Something new
4 You really got a hold on me
Notas iniciais
No quarto do casal o arqueiro terminava de tomar banho quando a loira entrou e fechou a porta atrás dela sorrindo. Daryl passou a toalha pelos cabelos para que eles parassem um pouco de escorrer, e olhou para a mulher que o observava. Ela tinha em mãos um dos brinquedos que Judith havia esquecido em cima da cama deles, e no rosto um olhar desejoso para cima dele.
— Pensei que fosse me esperar para tomarmos banho juntos. – comentou com um biquinho. Eles tinham o habito de tomar banho juntos desde que começaram a morar sozinhos.
— Foi mal loira. Eu estava muito sujo, tivemos que enfrentar alguns walkers e eles estavam bem nojentos. Já vi várias coisas durante esse tempo que estamos vagando, mas esses malditos andam cada vez piores, parece que eles ficam mais apodrecidos. – ele comentou e sentou-se do lado dele da cama, se recostando e colocando as pernas para cima, como tinha acabado de sair do banho usava apenas a roupa de dormir normal, que consistia agora em uma cueca daquelas estilo boxer.
— Só porque você fica muito sexy saindo do banheiro só de cueca. – ela brincou e pegou os outros brinquedos que estavam na cama e os colocou em uma cadeira que tinham no quarto. A loira foi até o banheiro para escovar os dentes, aproveitou para soltar suas mechas loiras e passou os dedos entre elas para que os nós se desfizessem. Voltou para o quarto e sentou na beirada da cama, fingindo ignorar o olhar que a acompanhava, tirou as botas que usava, levantou-se e abriu a calça jeans a escorregando pelas suas pernas magras e a colocou nas costas da cadeira, assim como fez com a blusa que usava. Ouviu um rosnado atrás de si e sorriu internamente, ela adorava provocar Daryl, era algo que vinha aperfeiçoando ao longo do tempo que eles tinham juntos. Desabotoou o sutiã cor de rosa que usava e o juntou as suas roupas na cadeira, virou-se para cama e avistou os olhos desejosos do homem, como se o ignorasse ela pescou uma camisa rasgada dele e a vestiu.
A mulher chegou perto da cama e deitou-se, suspirando, ela se ajeitou fazendo com que a camisa subisse alguns centímetros e mostrasse sua calcinha branca. Ouviu um rosnado do marido e viu quando ele virou para ela, seus olhos azuis sempre tão expressivos mostravam todo o desejo dela refletido ali. Beth sentia seu corpo quente, e uma parte muito em especial úmida, esperançosa que Daryl a tocasse logo. Eles estavam frente a frente, em uma cama de casal, e o homem tocou toda a lateral do corpo da loira levando a camiseta junto.
— Acho que foi bem desnecessário o uso dela. – Beth riu levemente, ao sentir Daryl a pedindo para tirar a blusa. Eles se movimentaram a maneira que ela pudesse levantar os braços e o arqueiro a ajudou a passar a peça de roupa por sua cabeça. Assim que ele deixou a camiseta de lado se afastou lentamente para observar a loira, que em um movimento empurrou ligeiramente o homem para a cama para que ele se deitasse, ela colocou uma perna de cada lado do corpo dele, se inclinando para que pudesse olha-lo melhor. – Preciso verificar se você não tem nenhum machucado. – comentou baixinho perto da orelha do marido que agarrou em sua cintura apertando-a. Beth desceu seus beijos para o corpo do homem passando pelo seu pescoço e chegou ao peito dele passando suas mãos levemente sobre a pele dele, como se procurasse algum machucado mais sério. Ela beijou o peito do homem e ouviu alguns resmungos vindos da parte dele, Beth não demorou a deslizar a mão mais para baixo até encontrar a barra da cueca que ele usava e a enfiou ali puxando a peça para baixo, encontrando o homem bastante excitado, com um sorriso maldoso ela começou a massageá-lo obtendo como resposta um gemido estrangulado de Daryl, continuando com seus beijos e aumentando gradativamente a velocidade de sua mão.
