Notas iniciais
Hi strangers....it's been a while *moon face* EU VOLTEI FINALMENTE CARAI! PORRA, PUTA QUE PARIU! Sei que demorei, tem gente provavelmente planejando a minha morte mas eu to aqui finalmente retornando do hiatus de Something Special. Eu me desculpo de antemão o capítulo estar pequeninho mas é que, como é uma parte crucial da história e eu ainda to tentando estabilizar de novo, eu não quis colocar tudo de uma vez e fuder geral. Eu espero que vocês gostem, né? ♥ Trilha sonora: https://www.youtube.com/watch?v=pJC4xPFJeew (para a segunda parte - conversa do Robin e do Roland)

O carro cruzou as ruas da cidade como um raio e entrou cantando pneus a todo vapor no estacionamento do hospital. Regina tentava,sem sucesso, ligar de volta para o médico e acalmar Roland, que estava em seu colo, mais inquieto do que nunca porque achava que iria ver a irmã e esta iria brincar com ele como fazia antes.

— Conseguiu falar com alguém? — perguntou Robin,ofegante,enquanto procurava a vaga mais próxima

— Você me viu falando com alguém?!Eu acho que não!Então,por favor, continue na sua tarefa de achar uma vaga para que eu possa sair desse maldito carro e ir ver a minha filha. — ela respondeu, irritada e soltou um urro de frustração quando seu celular desligou devido à bateria fraca.

Robin a olhou de lado mas nada disse. Sabia que nada do que pudesse pensar em dizer naquele momento seria suficiente para acabar com o desespero que circundava os pensamentos de Regina e, lentamente, tomava conta da morena.

Finalmente, o britânico encontrou a vaga que tanto e queria e foi rápido em estacionar o carro. Regina mal esperou que o ex-marido desligasse o motor e foi abrindo a porta para saltar. Caminhou a passos largos e apressados, segurando filho de encontro ao peito, em direção à entrada do hospital.

— Eu quero ver a minha filha. — a morena praticamente esbravejou enquanto quase arrebentava as portas de entrada com um estrondo, sentindo que seu coração poderia sair pela boca a qualquer minuto.

— Senhora, isto é um hospital, tem de fazer silêncio. — disse, calmamente, um segurança que ficava ao lado da porta

— Vai me levar para ver a minha filha? — ela perguntou, avançando no homem, como um tipo de afronta

— Infelizmente, eu não sei quem é a sua filha e...

Nesse momento, todos naquela ala já encaravam fixamente a morena, que tinha os curtos cabelos negros bagunçados e estava vermelha como um pimentão. Para a sorte dos presentes, e do pobre segurança que já via sua vida passar diante dos olhos, Whale vinha passando na hora justamente para pedir à recepcionista que o avisasse imediatamente assim que os pais da paciente do quarto 909 chegassem.

— Sra. Mills! — disse o médico, se aproximando devagar para não assustar a mulher e piorar mais ainda a situação. — Está tudo bem, John. Pode voltar ao seu posto. — disse ao segurança,que imediatamente se retirou. — Que bom que estão aqui e puderam vir o mais rápido possível.

— Eu só quero saber como está a minha filha! É muito difícil para vocês entenderem isso? Primeiro vocês ligam para o meu ex-marido, depois para a minha casa, dizendo que tem algo de errado com ela e agora me prendem nessa recepção quando claramente as coisas não estão bem?! — ela disse, cerrando os dentes e obteve um choramingar leve por parte de Roland.

— Sr. Mills e ah, Sr. Mills — o médico disse, acenando brevemente com a cabeça para Robin que já estava atrás de Regina. — Nós ligamos para vocês, pois houve uma mudança no quadro da menina e,bem, vamos ter de fazer alguns exames para averiguar se realmente é o que pensamos.

— Então não é nada de grave? — Robin se pronunciou, pegando Roland do colo da morena que parecia que ia esmagar a pobre criança, tamanha era sua ansiedade.

— Não necessariamente. Por favor, me acompanhem até a minha sala. Se preferirem, podem passar no espaço infantil da emergência, que temos logo depois da segunda entrada à esquerda no corredor, para deixar o menino primeiro.

