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51 Sem lamentos.
Notas iniciais
Capitulos anteriores:
– Vim, quando eu quero uma coisa, eu vou atrás, e sempre escute sempre tenho o que quero. — Ela diz com um sorriso aberto.
...
– Mais especial que a Emily? — Brinco.
– Muito mais que Emily, falo sério. -Ela diz olhando para mim e mexe no meu cabelo.
– Mais especial que a Emily? — Brinco.
– Muito mais que Emily, falo sério. -Ela diz olhando para mim e mexe no meu cabelo.
– Mas eu sou louca pela Hanna, porque não posso mudar isso, tirar ela da minha mente.
– Você tirará, e verá que foi ótimo ter se livrado dela, você merece alguém que realmente te entenda, que esteja com você para o que der vir, alguém que nunca te deixará escapar. -Ela sorri, ela tem um sorriso belo,
– A coisa mais complexa é achar essa pessoa, misteriosa que você tanto fala.
– Talvez ela esteja agora na sua frente e só você não vê ela.- Eu rio quando ela diz isso.
– Como assim?
– Assim. — Ali me beija. Depois do beijo fico com uma cara de surpresa. — Desculpa Spencer eu não devia ter feito isso. — Ela fala completamente nervosa, acho fofo.
– Não, espera. — Eu beijo ela de volta.
– A coisa mais complexa é achar essa pessoa, misteriosa que você tanto fala.
– Talvez ela esteja agora na sua frente e só você não vê ela.- Eu rio quando ela diz isso.
– Como assim?
– Assim. — Ali me beija. Depois do beijo fico com uma cara de surpresa. — Desculpa Spencer eu não devia ter feito isso. — Ela fala completamente nervosa, acho fofo.
– Não, espera. — Eu beijo ela de volta.
...
– Terminamos, porque não queria manter um namoro a distância. — Eu digo e ela fica vermelha.
– Você não pode ter feito isso, não acredito que seja tão egoísta a ponto de não ter conversado antes com ela, eu sei que a Spencer te liga todos os dias, e não parou para pensar nela, Hanna você é ridícula. — Ela se vira e sai caminhando
– Não te dei o direito de referir assim a mim. — Eu sinto a sua mão vindo de encontro a minha face.
– Isso é por tudo que fez a Spencer. — Ela sai.
Fim do capítulos anteriores.
[Spencer P.O.V.]
Eu e Ali nos beijamos, eu não sabia direito porque eu tinha devolvido o beijo, claro primeiro porque eu gostei do beijo dela, mas eu não acho que sinta algo por ela, ou algo do tipo. Mas mesmo assim, eu não consigo parar de pensar no que aconteceu ontem, se eu devo tentar prosseguir com isso ou simplesmente esquecer. Se eu resolver continuar eu posso estar acelerando muito processo, também é um jeito de superar, entretanto se eu tentar apagar isso, eu posso estar perdendo uma chance incrível na minha vida que poderei lamentar depois ou fazendo a escolha certa me prevenindo de algo que não estou preparada ainda. Enfim é difícil de decidir o caminho de seguir nesse momento. Para piorar, Alison me encontra no refeitório no almoço querendo conversando sobre tudo que tinha acontecido na noite anterior, se eu tinha pensado:
– Oi, sobre ontem, eu não sei o que tá passando na sua cabeça, mas eu disposta a aceitar qualquer solução que você queria optar. — Ela fala segurando a minha mão, confesso que isso me deixou meio mexida e ainda mais confusa.
– Oi, eu estou um pouco indecisa com tudo, eu quero pensar mais um tempo, apenas uns dias. — Eu olho para ela, que apenas sorri para mim com muita meiguice.
– Você tem todo tempo do mundo, não vou te apressar, quando se quer alguma coisa de verdade, você espera o tempo que for necessário para aquela coisa for sua.
– Você não era tão romântica.
– Vai ver, que eu não tinha alguém que me inspirasse tanto quanto estou agora. — Ela mexe no meu cabelo,,e fica perdida nos meus olhos que ficam fixados nos seus.
–Você é muito doce, e muito boba, eu nem sou tão maravilhosa como você me acha, e estou começando a desconfiar que isso que faz é para me ganhar as poucos.
– Estou sendo bem sucedida? — Ela pergunta alegremente. — Spencer, você é completamente apaixonante do início ao fim, quero mergulhar cada dia para descobrir mais um pedaço seu, se um dia me enxergar como eu quero, ficarei grata. — Ela não era assim nem com a Emily, ela realmente está apaixonada por mim.
– Quando isso? Quando sua atenção voltou para mim Alison? — Eu pergunto com uma curiosidade imensa.