— Caralho, Beth. Se soubesse como eu fico com tesão cada vez que vejo esse seu sorrisinho. – o homem falou. Ele segurou na cintura da loira e a empurrou de volta na cama com força. – Você fica me provocando, garota. — Daryl não deu tempo para a loira pensar, atacou-a, prensando o corpo dela na cama distribuindo chupões pela área do colo e seios dela, as mãos dele foram diretamente para as laterais da calcinha da loira a empurrando para baixo, largando a mulher um pouco apenas para puxar a última peça pelas pernas dela. Beth sorria satisfeita com a vontade dele, e gemeu alto quando ele colocou dois dedos dentro dela a masturbando rapidamente. – Assim você vai acordar a casa toda, loirinha. – disse o homem, movendo seus dedos mais rápido ainda fazendo com que ela mordesse seu lábio inferior com força. Daryl se inclinou para a mulher e a beijou com força, suas línguas se entrelaçavam com vontade, ele separou os lábios do dela e tirou sua mão de onde estava fazendo com que a loira soltasse um suspiro de indignação. Mas antes que pudesse reclamar verbalmente ele separou as pernas dela e a penetrou, fazendo com que ambos gemessem em resposta. – Não dava para esperar. – o homem falou com a respiração ofegante. Ele investia na mulher com força segurando na cintura dela, Beth entrelaçou suas pernas na cintura dele fazendo com que conseguissem ter maior contato. Os gemidos deles eram abafados pelos beijos que eles trocavam a todo tempo, as mãos da loira corriam as costas do homem o apertando contra ela, como se a qualquer momento ele pudesse fugir, com um gemido de satisfação ela sentiu seu corpo relaxando após o orgasmo. Daryl sorriu convencido, e continuou com os movimentos, afundando o rosto no pescoço da loira assim que conseguiu chegar ao seu máximo também.
— Você faz falta. – Beth comentou alguns minutos depois, com sua respiração controlada e as mãos ainda nas costas do arqueiro.
— Percebi. – ele disse levantando o rosto e apoiando o peso nos braços para não esmaga-la, riu da cara dela pela resposta. –Também senti sua falta, dormimos no carro e foi uma merda. – confessou, Daryl ainda odiava falar sobre sentimentos, principalmente os dele. Beth fechou os olhos agradecendo internamente por ele estar a salvo, e logo depois sorriu para o homem com um olhar malicioso.
— Acho que você poderia me levar para um banho, o que acha? Sei que acabou de tomar um, mas você poderia esfregar minhas costas. – ela disse e Daryl riu. Ele levantou e a pegou no colo voltando para o banheiro. O banho acabou demorando mais que o esperado e quando voltaram ao quarto já era quase uma hora da manhã. Beth sorria satisfeita enquanto vestia uma calcinha e colocava de volta a camiseta que usava antes, deitando ao lado de Daryl que tinha posto uma calça de moletom, ela entrelaçou os dedos aos dele. – Que bom que voltou a salvo. – disse baixinho e ele olhou para a mulher sorrindo, coisa que ele vinha fazendo muito mais regularmente.
— Sempre vou voltar para você, Beth. – Respondeu e juntou seus lábios rapidamente a puxando para perto para que pudessem dormir. A loira fechou seus olhos e cantarolou alguma canção durante alguns segundos antes de começar a cair no sono, Daryl achava muito engraçado esse costume dela, dizia que parecia que ela se “ninava”.
O dia seguinte começou cedo, por volta as cinco e meia o arqueiro ouviu Judy chorando no quarto pela babá eletrônica. Beth deveria estar muito cansada, pensou, já que ela nem se moveu do seu sono, e sempre despertava quando a menina chorava. Ele enfiou uma camisa pela cabeça e saiu para pega-la, assim que saiu no corredor ele deu alguns passos até o quarto onde os dois filhos do Rick dormiam e pegou Judith no colo que parou de chorar quase imediatamente, ele devolveu a chupeta para a boca da menina que resmungou um pouco mais. Como ainda estava cedo Daryl resolveu que a levaria para o quarto deles e tentaria convencer a menina a ficar um pouquinho mais na cama, assim ele poderia dormir mais alguns minutos, ninando-a enquanto atravessava o corredor a viu fechar os olhos e entrou no quarto, colocando a menina no colchão ao lado da loira que continuou em seu sono.
