Something Special
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Robin pensou ter ouvido o que pareceu ser a voz de Regina e olhou em volta.Não vendo ninguém,resolveu perguntar a Zelena se a tinha visto e a ruiva disse que ela tinha ido ao banheiro.
– Mas ela já está lá há um bom tempo,tia. — Milagros disse,enquanto olhava em volta
– Relaxe,criança.Aquilo é molho de nachos vai demorar até ela tirar tudo. — a ruiva responde enquanto comia.Surpreendentemente,estava sóbria e tinha razão.
– Ou,ela pode estar demorando por outras razões. — Cora apontou com o garfo,indicando que o homem do bar não estava mais lá.
– Regina?Indo assim com um desonhecido? — Robin estava chocado
– Qual o problema,olhos brilhantes?Não sabe que a fila anda? — a mãe da morena respondeu em um tom sarcástico,ao quee Robin revirou os olhos e voltou ao seu lugar na mesa.
"Tem alguma coisa errada",pensou e,assim que o fez,dois policiais entraram no restaurante e se dirigiram ao bar pedindo para falar com o gerente.O barman assentiu e logo depois um homem de meia idade apareceu sorridente,porém sua expressão mudou ao ouvir um dos policiais.Logo,eles concordaram em alguma coisa e o mesmo policial disse:
– Atenção,por favor.Nós acabamos de falar com o gerente e ele nos deu permissão para revistar o local e fazer algumas perguntas. — ele começou — Eu sou o policial August e esse é o policial Neal.Não há motivo para pânico,porém fiquem atentos a toda e qualquer situação e peço para que não levantem de seus lugares e tentem se lembrar de todos os fatos desde o momento que entraram aqui.Neal vai explicar a vocês o porque disso tudo,enquanto eu faço uma ronda pelo estabelecimento. — August terminou e foi para atrás do bar,onde começou a procurar por evidências.
– Bem,como meu colega já informou vou deixá-los a par dos fatos.Há meses estamos perseguindo um criminoso que tem ligação com dois dos maiores cartéis de drogas dos Estados Unidos,além de ser acusado de vários estupros.Semana passada,recebemos um telefonema anônimo e conseguimos prendê-lo.Entretanto,hoje de manhã,ele conseguiu escapar pela nossa segurança,houve uma troca uma troca de tiros,ele foi ferido e desde então nossas viaturas estão nas ruas pois sabemos que ele não vai chegar muito longe com o tiro que levou. — fez uma pausa quando August se uniu à ele novamente — Há algumas horas,recebemos outra ligação anônima e o denunciante afirma ter visto o criminoso por estas bandas,possivelmente disfarçado,por isso estamos fazendo a ronda na região e revistando todos os estabelecimentos e prédios possíveis.
Ao ver o olhar de pânico com o qual as pessoas se entreolhavam,August explicou:
– Policial Neal e eu vamos colher depoimentos de cada um de vocês,bem como iremos mostrar uma foto do procurado.Lembre-se de que até o mínimo detalhe,é crucial. — e começaram a ir de mesa em mesa.
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– ME SOLTE!- Regina gritou — Socorro!Alguém,por favor!
– Shhhh princesa... — o homem a segurou pelo pescoço — Você não vai querer terminar isso logo não é? — e finalmente revelou a arma
Regina sentiu o sangue gelar mais uma vez.Precisava sair dali mas como?A porta atrás de si tinha sido fechada e ela não podia tentar uma fuga ou acabaria morta antes mesmo de escapar.
– Vamos,morena linda — o homem falou enquanto segurava seu braço firmemente — Vira. — ele ordenou e quando ela se recusou,gritou — EU MANDEI VIRAR! — e a jogou contra a parede,fazendo com que a morena batesse com a cabeça
Na hora em que Regina se virou,ainda atordoada por causa da pancada,sentiu o estômago embrulhar ao ver que o homem havia tirado o cinto e desabotoava a calça.Piscou os olhos algumas vezes,para ter certeza de que aquele não era o pior pesadelo de sua vida,e os arregalou quando o bêbado bateu com o cinto na parede a poucos milímetros de sua cabeça.