– Desde e o primeiro dia na Upenn, eu notei o quanto você era eu não sei, maravilhosa. Você é inteligente e ao mesmo tempo livre, é determinada, misteriosa, descolada, aventureira, sensível, um pouco insegura e completamente passional, o que é muito estranho até por ser uma Hastings, o que te torna mais atraente ainda, que me faz desejar cada vez mais estar ao seu lado. — O discurso dela me arrepia toda, nunca suspeitei de nada, contudo agora as coisas faziam sentido.
– Você tem várias coisas encantadoras Ali, e um lado meu quer que eu me atire nessa loucura, o outro diz que cedo demais, o próximo diz que esquizofrênia da minha parte, e o último que se dane. — Ela ri quando eu falo isso e eu junto a ela.
– Pense com calma, análise e toma o melhor veredicto possível possível futura advogada. — Ela saí devagar, e eu penso em duas coisas no que acabou de suceder e se eu realmente vou ser advogada.
[Hanna P.O.V. on]
Eu teria que me conformar minha atitudes propício a o que estou passando agora, penso que tenho predileção a fazer bobagens, mas sei o que me levou a chegar esse ponto e tenho arcas as consequências. Hoje, eu resolvi assistir filme “Chicago”, um musical que a Spencer não curtia, pois dizia que a peça era outro nível, Mas como ela não estava aqui eu assisti, a minha colega de quarto viu comigo.
– Posso ver contigo?
– Claro.
– Que filme é?
– Chicago.
– Nunca ouvi falar é sobre o que?
– É um musical que foi baseado em uma peça de teatro muita conceituada, por muitos considerada um clássico.
– É?
– Sim, inclusive o filme teve a desaprovação de muito fãs da produção. — Realmente não creio que aquilo tudo sai da minha boca, estava impressionada comigo mesma.
– Por que?
– Segundo eles, minha ex-namorada era uma deles, então falo com propriedade do assunto, este filme mudou demais o roteiro original da obra, o que era totalmente desnecessário.
– Renée Zellweeger não canta tão bem para ser protagonista de filme assim. — Ela comenta.
– Vai por isso que ela nunca fez mais um filme desse estilo.
– Provável.
– O Richard Gere galã novidade. — Eu falo sarcasticamente.
– Verdade, esse cara e o George Clooney não fazem outro papel, sempre o mesmo. — Eu dou risada.
– Só falta o Johnny Depp para fazer um cara meio bizarro, tipo maluco. — Ela começa gargalha.
– Se quiserem fazem um filme gay, recomendaria o Clooney e Gere para os papeis principais não tem erro.
– Como você ainda não se tornou diretora?
– Ainda não viram meu talento, todavia espera que um dia ainda dirão “ And Oscar goes to Rebecca Green”. — Ela pega a escova e começa a fingir chorar e fazer um discurso. — Queria agradece meus fãs, a todo mundo que acredito em mim, as minhas amigas, a minha família, a esse elenco maravilhoso, a minha colega de quarto da universidade Hollis, e acima de tudo a meu recalque beijo para vocês,eu consegui. — Meu estomago dói de tanto rir.
– Eu quero estar lá para ver.
Assistimos o filme por mais um tempo, mas começamos a ficar enjoada dele, não é o meu tipo de filme, eu jurei que a Spence não gostava por pura chatice já que ela ama filmes cult, só que me enganei ela não curte porque nem eu aguento ver este, e não muito difícil de se agradar quando o quesito é cinema. Não sabia o que dizer, Rebecca poderia estar gostando, eu não trocar nem desligar,ficava imóvel, tentando encontrar uma forma de perguntar se dava para nós ver outra coisa. A segunda alternativa era sair do quarto e buscar o que fazer fora do meu dormitório, mas eu não tenho idéia do que eu faria lá fora. Rebecca então levanta e me diz.
– Eu vou ir a uma festa que me convidaram, esse filme é um tédio cmpleto. — Seu rosto demonstrava insatisfação.
– Graça deus que não gostou, porque eu detestei com todas as letras, isso é um alivio.
– Quer ir comigo?
– Eu posso?
– Claro eu posso botar qualquer pessoa dentro.
– Jura?
– Sim.
– Nossa, vamos ver. — Fico avaliando a proposta.
– Vamos, vai ser legal, vamos pegar uns garotinhos. Espera opa, você disse que tinha ex-namorada, então no seu caso irá pegar umas garotinhas, não tinhos.
– Topo.
– Essa minha colega, vamos temos que nos apressar, quero ira festa antes de
ganhar o óscar.