— Vou trazer uma mamadeira para você, bravinha. Mas deixe a Beth dormir, ok? – disse baixinho para a menininha que agarrou o dedo dele como fazia quando ainda era uma recém nascida. Ele a balançou mais um pouco e quando estava mais calma ajeitou-a na cama e colocou um travesseiro na ponta da mesma para que Judy não rolasse e caísse no chão. Desceu as escadas tentando fazer o mínimo de barulho o possível, entrou na cozinha e preparou uma mamadeira para a pequena de maneira quase automática. Daryl tinha ficado exausto da busca, eles passaram mais de 24 horas fora, e sem dormir ou comer direito, e quando chegou em casa preferiu matar as saudades da loira a dormir cedo, não que estivesse realmente reclamando. Voltou a subir as escadas e entrou no quarto encontrando Beth levemente acordada abraçada a Judith, tentando faze-la dormir novamente. – Trouxe um lanchinho para te ajudar a dormir. – falou e a loira sorriu para ele que sentou-se na cama e pegou a garotinha no colo a fazendo tomar a mamadeira, aquele truque sempre fazia Judy dormir um pouco mais, antes mesmo de terminar de tomar ela já tinha seus olhinhos fechados. O homem sorriu e a colocou novamente na cama ao lado de Beth e deitou-se, fazendo com que a bebê ficassem no meio dos dois.
— Daryl, você dando mamadeira para um bebê na nossa cama, e depois o colocando no meio de nós dois parece um tipo de sonho para mim. – Beth comentou meio embolada por causa do sono, e em seguida voltou a fechar os olhos se aconchegando a Judy e entrelaçando seus pés aos de Daryl para que ele os esquentasse. O homem sorriu e também voltou a fechar os olhos para mais algum tempo de sono.
Um pouco antes das oito horas, Judith voltou a acordar, ela tinha mania de colocar as mãozinhas na boca de quem estivesse dormindo ao seu lado. Balançando suas perninhas, Judy falava algumas coisas no seu idioma, e chamava Beth, colocando suas mãos no rosto dela, e logo depois a colocando na boca da loira, que já estava ciente de que a bebê tinha acordado, e que não iria dormir outra vez. Beth abriu os olhos e viu a garotinha sorrindo com seus poucos dentinhos e sorriu de volta.
— Bom dia, Judy! – falou baixinho e a menina comentou alguma coisa incompreensível em resposta, se animando por não estar mais sozinha. – Vamos descer? – a loira voltou a perguntar e a menininha sorriu. – A gente deixa o Daryl dormindo, preparamos o café da manhã e depois acordamos ele, pode ser assim? – comenta baixo, se levantando e colocando um short e amarrando o cabelo em um rabo de cavalo alto.
Ela pegou a pequena no colo, e antes de descer parou no quarto que ela dividia com irmão na casa para troca-la. Beth deixou a menina em sua cadeira na cozinha, se divertindo com um pedaço de biscoito e foi até o banheiro. Assim que voltou encontrou Jane na cozinha brincando com Judith que não parecia muito satisfeita em ficar sozinha com alguém que não conhecia e já parecia prestes a chorar.
— Bom dia. Tiveram uma boa noite? – perguntou Beth, com o máximo de sua simpatia matutina.
— Sim, ouvi alguns barulhos a noite, mas deve ter sido paranoia da minha cabeça, sabe como é, muito tempo na estrada. – comentou a mulher e Beth sorriu, na noite anterior ela tinha se esquecido que tinham convidados em casa, e que nem todos tinham o sono pesado dos Grimes.
— Ah! Pelo menos vocês conseguiram descansar, daqui a pouco já vai estar dormindo melhor. – respondeu enquanto cortava alguns pedaços de pêssegos e colocava em um pratinho na frente da bebê que sorriu satisfeita. – Fique à vontade para comer o que quiser. – disse e se voltou a se concentrar no que fazia. Alguns minutos depois, tinha um café da manhã, dentro das possibilidade deles.
Pegou Judith que já tinha acabado de comer, e antes de subir as escadas olhou as horas, oito e meia, já estava bom para acordar Daryl, ele odiava dormir demais. As duas entraram no quarto e Beth colocou a pequena na cama e ela correu para cima do arqueiro se jogando em cima dele, as mãozinhas foram para o rosto do homem e Beth riu, sabia que ele já tinha acordado, Judith puxou um pouco do cabelo dele, e com a outra ela fazia seu carinho típico, que envolvia enfiar sua mão dentro da boca da pessoa. Daryl agarrou a menininha que deu um gritinho de animação e voltou a pular na cama.
— Bom dia. – Beth disse e deu um selinho nele. – Ia te trazer o café na cama, mas me lembrei que temos companhia hoje e não seria legal demorarmos a descer. – comentou e Daryl assentiu.
— Bom dia. – resmungou em resposta a ela e voltou a atenção a Judith. – Vou descer já. – completou e Beth sorriu para ele. – Que foi? – perguntou ao sentir a mulher o analisando.