O casal trocou olhares e decidiu que era melhor deixar Roland lá, pois o menino já estava sob estresse demais e ouvir qualquer que fosse o diagnóstico da irmã, por mais que não entendesse, poderia causar ainda mais alguma coisa. Então, prontamente, Robin se retirou em direção à ala infantil enquanto Regina acompanhava Whale.
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Enquanto andava, o britânico realmente não pensava em nada, a não ser no turbilhão de problemas que havia surgido e parecia se aglomerar cada vez mais: a gravidez inesperada de Regina, como eles iriam contar isso para todos, se iriam ficar juntos, como lidariam com a chegada de mais um filho, em meio ao que parecia ser um caos sem fim, o que poderia estar acontecendo com Milagros...e todos os outros empecilhos que a vida parecia querer colocar em seus caminhos quando tudo parecia que estava indo as mil maravilhas. Em meio a tantos questionamentos, ele por pouco não perdeu a entrada da pequena sala e quase não ouviu quando Roland falou consigo.

— Papai,é aqui que a Mi está? — a voz pequenina soou; tímida e quase que inaudível

— O que? — Robin perguntou; parecia atordoado, como se tivesse sido desperto de um transe.

— A Mi, papai. É aqui que ela está? — o menino insistiu na pergunta e levantou a pequena mãozinha, depositando-a no rosto do pai para que olhasse para baixo.

Robin o fez e seu coração se despedaçou quando encontrou dois grandes olhos castanhos cheios de esperança e o que parecia ser uma ponta de alegria olhando fixamente nos seus. Ele então respirou fundo e andou até uma mesinha, onde algumas crianças desenhavam. Puxando uma cadeira, sentou Roland ali e se agachou para ficar da altura do menino.

— Sim. Ela está aqui. — ele começou, após um longo suspiro, e gentilmente teve de empurrar Roland de volta na cadeira quando o menino abriu um sorriso enorme, quase igual ao de Milagros quando tinha aquela idade, e fez menção de se levantar. — Mas agora, ela está um pouquinho distante, filho. Ela não pode falar com a gente. Ela está fazendo alguns...exames para que as pessoas possam ver se ela está cem por cento para ir pra casa.

— Tipo uma prova? — o menino questionou, inclinando a cabeça um pouco

— É...bem, mais ou menos. Mas é como se fosse uma prova sim. Só então, ela vai poder voltar pra casa e ficar conosco. Você entende? — perguntou, ao que o menino assentiu antes de olhar para baixo por um momento.

— Entendo, papai. Mas ela é inteligente e espertona! — ele disse com convicção, gesticulando exageradamente. — Vai se sair bem, eu sei que vai e ela disse que vai trazer um chocolate grandão pra mim. — continuou, sorrindo e mostrando as covinhas. Quando notou que o pai o olhava quase que incrédulo, Roland repetiu o ato de antes e levou a mãozinha a bochecha de Robin. — Não se preocupa,papai. A Mi é a bruxa mais esperta da idade dela, como aquela menina daquele livro que ela lê pra mim às vezes. — o menino completou, citando uma das personagens favoritas da irmã.

Robin não sabia o que fazer. Estava estático, congelado na frente do filho de três anos, que parecia ter mais consciência e auto controle do que ele que já beirava os quarenta. Com lágrimas nos olhos, ele se inclinou ao toque do filho e virou o rosto, plantando um beijo na pequena palma da mão, antes de puxar o menino para um abraço apertado.

— Eu sei, Roland...eu sei. — ele sussurrou no ouvido do menino enquanto afagava seus cachos. Depois de alguns segundos, ele se afastou. — Agora o papai precisa ir conversar com a mamãe e as outras pessoas que estão avaliando a sua irmã, você pode ficar aqui pra mim com essas outras crianças legais e se comportar enquanto estamos lá? Hm? — o britânico perguntou e sorriu quando o filho assentiu, apertando seu nariz antes de se levantar e andar até a porta.

Com um longo suspiro, ele fechou os olhos e fez uma prece mental, pedindo para quem fosse que estivesse lá em cima, pudesse ouvi-lo e tomar conta de Milagros e de seu destino, que se fazia parecer mais e mais incerto a cada passo que ele dava em direção ao consultório do Dr. Whale.

Notas finais
É isso aí gente! Eu espero, assim como vocês, que eu não demore a postar o próximo capítulo porque também sinto uma puta falta dessa fic. Eu espero que tenham gostado (relevem se tiver algum erro de digitação,ok? são 3 da manhã ><) e que a trilha tenha encaixado direitinho(ou mais ou menos né XD) Deixem nos comentários ou no meu tt (@aiyya_yo) o que vocês acharam, o que querem ver de novo, se querem algum personagem tanto de OUAT como HP, etc. Beijos e até o próximo capítulo! ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.