Sometimes

1 Um: Às vezes


Notas iniciais
haha, olá, como estão nessa madrugada? :)

Primeira oneshot postada, espero que gostem, apesar do casal ser "incomum", eu shippo demais! ♥

A música é Sometimes da Britney.

Sometimes

Às vezes eu tenho praticamente certeza que ela vai me deixar louco. E eu jamais poderia dizer se seria de paixão ou de loucura, loucura mesmo. Em todos os trinta anos da minha vida, Sakura Haruno é a mulher mais complicada com quem eu já estive. Instável, bipolar, mandona, encrenqueira, briguenta, doce, gentil, bonita.

Não sei como todas essas características podem existir em apenas uma mulher.

Só sei que não importa o que ela faça para me deixar possesso — de raiva ou de desejo —, mas todas às vezes eu sinto a necessidade de por as mãos nela novamente. E acabo sempre engolindo todo o meu orgulho e peço desculpas por coisas que não foram minha culpa, apenas para tê-la perto de mim novamente.

— Itachi? — Sua voz saiu suave demais, levantei os olhos do meu livro para encará-la. Tive que pigarrear para conter minha surpresa, ela estava completamente nua. — Como estou?

— Bem. — Podia começar a sentir minha boca salivar. Meus olhos se encontraram com os esmeraldinos dela e um sorriso malicioso tomou conta dos seus lábios rosados, para depois morder o lábio inferior, claramente me provocando.

Sorri, deixando meu livro — agora nenhum pouco interessante — de lado e voltando meus olhos para ela.

— Pode me ajudar? — perguntou ainda parada na porta do banheiro, apertando os seios no batente da porta.

— Com o quê? — repliquei, levantando da cama e andando devagar na direção dela.

— Com o chuveiro. Não consigo alcançar. Para mudar a temperatura... Sabe?

Ergui as sobrancelhas e foi passando a língua nos lábios e apoiando o braço na porta por cima de sua cabeça preenchida de fios rosados, que eu disse:

— Sei. E vou te ajudar, com prazer.

Empurrei-a para dentro do banheiro e fechei a porta com um chute. Seu corpo esbelto foi de encontro à parede mais próxima e fiz questão de pressioná-la com ainda mais força nos azulejos frios, fazendo-a gemer de satisfação. Seus orbes verdes se encontraram com os meus olhos rapidamente antes de esmagar os lábios cheios com os meus.

As unhas pintadas de verde se cravaram deliciosamente nas minhas costas e grunhi entre seus lábios. Por que tão tentadora? Por que tão sedutora?

Minhas mãos foram de encontro as suas nádegas pálidas e firmes, apertando-as com vontade e forçando as pernas longas e bonitas a se enlaçarem no meu quadril. Fiz minha ereção pressionar contra sua intimidade e ela gemeu meu nome.

— Essa temperatura está boa pra você? — provoquei, mordiscando o lóbulo de sua orelha.

E foi mirando diretamente nos meus olhos, que ela sussurrou:

— Mais quente, Itachi-sama.

Oh, com todo prazer.

— ### —

— Eu quero que você se foda! Vá para o inferno e me deixe em paz! — ela gritou em alto e bom som, apontando o dedo no meio da minha cara.

Afastei sua mão do meu rosto e segurei seu pulso, puxando-a na minha direção.

— Você é uma vadia mesmo. Não tem vergonha de dar em cima do meu irmão mais novo, na minha frente? — sibilei irado, largando sua mão em seguida.

— Itachi, você é louco. Um obcecado e ciumento ridículo! — continuou gritando, os lábios se fechando em uma linha reta. — Nós estávamos conversando!

— E desde quando esfregar os peitos nele faz parte do conversar? — grunhi, segurando para não apertar seus ombros e chacoalhá-la.

Sakura soltou uma risada e percebi que não havia nenhum humor nela. Seus olhos bonitos faiscaram na minha direção e um sorriso sarcástico brotou nos seus lábios.

— Você é definitivamente louco! Como eu posso ficar com alguém como você?

— Porque você me ama.

Um estalo de língua foi o suficiente para que eu voltasse a segurá-la pelos braços. Puxei-a para o meu peito e levei um belo tapa na cara.

— Não me toque! Eu sou vadia, lembra? — murmurou zangada, sem conseguir se soltar totalmente do meu agarro.

— É sim. Minha vadia. E você nunca vai se livrar de mim, entendeu? Nunca.

— Eu te odeio! Te odeio! — Dessa vez lágrimas começavam a deslizar por seu rosto, enquanto me fitava com raiva.

— Sei. Eu também te odeio por ficar se enroscando com meu irmão. Mas ele nunca vai poder fazer isso.

Meus braços viraram ferro em volta dela, forçando Sakura a ficar parada e beijei-a. De início ela resistiu e tentou me morder, mas depois de alguns segundos se rendeu a mim facilmente. Os lábios dela se encaixando perfeitamente com os meus, enquanto suas mãos delicadas apertavam meus ombros e as lágrimas cessavam.

— Às vezes você me confunde. Eu não tenho certeza se você me ama ou me odeia — Sakura confessou quando nos separamos.

— Nosso relacionamento é baseado nos “às vezes”.

E foi com um sorriso sapeca que ela assentiu e me perguntou em voz baixa, se eu queria ajudar a arrumar a temperatura do chuveiro da casa da minha mãe.

E dessa vez, eu tive certeza que uma hora ou outra ela me enlouqueceria.

— Com prazer.


Fique por perto e você verá

Não há outro lugar que eu queria estar

Se você me ama, confie em mim

Do jeito que eu confio em você


Notas finais
.-. Reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!