— Nada, mal- humorado. Só estava me lembrando da ótima noite que tivemos, e que você é um marido maravilhoso, apesar de não ser muito de falar pela manhã. – fez uma gracinha. Ela pegou a roupa que usava no dia anterior e a vestiu, passou um pente nos cabelos que estavam bagunçados e voltou a prende-los. – Vou acordar o Carl e descer com a Judy.
A loira pegou na mão da menininha e a ajudou a descer da cama e a acompanhou até a porta, elas atravessaram o corredor e Judy empurrou a porta com a ajuda da mulher e foi andando meio incerta até o irmão, fazendo a mesma coisa que fez com Daryl, Beth a ajudou a subir na cama e em menos de dois minutos Carl estava acordado. Ela avisou que o café estava pronto e voltou a descer as escadas, dessa vez Judith quis ir andando, e Beth foi segurando sua mão até chegarem no fim da mesma, a loira pegou alguns dos brinquedos que ficavam na sala e os no tapete onde ela gostava de brincar e logo a garotinha se distraiu. Stella já havia descido, e ela se juntou as duas na cozinha, alguns momentos depois Carl e Daryl apareceram no cômodo.
Enquanto tomavam o café da manhã, Stella contava algumas amenidades de sua vida antes do apocalipse, e mesmo entretida com a mulher Beth percebia os olhares de Jane para o arqueiro, a loira estava surpresa em como a mulher não tentava nem ser discreta, mas antes que pudesse ter uma crise interna sobre o assunto a porta se abriu e Maggie entrou na sala.
— Bom dia! Glenn foi buscar os outros novatos na casa do Aaron. – comentou. – Eu sou a Maggie. – falou se apresentando e colocou um pouco do cereal em uma tigela para comer. – Não deu tempo de tomar café. – falou para a irmã que sorriu.
Logo após a chegada de Glenn, Maggie se apresentou formalmente e combinou de logo depois leva-los até a casa que eles tinham disponibilizado para eles, só que antes ela queria falar sobre as funções de cada um.
— Bem, não conheci vocês muito bem, mas acho que cada um vai ter seu valor aqui e vamos conseguir com o tempo encontrar uma função perfeita para cada. Jane, o Glenn disse que você era veterinária. – falou e a mulher assentiu. – Se quiser pode ir trabalhar na enfermaria, sei que não é o mesmo, mas atualmente a maioria dos ferimentos que temos tido são leves. Nosso pai também era veterinário, e nos salvou várias vezes. – Maggie disse sorrindo para a irmã.
— Por mim pode ser, também posso ajudar nas patrulhas, sei atirar, usar facas. – comentou confiante e Maggie assentiu anotando em seu caderninho.
— Stella e Alison podem ficar se revezando no controle de quantidades, nós estamos tentando reorganizar tudo lá mas ainda não conseguimos. – comentou a mulher e Glenn concordou com ela, as duas mulheres sorriram. – Bem, Noel. Temos algumas coisas que você poderia nos ajudar, como alguns sistemas e baterias. – o garoto sorriu satisfeito, adorava aquilo. – Todos vocês podem ajudar com as rondas, nós costumamos usar o sistema de turnos, mas com o tempo vocês vão se acostumar com tudo.
Maggie conversou com os novatos por mais alguns minutos e logo depois saiu em direção a casa que eles ficariam. Como Daryl e Carl estavam em casa e poderiam ficar de olho em Judith, Beth foi com a irmã. Era visível a diferença entre ambas, mas o carinho que sentiam uma pela outra também era perceptível.
— Espero que fiquem confortáveis aqui. – Beth disse sorrindo. – Qualquer coisa sabem onde é a minha casa. – sorriu para Stella.
— Beth, vamos que eu deixei meu filhote dormindo e a Enid fica nervosa quando o bebê chora, outro dia ela ficou chorando junto com ele. – Maggie comentou rindo.
— Não acredito que vocês tem um bebezinho! – Alison comentou feliz. – Faz anos que não vejo um, a pequena lá na casa do Daryl é um gracinha também.
— Sim, meu Hershel é bem pequenininho ainda. Vai poder vê-lo bastante, Alison. – Maggie disse. – Mas preciso ir! – eles se despediram e as irmãs saíram andando juntas em direção a casa da mais velha. – Beth, não que eu queria falar logo assim de cara, mas você reparou que aquela Jane ficou de olho no Daryl? – Beth comemorou internamente que não era só a visão dela que enxergava aquilo, e suspirou para a irmã.
— Claro que eu percebi, Maggie. Mas já avisei a ela que o Daryl é casado, e que eu estou o fazendo bastante feliz. – Beth sorriu um pouco maldosa e as duas entraram na casa.
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