queria acreditar. Gostaria de crer que ele nadaria contra a maré, que se rebelaria, se revoltaria e sairia de casa, mas percebeu que eram apenas as histórias de seus livros falando mais alto. Sabia que na realidade, nada disso aconteceria. Se ele saísse de casa, para onde iria? Se brigasse com seu pai, perderia tudo que tinha e ainda seria proibido de ver a mãe.

E Granger sabia que, para ele, sua mãe significava o mundo, jamais a abandonaria. Mas, naquele último ano, ela só conseguia pensar no loiro que fora seu melhor amigo nos primeiros anos escolar e em como torcia para que ele conquistasse logo sua independência financeira para sair de casa o quanto antes. No fundo, ela tinha certeza de que ele não pensava como o pai, mas precisava agir daquela forma.

Estavam no meio da aula de Química, quando notou alguém a cutucando. De ímpeto achou que fosse Ron, mas as probabilidades de ele estar acordado na aula eram nulas, logo pensou em Harry, porém o moreno deveria estar tão disperso quanto ela. Foi na segunda vez que encostaram em seu ombro que ela viu quem a chamava e se surpreendeu ao ver Blásio Zabini, melhor amigo de Draco, a chamando.

— Psiu. – ela olhou em seus olhos. — O Draco pediu para te entregar. – e estendeu um pequeno pedaço de papel.

— Obrigada. – guardou o bilhete no bolso do casaco e voltou a olhar para frente, só que mais curiosa em saber o que havia escrito naquele papel do que em como resolver o exercício mais difícil do dia.

Assim que chegou em casa cumprimentou os pais e foi direto para o quarto. Deixou sua mochila em cima da cadeira, tirou os sapatos, se sentou na beirada da cama e pegou o papel em seu bolso. Olhou para ele fixamente durante alguns segundos e pensou se aquilo era realmente de Draco ou se era só mais brincadeira de mal gosto, sabia que só havia um jeito de descobrir e assim que viu a primeira letra, soube que o bilhete era dele mesmo. A caligrafia fina e elegante não deixa espaço para dúvidas.

“O ano está quase acabando e eu só queria agradecer por ter estado lá por mim nos primeiros anos. Sei que mudei completamente, me afastei, comecei a fazer bullying com você e me isolei, mas eu não tive escolha. Eu realmente só queria dizer que foi muito importante para mim e que andei lendo uns livros antigos, aqueles que você costumava me contar quando lia, sobre lendas e mitos, Aquiles e seu ouro, Hercules e seus presentes, os controles do Homem-Aranha e histórias sobre Batman e seus punhos. Acho que fiquei nostálgico e lembrei que não estou nessa lista”.

Ela não teve dúvidas, pegou o celular e buscou o contato dele em sua lista. Tinha salvado anos antes, quando criaram um grupo da sala. Nunca o havia chamado para conversar no privado, nem sequer tinha uma foto de perfil, o que significava que ele não tinha se dado ao trabalho de adicionar seu contato. Mas, sabia exatamente o que mandar. Logo abaixo de seu nome viu que ele estava online e começou a digitar.

Hey! Aonde você quer ir? O quanto está disposto a arriscar? Você sabe que não estou buscando por ninguém com superpoderes, nem super-heróis nem finais felizes de contos de fadas. Só quero alguém que me entenda ou algo do tipo.

Assim que ela enviou a mensagem, viu que ele ainda estava online. Então fechou o aplicativo, mas a curiosidade fora maior. Ele tinha recebido, lido as mensagens e adicionado seu contato. Voltou a digitar antes que perdesse a coragem.

Sabe, também andei lendo uns livros antigos sobre lendas e mitos, testamentos que foram contados, histórias sobre a lua e os eclipses, sobre o Super-Homem antes dele colocar seu traje para salvar o mundo. Mas eu sei que não o tipo de pessoa que se encaixa nesses lugares.

Draco, por outro lado, não conseguia pensar em uma resposta para nada daquilo, a única coisa que foi capaz de fazer, foi mandar uma simples mensagem para Blásio dizendo que ela se lembrava e sabia que não precisava se explicar mais, seu melhor amigo entenderia. Voltou para a página principal, só para ver que ela estava digitando de novo e, se ela realmente se lembrasse de tudo, então ele já sabia o que responderia em seguida.

Hey! Aonde você quer ir? O quanto está disposto a arriscar? Você sabe que não estou buscando por ninguém com superpoderes, nem super-heróis nem finais felizes de contos de fadas. Só quero alguém com quem posso desabafar, alguém de quem eu possa sentir saudades ou algo do tipo.

Mione sabia exatamente o que responder. Eles inventaram aquele diálogo anos atrás, quando sonhavam em serem compositores famosos, era a letra da primeira música deles. Havia só uma frase que nunca havia sido dita em voz alta, estava apenas nos cadernos com a letra.

Acho que ficou mais claro do que nunca que não estou buscando por ninguém com superpoderes, nem super-heróis nem finais felizes de contos de fadas. Só quero alguém que eu possa beijar.

E, assim que enviou essa última mensagem fechou o aplicativo de conversa e deixou o celular longe, só veria a resposta mais tarde. Ou, era o que ela pensava que iria fazer, a verdade é que ela era ansiosa e precisava saber se o que ela sentia era recíproco ou não, então passou o resto da tarde olhando para a tela de cinco em cinco minutos, até que ele a respondeu despois de algumas horas.

Desculpa a demora, precisei resolver uma coisa. É que tem uma garota que é forte o suficiente para se proteger e sonhadora o bastante para criar suas próprias histórias. Ela não precisa de um super-herói a protegendo e não precisa viver um conto de fadas, ela só quer alguém que possa beijá-la.

Ela mal tinha terminado de ler aquela mensagem e a campainha de sua casa tocou, não precisou perguntar quem era, tinha certeza de que era o loiro e não se surpreendeu quando abriu e o viu parado ali em frente. Fora em sua casa uma única vez anos antes, mas agora, o olhando ali parado com as mãos para trás e o olhar fixados nos sapatos, parecia que tinha sido outro dia.

Notas finais
Espero que gostem, não se esqueçam de comentar e vejo vocês no próximo capítulo. Beijos com gosto de cupcakes azuis.