Soneto de Fidelidade
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Soneto de Fidelidade:
Regina estava na mansão somente esperando Emma chegar, para enfim lhe declamar um poema. A morena o achara enquanto lia alguns poemas na internet e simplesmente o amara. Ele era tradicional, e ao mesmo tempo tinha estilo. Era inovador, porém clichê. Ela pegou um pedaço de papel e anotou o poema nele. Passou o dia inteiro decorando-o. Agora faltava só a princesa de sua vida chegar em casa, para enfim declama-lo.
Ela havia feito um jantar mais romântico, na mesinha de centro da sala havia colocado algumas velas, e colocados os pratos e taças adequadas para a situação. O guardanapo de tecido logo ao lado do prato, e os talheres também. No centro da mesa havia um vinho branco, e algumas pétalas de rosas vermelhas espalhadas pela mesa.
- Amor, cheguei! – Regina ouviu Emma dizer ao entrar pelos fundos. Ela logo tratou de esconder o papel, que tinha o poema escrito, dentro do decote da blusa. – Oi amor – Emma ao vê-la foi correndo lhe dar um beijo – Nossa! Não me diga que hoje é uma data especial, por favor! Se for eu me esqueci! – a loira disse tentando relembrar alguma data importante. Não era data de namoro, de primeiro beijo delas, data de aniversário delas, data de nada era!
- Não se esqueceu de nada meu amor, por favor, sente-se, vamos jantar! – Regina sorriu ao ver os olhos da loira já revirando em sinal de preocupação – Pedi para Henry ficar nos seus pais, tudo bem pra você?
- Não há problema nenhum – Emma concordou enquanto se sentava do outro lado da mesinha. – Agora posso saber o motivo desse jantar? – perguntou curiosa.
- Só um jantar querida – Regina piscou pra ela – Vou pegar o jantar, já venho.
Regina se levantou, e foi até a cozinha buscar o jantar que tinha preparado. Não era nada demais, era somente canelone, frango e salada. Ao voltar com as coisas na mão recebeu ajuda de Emma, e as colocou em cima da mesinha. Elas se serviram e ficaram conversando sobre coisas banais, até que a morena disse:
- Deve estar se perguntando o motivo do jantar, não é?
- Sim! Estou muito curiosa! – respondeu que nem criança. Os olhos dela estavam brilhando.
- Eu hoje estava na prefeitura procurando algumas coisas na internet, até que achei um poema. Eu o achei lindo, e achei que seria legal se eu declamasse ele para você, o que acha? – perguntou a morena que recebeu um aceno positivo de Emma – Ok! Vamos lá!
“De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.”
Regina olhou para Emma atentamente para Emma assim que terminou a primeira estrofe, pegou fôlego e continuou:
“Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento”
A loira estava vidrada nas palavras de Regina. Ela estendeu a mão em cima da mesa e capturou as da morena, que sorriu e voltou a falar:
“E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”
A loira tinha lágrimas nos olhos e sorriu assim que a morena terminou o poema. Ela querida poder falar alguma coisa para Regina em resposta a esse amor, mas não conseguia. Se tentasse falar ia acabar chorando.
- Eu amo você Regina – Emma sussurrou enquanto deixava as lágrimas rolarem pelo rosto.
- Eu também meu amor – Regina secou as lágrimas que caíam dos olhos de Emma.
A morena arrastou o corpo para perto do de Emma e se sentou ao lado dela. Elas se beijaram delicadamente, sem pressa, com muito amor, calma, alegria.
- Você entendeu todo o poema? – perguntou a morena preocupada que Emma não tivesse entendido muito bem.
- Entendi querida, ele é lindo.
- Meu amor por você é assim Emma... Eu prometo meu amor por e para você, estou te mostrando a grandeza do meu amor por você. E não quero que ele diminua. Minha vida não é vã, ela não é vivida em vão, eu não penso em você pois não tenho mais no que pensar, mas penso em você porque eu prefiro viver a sua vida que viver a minha. Eu deixo a minha vida de lado para com você, para com a sua vida. Me dá prazer desfrutar desse sentimento. Dessa minha escolha. Eu quero você, meu amor, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, no bom e no ruim. Só a morte pode nos separar, mas se isso acontecer, para quem fica, fica só, e eu não quero isso, não gostaria que isso acontecesse. Mas se acontecer, posso dizer a você que meu amor por você foi eterno, enquanto durou.
Emma estava atenta a todas as palavras que Regina dizia, sabia que era tudo de coração e concordava com todas, até que a parte de “Mas que seja infinito enquanto dure”, pois sabia que não era justo com nenhuma das duas, se uma delas morresse e elas não pudessem se relacionar com outras pessoas, pois o amor é assim. O autor desse poema mesmo, amou muito, foi o poeta que mais amou. Nove esposas. Por que não as duas? Mas claro, só a morte que as separe, pois o amor é eterno enquanto se está vivo.
- Emma Swan – Regina sussurrou de frente para a loira – Gostaria de se casar comigo?
- Mas é claro que sim, que seja eterno enquanto dure! – a loira respondeu e logo depositou um beijo nos lábios da morena.
Notas finais
Beijos (:
Fale com o autor