Notas iniciais
(Depois de 10 tentativas de postar esse capítulo) Oi! Obrigada a todos os comentários lindos que vocês deixaram no último capítulo, fico toda boba lendo. Cada palavra que escrevem ali me incentiva a continuar a escrever essa história aqui. É muito difícil a gente escrever escrever escrever e não receber nenhum incentivo, elogio, crítica, enfim. Sobre o próximo capitulo: vai demorar um pouquinho. Estou no final do semestre da faculdade e as coisas estão super corridas, mas vou me esforçar para colocar algo aqui antes do Natal. Espero que gostem!

Beth e Zoe ainda ficaram na enfermaria mais uma semana, e a loira não aguentava mais olhar para aquelas mesmas paredes, e o que mais sentia falta era da sua cama. Durante o tempo que ficou ali, além de receber visita de todos os seus amigos, Jesus e Carson, o médico de Hilltop, tinha ido fazer uma consulta para garantir que não tinha nada de errado com a mulher e a neném. Daryl tinha voltado aos seus turnos de vigia, mas mesmo assim ainda estava preocupado com a garota.

Assim que voltaram para casa, a primeira coisa que Beth fez foi colocar Zoe em seu próprio quartinho, e avisar a Daryl que precisava urgentemente tomar um banho decente. Ela sabia que teria umas duas horas até a garotinha voltar a acordar e pediu para o marido ficar de olho nela. A loira entrou no banheiro e deixou a porta aberta para que pudesse ouvir qualquer coisa, e se despiu quase chorando de emoção ao ver suas coisinhas ali, durante os meses que estavam em Alexandria, Beth tinha se acostumado com as mordomias do antigo mundo, como água quente, shampoo e condicionador, privacidade, cama com colchão e refeições quentes, isso sempre parecia um sonho na mente da mulher, ainda mais depois de tudo que eles tinham passado. Daryl tinha dito a ela uma vez que é fácil se acostumar com coisas boas, o complicado é quando você precisa ficar habituado com coisas ruins, como eles tiveram quando passaram um tempo vagando depois de saírem do hospital.

Ela tomou banho calmamente, aproveitando que tinha o marido para ajudá-la e depois se enrolou na toalha indo para o quarto, pescou as roupas que queria usar e se olhou no espelho, ela tinha conseguido mais uma cicatriz, que se juntou a do rosto que trazia do hospital e todas as outras que foram adquiridas durante toda a doideira que viviam.

— Sobreviveu ao banho? Pensei que tinha se afogado lá dentro. – Daryl disse sorrindo para a mulher da porta.

— Engraçadinho. Estou olhando minha nova cicatriz. – A loira comentou. – Zoe acordou?

— Não, ainda está dormindo. Ela é a minha cara, você reparou isso? – Ele perguntou curioso. – Uma vez o Merle encontrou umas fotos minhas quando era criança, e a monstrinha parece comigo. – Ele riu orgulhoso. – Nem posso acreditar.

— Você está brincando comigo? Achei que ela era a minha cara. – Beth riu e Daryl balançou a cabeça negando.

— Talvez um pouco dos dois. – Ele disse. Beth sacudiu a cabeça, ela estava vivendo para ver Daryl Dixon falando sobre como a filha se parecia com ele, aquilo soava como uma versão alternativa da vida que eles vivam e principalmente do que ela estava acostumada a ter como marido.

— Tudo bem, Sr. Dixon, eu aceito isso. – Disse e se jogou na cama. – Parece ainda que corri de uma horda de walkers durante dias.

— Você vai ficar bem. – O homem completou a olhando. – Preciso ir falar algumas coisas com o Rick você se importa de ficar sozinha com ela?

— Claro que não. Te vejo mais tarde então, vou estrear nossa babá eletrônica que Michonne nos proporcionou e dormirei um pouco na nossa cama, nem posso acreditar que estou em casa. – Disse e se ajeitou na cama. – Se for ver a Bravinha diga a ela que estou morrendo de saudades. – Pediu.