– Um tapete vermelho de cada vez.
Na festa, Rebecca logo se deu bem e pegou dois somente na entrada do salão, e não demorou muito a nos dispersarmos, eu tomei meu rumo, as primeiras pessoas a me paquerarem eu evitei, a imagem da Spence ficou na minha cabeça, então percebi que a direção que tomei não dava chances para volta e deixei tudo rolar. Hoje, não sairia dali até que ficasse satisfeita e que minhas vontades se realizassem. Fui até o bar tender pedi uma vodca, dei meu ID falso e bebi com vontade.
– Mais uma que hoje eu to que to. — Ele riu.
– Aqui esta.
– Oi loira. — Vem alguém que eu não sabia quem era falou no meu ouvido, nem me importei em ver a pessoa, eu a beijei sem dó, não tinha noção nem de que gênero ela era.
– Uh. -Dou grito.
– Como vai gatinha? — Outra pessoa chega. Já beijo também.
– Agora melhor.
– Okay.
– Hey você. — Digo a uma menina.
– O que?
– Só isso. — Beijo ela também.
– Gostei. -Ela disse.
– Muito obrigada, eu também adorei, sua gostosa. — Até agora não sei o nome de nenhuma pessoa que beijei essa noite.
– Uh. -Alguém gritou.
– Hoje a noite é minha. — Disse a mim mesma.
Depois de pegar várias pessoas, e não questionar o nome de nenhuma delas, eu esbarrei eu vi uma morena muito gata na minha frente, aquele ali eu tinha que dar uns pegas, vou até ela.
– Oi gatinha vem cá.
– Agora.
– Aria.
– Hanna.
– Eca quase te beijei.
– Eu que digo isso.
– Que porcaria.
– Perai,você terminou coma Spencer há dois dias e já está saindo pegando a geral .
– E o que tem a ver com isso?
– Nada, quer ser vadia o problema é seu. — O meu maior desejo naquele momento era sentar minha mão nela.
[Hanna P.O.V. off]
Aria estava em Hollis, Alice ligou para o seu celular, ela tinham uma conversa interminada, que não conseguiram ter pela correria da semana. Aria atendeu o celular.
– Alô Alice.
– Alô Aria.
– Você tá perto da biblioteca?
– Estou. Como sabe?
– Virá de costas. -Aria vira e vê Alice.
– Oi.
– Alice.
– Aria que ser minha namorada sem exclusividade? — Alice pergunta a Aria, que vai correndo até ela e a beija.
– Sim, mil vezes sim.
Sexta-feira..
[Spencer P.O.V. on]
Eu estava deitada pensando em tudo que havia acontecido comigo, no últimos dias,conversei com Alison e ela me tratou de uma forma tão carinhosa, foi muito gentil e está sendo completamente paciente em ouvir minha resposta. Eu tive vontade de beijar ela de novo, pelo menos para sentir o gosto dela, mas tenho medo que esteja sendo apressada, estou muito vulnerável e volúvel nesse momento, não sei direito como reagir a o que ela me faz sentir, apenas sei que estamos tendo ótimos momentos. Eu coloco meu fone de ouvido e seleciono a música “Angels — The XX.”, pego um livro que minha irmã me deu, não Melissa, mas Autumn, Diário de uma paixão, do Nichols Spark. É muito interessante, e muito doce: O enredo da obra fala é sobre um senhor que conta uma história a outra velha senhora, esta por sua vez, conta a vida de um jovem rapaz, Noah, que volta a North Carolina, depois da World War II, ele restaura a Antebellum House, depois da morte do pai, e Allie uma menina de família tradicional, que lê sobre a casa no jornal e resolve pagar a ele para a visitar. Os dois se conheceram quando eram mais novos, tiveram um pequeno caso, entre outras coisas. Fico olhando o livro eu abro e cai um papel escrito por Tess, enquanto nós duas ainda namorávamos. Eu sem pensar muito o junto e leio:
“A Frustração é muito mais profunda, quando foi causada pelo medo de fazer, o arrependimento não é tão lamentado quando erramos por tentar ou pelo excesso de tentativa, as chances são únicas só diga não a elas quando há a certeza de que não existirá remorso disso.”
Eu parei para refletir o que o bilhete me dizia, fiquei alguns minutos em silêncio calada só analizando o conteúdo, tem achar um motivo para as coisas. Então, sai do quarto corri até o quarto de Alison, bati na porta, Ali abriu par mim, na maior calmaria possível.
– Oi Spence.
– Oi Ali. — Eu beijei ela sem pedir permissão, invadi seu lábios, agarrei com todas forças a minha oportunidade.
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