Aquilo serviu para que alguma coisa ligasse em seu cérebro e ela lutasse por si.Conforme o homem ia chegando mais perto de si e saindo do lugar onde se encontrava antes,Regina notou algo diferente na parede de trás,algo como um elevado e então se deu conta de que,com muita sorte,aquilo poderia ser uma porta muito bem camuflada.Por que o restaurante a mantinha ali?Ela não queria saber,só precisava bolar algo o mais rápido possível para manter o homem fora do caminho e chegar até ela.
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Quando chegaram à mesa dos Mills-Hood,os policiais ouviram cada um e antes de mostrarem a foto do culpado,notaram a cadeira vazia.
– Com licença,senhora — o policial August dirigiu-se à Cora — Tem alguém sentado essa cadeira?
– Ah,sim.Minha filha estava aí mas ela foi ao banheiro.
– Senhora,eu acho que fomos claros ao dizer que ninguém saíria dos lugares até terminarmos a nossa ronda pelo estabelecimento. — não dando chance para a senhora responder,ele chamou Neal,que conversava com Robin e pediu que ele verificasse o banheiro enquanto ele mostraria a fotos do suspeito para o restante da mesa.
Ele pergunta a todos e quando chega m Zelena,ela se demora mais na foto.
– Algum problema,senhora? — August pergunta estranhando a reação da ruiva
– Eu já vi esse cara antes,conheço esse rosto — ela responde aérea,forçando sua mente
– Senhor,por favor,se lembra de qualquer coisa,qualquer detalhe,por favor diga.
Zelena segura a foto em mãos e a encara.Ela levanta a cabeça e aleatoriamente,fixa o olhar no bar,ficando assim por alguns minutos,quando um funcionário deixa cair uma garrafa quase perto de onde o homem de antes estava e o barulho a tira de seus pensamentos.
– Senhora?Consegue se lembrar de algo?
– Não,não.Infelizmente,nada me vem a cabeça agora. — entrega a foto pra o policial,voltando-se para a mesa e bebericando uma cerveja.Novamente ela olha pro bar e é aí que a lâmpada em sua cabeça se liga.O homem de antes não estava mais lá.Ela arregala os olhos. — A foto...a foto! — diz e vai atrás do policial que já estava na outra mesa. — Com licença,eu gostaria de ver a foto mais uma vez.
– Senhora,por favor,eu tenho um trabalho a fazer aqui...
– Só me dê a foto. — o guarda lhe entrega a foto e a observa — É ele... — ela murmura
– Perdão?
– É ele! — ela grita — O homem que estava no bar e não parava de olhar para nossa mesa,é ele!
– Que homem,senhora? -August indaga
– Tinha um homem cerca de 1 hora,1 hora e meia atrás,sentado daquele lado do bar,próximo aos banheiros e que não parava de olhar pra nossa mesa e... — sua expressão muda e ela fica branca
– Senhora?Ele ficava olhando pra mesa de vocês e...? — ele a incentivou a continuar
– E para a minha cunhada... -ela fecha os olhos e os aperta — Regina...e-ela foi ao banheiro cerca de 1 hora atrás também e até agora não voltou e...
– August! — Neal veio correndo do banheiro,ofegante,com uma expressão nada boa — A moça de quem eles falaram não está no banheiro.
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Regina lutava o quanto podia e como podia,pois agora tinha as mãos atadas pelo cinto.O homem lhe virou de frente pra parede de novo e começou a passar a mãos pelas suas coxas.