Daryl saiu da casa logo depois de se certificar que tudo estava bem com Zoe e foi caminhando até a casa de Rick, quando ele passou pela casa aonde Jane costumava morar sentiu uma raiva crescente. Depois que levaram Beth para enfermaria e garantiram que ela ficaria bem, Sasha e Abraham tiraram o corpo da mulher de onde Carol tinha deixado, e então a levaram de lá para enterra-la do lado de fora. Os amigos da mulher os seguiram, todos surpresos com a atitude dela. Alison chorou o tempo inteiro, amparada por Noel, e dizendo que Jane não poderia ter feito aquilo com Beth, afinal de contas todos de Alexandria os tinham recebido de portas abertas, Stella foi até a enfermaria um dia e pediu desculpas para Daryl e prometeu que teria feito qualquer coisa para evitar aquilo se soubesse o quão descontrolada Jane estava, Carol a amparou e disse que não havia nada a ser feito e que elas tinham dado sorte e que estava tudo bem. O caçador não conseguia nem imaginar o que ele faria se Beth e Zoe não tivessem conseguido sobreviver.

— Hey Dixon. – Daryl ouviu Glenn lhe chamar, e então ele para e espera o homem chegar para lhe acompanhar. – As garotas estão bem?

— Sim. Preciso ver algumas coisas com o Rick, estava pensando que já tem muito tempo desde que nos lembramos dos tais Salvadores, não quero outra surpresa como o Governador.

— Nós ficamos de olho. – Glenn respondeu e os dois continuaram andando. – Eles não deram sinal.

— Devem estar esperando nós baixarmos a guarda. – Daryl comentou. E ao ver a cara de Glenn ele resmungou. – Se eu fosse o tal Negan, desconfiaria de deixarmos os caras saírem ilesos daqui, esperaria algum tempo e então nós estaríamos achando que eles eram realmente apenas viajantes, e então atacaria, ele está nesse momento esperando, posso apostar o que você quiser. – Explicou.

— Faz sentido. – Glenn comentou e balançou a cabeça enquanto absorvia o que o amigo tinha dito. – Faz todo o sentido na realidade, já faz um tempo que eles saíram daqui você acha que então eles devem estar chegando outra vez?

— Sim. Tenho praticamente certeza. – Avisou.

Os dois chegaram na casa de Rick e assim que entraram viram o homem com Judith no colo tentando fazer com que a garotinha comesse o café da manhã que ele lhe oferecia. Glenn começou a rir da cena e atraiu a atenção da menina que começou a chorar, esticando os braços para Daryl.

— Você sabe que essa preferência da Judith por você é ridícula, não sabe? – Rick perguntou parecendo enciumado.

— Sei, mas não posso fazer nada. – Daryl respondeu pegando-a no colo. – Judith prefere Beth acima de todos nós, ela deve estar sentindo falta da loira, já tem muitos dias que elas não se veem. – Comentou. – Hey bravinha, a Beth disse que já, já ela vai poder ficar com você, mas para isso precisa comer seu café da manhã e se comportar. – Conversou com a neném que encostou a cabeça do ombro do homem.

— Estão aqui para falar dos Salvadores? – Rick perguntou ao pegar a tigela com o café da manhã de Judy da bancada e tentar dar novamente a ela que tinha sido colocada na cadeira alta por Daryl. A menina estendeu suas mãos e o pai lhe entregou a colher, suspirando ao imaginar a sujeira que ela faria, mas pelo menos comeria alguma coisa.

— Sim. – Daryl respondeu direto. – Não quero correr mais riscos do que já corremos, Rick. Tem muito em jogo aqui. – Avisou.

— Tem muito em jogo para todos nós, Daryl. – O xerife respondeu. – Aqui é nossa casa e não tem nem cogitação de perdermos isso.

— Os Salvadores não nos tirariam daqui. – Glenn comentou. – Eles iriam tirar tudo o que temos, nos humilhariam e nos fariam parte do domínio dele, tirariam metade de tudo o que temos. – Completou. Ele e Jesus tinham conversado sobre aquilo e só de imaginar tudo o que poderia acontecer o coreano teve pesadelos.

— Isso também está fora de cogitação. – Rick disse. – Nós vamos dar um jeito. Jesus vai chegar com os moradores de Hilltop amanhã.

— Eles não devem demorar. – Daryl disse. – Os salvadores, eu digo. Eles devem estar esperando algum tempo para baixarmos a guarda e então pensam que vão nos pegar com as calças abaixadas.

— Desde que aqueles homens saíram daqui nós estamos em atenção máxima. Rosita está ensinando todos a lutar, e ela é muito boa, Michonne e Carl estão ajudando. Eugene acha que vai conseguir fabricar munição daqui alguns dias, Abraham está mantendo sempre nosso arsenal pronto para um ataque. Nós estamos prontos Daryl.

