Sinceramente fiquei meio apreensivo por uma deusa de uma hora pra outra entrar no meu quarto e me mandar um Toca aqui,mesmo que tocasse não tinha como me defender e mesmo que tivesse uma arma duvido que conseguiria encarar um ciclope, sentia meu rosto suando , a deusa me olhava com um olhar do tipo Não vai deixar no vácuo vai?, eu passei a mão pelo meu rosto e senti algo... o anel que Cronos me dera mas como isso era possível? Cronos me dissera que o anel ia me ajudar muito ,não pensei muito no assunto fechei os olhos toquei na mão de Artémis, quando abri os olhos não estava mais no meu apartamento estava em frente a um galpão enorme, sinto me angustiado era igual ao meu sonho e como se não bastasse ali estava, de costas para mim, Alisson se esgueirando perto de uma caixa ameaçando entrar no local , eu corri em sua direção ,ela não me percebeu até eu tocar seu ombro, seus reflexos eram ágeis em menos de dez segundos ela já empunhava a lâmina de sua adaga contra o meu pescoço.
–Oi! — Disse meio desajeitado.
–O que você ta fazendo aqui?
–Longa história,o importante é que você não pode entrar ai dentro.
–Eu preciso, ele tem o mapa para o acampamento, porque eu to me justificando com você eu vou entrar.
Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa ela pulou pela porta que estava entre aberta, como eu imaginava ouvi também um grito lá de dentro (adivinha de Quem?) Alisson fora capturada. Eu fiquei os próximos minutos tentando me lembrar do por que eu ter vindo para lá, uma suposta deusa me leva para salvar uma menina que não quer ser salva,por mais que eu torce-se nenhum som ecoava lá de dentro ,(na verdade nenhum som de Alisson, eu ainda podia ouvir o som de engrenagem e o som do gigante praguejando) não vejo outra opção além de entrar, apesar de cada músculo do meu corpo dizer o contrario eu abro a porta lentamente e vejo, Alisson está pendurada pelas pernas por uma corda que está amarrada em uma viga de metal no teto , o ciclope parecia distraído tentando resolver um problema em sua cabeça andando de um lado ao outro ,passando a mão pela cabeça , seu grande olho reluzia a fraca luz da lua que entrava pelos buracos no telhado e pela fresta na porta.
Eu precisava pensar em algo, mesmo que conseguisse passar pelo gigante teria que arrumar uma maneira de soltar Alisson sem precisar chamar atenção do ciclope, ela sangrava pela testa como se tivesse levado uma marretada na cabeça, eu não via sua adaga em lugar nenhum junto com ela, me escondi atrás de uma grande caixa de madeira e fiquei observando para tentar achar a adaga em algum lugar, lá estava a menos de um metro de distancia de mim, um salto e eu conseguiria pegar a adaga, não tinha tempo para pensar apenas pulei e agarrei a faca quando olhei para o lado o ciclope me encarava (neste momento eu descobri porque me senti tão tenso quando o ciclope me olhava em meu sonho), ele se jogou em minha direção , apesar de não gostar de falar disso eu corri ,me desviei pela esquerda e segui em direção a Alisson que começava a recobrar a consciência eu gritei:
–Vai demorar muito pra acordar? — Eu a essa altura já estava ofegante por correr em círculos me desviando do grandalhão, que gritava sempre que errava minha cabeça ao tentar me bater com seus bastão.
Alisson recobrou a consciência e começou a se debater.
–Finalmente bela adormecida. — Digo meio rindo meio bufando por causa do cansaço.
–Vai me ajudar ou não? — Ela me fuzila com o olhar.
Lanço a adaga em sua direção e por sorte ela consegue pegá-la no ar (nunca confiei nas minhas habilidades de arremessador antes) ela começa a cortar a corda que a prende, problema um resolvido, só falta me livrar da criatura de três metros de altura que está me perseguindo, eu começo a pensar em como.
Penso em todas as alternativas possíveis , que envolvem: correr até Alisson se soltar e depois deixar o resto pra ela , correr porta afora na esperança de escapar e por fim a que eu menos gostava enfrentar o monstro.
Alisson estava demorando demais para se soltar, correr pra fora me faria parecer um covarde (dignidade antes da vida,não poderia viver se soubesse que eu tinha corrido dos meus problemas) então a única coisa que parecia sobrar era enfrentar o grandalhão atrás de mim, eu olhei para o meu anel e pensei com raiva espero que isso seja uma arma,eu fechei os olhos e me concentrei de repente sinto minha mão mais e mais pesada quando abro os olhos na minha está uma longa espada de bronze , tinha o punho revestido com tecido e seguindo o punho havia um relógio de ponteiros do tamanho do palmo da minha mão , a lâmina era reta de um lado e afiada do outro (a lâmina era igual a de um katana japonesa)tinha quase um metro e meio de comprimento, eu poderia adimirá-la por horas se não precisa-se me defender de um monstro doido.
