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79 Culpados e inocentes.
[Spencer P.O.V. on]
Fiquei muito feliz que achei o documento do pai da minha namorada, era um alivio tremendo, a sensação era parecida com quando alguém acha que vai mal na prova e acaba indo muito bem, se bem que eu nunca saberia. Ser a culpada pela Hanna não poder continuar na faculdade, seria um sacrilégio. Alice saiu da minha casa, pegou o carro e partiu, Aria vem até a mim, e subitamente abraço ela forte muito feliz por ter achado.
– Spencer, que isso? — Aria disse, fica me olhando estranhando minha felicidade.
– To muito feliz. — Digo. Ela me olhou séria. — Eu finalmente encontrei o documento.
– Ah, era isso. Mas é tão importante isso? -Perguntou. Eu fiquei a olhando com os olhos arregalados.
– É muito mais, como eu já disse, a vida da Hanna estava nas mãos desse documento, ou nas letras se preferir. Eu estaria perdida nessa hora, se não conseguisse. — Falo apaziguada. Aria olha como quem diz “se tá dizendo”, eu levanto as mãos para alto, comemorando como um título do campeonato nacional de soletração.
– Que bom está feliz, Spencer. — Ela sai entresticida, não compreendo suas razões. Emily me olha embasbacada, eu fico sem reação, a indiazinha apenas faz um sinal de via, duas vezes, eu ainda bastante confusa abro os braços. Então ela me olha e diz.
– Ainda não entendeu? — Emily me pergunta, eu começo a pensar com um pouco de mais calma a situação. Eu estava procurando o papel, achei, isso é fantástico, o que poderia ter acontecido, meu deus a Aria, perdeu a namorada,elas terminaram, como eu não me dei conta. A Alegria de ler esse documentos em mãos me tirou o foco.
Mais tarde, eu ligo para Aria e combino de ir em algum lugar com ela, que eu saber como ela estava lidando com tudo, que eu estava desligada na hora, por isso não reagi daquela maneira, eram muitas coisas na minha cabeça, e a pressão estava me matando. Um pouco mais tarde ainda, nos encontramos na casa dela, ela mandou mensagem no whatsapp que não estava muito com cabeça de sair para qualquer lugar, o que era compreensível, Eu vou lá e abraço ela novamente, só que dessa não era de pura excitação, ele era confortante,afegável, amigável, ela me bem aperta forte e então diz:
– Eu não acredito em tudo aconteceu, tudo estava indo tão e de repente puff, desmoronou.- Era notável sua decepção com seu então ex-namorada e mais perceptível sua frustração com a derrocada de seu relacionamento. Ela coloca sua cabeça no ombro, eu acaricio suas costa, eu me senti vencedora após saber onde tinha deixado os papeis hoje, contudo agora vendo minha melhor amiga assim, não a outro sentimento se não o de derrota, era deveras esquisito ter essas duas sensações no mesmo dia.
– Aria, vai ficar tudo melhor. Na vida temos escolha e fez sua, se precisa desse espaço ele tem que ser respeitado se ela não consegue, não é problema seu, você deixou claro tudo. — Digo. Ela tirou a cabeça do meu ombro e me convidou para sentar no seu sofá.
– Spence, tem uma coisa que a Alice me disse e que me deixa em dúvida, não acho que seja o caso, porém é melhor perguntar agora antes que seja tarde demais para isso. — Diz. Ela estava séria, me olhava compenetrada, ainda abalada por todo ocorrido, só que com um semblante diferente. Eu me senti um pouco acuada, interrogada, um frio na barriga me subiu.
– Pode perguntar. — Falo.
– Ela disse que você e minha outras amigas estava tentando ajudar a me aproximar de de Emily, eu pensava que não, só que você ter convidado Eu e a Em, e apenas nós, além disso marcou um encontro entre nós quatro, e por último ficou feliz quando eu tinha acabado com a Alice, me faz pensar que eu poso ter me enganado. — Diz.
– Não, Jamais.
– Jura, não está me escondendo nada? — Pergunta.
– Não. — Minto, dizendo de forma claramente sínica. Era horrível mentir para Aria, não consegui disfarçar, era claro não dizia a verdade, tentei, entretanto falhei em proteger Hanna.
– Spencer… — Ela olha diretamente a mim.
– A Han tentou. — Despejo a verdade. — Eu não queria dizer por que tenho preservar ela, ela planejou aquele encontro em Hollis e fugiu porque queria que ficassem sozinhas. Esse encontro entre nós quatro que diz que marquei, foi ela, ela usou meu celular para marcar. Não a culpe, ela é impulsiva e só queria que vocês duas ficassem junta por que pensou que ainda se gostassem, na sua cabeça era o certo a fazer.
– Ela também ligou para nós , por que queria causar isso, queria que minha ex-namorada me visse com a Emily? -Aria perguntou indignada. Eu devia tranquilizar tudo.
– Não. Ela nem sabia que estávamos lá na verdade. Não contei a ela o que fazíamos.
– Por que Spencer?
– A razão de eu não saber onde se encontrava os papéis não era por desorganização, ou flata de controle ou foc. Aria eu não lembrava de onde estava por que eu ainda tenho alguma parcela de amnésia, nem tudo que aconteceu no meu passado eu me recordo, e tem grandes partes dele, que não consigo lembrar de exatamente nada. — Era um choque para tudo que eu dizia, ela não estava conseguindo digerir tanta informação, e eu não poderia julgar ela por isso, eu também não saberia lidar se situação fosse o oposto. Ela ficava apenas me olhando excessivamente apavorada.
– Mas por que não me contou?
– Eu realmente não sabia, parece bizarro, todavia não tinha certeza de que realmente era esquecimento.Na verdade, inicialmente, essa ideia nem vinha a minha cabeça, pois por uma boa parte do tempo, pensava que estava em recuperação então fazia sentido não saber de umas coisas, outro eu tratava tudo como normal, ninguém tem memória perfeita. — Revelei. Sabia que tudo era complexo demais, certamente não existia momento certo de contar uma coisa dessas, mas se houvesse grandes chances de ser esse.
– Nem suspeitou? — Pergunta.
– Sim. Comecei a desconfiar quando eu e Alison estavámos começando nosso namoro, ela me contava coisas de a récem nos conhecemos. Muitas dela não sabia do que se tratava, só que na época cogitei ser só algo natural.Lembra quando fomos a praia?
– Claro, foi incrível amiga.
– Pois é, eu não, nada. — Digo.
[Hanna P.OV on]
Os pais de Spencer chegaram ao tribunal, ela disse que iria ajudara Aria, e que não tinha como estar aqui, faz fez tudo o que eu lhe pedi. Eles tiravam o documento e analizaram minuciosamente. Eu ficava olhando os dois, ficava apreensiva, pensava “Será que eles acharam algo errado que possa complicar meu pai? será que meu pai se engano e esse documento não provaria nada a ningém? ou quem sabe trocou os documentos?” Exatemente um milhão de pensamento vinham na minha cabeça, era torturante,cada segundo era sentido pela minha pessoa. Até que felizmente o julgamento começou.
O Réu e inocente das demais acusações.
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