— Só não quero que nada aconteça, nós já passamos por muita merda nessa vida.

— É o preço que se pagar por viver hoje em dia, infelizmente, mas já estivemos em momentos piores. Estamos muito mais preparados hoje para lidarmos com as pessoas que aparecem por aí. – Glenn avisou. – Vou para casa que a Maggie tem algumas coisas para fazer e eu prometi que ficaria com o Hershel para ela. – O coreano avisou e saiu da casa deixando os dois homens sozinhos.

— Me sinto um viado falando isso, mas só queria conseguir viver em paz com a Beth e a Zoe. Parece que a pressão por não deixar nada de errado acontecer aumentou para caralho desde que segurei aquele pacotinho. – O caçador comentou se jogando no sofá do amigo.

— É só o que quero. Ter um momento para aproveitar o que eu e Michonne estamos vivendo, ver o Carl crescendo, a Judith... mas parece que teremos que esperar. – Respondeu da bancada da cozinha aonde Judith terminava de comer. – Acontece isso depois de você ser pai, eu senti o mesmo quando vi Carl pela primeira vez, e nem vivíamos nessa merda de mundo.

Os dois ainda conversaram por vários minutos e Daryl saiu da casa após ajudar Rick a manter Judith entretida durante algum tempo. Ele caminhou novamente para casa, antes parando no posto de observação e acenou para Noel que estava fazendo a vigia naquela hora. O garoto perguntou por Beth e Daryl balançou a cabeça dizendo que ela estava bem. Assim que ele entrou em casa viu a loira com Alison na cozinha, as duas pararam de conversar e Beth sorriu para o marido.

— Hey, achei que fosse demorar mais. – Comentou a loira. – Alison veio nos ver. – disse.

— Fui só ver algumas coisas com o Rick, manter as coisas sob controle para evitar surpresas desagradáveis. – Avisou. – Zoe está lá em cima?

— Sim. Daqui a pouco deve acordar porque vai ficar na hora de mamar, e aquela menina parece até um reloginho. – Brincou e a outra mulher riu.

— Beth vou deixar vocês dois a sós para essa hora, nós nos vemos depois pode ser? – Alison perguntou. – Vou aproveitar que Stella e Noel estão fazendo suas tarefas e aproveitar um pouco da casa só para mim. – Brincou e a loira riu, abraçou a garota e a levou até a porta. Dixon acenou para ela do mesmo jeito que havia feito para o gêmeo da garota momentos antes e subiu as escadas em direção ao quarto da filha.

Durante o tempo em que as garotas estiveram na enfermaria, depois de acordadas, Daryl foi em casa e montou o berço da menininha, ele demorou um pouco mas conseguiu fazer com que sua filha tivesse uma cama segura. O quarto tinha tudo que eles haviam conseguido resgatar para um bebê durante o fim do mundo, o que era consideravelmente bastante coisas já que não haviam muitas crianças naquele momento. Ele entrou e viu a neném começando a acordar e dar os primeiros sinais que ia começar a chorar, ele a pegou no colo e a embalou como tinha feito tantas vezes com Judith. Quando estava com Judy, durante o tempo da prisão eram momento em que o homem esquecia toda merda que já havia acontecido naquele mundo, e até mesmo na sua vida, elas mostravam a ele que poderia haver inocência naquele momento, e que nem todas as crianças tinham infâncias fodidas como ele. Alguns momentos depois Beth entrou no quarto e sorriu ao ver os dois juntos, ela nunca teria o suficiente daqueles dois, apenas alguns dias depois de Zoe nascer e ela já sentia que poderia passar o resto de sua vida olhando Daryl com a menina. A bebê começou a resmungar e Daryl sorriu lhe entregando a menina.

— Acho que nunca te vi sorrindo com tanta frequência, baby. – Beth brincou e Daryl deu de ombros.

— Acho que é porque nunca estive tão feliz. Essa merda de mundo pelo menos me trouxe você e consequentemente essa monstrinha aí. – Respondeu sincero e Beth suspirou feliz, aquele homem ainda iria a matar de tanto amor.

Notas finais
Espero que tenham gostado desse capitulo fofinho e cheio de amor ( ando sem condições psicológicas de escrever drama). Se gostaram, não se esqueçam de favoritar, deixar aquele amorzinho aqui em forma de comentário etc. Até a próxima, beijos ♥