– Eu nunca vi ninguém como você antes... — ele sussurrava em seu ouvido e o hálito de álcool a deixava cada vez mais enjoada e tonta.Ela fechou os olhos e suspirou,uma pequena lágrima escorreu por seu rosto — Está chorando princesa? — e grudou seu rosto e boca na bochecha de Regina,que sentiu seu corpo tremer com nojo ao sentir o membro,já duro,daquele homem encostando na parte de trás de sua coxa esquerda — Mas eu ainda nem comecei nada...
Era a hora.Regina nada disse,apenas fechou os olhos mais uma vez,suspirou e quando o opressor se afastou um pouco e ela ouviu o barulho do zíper da calça se abrindo,sabia que não teria outra oportunidade.Esperou ele se aproximar de novo e então,investiu contra seu estômago com cotovelo.Ele foi rápido e a pegou pelo braço com força.
– Pensa que vai ser fácil assim? — disse com a arma apontada para o queixo da morena
Ela então cravou o salto da sandália no pé dele e quando o mesmo se abaixou pra ver o que tinha acontecido,a morena acertou sua cabeça em cheio com o cotovelo.Ele caiu no chão a agarrou sua perna e quando ela tentou se soltar ela rasgou a fenda de seu vestido e retirou do casaco uma faca.Porém quando ia cravar a mesma na canela de Regina,ela puxou a perna rapidamente e seu pé foi de encontro ao nariz do bêbado,que desmaiou,com a jaqueta aberta e deixando à mostra o ferimento da bala."Por isso ele não fez nada até agora,além de bêbado,está ferido e pelo jeito,não consegue fazer muita coisa.",ela pensou e deu graças à deus por esse "elemento surpresa".
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Os policiais seguidos de Robin fizeram novamente a ronda no restaurante mas não encontraram vestígios do homem ou de Regina.
– Existe alguma saída alternativa ou depósito aqui e que ainda não temos conhecimento,senhor? — August perguntou ao gerente
– Bem,temos a saída de emergência... — o senhor respondeu
– Neal,por favor,verifique a mesma e chame mais viaturas.Vamos precisar de reforços caso ele realmente tenha feito a moça de refém. — o outro policial assentiu e se retirou — Alem dessa saída,mais alguma?
– Tem uma porta no final do corredor dos banheiros que leva a um compartimento que às vezes usamos como espaço extra para guardar cadeiras e mesas quebradas. — o barman se pronunciou
August e Robin assentiram e foram em direção ao local.Milagros aos prantos,os parou no meio do caminho.
– Por favor,me digam que acharam a minha mãe... — quando os dois homens se entreolharam,ela gritou — VOCÊS SÃO SURDOS?ONDE ESTÁ A MINHA MÃE?! — e começou a socar o peito do pai que a abraçou forte
– Calma,filha,vai tudo ficar bem. — Robin lutava contra suas próprias lágrimas pois sabia que era quase uma questão de centímetros que o separavam de Regina mas também sabia que durante esse percurso,muitas coisas poderiam ter acontecido,estar acontecendo ou vir a acontecer.Então soltou a filha,dando um beijo na testa da mesma.
– Ok,pessoal.Eu vou precisar que evacuem o restaurante.Sem tumulto,sem barulho,sem gritaria.Qualquer passo em falso e aquele canalha pode fazer uma besteira muito grande,entendido? — todos assentiram,incluindo os funcionários e o gerente,e começaram a sair.
Quando o restaurante estava vazio,August trancou a porta,sacou sua arma e pediu para que Robin não fizesse barulho algum.O britânico assentiu e os dois seguiram para o fim do corredor,que se encontrava assustadoramente silencioso,e os fez pensar se realmente o criminoso e Regina estariam mesmo ali.
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Dentro do depósito,com as mãos ainda atadas,Regina lutava contra o tempo para achar o elevado na parede que havia visto,pois seu captor já estava dando indícios de estar acordando.