O ciclope defere um golpe mas eu desvio a pancada com a parte cega da lâmina (só depois disso zelei pela integridade do relógio que tinha na espada, mas ele não havia sofrido nenhum dano pelo contrário marcava agora cinco segundos),o ciclope pareceu confuso por eu ter desviado seu bastão mas mesmo assim me atacou de novo,eu desviei pela direita e cortei a mão do grandalhão que gemeu de dor, eu agora olhava para o relógio na minha espada estava em trinta segundos, comecei a ficar apreensivo, o que aconteceria se chegasse em um minuto?,não queria descobrir isso enquanto estava em uma luta,me aprecei e cortei o monstro na coxa fazendo com que ele se ajoelha-se só agora percebi quanto sangue jorrava de sua mão cortada, quando ele caiu enfiei a lâmina em seu queixo atravessando até chegar no topo da cabeça, o ciclope fechou o olho e começou a se desfazer.
Olhei para o relógio na minha espada e o relógio marcou um minuto a espada tremeluziu e se transformou de novo em um anel, o relógio era a contagem regressiva para a transformação da espada.
Fiquei admirado com o anel por um tempo, por isso não vi o momento que Alisson despencou da corda, eu corri para ajudá-la mas ela pareceu não precisar de ajuda, ela se levantou sorridente (não exatamente o porque, se eu caísse daquela altura no mínimo gemeria de dor por um minuto e meio) e começou a vasculhar um caixote que ficava perto da viga de sustentação principal, ela tirou lá de dentro um monte de barras de metal ,alguns pedaços de pano e por fim pegou um pergaminho que estava no fundo ,ela gritou em comemoração enquanto ria descontroladamente, ela abriu o pergaminho e suas feições mudaram ,ela começou a xingar descontroladamente, cheguei perto para ver o papel e quando olhei comecei a rir, era uma receita de torta de chocolate (na minha opinião ficaria perfeita com chantili mas a receita não mencionava isso) ela sentou apoiada na parede emburrada e eu sentei ao seu lado.
-Então a receita é alguma guloseima mágica ou coisa do tipo? Disse sorrindo.
Ela me soca no braço com raiva e começo a rir mais alto.
-Não tem graça, era pra ter o mapa dizendo como chegar ao acampamento meio sangue naquele baú.
–Quem te falou que ele ia tá aí?- Pergunto
-Foi Art...
–Fui eu Uma voz alta interrompe Alisson , me viro e identifico quem: Artémis Eu nuca disse que estaria no baú disse que você encontraria o mapa aqui.
Ela caminha em nossa direção ,observo ela por alguns segundo então digo
-Engraçado, não foi você que me enviou aqui pra ajudar ela Pergunto para a deusa.
-Sim, precisava testar seu valor antes mortal, artefato interessante esse aliás Disse ela apontando para o anel.
-Isso não é importante, só quero saber onde está o mapa. Diz Alisson enfurecida.
-Aqui está — A deusa tira de sua aljava um pergaminho e entrega a Alisson -Espero que como cavalheiro você a acompanhe ,não gosto de passar missões ,principalmente para homens, -Acrescentou ela com certo desprezo — mas você Marcus di Viene deve levá-la até o acampamento em segurança.
Passo a mão pelo meu rosto limpando o suor.
-Não tem como chamar outra pessoa , ou você fazer aquela parada do toca aqui não? — Alisson me olha intrigada como se perguntasse como assim toca aqui?.
-Infelizmente não posso mandar pessoas para dentro do acampamento e não quero chamar outro pessoa, agora deixe de ser insubordinado e leve a garota OK?- Antes que pudéssemos dizer qualquer coisa ela tremeluziu e desapareceu deixando apenas um bilhete no meu colo se deixá-la nem que por um segundo os monstros pareceram muito gentis para você , sem contestar guardei o bilhete no bolso.
-E aí pra onde nós vamos? Perguntei um tanto quanto desanimado.
-Nós ? Como assim nós ? — Disse Alisson com o mesmo olhar de quando tentara entender o que era o toca aqui de Artémis Daqui pra frente eu vou sozinha.
-Desculpe te informar mas eu recebi uma ordem de Artémis pra te acompanhar, e eu tenho mais medo dela do que de você ,-Disse sorrindo então para onde nós vamos?
Ela abriu o mapa e disse:
–Nossa primeira parada é o Central Park.
Juntos cruzamos a porta e saímos do galpão.
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