Ela então resolveu que era inútil achar a tal porta se suas mãos ainda estariam presas e ela assim não poderia escapar ou lutar.Se abaixou para pegar a faca que tinha caído,sempre de olho no homem.A morena agora tremia,suava e começou a chorar e entrar em pânico quando sua terceira tentativa de se livrar do cinto pareceu ser em vão.Respirou fundo e virou a faca de outro jeito,conseguindo assim ficar com a mesma e com as mãos livres.
Quando ia se concentrar na parede de novo,ela ouviu o que pareceram ser passos lentos no corredor.Sua esperança se aumentou e ela tirou os saltos,para fazer o mínimo de barulho possível,se aproximou da pequena porta e grudou o ouvido na mesma.Passos.Ela tomou fôlego e investiu contra a porta.Porém o criminoso acordou na mesma hora e a agarrou por trás,colocando a arma em sua cabeça,agarrando seu cabelo e o puxando com força para trás.
– Tentando bancar a esperta comigo,morena? — ele deu um riso quando viu Regina abrir a boca em dor e as lágrimas escorrendo por seu rosto — Melhor assim,submissa.Agora me diga,o que tem naquela parede,hein? — e puxou mais seu cabelo fazendo-a gemer de dor
Robin do lado de fora chamou a atenção de August para o barulho e se aproximaram mais depressa,ficando cada um de lado da porta.
Em meio a tudo aquilo,Regina do lado de dentro ouviu um gatilho de arma e gelou,porém percebeu que não era do homem,pois ele só tinha uma arma e esta já estava preparada.Presumiu então que havia alguém do lado de fora.Era tudo ou nada.Deu uma cotovelada no opressor,correndo em seguida em direção à porta.
– SOCORRO!ROBIN! — gritou desesperadamente,enquanto via o homem se aproximando de si com a arma apontada para ela
– Chamou a polícia,morena? — disse sarcástico — Que feio...
– REGINA?REGINA É VOCÊ? — Robin perguntou,para ganhar tempo enquanto August se posicionava na frente da maçaneta,arma em punho,e se preparava para derrubar a porta.
Regina se debatia na porta e tentava lutar contra o criminoso,desferindo socos,arranhões e tapas mas nada parecia funcionar.De repente se lembrou da faca que escondera na calcinha e pegou a mesma enquanto o homem se recuperava de mais um soco.Quando desferiu o golpe da faca,ele imobilizou sua mão,jogando o objeto longe e foi quando ela lembrou do ferimento que vira e deu uma joelhada bem em cima do mesmo,fazendo o homem gritar de dor e quase quebrar sua mão com a força que fazia.
– O QUE ESTÁ ESPERANDO?POR QUE NÃO ABRE LOGO? — Robin gritou nervoso pois tudo o que se podia escutar eram gritos e gemidos
E de repente,ouviram um estrondo vindo de dentro do depósito,bem na hora que August derrubou a porta com o pé,seguido de um estalo seco e um grito.
Quando a poeira baixou,tudo em seguida pareceu em câmera lenta,enquanto Robin via o criminoso estirado no chão,parte da parede dentro do depósito derrubada,um policial do lado de fora com uma arma em punho e ainda saindo fumaça e sua família,assim como todos os cliente e funcinários do restaurante mais alguns moradores da rua,aglomerados olhando a cena.Mas o que mais lhe chocou foi ver Regina aos berros,chorando,com metade do vestido rasgado e cheia de arranhões.
Ele foi se aproximando devagar e quando a morena o viu,se levantou e se jogou em seus braços,tremendo e o apertando com toda força do mundo.E ele correspondeu.E chorou.E de repente,percebeu que tudo valia a pena e que aquela história dos dois não terminaria ali,quando sentiu os três filhos se chocarem contra eles,em prantos e os agarrando,enquanto Regina murmurava "obrigada" sem parar,entre soluços.
– Eu amo vocês... — ele murmurou em lágrimas e deu um beijo no topo da cabeça de Regina,enquanto os cinco caminhavam para fora de tudo aquilo.
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